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Apaixonada por literatura, moradora de rua transexual viraliza na web: ‘Na solidão, comecei a conversar com os livros’

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Fernando Evans/G1

Adriana Cavalcanti, de 29 anos, vive há 17 nas ruas de Campinas (SP) e ganhou notoriedade ao comentar a greve dos caminhoneiros na internet.

Publicado no G1

A costumada a viver entre a invisibilidade e o preconceito, Adriana Cavalcanti, de 29 anos, encontrou nos livros uma paixão e a companhia para a solidão. Transexual, negra, nordestina e vivendo nas ruas de Campinas (SP) há 17 anos, ela conta que buscou em textos, poemas e músicas as explicações do “porquê é quem é, o porquê o Brasil é o Brasil”. Durante a greve dos caminhoneiros, em maio, um vídeo em que ela aparece ultrapassou dois milhões de visualizações. Nele, a moradora de rua mostra sua opinião sobre a paralisação e sua visão sobre a democracia.

O G1 encontrou Adriana no entorno de uma agência bancária, no bairro Ponte Preta, onde ela vive atualmente. Veja, abaixo, alguns pontos sobre o que ela contou. Na sequência, leia mais detalhes da entrevista:

Adriana fugiu da casa de acolhimento para as ruas aos 12 anos
Desenvolveu a paixão pelos livros e teve até uma biblioteca itinerante
Na infância, sonhava ser cantora ou atriz
Quer sair das ruas e ter um lugar para os cães e livros

‘Os livros falam’

Dormindo sob a laje de uma agência bancária, acompanhada de quatro cães, poucas roupas e com a comida que as esmolas diárias podem proporcionar, Adriana confia na literatura para poder entender o mundo.

Na falta de com quem conversar, eu entendi que os livros falam. Eles estão sempre a falar”, diz.

Engajada em dar voz às pessoas que estão à margem da sociedade, ela diz que com a inesperada fama alcançada pelo vídeo que se espalhou pelas redes sociais quer mostrar aquilo que, define, “a cidade teima em não ver”.

Se minha caneta for a língua, então que essa seja escritora das mais densas páginas em branco, para que outras pessoas possam com a caneta compor suas histórias”, afirma.

Saída das ruas

Esta busca coletiva, conta ela, caminha lado a lado com o sonho pessoal. Sonho de sair das ruas, realidade que conheceu desde quando tinha 12 anos, depois de fugir de uma casa de acolhimento e ser internada em unidades da Febem, atual Fundação Casa.

Eu nunca fiz nada de mal para ninguém. Meu único crime foi roubar bolachas para me alimentar. Não estava roubando porque eu gostava. A fome é cruel“, diz.

Após o vídeo dela se multiplicar pela web, internautas organizaram um financiamento coletivo para tentar reunir recursos para dar condições iniciais para Adriana recomeçar a vida fora das ruas (veja mais detalhes abaixo).

Adriana Cavalcanti divide a barraca instalada sob a laje de um banco com os quatro cães (Foto: Fernando Evans/G1)

Vítimas Algozes

Ela conta que ainda criança conheceu as dificuldades que as ruas reservam àqueles que vivem nelas. Para Adriana, a comunidade em situação de rua ou não é vista, ou é vista como vilã.

“É como mostra Joaquim Manoel de Macedo em ‘As Vítimas Algozes'”, fala em menção à obra que retrata os escravos como violentos e perigosos para defender, por meio do medo incutido nos barões, ideais abolicionistas no Brasil do final do século 19.

Referência

Ao comparar a realidade com a literatura, a transexual elege “Capitães da Areia”, de Jorge Amado, como uma bíblia para a própria vida. A obra que retrata crianças e adolescentes moradoras de rua em Salvador nos anos 1930, ela diz, norteia seus passos. “É uma história real”, afirma.

Vestidos de farrapos, sujos, semiesfomeados, agressivos, soltando palavrões e fumando pontas de cigarro, eram, em verdade, os donos da cidade, os que a conheciam totalmente, os que totalmente a amavam, os seus poetas”, escreveu Jorge Amado em um dos trechos do clássico.

Viralizou

Morando há um ano na região do Cemitério da Saudade, em Campinas (SP), Adriana cultivou amizades e inimizades naquele reduto. Há quem torça o olhar para ela e seus cachorros, mas tem quem pare para conversar ou oferecer ajuda.

Um dos amigos é o atendente Orlailson Araújo, de 29 anos, autor do vídeo da Adriana que circula pela rede. O rapaz conta que conheceu Adriana na região onde ele trabalha, no Cambuí, mas a aproximação se deu quando a transexual se mudou e fixou residência no atual endereço, na agência bancária que fica perto da casa dele.

Eu comecei a conversar mais e me aproximei mais dela“, explica Orlailson. As visitas passaram de ocasionais para frequentes e culminou com a gravação do vídeo em maio deste ano.

Estava no meio da greve e, do nada, deu a ideia de fazer o vídeo para perguntar o que a Adriana achava. Liguei o celular e pedi para meu namorado gravar”, lembra.

Para surpresa de Orlailson, o vídeo com Adriana espalhou-se pelo mundo. Só no perfil dele numa rede social, ultrapassou a marca de 2 milhões de views.

Além de repercutir no Brasil todo, recebi mensagens dos Estados Unidos, Portugal, Angola“, conta.

Adriana e Orlailson, que fez o vídeo que viralizou na web (Foto: Fernando Evans/G1)

Vaquinha

Um desses contatos pela internet veio de Chicago, nos Estados Unidos, onde mora a brasileira Jéssica Moreira-Spencer. Foi dela a ideia de criar, a partir do vídeo, uma campanha para tentar ajudar Adriana a sair das ruas.

Eu descobri sobre a Adriana por um vídeo que apareceu na minha timeline que dois amigos compartilharam. E fiquei com ele na cabeça, fui dormir pensando nela. Aí, no dia seguinte, tive a ideia de buscar quem a entrevistou. Conversei com o Orlailson e disse que poderíamos fazer algo para ajudá-la”, conta.

A vaquinha online busca R$ 5 mil, mas o valor, claro, não é suficiente para conseguir uma moradia para Adriana.

“[O dinheiro] vai ajudá-la. Mas estamos nos organizando, com outras pessoas na internet, na tentativa de conseguir um terreno e uma casa contêiner para a Adriana”, diz o atendente.

A possibilidade enche de esperança a moradora de rua, que hoje divide uma pequena barraca de camping com quatro cachorros, “seus parentes das ruas”, diz.

Imagina se eu consigo um terreno qualquer, um terreninho que seja, que eu consiga me estabelecer, ter espaço para deixar meus cães, meus livros“.

Paixão pelos livros

Adriana conta que desenvolveu a paixão pelos livros graças aos professores de português que teve na infância, ainda nas casas de acolhimento e durante as passagens pela antiga Febem. A leitura, segundo ela, foi um refúgio para lidar com o preconceito.

Eu comecei na minha solidão, isolamento, a conversar com os livros. Foi quando descobri Jorge Amado, Aluísio Azevedo, Tobias Barreto, Joaquim Manoel de Macedo“, lembra.

Nas ruas, acumulou tantos livros que chegou a montar uma espécie de biblioteca itinerante, onde emprestava títulos para outros moradores de rua ou quem demonstrasse interesse. A iniciativa, no entanto, acabou repentinamente. “Os guardas levaram com a justificativa da operação cata-treco”, diz.

Se muitos livros se foram, os ensinamentos dos escritores ficaram, e ajudaram no que Adriana define como “compreensão de mundo”. Questionada quais seriam os títulos inesquecíveis ou essenciais, ela tratou de listar alguns:

Capitães de Areia, de Jorge Amado
As Vítimas Algozes e A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo
O Abolicionismo, de Joaquim Nabuco
Poemas de Cruz e Souza
Composições de Vinícius de Moraes

Sua atual leitura é o “O Cortiço”, romance escrito por Aluísio Azevedo e um clássico da literatura brasileira. Protegida do frio apenas por uma barraca fina, Adriana devora com tanta paixão o livro que chama a atenção de quem passa pelo banco.

“Um rapaz chegou e me disse que na escola ele era obrigado a ler esse livro. Perguntei se ele se sentia obrigado a ler esse livro, e disse que sim. Que era um ‘livro chato’. Aí, depois que eu li três páginas, ele disse: ‘nossa, mas é bonito, hein?’ Expliquei: ‘não, bonito é a maneira que você o enxerga, e a maneira que eles te oferecem'”, conta Adriana, que completa.

Nada do que você é obrigado a fazer é bonito. Tudo que você por prazer faz é maravilhoso. Agora, ele quer o livro emprestado“.

Vida nas ruas

Adriana conta que fugiu de uma casa de acolhimento com três colegas, todos já mortos. Relembra que, enquanto tinha de lidar com a fome, frio e medo, foi apresentada às drogas. Passou pela cola, maconha e chegou ao crack, que utiliza “às vezes”, avisa.

A droga é uma válvula de escape para o inferno que se vive nas ruas”, diz. O uso do crack, conta, serve como um apoio para os momentos difíceis. “Sem sair de si e da realidade“, fala.

Eu gasto mais tempo com livro do que com crack. Eu gasto mais tempo com pessoas como eu do que com crack. Não sou uma nóia, mas lógico que vou usar, sim. Quero saber quem é o ser humano que ia conseguir passar a noite sem dar uma ‘pauladinha’ sabendo que poderia morrer no dia seguinte“.

Adriana relata que sobreviveu a quatro hipotermias nas ruas de Campinas (SP) (Foto: Fernando Evans/G1)

A morte, aliás, já passou próxima de Adriana pelo menos quatro vezes em 17 anos nas ruas de Campinas.

Eu já sofri de hipotermia quatro vezes. Já coloquei a mão na frente da boca e expirei ar gelado. Eu já perdi os sentidos, eu já morri!

Adriana diz ter tirado lições até destes momentos mais extremos. “Para quem morreu e continuou por aqui, graças a esse trote de Deus, então eu passei a aproveitar a vida. Meu sonho quando era criança não era ser nóia, não era ser moradora de rua. Meu sonho era ser artista, cantora…”

O mundo já está te condenando. Se você continuar se condenando quanto o mundo de condena, tá f….. Se o mundo tá de condenando, se absolva. Se o mundo te priva, se permita.”

Projeto em universidade leva cães para dentro da sala de aula

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Publicado no Catraca Livre

Os estudantes da UCBD (Universidade Católica Dom Bosco), em Campo Grande (MS), ganharam novos amigos durante as aulas, e eles têm quatro patas. Sim! Já pensou estudar na companhia de cães?

É isso o que o professor Diogo Cesar Gomes da Silva propõe ao levar à faculdade os cães Orion, Vega e Mel, quando leciona uma disciplina sobre comportamento e bem-estar animal. O trio de bichinhos, além de encantar, ajuda a sala a compreender na prática o conteúdo ministrado.

Créditos: Arquivo Pessoal Professor Diogo Cesar Gomes da Silva com cachorro na universidade

Créditos: Arquivo Pessoal
Professor Diogo Cesar Gomes da Silva com cachorro na universidade

 

“Eu lembro que, quando cheguei com os cães, não avisei aos alunos, me apresentei como professor da disciplina e expliquei que a gente ia estudar juntos. A expressão dos acadêmicos era de surpresa, empolgação e satisfação”, disse Diogo em entrevista ao UOL.

A didática faz parte de um projeto de extensão da universidade, chamado Cão Terapeuta, coordenado pelo professor. A atividade leva apoio terapêutico nas áreas da saúde com crianças, e envolve estudantes dos cursos de Medicina Veterinária e Psicologia.

Créditos: Arquivo Pessoal Cães fofos tiram a tensão dos alunos e ajudam no aprendizado

Créditos: Arquivo Pessoal
Cães fofos tiram a tensão dos alunos e ajudam no aprendizado

 

São atendidas crianças no Hospital Universitário da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), pacientes da AACC (Associação dos Amigos das Crianças com Câncer) e Amas (Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Campo Grande). Para mais informações sobre o projeto, o telefone é (67)3312-3324.

Garoto autista lê livros para cães em abrigo nos Estados Unidos

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As visitas semanais são importantes para o garoto e os cachorros se sentirem mais confiantes.

Karina Sakita, no Portal do Dog

Há mais de um ano, um garoto de seis anos chamado Jacob visita os cachorros de um abrigo toda semana.

O menino senta na frente do canil e lê livros para os cães do Carson Animal Shelter, em Los Angeles. Um gesto simples e que pode parecer sem sentido para algumas pessoas, mas que traz benefícios para todos os envolvidos.

Jacob lê livros para os cães. (Foto: Reprodução / The Dodo)

Jacob lê livros para os cães. (Foto: Reprodução / The Dodo)

 

Os animais tímidos e assustados acabam se sentindo mais confiantes para sair de seus “esconderijos” e mostrar como podem ser dóceis. Isso aumenta suas chances de adoção.

Jacob costumava ser muito sensível a barulhos, mas essa convivência com os cachorros do abrigo fizeram bem para ele. O fato de alguns cães latirem enquanto o garoto lê, fez com que ele aprendesse a lidar com as distrações em seu cotidiano.

Essas visitas são importantes para Jacob e para os cães. (Foto: Reprodução / The Dodo)

Essas visitas são importantes para Jacob e para os cães. (Foto: Reprodução / The Dodo)

 

Fonte: The Dodo

7 Livros incríveis sobre o melhor amigo do homem

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

No mês passado eu infelizmente acabei perdendo a minha cadela da raça Pitbull, uma companheira que esteve fielmente ao meu lado nos últimos 14 anos da minha vida. Durante este longo período, eu e a Akasha tivemos grandes momentos e até vivemos algumas aventuras, como na vez em que ela foi roubada ainda filhote e eu, na cara e na coragem, invadi a casa onde ela era mantida cativa e resgatei a minha cadela, além de distribuir alguns socos na cara do meliante que a mantinha, claro. Uma história que um dia pretendo contar aqui em nossa coluna de Crônicas Diurnas.

Eu considero os cães como uma das maiores conquistas da humanidade. Desde que começamos a domesticá-los, cerca de 15 mil anos atrás, eles foram nossos colegas, conselheiros, socorristas, provedores, seguranças e, o mais importante, nossos melhores amigos. Não é surpresa que esta espécie, que desempenha um papel tão importante em nossas vidas, tenha inspirado algumas histórias incríveis. E para homenagear este companheiro canino, o DpM selecionou alguns dos melhores livros sobre os cães.

✔ O Filósofo e o Lobo, de Mark Rowlands

O Filósofo e o Lobo, de Mark Rowlands
Mark Rowlands foi criado numa família que sempre teve cachorros grandes em casa. Já professor de filosofia, um dia ficou intrigado ao ver um anúncio expondo filhotes de lobo para venda.

Os animais eram fofos, de olhos amarelos, com pais imponentes. O criador não aceitava cheque. Rowlands correu até um caixa eletrônico para sacar os 500 dólares pedidos. Nos primeiros 15 minutos em seu novo lar, o filhote Brenin, de seis semanas, destruiu as cortinas e o sistema de ar-condicionado central.

Mais 500 dólares foram gastos. Assim, ficou clara a necessidade de treinar Brenin para conviver com seres humanos – e de levá-lo consigo a todo lugar. Na universidade, ele ficava deitado embaixo da mesa do professor. Uivava quando a aula se tornava tediosa. Roubou o almoço de uma aluna apenas uma vez.

Rowlands e Brenin passaram 11 anos juntos. A intimidade dos dois, tanto física como mental, deu origem a esta autobiografia, que mescla filosofia de lobos, filosofia de humanos e observações sobre os laços entre as pessoas e os animais. Antes de morrer, na França, Brenin apreciou pain au chocolat por dias a fio, provocando no autor reflexões sobre Kant, o tempo e o “eterno retorno” de Nietzsche. Ao falar do que podemos aprender com lobos, Rowlands engrandece um livro de memórias sobre a vida com um animal, tornando-o uma obra mais profunda e marcante, um ensaio sobre o significado de um verdadeiro companheirismo. (Editora Objetiva)

✔ O Farejador: Uma Investigação de Bernie e Chet, de Spencer Quinn

O Farejador: Uma Investigação de Bernie e Chet, de Spencer Quinn
Chet é um cão inteligente e adorável. Com seu faro poderoso, ele forma com seu parceiro, o humano Bernie Little, a dupla oficial da Agência de Detetives Little. Quando a jovem Madison Chambliss desaparece de forma misteriosa, Bernie aceita prontamente o caso. Contudo, eles nem imaginam que o sumiço pode ter ligações com criminosos perigosos, e que ambos correm grande risco.

Narrado pelo perspicaz Chet, O farejador confirma o que todos os fãs de cachorros suspeitavam havia muito tempo: os cães não são apenas mais divertidos do que os humanos, mas também podem ser mais espertos. (Editora Record)

“Chet é uma combinação de tudo o que nós mais gostamos nos cachorros: como eles amam a vida e como eles nos amam. ” – Stephen King

✔ O Chamado Selvagem, de Jack London

O Chamado Selvagem, de Jack London
Jack London,(12 de janeiro de 1876 à 22 de novembro de 1916), foi um autor americano de grande notoriedade. Seu nome foi um pseudônimo; ele provavelmente nasceu como John Griffith Chaney. O autor teve uma vida curta, porém muito produtiva. Produziu centenas de contos, artigos e mais de 50 livros. Entre eles estão: O lobo do mar, Caninos brancos, A filha das neves. Tornou-se um dos mais bem pagos escritores no início do século XX. Seus livros se baseavam em muitas aventuras e fatos vividos pelo próprio London, como em O Chamado Selvagem, baseado em sua experiência na corrida do ouro de Klondike.

O chamado selvagem conta a história de Buck, um cão da raça são-bernardo que vivia feliz em um sítio onde não precisava defender seu território. A vida de Buck, entretanto, mudaria totalmente quando um dos empregados do lugar o sequestra e vende. Por ser forte e muito peludo, Buck se torna um cão de trenó. No árduo trabalho através de regiões geladas em jornadas que começavam antes da aurora e terminavam após o crepúsculo, Buck passaria a viver sob a lei do porrete e dos caninos. Submetido a condições extremas, acossado pela violência dos homens, do ambiente e dos outros cães de trenó, Buck se transformará aos poucos em uma fera selvagem, cada vez mais atraído pelo chamado de seus ancestrais, que reclamam uma vida livre e desimpedida, perigosa e desafiadora, caçando durante o dia e uivando para a lua à noite, em uma celebração contínua da vida selvagem.

✔ Rin Tin Tin: A Vida e a Lenda, de Susan Orlean

Rin Tin Tin: A Vida e a Lenda, de Susan Orlean
Ele achava que o cão era imortal. Assim começa a vasta, poderosa e comovente narrativa de Susan Orlean sobre a jornada de Rin Tin Tin de sobrevivente órfão a astro do cinema e ícone internacional do showbiz. Suzan, redatora da New Yorker chamada de patrimônio nacional pelo Washington Post, passou cerca de dez anos pesquisando e escrevendo sua mais cativante obra- a história de um cão que nasceu em 1918 e nunca morreu. A narrativa começa num campo de batalha francês da Primeira Guerra Mundial, quando Lee Duncan, um jovem soldado americano, descobre um sobrevivente- um pastor-alemão recém-nascido nas ruínas de um canil bombardeado. Para Duncan, que passou parte da infância num orfanato, a sobrevivência do cão fora um milagre. Havia algo em Rin Tin Tin que o compelia a compartilhá-lo com o mundo. Duncan o levou, então, para a Califórnia, onde suas aptidões físicas e a capacidade de representar chamaram a atenção da Warner Bros.

Durante os dez anos seguintes, Rinty estrelou 23 sucessos do cinema mudo que salvaram o estúdio da falência e fizeram dele o cão mais famoso de todos os tempos. No auge da popularidade, Rin Tin Tin foi o campeão de bilheteria de Hollywood. Ao longo das décadas seguintes, Rinty e seus descendentes fizeram a conturbada jornada do cinema mudo ao falado, do preto e branco à cor, do rádio à televisão, culminando no seriado de TV As Aventuras de Rin-Tin-Tin, um dos mais populares programas da época do baby boom. O legado do cão herói foi consolidado por Duncan e alguns outros como Bert Leonard, o produtor do seriado da TV, e Daphne Hereford, a proprietária do atual Rin Tin Tin, que dedicaram a vida para assegurar a imortalidade da lenda. Na essência de Rin Tin Tin a Vida e a Lenda há um tocante estudo do duradouro vínculo entre os humanos e os animais. (Editora Valentina)

✔ Seu Cachorro é um Gênio!, de Brian Hare e Vanessa Woods

Seu Cachorro é um Gênio!, de Brian Hare e Vanessa Woods
Na última década aprendemos mais sobre o raciocínio canino do que nos últimos cem anos. Brian Hare, diretor do Centro de Cognição Canina da Universidade Duke, foi pioneiro nas pesquisas que comprovaram que os cães – muito mais do que os espertos chimpanzés – são dotados de uma espécie de genialidade para conviver com pessoas que é única no reino animal. A grande revolução científica de Hare foi descobrir que os cães, quando começaram a ser domesticados – há mais de 40 mil anos -, tornaram-se muito mais parecidos com bebês humanos, em termos de comportamento e dotes de comunicabilidade, do que seus ancestrais, os lobos.

Ou seja, a domesticação deu a eles um novo tipo de inteligência social. Neste livro inovador, o cientista Brian Hare e a jornalista Vanessa Woods trazem à tona a história e os caminhos que levaram à descoberta que vai mudar para sempre o que sabemos sobre os cães e como treiná-los. De forma simples e acessível, mas com a autoridade de um expert, conheceremos todos os detalhes dessa incrível jornada pela mente canina, abrangendo todo tipo de raça – do simpático labrador ao exótico cão cantor da Nova Guiné, das miniaturas ao tão falado shih tzu. A revolução já começou! Seu Cachorro é um Gênio! é o livro definitivo sobre cães. (Editora Zahar)

✔ A Sabedoria dos Cães, de Gotham Chopra e Deepak Chopra

A Sabedoria dos Cães, de Gotham Chopra e Deepak Chopra
Deepak e Gotham Chopra guiam os leitores em uma reflexão sobre a alma do melhor amigo do homem e apontam suas qualidades e capacidades espirituais mais poderosas. Eles discutem, em meio a risos e lambidas, as incríveis qualidades de se ter um animal de estimação e demonstram como os cães possuem valores e estabelecem um tipo exemplar de relação saudável.

Com extrema sinceridade, A Sabedoria dos Cães: Três Gerações, Dois Cães e a Busca por uma Vida Feliz oferece iluminação, conforto e um pouco de diversão na medida certa e se mostra como uma das mais perspicazes, espirituais e autênticas obras da família Chopra.
A chegada do filhote de samoieda, Nicholas, nos anos 80, virou a família Chopra de cabeça para baixo, e recentemente com Cleo, uma vira-latas com problemas alimentares, eles perceberam como os cães ensinaram à família curiosidade e sabedoria, abertura mental e paixão, e também sobre lealdade e respeito da forma mais profunda. Esta obra nasce assim, desse aprendizado com a chegada do primeiro cão à família Chopra décadas atrás, que foi recebido com certas reservas pelo pai até se tornar um membro familiar e motivo frequente de conversas e filosofias. Eles logo perceberam que as qualidades observadas e admiradas de seus animais de estimação eram valores que nós, humanos, deveríamos alimentar dentro de nós. E demonstram como esses amigos têm muito a ensinar. (Editora Leya)

✔ Os Vira-latas do Sucesso, de José Carlos de Aragão

Os Vira-latas do Sucesso, de José Carlos de Aragão
Mais do que apenas mostrar amor, carinho e respeito pelos cães, este livro pretende denunciar as crueldades frequentemente cometidas contra esses nossos alegres, divertidos e fiéis companheiros de quatro patas, como maus-tratos e abandono. Algo, para o autor, tão inaceitável quanto incompreensível.

Por isso, ele pediu a Totó, Caçula, Lord, Dado, Pitty, Bulla, Xereta e até ao mal-humorado Nick que o ajudassem a denunciar esse problema que, infelizmente, é real e acontece todos os dias por aí.

Escrito inicialmente como peça de teatro, o texto foi convertido em prosa narrativa e sai agora publicado nessas duas versões: de um lado, o texto dramatúrgico, pronto para ser encenado na escola, na família, no clube, na vizinhança; de outro, virando-se o livro ao contrário, o texto narrativo. Duas capas que dialogam entre si e com o leitor, dois registros de uma mesma história que diverte, emociona e faz pensar. (Editora Autentica)

Internautas usam cães para recriar trailer de ’50 Tons de Cinza’

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E, sim, é superfofo

Christian e Anastasia precisam de tosa. (Foto: Reprodução)

Christian e Anastasia precisam de tosa. (Foto: Reprodução)

Publicado por Revista Monet

Um vídeo assistido mais de 28 mil vezes no ‘YouTube’ traz um casal de cachorros protagonizando o trailer de ‘50 Tons de Cinza‘.

50 tons de pelo dourado". (Foto: Reprodução)

50 tons de pelo dourado”. (Foto: Reprodução)

A paródia usa o áudio original dos diálogos entre Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson) para remontar as cenas com dois simpáticos cães.

Há também recomendações (fictícias, claro) de “publicações caninas”: o ‘Trixie Canine News’, por exemplo, eloiga a obra confessando que “babou o tempo todo”.

O verdadeiro ’50 Tons de Cinza’ estreia nos EUA apenas em fevereiro de 2015.

Confira o trailer da versão com cães de ’50 Tons de Cinza’:

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