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John Green: o autor camarada

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Autor de ‘A Culpa É das Estrelas’ mantém uma relação próxima com seus leitores através das redes sociais

John Green, autor de bestsellers para o público jovem (Foto: Divulgação)

John Green, autor de bestsellers para o público jovem (Foto: Divulgação)

Sarah Mund, na Monet

De um dia para o outro, parece que todo mundo é fã de John Green. Pessoas lêm seu livro nos transportes públicos, as livrarias expõe sua obra logo à entrada para facilitar quem entra em busca dos títulos e uma multidão chorou ao assistir ‘A Culpa É das Estrelas’ no cinema. E ainda assim o maior trunfo do autor é outro: a relação com seus leitores.

'A Culpa É das Estrelas' (Foto: Divulgação)

‘A Culpa É das Estrelas’ (Foto: Divulgação)

Tudo bem que a atuação de Shailene Woodley e Ansel Elgort do jovem casal desafortunado que se apaixona mesmo enfrentando a morte iminente catapultou os outros títulos de Green, como ‘Quem É Você, Alasca?’, ‘Cidades de Papel’ e ‘Deixe a Neve Cair’ – os três em diferentes estágios de produção para o cinema.

Mas independente disso, ele se tornou um dos principais representantes da nova onda literária comumente chamada de YA, sigla de Young Adult, ou jovem adulto em tradução livre. O público adolescente e no início da vida adulta são os grandes consumidores de literatura do momento, com a ajuda das redes sociais ser visto lendo um título faz parte de sua identidade – o que talvez explique por que a geração mais tecnológica até hoje continue preferindo o papel.

A grande sacade de Green foi saber se aproximar de seu público. Se quando alguém dessa faixa etária sente que ele realmente lhe entende ao ler suas histórias, é por que ele provavelmente entende mesmo. Extremamente acessível a seus fãs através de Tumblr, Instagram, Twitter, e um canal de vídeos, ele se tornou provavelmente um dos autores mais próximos de seus leitores. E isso é genial!

Livros de John Green (Foto: Divulgação)

Livros de John Green (Foto: Divulgação)

Confesso que demorei para entrar na febre John Green, e nem sei se de fato cheguei a pegá-la (até agora só li ‘A Culpa É das Estrelas’ e estou achando que o filme é mais hypado que o livro, mas enfim… isso pode mudar depois que me dedicar aos demais títulos). Mas uma rápida olhada em sua atuação nas redes sociais torna impossível continuar a ignorá-lo.

É difícil ver autores tão dedicados e divertidos. Não que isso seja algo crucial para ser bom escritor, mas para atingir esse público que vive tão imerso na realidade online, pode ser essencial para o sucesso e John Green achou (um)a fórmula.

Quem É Você, Alasca?
Looking For Alaska
John Greeen
229 páginas
Preço: R$ 29,90
Martins Fontes

Cidades de Papel
Paper Towns
John Green
368 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

O Teorema Katherine
An Abundance of Katherines
John Green
304 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

A Culpa É das Estrelas
The Fault In Our Stars
John Green
288 páginas
R$ 29,90
Intrínseca

Deixe a Neve Cair
Let It Snow
John Green,
Lauren Myracle e
Maureen Johnson
336 páginas
R$ 29,50
Rocco

Will & Will –
Um Nome, Um Destino

Will Grayson, Will Grayson
John Green e David Levithan
Tradução:
352 páginas
R$ 29
Galera Record

Mas não tem um descontinho?

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Hillé Puonto, no Manual Prático de Bons Modos em Livrarias

é quase sempre assim: freguês chega com o livro, pergunta o preço como quem não quer nada (mas querendo muito) e, depois de escutar a resposta, emenda:

– e tem desconto?

a pergunta rola mesmo se o livro estiver com o preço bacana de 9,90. a pergunta rola até no caso daqueles folhetos só com o primeiro capítulo de determinado título, que algumas editoras deixam nas livrarias. e o diálogo que aconteceu esses dias foi mais ou menos assim:

freguês: moça, tem desconto?
livreira: mas é amostra grátis, não é o livro.
freguês ah… mas tem desconto?
livreira: meu senhor, pode levar.
freguês: mas com desconto?

(SOCORRO? qual parte do ‘amostra grátis’ eu esqueci de falar?)

e quando a livreira responde que não, que infelizmente não há descontinho camarada, o harlam shake começa:

– moça, mas nem pra estudante? (não. beijo, meia-entrada)

– nem pra professor? (deveria, mas não tem)

– nem pra advogado? (não. a não ser que eu tenha desconto quando eu for no seu escritório pra tentar processar a vida por danos morais)

– nem se eu pagar em dinheiro? (mas nem se o senhor pagar em tomates)

– nem se eu levar esse exemplar rasgadinho? (não, nem assim)

– olha, eu tenho um problema de visão, será que rola? (MEU AMIGO… MEU AMIGO, NÃO)

– mas é meu aniversário hoje, moça? (cê tá de parabéns, curta um montão na balada, mas não)

– e pra ex-BBB? (só se no seu rg estiver escrito TINA DAS PANELAS)

manual prático de bons modos em livrarias: galera, entenda: não adianta chorar, dançar ou declarar amor na hora de pedir desconto para nós, pois a maioria dos livreiros não tem esse poder. “ah, e se eu conversar com o gerente?”. daí a conversa muda e eu digo: vocês que são lindos, que se entendam. eu, hillé, não sou gerente, não mando em nada, mas posso mostrar o caminho do bem para vocês: aqui ó. o cuponation é um lugar maneiro onde é possível encontrar várias promoções de livros todos os dias. recomendo a lot. e sem fazer qualquer desconto na propaganda.

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