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Prêmio Wise Qatar: conheça seis projetos que estão mudando a educação no mundo

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Publicado por UOL

Desde 2009, o prêmio Wise (World Innovation Summit for Education) seleciona projetos com propostas inovadoras para resolver os problemas da educação mundial. Confira os seis ganhadores da edição 2013. O projeto canadense Pathways to Education (Caminhos para a Educação, em tradução livre) ajuda estudantes de baixa renda a concluírem o ensino fundamental e médio e chegarem à universidade. Criado em 2001, Pathways atua em 13 comunidades e atende a mais de 4.000 estudantes por ano

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O projeto Pathways to Education, de Toronto (Canadá), proporciona acompanhamento fora da sala de aula para estudantes de baixa renda. Os alunos têm aulas de reforço quatro vezes por semana. Há também atividades como orientação vocacional, grupos para solução de conflitos e preparação para o ensino superior. Além disso, a organização oferece apoio financeiro aos estudantes, que recebem de passagens de ônibus a bolsas de estudo. A taxa de evasão na área de atuação do projeto caiu em 70% e o número de estudantes que chegam ao ensino superior aumentou em 300%

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Te Kotahitanga – O maior desafio da educação na Nova Zelândia é reduzir a desigualdade entre a população branca e a população de origem maori. Após uma série de entrevistas com alunos e professores para saber quais eram os problemas que afetavam o interesse e o desempenho dos maoris, o projeto inaugurou um currículo renovado. O programa inclui a participação dos estudantes dentro da escola e o poder compartilhado entre professores, alunos e pais na reforma escolar

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Te Kotahitanga – O programa aplicado na Nova Zelândia inclui a participação dos estudantes dentro da escola e a gestão compartilhada da escola, com envolvimento de professores, alunos e pais na reforma escolar. Em 11 anos, o número de alunos maori a chegar ao ensino médio aumentou em 260%

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iThra Youth Initiative – Focado na educação de ciências e tecnologia, o projeto da Arábia Saudita reúne uma série de atividades para estudantes do ensino fundamental e médio desenvolverem habilidades científicas. As atividades vão de workshops em escolas urbanas e rurais e transmissão de programas educativos sobre ciência e matemática online ao treinamento de talentos para a participação em competições de robótica

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iThra Youth Initiative – Na Arábia Saudita, o projeto atende a cerca de 15 mil beneficiários. Os estudantes mostraram aumento do interesse em ciências, engenharia e robótica. Os alunos também aprenderam a trabalhar em grupo

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PEAS (Promovendo a igualdade nas escolas africanas, em tradução livre) – O programa cria escolas de ensino fundamental e médio de boa qualidade e baixo custo em comunidades pobres da Zâmbia e Uganda. O projeto atende cerca de 8.000 alunos africanos

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PEAS (Promovendo a igualdade nas escolas africanas, em tradução livre) – O programa cria escolas de ensino fundamental e médio de boa qualidade e baixo custo em comunidades pobres da Zâmbia e Uganda. O projeto atende cerca de 8.000 alunos africanos

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Medersat – O acesso à educação de qualidade é um desafio em comunidades de áreas rurais do Marrocos. O projeto Medersat criou salas de aulas de educação primária em 61 escolas em regiões pobres do país. Com ensino de boa qualidade nos primeiros anos, o objetivo é que as crianças tenham melhores chances de continuar a formação e ter melhor desempenho até o final do ensino médio. O programa visa ainda um currículo que reúna os conhecimentos teóricos com a cultura local

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Medersat – O acesso à educação de qualidade é um desafio em comunidades de áreas rurais do Marrocos. O projeto Medersat criou salas de aulas de educação primária em 61 escolas em regiões pobres do país. Com ensino de boa qualidade nos primeiros anos, o objetivo é que as crianças tenham melhores chances de continuar a formação e ter melhor desempenho até o final do ensino médio. O programa visa ainda um currículo que reúna os conhecimentos teóricos com a cultura local

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Alison – Sediado na Irlanda, o grupo criou uma plataforma global de aulas online. Há cursos de educação básica e cursos técnicos certificados. Atualmente, o projeto oferece mais de 500 cursos e tem cerca de 2 milhões de matriculados no Alison. A maior parte dos alunos está em países em desenvolvimento e é composta por jovens desempregados e imigrantes

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Alison – A plataforma oferece mais de 500 cursos gratuitos. Para garantir a sustentabilidade financeira, o projeto tem um modelo de negócio baseado em propagandas e venda de serviços ‘premium’. Os recursos globais são reinvestidos em áreas que precisam de aulas gratuitas

Fotos: Wise Qatar

Venda de livros cai 7,4% com governos comprando menos

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A venda de livros caiu 7,36% no Brasil em 2012 na comparação com 2011, consideradas as vendas para o governo e para o mercado. Foram 470 milhões de exemplares em 2011, ante 435 milhões no ano passado.

Com isso, o setor editorial teve seu pior desempenho na década, encolhendo 2,64% –o faturamento passou de R$ 4,8 bilhões para quase R$ 5 bilhões, mas cresceu abaixo da inflação, de 5,84% (no índice IPCA).

Nos últimos anos, as editoras, que resistiram bem à crise internacional no setor em 2009, já vinham registrando crescimento cada vez menor. O mais recente levantamento anual do setor foi divulgado na terça (30) pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) e pelas entidades Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e CBL (Câmara Brasileira do Livro).

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

A maior queda foi nas compras por governos, que adquiriram 10% menos títulos no ano passado.

Se em anos anteriores as compras governamentais evitaram o encolhimento do setor, desta vez puxaram os números para baixo. Desconsiderada a aquisição pública, o faturamento das editoras foi 0,49% maior, em vez de 2,64% menor.

Leonardo Muller, coordenador da pesquisa da Fipe, explica que as compras do governo variam ano a ano conforme as séries escolares contempladas pelo maior programa do país, o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático).

TÍTULOS

No setor como um todo, houve uma pequena redução no número de títulos impressos produzidos, de 58.193, incluindo novos e reeditados, para 57.473.

A pesquisa mostrou também que o livro no Brasil ficou 12,46% mais caro em 2012, após oito anos de queda no preço ou crescimento abaixo da inflação.

Descontada a inflação, o aumento foi de 6,25%. O preço médio na venda das editoras para as livrarias passou de R$ 12,15 para R$ 13,66. Segundo a Fipe, o preço deflacionado ainda é 41% menor que em 2004.

“Há uma queda acumulada há bastante tempo. Podemos levantar hipóteses para o aumento, como o preço do papel. É provável que a perda de margem das editoras tenha começado a ser reposta”, diz Muller.

A pesquisa também abordou a produção de livros digitais. Em 2012, foram produzidos 7.664 e-books e aplicativos de livros, cujas vendas alcançaram 235 mil exemplares, com faturamento de R$ 3,9 milhões –menos de 0,01% do faturamento total do mercado.

METODOLOGIA

O levantamento da Fipe é realizado partir de dados informados por editoras, o que sempre torna os dados passíveis de questionamentos.

Com a chegada de multinacionais como Nielsen e GFK, que medem as vendas na boca do caixa das próprias livrarias, o Brasil deve ter números mais confiáveis nos próximos anos.

Nesta edição, 197 editoras participaram da pesquisa, dentro de um universo de 734 empresas do gênero no país.

Considerando que as principais editoras participaram, a amostra utilizada corresponde a 46% do faturamento do setor.

Um século para ler um livro integral

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Ignácio de Loyola Brandão no Estadão

“Uma relação homossexual não é apenas pecaminosa, mas acima de tudo ilegal… Um homossexual, que se dedica a um vício impuro, é um indivíduo repulsivo e aberrante… O homossexualismo é uma enfermidade, uma insanidade, uma impureza, e um caso de interesse médico-legal… A lei criminaliza a “flagrante indecência” entre homens… A sodomia (o termo antigo, derivado da Bíblia, que descrevia o sexo “anormal”) era um crime previsto na Lei de Delitos contra a pessoa…”

Estou reproduzindo os discursos do pastor Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos? Reproduzo os argumentos daquele deputado João Campos que pretendia a cura gay? Estou transcrevendo os pensamentos do Silas Malafaia (é isto mesmo? Ou errei?), mais um zero à esquerda perigoso na Câmara. Estou traduzindo fielmente o pensamento desses homófobos que vivem por aí?

Não. Por mais atuais que pareçam as palavras, a ideologia, a filosofia neste ano de 2013, tudo o que copiei acima, copiei da apresentação do romance O Retrato de Dorian Gray, obra-prima de Oscar Wilde, de 1891. São definições, afirmações, preconceitos, imprecações que vêm do século 19. Leram século 19? Pois é isso. Essas aberrações têm mais de cem anos, vêm de 1895, quando o escritor Oscar Wilde foi processado por homossexualismo e encerrado numa prisão por dois anos e meio.

Nesse meio tempo, o mundo mudou, a humanidade se transformou, o homem foi à Lua, os satélites desceram em Marte, um negro foi eleito presidente dos Estados Unidos, uma mulher foi eleita presidente do Brasil (mas não está adiantando nada), um papa renunciou, o Muro de Berlim caiu, o comunismo sumiu, as esquerdas entraram em colapso, o PT se encalacrou, o Lula fugiu quietinho, o Eike fracassou como empresário, a Rússia afundou, mulher nua todo mundo está cansado de ver em revista, pornografia circula pela tevê aberta, fechada, os traficantes mandam no mundo, o terrorismo está por aí aterrorizando, claro, o povo está nas ruas do Brasil, clamando contra a corrupção que vai do alto de Brasília aos porões do Brasil. E João Campos, Malafaia e Feliciano, evangélicos, bradam contra os gays e o homossexualismo, não perceberam que a Terra se move, continua a se mover… E pur si muove, disse Galileu!

Ah, que momento decifrado pela Editora Globo para lançar esse livro. Um volume chique, oscarwildiano. Acho que ele, refinado, dândi, elegante, culto, esnobe, gostaria de ver essa edição tão caprichada. Quanto a mim, confesso que venho respirando com alívio, nem tudo está perdido, as coisas mudam às vezes para melhor. Essa Biblioteca Azul da Editora Globo está me trazendo de volta a mim mesmo, uma coisa que eu necessitava para não perder o pé inteiramente.

Há uma nostalgia, admito, mas fazer o quê? Quando vi A Comédia Humana, quando abri a nova edição de As Relações Perigosas, de Choderlos de Laclos, quando coloquei as mãos no Retrato de Dorian Gray, me vi sentado na sala em penumbra da biblioteca Mário de Andrade de Araraquara, entre os meus 15 e 20 anos. Aquelas estantes saturadas de livros encadernados em vermelho, aquelas lâmpadas baças, aquela mesa imensa, pesada, fizeram parte de um período muito feliz, o de leituras constantes, ininterruptas, contínuas, vorazes. Por que a sala não era clara, iluminada intensamente? As lâmpadas opacas faziam parte de um ritual de recolhimento?

(mais…)

Spray de pimenta nos bananas

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Paula Pimenta assume primeiro lugar na lista infantojuvenil

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Essa semana a mineirinha Paula Pimenta chegou botando ordem na turma de bananas e assumiu o comando na lista de infantojuvenil com o livro Minha vida fora de série – 2ª temporada (Gutenberg). O livro vendeu 3.420 exemplares, deixando o Diário de um banana – segurando vela (Vergara&Riba), em 2º lugar. E ainda trouxe mais dois reforços para a lista: Minha vida fora de série – 1ª temporada e Fazendo meu filme – a estreia de Fani, ambos da Gutenberg. Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Outro destaque da semana foi o lançamento de Neil Gaiman, O oceano no fim do caminho (Intrínseca), que ficou em 10º lugar na lista de ficção, mas é aposta para ganhar algumas posições nas próximas semanas.

Na lista mensal de junho o 1º lugar ficou com Inferno (Arqueiro), que vendeu 77.568 livros, mais que o dobro do segundo colocado, Para sempre sua (Paralela), com 32.682 exemplares. Kairós (Globo), caiu para o 3º lugar geral, com 27.875.

E no ranking das editoras, a briga da semana e do mês ficou entre Intrínseca, Sextante e Record. No ranking semanal a Sextante, com 13, levou uma pequena vantagem de 1 livro para a Intrínseca, com 12. A Record, encostou nas duas e ocupou o 3º lugar com 10 livros. E, para causar mais agito, o ranking mensal trouxe um empate entre a Intrínseca e a Sextante, com 17 livros cada uma e a Record, novamente encostando, com 15 livros. Briga boa. Mas pacífica!

Cota não garante aluno de escola pública em vestibular

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Érica Fraga, na Folha de S.Paulo

A falta de aulas de geografia durante seu último ano no ensino médio fez com que Monique dos Santos Pires, 21, desistisse do vestibular para as universidades públicas.

“Não tinha como competir com aluno de escola privada”, diz ela, que trabalha e estuda administração na FMU, faculdade particular.

Sua situação ajuda a explicar por que o número de alunos da rede pública nos vestibulares de importantes instituições gratuitas do país caiu ou mudou pouco nos últimos anos, apesar de políticas de bônus e cotas.

Entre dez universidades que enviaram dados à Folha, USP, Unicamp, UERJ, e UFMG registraram queda no percentual de vestibulandos vindos da rede pública. Em outras três universidades, essa proporção mudou pouco.

Monique dos Santos Pires, que desistiu de prestar vestibular para universidades públicas (Adriano Vizoni/Folhapress)

Monique dos Santos Pires, que desistiu de prestar vestibular para universidades públicas (Adriano Vizoni/Folhapress)

Os alunos das escolas públicas ainda são minoria na maior parte dos vestibulares das instituições públicas, embora representem 85% dos que concluem o ensino médio no país –percentual que aumentou na última década.

As universidades federais de Santa Catarina (UFSC) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) estão entre as que tiveram aumento de alunos das escolas públicas em seus vestibulares.

Ainda assim, Júlio Felipe Szeremeta, presidente da comissão de vestibular da UFSC, diz que não houve o crescimento esperado. Em 2012, o percentual de candidatos oriundos da rede pública atingiu 37,5% na UFSC. “Imaginávamos que o percentual de vestibulandos de escola pública já teria chegado a 50%.”

Já na Universidade Federal da Bahia (UFBA) houve queda no número de inscritos no vestibular saídos de escolas públicas após a adoção do regime de cotas em 2005. A tendência só foi revertida a partir de 2010, depois de um aumento no número de cursos noturnos de 1 para 33.

Para especialistas, a maior oferta de bolsas do governo também tem influenciado a decisão dos alunos.

“O ProUni [Programa Universidade para Todos] atraiu muitos egressos de escolas públicas para as faculdades privadas”, diz Alexandre Oliveira, sócio da Meritt, empresa de consultoria em educação.

INFORMAÇÃO

Para Mauro Bertotti, assessor do conselho de graduação da USP, a falta de informação também é um fator. “Há os que não tentam porque acham que não têm chance e os que desconhecem o benefício.” Já a aluna Monique conta que não tinha ouvido falar sobre as políticas de cotas e bônus. A partir deste ano, as federais foram obrigadas a ter cotas para quem fez o ensino médio em escola pública (com recortes por renda e cor da pele).

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

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