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Oficina de Literatura do Cafeína Literária

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Douglas Pereira, no Cafeína Literária

Queridos leitores! Com base no ótimo retorno que tivemos da oficina literária realizada no dia 17 de Abril, vamos realizar mais uma, com um conteúdo um pouco mais extenso no dia 28 de Maio, sábado, das 9h às 12h.

O custo será de R$ 120,00 por pessoa, com coffee-break incluso.

Clique aqui para fazer sua inscrição.

oficina literaria

Gostaria de convidá-los para este evento em que vamos falar sobre os seguintes assuntos:

  • O que é e como surgiu a literatura?
  • Como é o processo criativo?
  • Gêneros e formas de prosa literária
  • Estrutura da narrativa.

 
Será na Blocktime Coworking – Rua Galeno de Almeida, 188 – Pinheiros

Para aqueles que utilizarem o transporte público, basta descer na estação Sumaré da Linha Verde.
Para quem vai de carro, há um estacionamento pago na esquina da Rua Galeno de Almeida com a Oscar Freire.

Chega de conversa!
Quero me inscrever agora!

 


Diários de Bordo do Aqueronte

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Douglas, no Cafeína Literária

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O PROJETO

Desde que o site foi fundado, em 2013 a equipe do Cafeína tem ensaiado, lapidado, preparado o lançamento de algum título próprio. Se você nos acompanha há algum tempo, vai perceber certos indícios deste “passo a passo” em nossos posts. Eis que após todos estes meses de preparo, vêm à tona o fruto, a magnum opus, incorporando todo conhecimento que pelo portal Cafeína Literária temos divulgado.
Diários de Bordo do Aqueronte é uma coletânea de contos escritos por Doug Pereira – membro fundador do Cafeína. São histórias perturbadoras, onde seus personagens são postos em situações extremas de tensão com uma semiótica toda voltada para induzir o leitor ao medo. Um prato cheio para aqueles que adoram literatura de suspense e terror.

OS CONTOS

O Bom Filho à Casa Torna narra um história dupla, alternando os pontos de vista entre dois personagens: o primeiro é um escravo do Brasil colonial que recebe a missão de encontrar o filho do Marquês de Villaça, desaparecido durante a guerra do Paraguai. O segundo, o próprio filho do Marquês, preso e torturado por um desconhecido psicopata meticuloso.

Em O Templo de Gomorra é explorada a linha tênue entre a paixão e a obsessão. A elasticidade que tem nossa dignidade, brincando com os limites de até onde pode ir um homem em prol de uma mulher tão fascinante e lasciva que lembra o demônio em pessoa. Este conto foi publicado originalmente na coletânea Mentes Inquietas, pela Editora Andross e foi vencedor do prêmio Sesc Amazonas em 2012, publicado no livro A Rocha em que Vivemos e Outras Histórias.

Cada um de nós tem sua idealização do instante da morte e, talvez, do julgamento final de nossas ações em vida. O Guia é uma representação desse momento, construindo, porém, um anti-herói que inverte as velhas expectativas pitorescas de um anjo celestial para uma criatura sarcástica e cruel que vem dar a sentença final.

O mundo visto pelos olhos de uma criança pode ser tão fantástico quanto tenebroso. As crianças têm mais dificuldade que os adultos para distinguir a realidade. A história em Uma Noite de Desventuras é narrada da perspectiva de um menino cuja distinção errônea entre realidade e imaginação pode lhe custar a vida.

No conto No Átrio do Paraíso é abordado o improvável encontro de dois icônicos personagens da história real. A batalha dialética aborda a filosofia da política e da guerra, áreas em que ambos foram considerados mestres.

O arauto da morte está sempre às voltas com mais uma visita a ser feita. Em O Guia II ele retorna com toda sua impaciência e ironia para reclamar mais uma alma.

Uma bela pincelada de sensualidade dá o tom para Rua dos Timbiras, 216. Os devaneios de uma profissional bastante peculiar ao cumprir seu papel na sociedade.

A vida nem sempre se curva aos nossos desejos, por mais que nos achemos merecedores. A paixão muitas vezes pode ser mais amarga que doce. Em Escreva Para Ela estes sentimentos são retratados em seus diversos prismas. Mesmo aquele menos provável.

As lembranças são bens valiosos que temos. Mesmo aquelas que não são agradáveis são peças que compõem nossa experiência de vida e conhecimento. Mexer com elas, entretanto, pode ser perigoso. No conto Apenas Uma Memória, é abordado o reflexo das lembranças em nosso ego e porque algumas vezes o melhor é que certas memórias permaneçam no passado.

E se você descobrisse que está mentalmente doente? Que sofre de alucinações e que tudo que você entende como realidade pode ser falso? E se… Você descobrisse que você é a alucinação na cabeça de alguém? Pelos Bigodes do Coelho traz à baila essas questões e a tensão de suas respostas.

Bullying é um assunto antigo com nome recente. Uns acreditam que é exagero condenar. Outros nem tanto. O certo é que só quem esteve sob a pele de alguém que sofreu. Riu por Último é um breve relato, narrado de forma indireta livre, de uma criança que poderia ter sido qualquer um de nós.

PREPARAÇÃO E REVISÃO

Nossa expert em preparação e revisão, discípula de grandes nomes do mercado editorial como Jiro Takahashi, Ibraíma Dafonte Tavares e André Conti, Cristine Tellier fez um trabalho minucioso de preparação e revisão. Ela possivelmente leu estes textos muito mais do que o próprio autor.
Não obstante, recrutou mais um time de pessoas de conhecimento abastado na Língua Portuguesa para que polissem até a última letra de cada texto. O Cafeína Literária tem uma dívida de gratidão para com esses profissionais.
O resultado é um texto certeiro e belissimamente estruturado, sem desvios, entretanto, no lirismo da prosa e nos objetivos do autor.

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ARTE GRÁFICA

Doug Pereira assumiu a produção de capa e diagramação. A temática do livro é suspense e terror. No que diz respeito à diagramação, foi utilizada a ferramenta InDesign. O formato de página escolhido foi de 15×22. Pensamos que seria mais prático ao leitor um livro menor, prático de carregar no metrô/ônibus.
A fonte no miolo é a padrão: Times New Roman, espaçamento simples. As caveirinhas utilizadas na abertura de contos ou como separadores de cenas são caracteres na fonte Old Skull Hellron. Já a fonte para as letras capitulares (aquelas letras grandes no início de cada texto) é a Christensen Caps.
Já para a capa, a encantadora pintura do espanhol José Benlliure Gil, La Barca De Caronte caiu como uma luva tanto em relação às suas cores mórbidas quanto ao título que remete ao mito do rio Aqueronte, onde navega o barqueiro de Hades. Com um plano de fundo destes, bastou adicionar um trabalho de tipografia para o título e alguns detalhes. A fonte da capa e da folha de rosto é a refinada Rothenburg Decorative.

FERRAMENTAL

Para a produção deste volume, o processo envolveu algumas ferramentas – aplicativos de computador – que são comuns no dia a dia da maioria, mas que, sem elas, o trabalho seria inviável.

Microsoft Word: diga o que disserem sobre a Microsoft, mas algo precisa ser admitido: o Word é a melhor ferramenta de edição de texto disparadamente. Atualmente todo trabalho de escrita de originais é feita no MSWord, bem como são utilizados os recursos de revisão que ele provê para o trabalho de preparação, revisão e forma de registro da comunicação entre autor e revisor.

Adobe InDesign: esta aplicação possibilita moldar o texto em livro de uma maneira simples, bem como realizar o trabalho artístico da macha de texto. É ótima para alinhar imagens e oferece uma série de recursos.

Adobe Photoshop: ao falarmos em capa, inevitavelmente falamos de imagens. Por melhor que seja o trabalho com InDesign, o foco daquele é o texto e deste as imagens. O trabalho de tipografia, criação de logo, criação de detalhes nas imagens, sobreamento e etc foi feito por aqui.

Madame Bovary, de Gustave Flaubert

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Douglas Pereira, no Cafeína Literária

Todos os livros que já li sobre teoria literária citam Madame Bovary. O que quer dizer muito sobre uma obra. Lançado em 1856, o livro abalou as estruturas da sociedade francesa do século XIX. E olha que nem há passagens de sadomasoquismo e sexo explícito… Por que então tamanho reboliço?

Bem, logo em seguida de Balzac, o livro é um dos grandes marcos na consolidação do gênero romance. Considerado por alguns, inclusive, como o primeiro romance (nota: não confundam romance e novela)

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Até então, os romances representavam historinhas do cotidiano da população burguesa – algo como neo-granfinos, um povo que tinha dinheiro, mas não tinha a classe da nobreza que, por sua vez, havia sido extinta pela revolução francesa uns poucos anos antes. Balzac e Flaubert entraram na jogada para mudar o tom da coisa, usando o romance como gênero para incutir análises sobre a psique humana.

Madame Bovary, quase em tom de zombaria, critica a sociedade burguesa de forma inexorável, mostrando uma protagonista que, ao mesmo tempo em que despreza a superficialidade da sua própria classe social, também se deleita descaradamente na colcha de pecados capitais por ela oferecida. Coisa que a maioria dos membros desta malta procurava manter nas sombras.

Emma Bovary, a heroína (está mais para anti-heroína) é uma mulher jovem e entediada com a vida conjugal. Quanto mais seu marido se esforça para dar à moça o luxo e o domínio sobre ele, mais ela o despreza e mais se enfada de tédio de não ter de se esforçar para nada. E, na tentativa de conseguir um antídoto para seu enfado, Emma envenena-se com os prazeres do flerte e das fantasias do amor. É uma mulher que não consegue aceitar a simplicidade da felicidade. Que deseja o ardor dos desafios, a adrenalina da sedução e a poesia do sofrimento.

Não conseguia agora convencer-se de que a calma que vivia fosse agora a felicidade que sonhava.

Hoje em dia qualquer Cinquenta Tons de Cinza – bem ou mal – fala sobre isso. Mas naquele tempo era uma afronta à moral. Flaubert foi processado e acusado de incitar as donas de casa (maioria entre o público leitor) com ideias libidinosas. Coisa que só fez o livro ficar ainda mais famoso. Sua forma de se defender por ter criado uma personagem “diabólica” foi a frase que ficou célebre: “Madame Bovary c’est moi!”

O que chama a atenção aos livros teóricos é, além da profunda análise psíquica dos personagens, o fato de Flaubert ter desenvolvido um novo formato de narrativa, desconhecido até então: a narração indireta livre. A técnica consiste em um narrador – apesar de estar em terceira pessoa – descrever os sentimentos dos personagens quase como se os assumisse. Como se, falando do outro, fosse capaz de senti-los e descrever com nitidez e carga emocional intensa.

Ia, afinal, possuir as alegrias do amor, a febre da felicidade de que já desesperara. Entrava em algo de maravilhoso onde tudo era paixão, êxtase, delírio; uma imensidão azulada a envolvia, os píncaros do sentimento cintilavam sob a sua imaginação, e a vida cotidiana aparecia-lhe longínqua, distante, na sombra, entre os intervalos daquelas alturas. Lembrou-se das heroínas dos livros que havia lido e a legião lírica dessas mulheres adúlteras punha-se a cantar em sua lembrança, com vozes de irmãs que a encantavam. Ela mesma se tornara como uma parte verdadeira 57 de tais fantasias e concretizava o longo devaneio de sua mocidade, imaginando-se um daqueles tipos amorosos que ela tanto invejara antes. Além disso, Emma experimentava uma sensação de vingança. Pois não sofrerá já bastante? Triunfava, todavia, agora, e o amor, por tanto tempo reprimido, explodia todo com radiosa efervescência. Saboreava-o sem remorsos, sem inquietação, sem desassossego. (Gustave Flaubert, Madame Bovary, p. 124-5.)

Esta técnica foi evoluída e adotada por muitos romancistas, inclusive a nobre Clarice Lispector.

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Obj : 2.8/80, # 16, t 1/60 secGraphit : Gén : 8.2 G : 7.2 D : 7.2

Como todo romance antigo, ao estilo da época, o livro exagera em algumas descrições mas que somam, sem dúvida, para ambientar o leitor. A mim, o que encantou, é o lirismo das figuras de linguagem de Flaubert, tão belos que quase tecem poemas:

(…) naquela multidão, todas as bocas estavam abertas como que para beber as palavras (…)

O autor levou cinco anos para escrever a obra. Era citado como um homem compulsivo por perfeição em seu texto. E, verdade ou não, entrou para a história com seu trabalho. E pensar que seu primeiro livro, As Tentações de Santo Antão, ficou engavetado durante anos, porque seus amigos o aconselharam, após lê-lo, a largar a literatura, pois achavam que não tinha talento…

Vale um Café Vienense

Verme, de Carina Luft

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Cristine, no Cafeína Literária

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Carina Luft

Policiais, bicheiros, militares, políticos, prostitutas e até o reitor da universidade.Todos eles fazem parte do jogo de poder e corrupção que o delegado Fernão Weber enfrentou durante anos, dividido entre a justiça e o dinheiro fácil. Ele então resolve vomitar os podres e as angústias que o acompanharam nessa trajetória crua, passando pelo desmanche de carros e chegando a uma trama que envolve chantagem e assassinato entre banqueiros do jogo do bicho e seus comparsas.
(fonte: dublinense.com.br)

(mais…)

Concurso Cultural Literário (112)

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LEIA UM TRECHO

Recife, 1987. No escaldante e abafado outono nordestino, Alberico Cruz, um homem comum, corretor de imóveis, é testemunha de um crime. De principal suspeito, torna-se o culpado ideal. Acusado de assassinato, nosso anti-herói se vê brutalmente lançado no inferno da prisão. Sua luta pela sobrevivência o introduz em um mundo de violência do qual nada conhece: o mundo dos senhores da cana-de-açúcar, às portas do sertão pernambucano.

Uma crítica social implacável, na qual a verdade tem pouco espaço, e a honestidade, valor meramente opcional, não resiste ao poder dos grandes. Um romance que joga uma luz crua sobre um país cheio de contradições, onde a violência social predomina e forças antagônicas se enfrentam brutalmente.

Em parceria com o blog Cafeína Literária, vamos sortear 4 exemplares de “O ouro de Quipapá“, lançamento da Vestígio.

Para concorrer, envie para o e-mail [email protected] a resposta à pergunta: Em qual Estado brasileiro se passa a trama de ‘O ouro de Quipapá’?

Atenção: respostas na área de comentários serão apagadas.

Aproveite a oportunidade para curtir as páginas dos envolvidos nesta edição:

O resultado será divulgado dia 6/1 neste post.

Boa sorte! :-)

Parabéns aos ganhadores:

  • Paulo Emílio
  • José de Arimatéa Duarte Júnior
  • Patricia Marques
  • Edith Cardoso

Por gentileza, enviem o endereço completo p/ o e-mail [email protected]

 

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