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Estimuladas pelos pais, crianças formam nova geração de leitores na Feira do Livro, em Poços de Caldas

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Estimulados pelos pais, crianças formam nova geração de leitores na Feira do Livro, em Poços de Caldas (Foto: Rose Lino)

Feira acontece junto com Festival Literário Internacional de Poços de Caldas e vai até o dia 6 de maio.

Rose Lino, no G1

cada ano, a Feira Nacional do Livro atrai ainda mais crianças, que geralmente acompanhadas dos pais ou professores visitam o espaço repleto de opções de literatura para diferentes idades durante o Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (MG), formando assim uma nova geração de leitores.

E neste domingo, de feriado prolongado, não foi diferente. A feira recebeu grande um público, em que os pais aproveitaram a folga para estimular e abrir novos horizontes de interesse para os filhos.

Leonardo de Oliveira Rubio, de 4 anos, estava procurando um livro de dinossauros, mas não hesitou ao parar no primeiro estande e descobrir a imensa variedade de livros à disposição. Ao lado dos pais, parecia fascinado com tantas possibilidades. Para a mãe, a fisioterapeuta Beatriz de Oliveira, esta é uma oportunidade também de ensinar educação financeira.

“Como moramos em Poços voltamos aqui na Feira diversas vezes em dias alternados e compramos aos poucos alguns exemplares mostrando para o Léo que podemos planejar este investimento. Além disto, achamos importante estimular a curiosidade dele por meio da leitura e das escolhas”, explica.

Laís e a mãe escolhem livros juntas durante a Feira do Livro (Foto: Rose Lino)

O espaço traz diversidade de materiais, histórias e cada vez mais livros que viram brinquedos. A dona-de-casa Taís Fernanda Fonseca, trouxe o filho Guilherme de apenas 1 ano e meio de idade. O livro que escolheram vem com história escrita, ilustrações e até um volante de carro de brinquedo. Enquanto ele se diverte, ela lê e consegue a atenção dele.

A técnica de enfermagem Elaine Helena da Silva traz a filha Laís todos os anos à feira. Ela prefere intercalar livros de leitura e outros com atividades de aprendizado semelhantes às aplicadas na escola.

“Escolhemos juntas alguns títulos e esta é a chance também de Laís aprender a manusear os livros, ensinamento que fica para a vida toda como o respeito à leitura”, comentou.

Já para o contador de histórias, escritor e desenhista Davi Daniel, que iniciou seu trabalho há exatos 13 anos, mesmo tempo em que a Feira do Livro acontece em Poços de Caldas, muitas famílias têm restringido as atividades dos filhos em casa aos aparelhos eletrônicos e quando visitam o local, os livros passam a ser a grande novidade.

“Tenho visto crianças surpresas com a beleza dos livros e das histórias, o que nos traz a esperança de que estamos formando um novo público leitor”, ressalta Davi.

A Feira do Livro segue até o dia 06 de maio, das 9h às 21h, no Complexo Cultural da Urca, em Poços de Caldas. A entrada é franca. A programação completa pode ser encontrada no site oficial do Flipoços.

Concurso Cultural Literário (42)

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capa jesus está

LER O TRECHO

Não é difícil nos imaginarmos falando com Deus. Na verdade, muita gente faz isso todo dia. A oração faz parte da vida de muitas pessoas. Mas poucas ousam imaginar Deus falando diretamente e sussurrando à sua mente e ao seu coração.

Sarah Young acredita que a presença de Deus deveria ser uma experiência contínua na vida de todos, e que essa experiência deveria trazer alegria, paz, amor, confiança, coragem e uma aproximação mais estreita com o Criador do Universo. Foi o que Sarah ousou experimentar. Ao dedicar momentos a sós com Deus, ela decidiu registrar os pensamentos e as impressões que lhe vinham à mente e ao coração, como se o próprio Deus estivesse conversando com ela. Sarah usa passagens da Bíblia e escreve sob a perspectiva de Deus falando diretamente com você. É um recurso poético extraordinário e bastante didático.

Jesus está ao seu lado permitirá que você sinta e viva intensamente o chamado de Jesus para desfrutar da presença de Deus em sua vida.

“Jesus está vivo e ainda fala conosco. Abra seus olhos, seus ouvidos e seu coração para ele a fim de desfrutar de uma comunhão inigualável.” Ana Paula Valadão Bessa

Sarah Young formou-se em filosofia na Faculdade Wellesley e em psicologia na Universidade Estadual da Geórgia. Anos mais tarde concluiu o mestrado na Universidade Tufts. Ela e o marido, Steve, já viajaram por vários países pregando e realizando trabalhos missionários e de aconselhamento. Atualmente eles moram em Perth, na Austrália.

Vamos sortear 3 exemplares de “Jesus está ao seu lado“, de Sarah Young.

Para participar, basta completar a frase: “Eu sinto a presença de Deus quando…” (utilize no máximo 2 linhas).

Se usar o Facebook para responder, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

O resultado será divulgado dia 16/1/14 às 17h30 neste post e nas nossas redes sociais: Twitter e Fan page.

Participe!

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Parabéns aos ganhadores: Tiago CaldasAnderson C. SandesEvelin Bianca Chollet Grellert. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

 

 

Construção e compreensão de identidades por meio da literatura

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Franco Caldas Fuchs no site Educacional

Como a leitura de obras literárias influencia na construção e na compreensão de identidades? Quem explica é a professora de Letras Janice Cristine Thiel, doutora em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná. Para a especialista, a literatura aponta caminhos “para a percepção do outro” e “do próprio indivíduo”, assim como é capaz de promover aproximações culturais.

Na entrevista a seguir, Thiel dá orientações sobre como pais e educadores podem promover a leitura entre os jovens. Também, trata do papel dos clássicos literários na formação identitária e analisa como determinadas obras ajudam a construir uma identidade nacional.  Confira!

 

 

De que forma a construção da nossa identidade é influenciada pela literatura?

Quando falamos sobre a construção de identidade, tratamos, na verdade, de identidades – no plural –, pois construímos muitas identidades ao longo de nossas vidas. Elas são escritas e lidas no encontro com o outro, na passagem do tempo, em função de nossa localização e de nossos deslocamentos. Nossas identidades estão em processo. São construídas pelas nossas experiências de vida e pelas nossas leituras.
Nesse sentido, a literatura pode complementar a construção de identidades pela reflexão que promove. Quando temos acesso a textos literários provenientes das mais variadas culturas, percebemos o valor das palavras, o valor da expressão da individualidade e do pensamento pela palavra.
Os livros que compõem nosso repertório pessoal são fruto de escolhas que fazemos, e essas escolhas podem revelar preferências por certos temas, estilos, gêneros literários e autores. Contudo, é importante estarmos dispostos a agregar novas leituras, de forma a acrescentar ao nosso repertório textos que possam ser transformadores, questionadores e que nos façam repensar conceitos estabelecidos.

 

 

Por meio dos livros, é possível traçar uma espécie de “árvore genealógica intelectual” de cada leitor? É possível irmanar e até opor pessoas por suas afinidades de leitura?

Pelas escolhas de obras literárias, é possível traçar os interesses do leitor por certos temas ou autores. As bibliotecas pessoais revelam escolhas feitas por determinadas áreas de pesquisa ou de formação. Há livros que são lidos na infância e adolescência como forma de entretenimento e que permanecem compondo a biblioteca pessoal, pois são relidos na idade adulta por um novo olhar, mais crítico.
Há comunidades que encontram afinidades de leitura. Esses grupos de leitores elegem seus autores favoritos e dedicam tempo e estudo para a discussão de suas obras. Existem também grupos de estudo formados por apaixonados pela literatura, a fim de compartilhar leituras e discutir sentidos de um texto.
A literatura não separa nem opõe as pessoas, mas aponta caminhos para a percepção do outro, podendo promover inserções culturais e sociais.

 

 

O poder formador da literatura se dá por quais de suas características? Em relação a outros produtos culturais, de que forma ela se destaca e se diferencia?


Literatura é a arte da palavra, e a palavra diz o mundo. Ela diz os seres que nele habitam e diz sua história, suas relações, seus encontros, seus conflitos, suas buscas e seus questionamentos. Quando alguém lê uma narrativa, pode fazê-lo não só para acompanhar a história, mas também para perceber como a história é contada. A forma como uma história é contada é tão importante quanto o que é narrado.

Muitas conexões podem ser estabelecidas entre saberes por meio da literatura, envolvendo língua, história, sociologia, ética, filosofia, entre outros conhecimentos e expressões artísticas.
Nesse diálogo, a literatura se destaca pela ênfase na palavra e na forma como ela pode ser, por exemplo, deslocada de seu uso cotidiano para ser renovada e provocar novas construções de sentido. Ou, ainda, a literatura pode mostrar como as linguagens de diferentes grupos sociais podem compor um universo, retratar formas de ver, compreender e questionar o mundo.

 

O fato de que clássicos da literatura, muito antigos, continuam formando identidades até hoje prova que a essência do homem pouco muda?


Os clássicos da literatura não são os livros antigos, embora essa associação aconteça. Os clássicos são os livros cujas leituras não se esgotam, pois os leitores continuam construindo sentidos e relações desses textos com outros. Os clássicos são os livros que lemos e relemos, que provocam questionamentos e não fornecem simplesmente respostas.
Os conflitos, anseios e questionamentos humanos expressos pelos personagens de obras de Homero, Cervantes, Shakespeare, Goethe, Melville e Machado de Assis, entre tantos outros, permanecem.

  (mais…)

Fã de Mia Couto expõe projeto que une fotografia e poesia em SP

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Tatiana Mendonça, na Folha de S.Paulo

A experiência começou com papel, tesoura e cola. Há cerca de dois anos, a jornalista e fotógrafa Mariana Caldas, 24, escreveu à mão o trecho de uma música que não saía de sua cabeça –“Graças a Deus, um passarinho /Vem me acompanhar/ Cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só”– e colou a declaração numa das fotos que tinha feito, para dar de presente.

Gostou tanto do resultado que resolveu explorar a ideia, mas de uma maneira mais simples, com a ajudinha do computador. Despretensiosamente, nascia, em julho de 2011, o Tumblr “Poeme-se“, que reúne cerca de 200 fotos de Mariana acompanhadas por trechos de poemas e letras de música.

Algumas das imagens voltaram à origem analógica para integrar a primeira exposição individual do projeto, que fica em cartaz até quinta-feira (6) no bar Kabul, na Consolação (centro de São Paulo). Os vinte e cinco quadros com fotos ampliadas estão à venda por R$ 80.

Criada em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Mariana mora em São Paulo desde os 17 anos. Ela também faz quadrinhos e cartões postais com as fotos que estão no site. O e-mail para encomendas é [email protected] Os quadros custam R$ 35 (pequeno -15×23), R$ 45 (médio – 17×25) e R$ 65 (grande – 20×30) e os postais saem por R$ 7 cada um.

ABAIXO, LEIA ENTREVISTA COM A FOTÓGRAFA MARIANA CALDAS:

sãopaulo – Quando você fez o blog, já pensava numa exposição?
Mariana Caldas
– Não, tudo aconteceu meio do nada. Uma amiga com quem já trabalhei está fazendo a produção para o Kabul e aí me mandou um e-mail propondo a exposição, há cerca de um mês. Foi uma surpresa. Eu mesma selecionei as fotos. São cerca de 25 imagens, ampliadas no formato A3.

E o projeto, como nasceu?
Também foi de repente. Comecei a fotografar em 2010 e foi algo a que eu me entreguei totalmente. Foi uma coisa muito forte. Fiquei pensando em um jeito de mostrar isso. Um dia fiz uma colagem à mão mesmo, peguei uma foto minha e escrevi uma frase, depois colei na imagem e dei de presente. Ficou lindo, amei. Depois de duas semanas, estava em casa no domingo, sozinha, já eram 11h da noite e aí pensei: por que eu não faço isso no computador? Por que nunca tentei? Desde sempre anoto frases e já tinha muitas, fui resgatando umas coisas antigas… Aí fiz vários de uma vez.

Qual foi o primeiro?
Esse que eu dei de presente era: “Graças a Deus, um passarinho /Vem me acompanhar/ Cantando bem baixinho/ E eu já não me sinto só/ Tão só, tão só” [da música “Universo Ao Meu Redor”, de Marisa Monte, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes]. E o primeiro que eu fiz digitalmente ainda está lá no site: “O silêncio não é a ausência da fala, é o dizer-se tudo sem nenhuma palavra”, de Mia Couto.

Como você costuma unir as fotos aos poemas?
Cada um é de um jeito. Às vezes fico anos sem fazer nada com uma foto e de repente vejo uma frase e lembro dela, sabe? E tem frases que tento colocar em várias fotos e não funciona… Aí revelo um filme novo e acabo achando a foto [para a frase]. É uma coisa muito doida. Elas se escolhem, também… Mas é principalmente essa coisa de lembrar. Anoto as frases em caderninhos espalhados pela vida e aquilo fica na minha cabeça.

Existe poesia em São Paulo?
Existe muita poesia. As pessoas estão cada vez mais querendo dar amor a São Paulo e assim as coisas vão ficando mais possíveis. A gente é muito castigada aqui, é muito difícil para todo mundo, mas, ao mesmo tempo, tem muita gente incrível fazendo um monte de coisa. Essa energia está no ar de alguma forma. Isso é o mais louco.

A cidade te inspira?
Acho que sim, por tudo que a gente pode viver aqui… É um lugar onde você consegue ter experiências muito fortes. A inspiração é correr atrás do que você quer. Minhas fotos têm um pouco da coisa da cidade, mas também estão meio fora disso. Muitas são ligadas à natureza, como se fosse uma fuga desse turbilhão. É um portal que leva para outro lugar por alguns segundos.

Quais são seus autores favoritos?
Meu autor preferido é Mia Couto, sem dúvida. Ele mudou minha vida, tem o antes e o depois. Mas têm outros autores muito importantes, como Paulinho da Viola. E daqui de São Paulo gosto muito de Paulo Vanzolini.

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