Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Canada

Como o Canadá se tornou uma superpotência em educação

0
O Canadá subiu ao topo do rankings de educação internacionais

O Canadá subiu ao topo do rankings de educação internacionais

 

Em debates sobre os melhores sistemas educacionais do mundo, os nomes mais citados costumam ser de países nórdicos, como a Noruega e a Finlândia, ou de potências como Cingapura e Coreia do Sul.

Sean Coughlan, na BBC Brasil

Embora seja muito menos lembrado, o Canadá subiu ao topo dos rankings internacionais.

Na mais recente rodada de exames do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, entidade que reúne países desenvolvidos), o Canadá ficou entre os dez melhores países em matemática, ciências e interpretação de texto.

As provas são o maior estudo internacional de desempenho escolar e mostram que os jovens do Canadá estão entre os mais bem educados do mundo.

Eles estão muito à frente de vizinhos como os Estados Unidos e de países europeus com quem têm laços culturais, como o Reino Unido e a França.

O Canadá também tem a maior proporção de adultos em idade produtiva com educação superior – 55%, em comparação com uma média de 35% de países da OCDE.

Alunos imigrantes

O sucesso do Canadá em testes escolares é incomum ao ser comparado com tendências internacionais.

Os países com melhor desempenho costumam ser pequenos, com sociedades homogêneas e coesas e com cada pedaço do sistema educacional integrado a uma estratégia nacional – como em Cingapura, que tem sido usado como exemplo de progresso sistemático.

O Canadá nem sequer tem um sistema educacional nacional, pois a organização é baseada em províncias autônomas. E é difícil imaginar um contraste maior entre uma cidade-Estado como Cingapura e um país de dimensões continentais como o Canadá.

Em uma tentativa de entender o sucesso do Canadá na educação, a OCDE descreveu o papel do governo federal no setor como “limitado e às vezes inexistente”.

Também é bem conhecido o fato de que o Canadá tem um alto número de imigrantes em suas escolas. Mais de um terço dos jovens no Canadá têm ambos os pais oriundos de outro país.

Os filhos das famílias de imigrantes recém-chegados se integram em um ritmo rápido o suficiente para ter o mesmo desempenho de seus colegas de classe.

Quando o último ranking da OCDE é analisado em detalhe, os resultados regionais do Canadá são ainda mais impressionantes.

Se as províncias se inscrevessem no teste como países separados, três delas (Alberta, Quebec e British Columbia) estariam entre os cinco primeiros lugares em ciências, junto com Cingapura e Japão e à frente de lugares como Finlândia e Hong Kong.

Afinal, como o Canadá superou tantos outros países na área de educação?

Andreas Schleicher, o diretor de educação da OCDE, diz a característica que une os diversos sistemas educacionais do país é a igualdade.

Apesar de diversas diferenças nas políticas educacionais, um traço em comum entre todas as regiões do país é o comprometimento em oferecer igualdade de oportunidades na escola.

Schleicher diz que existe um forte senso de equilíbrio e igualdade de acesso – o que pode ser observado na alta performance acadêmica de filhos de imigrantes.

Até três anos depois de chegar ao país, os alunos imigrantes alcançam notas tão altas quanto as de seus colegas. Isso torna o Canadá um dos poucos países em que crianças imigrantes atingem um patamar similar aos das não-imigrantes.

Outra característica distinta é que os professores são muito bem pagos em comparação com os padrões internacionais – e o ingresso na profissão é altamente seletivo.

Getty Images Image caption O Canadá paga altos salários aos professores comparado com a média internacional

Getty Images
O Canadá paga altos salários aos professores comparado com a média internacional

Oportunidades iguais

David Booth, professor do Instituto para Estudos em Educação da Universidade de Toronto, destaca um forte investimento de base em alfabetização.

Existiram esforços sistemáticos para melhorar a alfabetização, com a contratação de educadores bem treinados, investimento em recursos como bibliotecas nas escolas e avaliações para identificar escolas ou alunos que possam estar tendo dificuldades.

John Jerrim, do Instituto UCL de Educação de Londres, diz que o ótimo desempenho do Canadá nos rankings internacionais reflete a homogeneidade socioeconômica do país.

O país não é uma nação de extremos. Pelo contrário, seus resultados mostram uma média alta, com pouca diferença entre os estudantes mais e menos favorecidos.

No mais recente Pisa, o exame da OCDE, a variação de notas causada por diferenças socioeconômicas entre os estudantes canadenses foi de 9%, em comparação com 20% na França e 17% em Cingapura, por exemplo.

Os resultados mais igualitários explicam porque o Canadá está indo tão bem em exames internacionais. O país não tem nem uma fatia residual de estudantes com desempenho ruim, o que normalmente é algo relacionado à pobreza.

É um sistema consistente. Além da pouca diferença entre estudantes ricos e pobres, também há uma variação muito pequena entre diferentes escolas, em comparação com a média de países desenvolvidos.

Segundo o professor Jerrim, o alto número de imigrantes não é visto com um potencial entrave ao sucesso nos exames – o fato é provavelmente um dos ingredientes dos bons resultados.

Os imigrantes que vivem no Canadá, muitos de países como a China, a Índia e o Paquistão, têm educação relativamente alta, e a ambição de ver seus filhos se tornarem profissionais bem sucedidos.

O especialista afirma que essas famílias têm “fome de sucesso”, e que suas altas expectativas provavelmente influenciam o desempenho escolar de seus filhos.

O professor Booth, da Universidade de Toronto, também cita esse fato. “Muitas famílias recém-chegadas ao Canadá querem que seus filhos tenham sucesso, e os alunos têm motivação para aprender”, diz.

Este ano tem sido excepcional para a educação no Canadá. As universidades estão aproveitando o “efeito Donald Trump”, com um número recorde de inscrições de estudantes que enxergam o Canadá como uma alternativa aos Estados Unidos após a eleição do atual presidente.

A vencedora do Prêmio Global de Professores também é canadense – Maggie MacDonnel está usando a condecoração para fazer campanha pelo direitos dos estudantes indígenas.

No ano em que celebra seu aniversário de 150 anos, o Canadá reivindica o status de uma superpotência em educação.

10.000 livros tomam conta de uma rua em Toronto

0

10000-livros-toronto

Felipe Chaves, no Green Me

Um recente projeto de artístico de um grupo de intervenções urbanas chamou bastante atenção recentemente pela proposta real e tocante sob a ótica da arte. Intitulado originalmente como Literature Vs Traffic (ou “Literatura vs Tráfego” em tradução literal) a intervenção atribuiu novos valores de uso a uma movimentada via de trânsito da cidade de Toronto, no Canadá e gerou efeitos visuais memoráveis.

10000-livros-toronto-2

A intervenção consistiu e cobrir uma rua com livros luminosos. Toda a rua foi coberta com a utilização de 10.000 livros. Luzinterruptus, grupo responsável pela intervenção urbana, recebeu os livros do Exército da Salvação. Além disso, mais de 50 voluntários trabalharam por mais de 12 dias para preencher a rua com os livros.

A visão final do trabalho é realmente impressionante, tendo aspectos magistrais da plena realização da intervenção. Em seu site, o grupo relata a experiência: “Desta maneira, uma área da cidade que é normalmente destinada à velocidade, à poluição e ao ruído, se tornará por uma noite um lugar de sossego, calma e coexistência, iluminado pelas luzes suaves que saem das páginas dos livros”.

10000-livros-toronto-3

O grupo diz ainda que a proposta da intervenção é que as pessoas se apropriem dos livros conforme desejarem, dando vida própria às alterações da obra, “Os livros estão lá para aqueles que querem levá-los. Desta maneira a intervenção vai se reciclando e durará tanto quanto as pessoas quiserem que dure”.

Para quem pode contemplar a intervenção, não ficou dúvidas da clara genialidade do que fora proposto. Em uma fruição de aspectos mais gerais, a rua continua cumprindo seu claro papel de via, de transporte, enquanto os livros são a fonte de todo conhecimento que emanam a luz, eliminando as sombras da ignorância. Afirma-se então que este caminho só é possível através dos livros. De fato, a proposta torna a cumprir não somente o seu papel artístico, mas também um necessário papel social que a arte também pode desempenhar.

Iniciativas assim são de extrema importância para a sociedade como um todo. Quando não há espaço para a criação artística, não há espaço para o conhecimento. É importante que haja o incentivo à arte constantemente, principalmente quando lidamos com as crianças. A arte ensina a expressar, criar e principalmente a raciocinar. Assim, o projeto Literature Vs Traffic é um exímio exemplo de como a arte, sem perder o seu significado poético e própria função artística, pode atender a demandas de constatação das crises urbanas.

No vídeo, podemos ver a obra “em prática” e cumprindo seu papel objetivado. Em tempo acelerado, o vídeo mostra como lentamente os livros vão desaparecendo da instalação, reafirmando então a intenção de seus criadores. A instalação da intervenção durou por uma noite inteira:

O grupo Luzinterruptus é anônimo e é bastante conhecido por suas intervenções com luzes. Diversos outros projetos podem ser verificados em sua página com registros fotográficos. Segundo a descrição de seu site, as luzes são de fato o principal foco de seus trabalhos: “Somos um coletivo artístico anônimo, e realizamos intervenções urbanas em espaços públicos. Utilizamos a luz como matéria-prima e a noite como tela.” diz a página do grupo.

10000-livros-toronto-4

O grupo surgiu em 2008 e é formado por pessoas que vêm de diferentes áreas, como arte e fotografia. Fizeram sua primeira intervenção em Madri, na Espanha, ou seja, realizam intervenções nos mais variados países e cidades. O nome do grupo é uma referência a palavra luz e também interrompimento, uma reafirmação de como os objetivos artísticos serão realizados, através da condução de luzes.

Story Pod, uma biblioteca urbana pensada para cidades que nunca dormem

0

biblioteca-stoy-pod3_0

Publicado no Idealista

Story Pod é uma biblioteca urbana pensada para diminuir o ritmo frenético de trabalho e, claro está, relaxar. Situada na cidade canadense de Toronto, à noite é uma construção em forma de “caixa”, mas de dia esta “caixa” abre-se para usufruto das pessoas que queiram desfrutar do prazer de ler. É um lugar vivo, até porque quem quiser pode levar ou deixar livros.

De referir que o edifício Story Pod é sustentável, tendo sido projetado pelo estúdio de arquitetura AKB.

biblioteca-stoy-pod4

biblioteca-stoy-pod

biblioteca-stoy-pod2

biblioteca-stoy-pod1

Autobiografia de ex-milionário serial killer tem venda suspensa horas após lançamento polêmico

0
Promotores acusaram Robert Pickton por 49 homicídios, e o ex-fazendeiro se diz inocente.

Promotores acusaram Robert Pickton por 49 homicídios, e o ex-fazendeiro se diz inocente.

 

Uma autobiografia supostamente escrita por um serial killer canadense foi retirada do mercado horas após o início das vendas na internet.

Publicado na BBC Brasil

O ex-fazendeiro milionário Robert Pickton foi condenado em 2007 pelo assassinato de seis mulheres. Outras 20 acusações de homicídio contra ele foram suspensas.

Um colega de prisão ajudou Pickton a enviar o livro para fora da prisão, segundo a rede de TV canadense CTV.

A editora solicitou a retirada do livro da Amazon e se desculpou com as famílias das vítimas, de acordo com a imprensa local.

Autoridades da província de British Columbia já haviam se comprometido a evitar que Pickton lucrasse com as vendas da biografia, intitulada Pickton: In His Own Words (Pickton: em suas próprias palavras, em tradução livre).

“Não é correto que uma pessoa que causou sofrimento a tantas pessoas possa lucrar com seu comportamento”, disse o ministro da Saúde Pública da província, Mike Morris.

O governo local também pediu à Amazon que interrompa as vendas do livro, publicado pela editora do Colorado (EUA) Outskirts Press, especializada em ajudar autores novatos a divulgar suas obras.

Usuários da Amazon também reivindicaram o boicote à obra – a empresa não havia comentado o episódio até a publicação desta reportagem.
Investigação

O ministro da Segurança Pública do Canadá, Ralph Goodale, disse que foi aberta uma investigação para apurar como o manuscrito de Pickton saiu da prisão de segurança máxima de Kent, onde o ex-fazendeiro está detido.

A rede CTV informou que ele conseguiu driblar os controles sobre sua correspondência ao repassar o livro a um colega de cadeia, que o enviou a um amigo.

No livro, Pickton diz ser inocente e afirma ter sido incriminado injustamente pela polícia canadense, segundo o jornal Vancouver Sun.

Ernie Crey, irmã de uma das 33 mulheres que tiveram DNA localizado em uma fazenda de criação de porcos de Pickton, disse ter ficado “profundamente perturbada” pelo livro.

Lori Shenher, que ajudou a reunir provas contra o ex-fazendeiro e escreveu um livro sobre o caso, disse esperar que o público ignore a obra “pelo bem da decência”.

Pickton foi condenado à prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional por 25 anos, após inicialmente ser denunciado pela morte de 26 mulheres de um total de 69 desaparecidas.

A Justiça canadense concluiu que ele matou as mulheres em sua fazenda e alimentou os porcos com os restos mortais de algumas das vitimas.

Durante o julgamento, promotores afirmaram que Pickton havia confessado 49 mortes a um policial que se disfarçou como colega de cela.

Os 5 melhores países do mundo para estudar

1
Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Veja quais países têm os melhores sistemas de educação do mundo, segundo o PISA

Publicado no Universia Brasil

A cada três anos, o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) faz um mapeamento da qualidade dos sistemas de ensino ao redor do mundo. A avaliação é baseada em uma prova que mede o desempenho e conhecimento de jovens na faixa etária dos 15 anos de idade em 70 países. O exame, que é aplicado apenas em escolas selecionadas, é composto por questões de múltipla escolha de interpretação de texto, matemática e ciências.

 

Os últimos resultados do PISA publicados são referentes ao ano de 2012 e os índices referentes a 2015, data da última aplicação da prova, ainda estão sendo mapeados. A partir dessa análise, confira a lista com os 5 melhores sistemas de ensino do mundo e suas particularidades.

1 – Canadá

O sistema de ensino canadense é descentralizado, com cada uma das províncias tendo total autonomia sobre o currículo escolar. Contudo, as regiões usam marcadores e avaliações para identificar quais práticas de ensino estão sendo mais eficazes. A contratação e formação dos professores são bastante rigorosas, assim como o engajamento dos pais na educação dos filhos. O uso de tecnologias em sala de aula também é uma prática bastante comum.

2 – Finlândia

Na Finlândia, a autonomia das escolas e a rigorosa formação dos professores são a chave para o sucesso. As instituições ficam livres para escolher seus livros didáticos, materiais de estudo e conteúdo curricular. O corpo docente precisa ter formação superior em mestrado.

3 – Japão

O sistema educacional japonês é focado em preparar seus alunos para o mercado de trabalho e para a convivência em sociedade, que é baseada no mérito pelo esforço. Seu currículo escolar é bastante rigoroso e denso, tendo foco em matérias como Matemática e Ciências.

4 – Polônia

O que ajudou a Polônia a conquistar uma posição de destaque no ranking do PISA foi abolir o sistema de ensino utilizado durante o regime comunista, no qual uma prova era aplicada aos alunos na faixa etária dos 14 anos e apenas os 20% melhores obtinham o direito de continuar os estudos. Hoje, o país foca na formação profissional dos professores e no ingresso dos estudantes no ensino superior.

5 – Cingapura

Nos seus 50 anos de existência como país independente, Cingapura já passou por três reformas em seu sistema de educação. Depois de tentar métodos exclusivos de ensino e focar na formação rápida e rasa de uma mão de obra barata, o país começou a adotar um currículo mais rígido, focar na educação dos professores e introduziu esportes e artes no escopo de atividades das escolas.

Go to Top