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Por que uma biblioteca na Califórnia está emprestando outras coisas além de livros

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Ferramentas, instrumentos musicais e videogames, além de livros, são algumas das coisas que é possível pegar emprestado na "Biblioteca das coisas" - Foto: Divulgação/Bibliotecas de Sacramento, Califórnia

Ferramentas, instrumentos musicais e videogames, além de livros, são algumas das coisas que é possível pegar emprestado na “Biblioteca das coisas” – Foto: Divulgação/Biblioteca de Sacramento, Califórnia

 

Em Sacramento, na Califórnia, unidade pública tem à disposição videogames, ferramentas, máquinas para produção artesanal e até instrumentos musicais

Ana Freitas no Nexo

A biblioteca pública da cidade de Sacramento, na Califórnia, é composta por um sistema de 28 unidades distribuídas pela cidade. Normalmente, além do catálogo de livros, CDs revistas e jornais, as bibliotecas oferecem computadores públicos, Wi-Fi gratuito, e-books e audiobooks para empréstimo, além de serviços gratuitos de impressão. Até aqui, nada de novo.

Uma das unidades, no entanto, inaugurou em 2015 um serviço pouco ortodoxo para uma biblioteca. Agora, eles também fazem empréstimo de coisas – algumas só podem ser usadas dentro da biblioteca, enquanto outras podem ser levadas para casa. São jogos de tabuleiro, equipamentos tecnológicos, videogames, ferramentas e máquinas de costura.

Como funciona a ‘coisoteca’

Nos EUA, existem espaços para empréstimo de ferramentas desde os anos 1970. Hoje, há 40 desses lugares espalhados pelo país. Há também centros de empréstimo de sementes espalhados pelo país. Mas é a primeira vez que uma biblioteca tradicional, de livros, agrega empréstimo de outros objetos.

Os equipamentos disponíveis na biblioteca são gratuitos para empréstimo e foram financiados por meio de verba de um órgão federal, o Instituto Norte-americano de Museus e Serviços de Biblioteca, ou doados pela comunidade. Estes são alguns itens da “coisoteca” de Sacramento:

Para levar para casa: aparelhos de videogame, máquinas de costura, instrumentos musicais, jogos de tabuleiro, máquinas para confecção de bottons, impressora de tecidos, laminadora, projetores, câmera filmadora para esportes, mesa digitalizadora.

Para usar na biblioteca:ferramentas e oficina de bicicletas, scanner 3D, laboratório de impressão 3D, máquina de costura profissional.

Para pegar os itens da “coisoteca” emprestados é preciso ser residente nos EUA, ser maior de 18 anos – exceto no caso dos videogames – e se cadastrar gratuitamente como membro do sistema público de bibliotecas da Califórnia. Como no caso de empréstimos tradicionais de livros, atrasos na devolução geram cobrança de multa.

Um dos objetivos do serviço de empréstimo de itens é atrair as pessoas de volta ao espaço da biblioteca. A revolução digital, que democratizou o conhecimento e mudou a lógica de acesso a bens culturais, gerou um questionamento sobre a função desses espaços no mundo moderno.

“É quando você cria um projeto que chama a atenção das pessoas que você as lembra de outras coisas que uma biblioteca tem a oferecer.”

Lori Easterwood

Responsável pela biblioteca de “coisas” de Sacramento

Entre educadores, bibliotecas não são vistas apenas por sua função pragmática, a de empréstimo de livros. Elas também atuam como centros culturais e sociais, além da função educacional. A inclusão de empréstimo de outros itens que não sejam livros faz parte da dimensão mais ampla da função de uma biblioteca: reunir a comunidade para promover conhecimento e debates sobre questões pessoais e locais relevantes.

Como é no Brasil

Não há “coisotecas” públicas no país. Serviços de empréstimo de coisas, geralmente, funcionam por meio de iniciativa privada – há uma série de aplicativos para celular com essa função, na qual usuários oferecem e pedem equipamentos emprestados a outras participantes da rede.

Em São Paulo, no entanto, uma alternativa para centros culturais que permitem uso gratuito de ferramentas e oferecem oficinas na área de criação são os FabLabs. Em dezembro de 2015, a prefeitura da cidade inaugurou o primeiro desses centros. Hoje, há doze deles espalhados pela cidade.

Os FabLabs disponibilizam, além de cursos, máquinas e ferramentas para criação, todos associados à chamada “cultura maker”. São impressoras 3D, cortadoras laser, computadores com software de modelagem e fresadoras, por exemplo. Os centros também mantêm instrutores que ensinam como usar os equipamentos.

Como máquinas de lavar ajudaram a reduzir faltas em 90% em escolas dos EUA

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As famílias escolhem a melhor forma de levar as roupas e quem as lava são funcionários das escolas (Foto: Whirlpool/Divulgação)

As famílias escolhem a melhor forma de levar as roupas e quem as lava são funcionários das escolas (Foto: Whirlpool/Divulgação)

 

Fabricante decidiu fazer uma experiência colocando 17 máquinas em escolas no Missouri e na Califórnia e incentivou as crianças a trazerem suas roupas sujas. Os resultados foram surpreendentes.

Beatriz Diez, no G1

Qual a relação entre uma máquina de lavar e o índice de faltas em escolas? Aparentemente, ela não só existe como é maior do que se pensa.

Pelo menos esse é o caso de escolas localizadas em áreas mais carentes dos Estados Unidos, onde a taxa de evasão dos alunos reduziu drasticamente depois que foram instaladas máquinas de lavar e secar roupa.

O depoimento de Vanessa, de 10 anos, reforça essa relação, à primeira vista desconexa, entre faltar aulas e máquinas de lavar roupa.

“Quando me levanto de manhã, vejo que eu não tenho roupas limpas. Por isso, acabo ficando em casa”, diz a garota.

O programa que incentiva alunos a lavarem roupa nas escolas foi bem sucedido em seu primeiro ano (Foto: Whirlpool/Divulgação)

O programa que incentiva alunos a lavarem roupa nas escolas foi bem sucedido em seu primeiro ano (Foto: Whirlpool/Divulgação)

 

A evasão escolar é muitas vezes vista como consequência da preguiça do aluno ou da desestruturação familiar.

Mas, em alguns casos, a causa é ao mesmo tempo tão simples e tão difícil de identificar – como a falta de roupas limpas citada por Vanessa para justificar sua ausência frequente na sala de aula.

A empresa Whirlpool doou 17 pares de máquinas de lavar e secar roupas a distritos escolares em St. Louis, no Missouri, e em Fairfield, na Califórnia.

As escolas convidaram crianças mais carentes a deixarem suas roupas para serem lavadas enquanto assistiam às aulas. O resultado foi impressionante: redução de 90% das faltas desses alunos.

Crianças que participaram do programa se mostram mais alegres e mais confiantes em si mesmas, dizem professores (Foto: Whirlpool/Divulgação)

Crianças que participaram do programa se mostram mais alegres e mais confiantes em si mesmas, dizem professores (Foto: Whirlpool/Divulgação)

 

“Quando começamos a pedir aos alunos que trouxessem suas roupas sujas, a frequência melhorou quase imediatamente”, diz a professora Alison Guernsey, que ensina a alunos de 12 e 13 anos na escola David Weir em Fairfield, Califórnia.

A professora notou que seus alunos podiam ser duplamente beneficiados com o programa.

“Esses alunos normalmente são responsáveis por levantar de manhã e se arrumarem por conta própria para ir à escola, muitos deles vêm a pé”, explica Alison. “Se não têm as coisas que precisam, incluindo roupa limpa, eles simplemente não vêm à aula. Por isso, poder lavar a roupa na escola teve um impacto muito forte”.

Discrição
A ausência de roupas limpas pode parecer insignificante se comparada a problemas como desemprego e racismo, mas parece ser motivo suficiente para fazer com que uma criança se recuse a estar perto dos colegas e a estudar.

Para não constranger os alunos que necessitem das máquinas de lavar, a professora Alison Guernsey explica que abordou seus estudantes com delicadeza e discrição.

“Nós nos aproximamos pessoalmente das crianças que tinham mais problemas e oferecemos a oportunidade de participar no programa. Nos pareceu a melhor maneira de lidar com a situação. Sou mãe e sei que ninguém gosta de ser julgado. É delicado”, diz Alison.

“Algumas famílias não têm acesso a uma máquina de lavar e secar roupa, talvez porque tenham que pagar extra para usá-la ou simplesmente porque as suas não funcionam. Isso (o programa) ajudou a remover uma barreira”.

Na escola de Alison, as crianças ou os próprios pais levam as roupas sujas no período das aulas.

A escolha de quem participa e de quem entrega as roupas é das famílias. Não são os alunos que usam as máquinas, mas os funcionários da escola.

Pouca gente sabe que a escola está lavando as roupas dos alunos. “Acho que os demais estudantes não sabem o que está acontecendo. Fazemos de forma tão sutil que não é visível. As crianças não aparecem aqui com um grande saco cheio de roupa”, agrega a professora.

As famílias escolhem a melhor forma de levar as roupas e quem as lava são funcionários das escolas (Foto: Whirlpool)

As famílias escolhem a melhor forma de levar as roupas e quem as lava são funcionários das escolas (Foto: Whirlpool)

 

Efeito imediato
Segundo os professores, houve avanços não apenas no combate à evasão evasão escolar, mas no comportamento dos estudantes, que parecem mais sorridentes e motivados.

“Nós percebemos que os alunos estão muito mais felizes. Estão na classe, mostram uma confiança que nem sempre tiveram”, explica Alison.

A professora se diz especialmente marcada pela história de dois alunos. “Eles eram muito tímidos na sala de aula, pouco participativos. Depois do programa, ficaram mais abertos, sorriam”.

Vanessa, que participa no programa, diz que “ter a lavadora e secadora na escola significa que eu não preciso me preocupar com a roupa suja, o que me fez sentir mais animada”.

“Senti que não precisa me preocupar com nada senão estar apredendo na sala de aula. Me enturmei melhor”, agrega a menina de 10 anos.

Alunos estudam em pé para combater sedentarismo

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Escola na Califórnia, nos Estados Unidos, aboliu as cadeiras tradicionais e adotou mesas elevadas. Desde a mudança, os alunos estão mais concentrados e produtivos

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Publicado em Veja

A escola Elementar Vallecito, em San Rafael, na Califórnia (EUA), aboliu as mesas tradicionais e agora todos os alunos estudam em pé. A mudança é considerada uma medida inédita contra o sedentarismo. As informações são da rede britânica BBC.

“A ideia veio de pais preocupados com seus filhos que passavam tempo demais sentados. As crianças hoje em dia ficam sentadas em casa, jogando videogame ou usando tablets. Não são ativas como as gerações anteriores”, disse Tracy Smith, diretora da escola, à BBC.

As novas mesas são elevadas e têm apoiadores para os estudantes descansarem os pés. Caso se cansem, os alunos podem sentar em bancos disponíveis dentro das salas. No entanto, os responsáveis pela escola afirmam que eles raramente são usados.

De acordo com os professores, desde a mudança os alunos estão mais concentrados em suas tarefas e mais produtivos. Estudos apontam que esse tipo de mesa faz com que os estudantes melhorem suas notas em 15% e queimem 25% mais calorias.

A troca de mesas tradicionais por outras mais elevadas, que permitem trabalhar em pé, já é uma prática adotada em alguns lugares nos Estados Unidos. A Casa Branca, por exemplo, anunciou a compra de várias mesas elevadas, em um negócio que chegará a US$ 700 mil (cerca de R$ 2,7 milhões).

Lembre-se aqui que, intuitivamente, o escritor americano Ernest Hemingway (1899-1961) dizia sentir-se mais disposto e concentrado escrevendo em pé. Leonardo da Vinci e Winston Churchill também mantinham o hábito.

Gato frequenta tanto uma escola na Califórnia que ganha carteirinha de estudante

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Bubba assiste atentamente à aula na escola Leland, em San Diego, na Califórnia (Reprodução/Facebook/Bubba the Cat)

Bubba assiste atentamente à aula na escola Leland, em San Diego, na Califórnia (Reprodução/Facebook/Bubba the Cat)

 

Silvia Haidar, no Gatices

Bubba é um gatinho que vive em San Diego, na Califórnia. Ele foi adotado em 2009 por sua dona, Amber Marienthal, e mora em uma casa que fica entre as escolas Leland, de ensino médio, e Bret Harte, de ensino fundamental.

Bubba é um gatinho que gosta de estudar

Bubba é um gatinho que gosta de estudar

 

Segundo Marienthal, por mais que ela tentasse manter Bubba apenas dentro de casa, ele é um gatinho muito independente e gosta de tomar suas próprias decisões.

Ele vive em San Diego, na Califórnia, e sempre frequenta as duas escolas perto de sua casa

Ele vive em San Diego, na Califórnia, e sempre frequenta as duas escolas perto de sua casa

 

Ao notar a impaciência do bichano, Marienthal decidiu deixar Bubba dar umas voltinhas, e foi durante esses passeios que ele descobriu as escolas perto de casa.

Bubba sai de casa e espera pacientemente para entrar na escola

Bubba sai de casa e espera pacientemente para entrar na escola

Bubba passa as tardes com os alunos das escolas, assiste às aulas, dorme em cima das mesas e computadores e, claro, também presta atenção no que dizem os professores.

De tanto frequentar a Leland, o gatinho até já ganhou uma carteirinha de estudante

De tanto frequentar a Leland, o gatinho até já ganhou uma carteirinha de estudante

 

De tanto frequentar a Leland, Bubba até ganhou uma carteirinha de estudante – não se sabe se o gatinho já tentou usá-la para ganhar desconto no pet shop.

Os alunos adoram Bubba

Os alunos adoram Bubba

 

Depois de passar o dia estudando, o gatinho (mais…)

Carta que inspirou Jack Kerouac a escrever “On the Road” será leiloada

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 Livro virou o filme Na Estrada, dirigido pelo brasileiro Walter Salles Divulgação

Livro virou o filme Na Estrada, dirigido pelo brasileiro Walter Salles Divulgação

Livro ficou conhecido como a grande obra da geração beat e ganhou até filme

Publicado no R7

A carta que um amigo escreveu a Jack Kerouac em 1950 será leiloada no próximo dia 17 nos Estados Unidos, conforme publicou nesta terça-feira a revista Time. Escrita pelo autor Neal Cassady, a carta inspirou Kerouac a escrever On The Road, livro considerado o maior expoente da geração Beat.

Considerada por alguns especialistas como o documento original mais importante da literatura da geração Beat, a carta será leiloada em 17 de dezembro, quando completarão exatamente 64 anos desde que foi datada em 1950.

Trata-se de uma carta datilografada em nove páginas, frente e verso, por outra das figuras da geração Beat, Neal Cassady, na qual conta a seu amigo Kerouac um fim de semana que passou em Denver, no Colorado. Cassady relata suas aventuras, como ter que pular pela janela após ser descoberto tendo um caso com uma babá.

Conforme o próprio Kerouac explicou em várias ocasiões, foi esta carta que lhe inspirou a criar o estilo que sete anos depois plasmaria em seu livro mais famoso, On the Road, que virou o filma Na Estrada, em 2012, dirigido pelo brasileiro Walter Salles.

Em entrevista à revista Paris Review, em 1968, Kerouac falou sobre o assunto.

— Tive a ideia para o estilo espontâneo de On the Road após ver como Neal Cassady me escrevia as cartas: tudo em primeira pessoa, rápido, amalucado, confessional, muito sério, tudo minuciosamente. A carta, a carta principal, tinha 40 mil palavras, era uma novela curta. Era a melhor peça escrita que jamais tinha visto nos EUA.

Por muito tempo, acreditou-se que a carta estava perdida até que Jean Spinosa, uma mulher de 41 anos, a encontrou este ano em Oakland, na Califórnia, organizando os documentos que seu falecido pai tinha deixado.

O pai, um produtor musical, tinha recebido, por sua vez, a carta entre uma multidão de textos, poemas e outras mensagens de escritores com as quais ficou depois que a editora Golden Goose, com a qual compartilhava o escritório, fechou.

Cassady escreveu a carta no bairro de Russian Hill, em San Francisco, e a enviou ao amigo que estava em Nova York.

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