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Curso grátis de inglês para universitários e pós-graduandos

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Fonte: Shutterstock

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MEC e Capes disponibilizam aulas gratuitas do idioma por meio da plataforma My English Online

Publicado no Universia Brasil

Saber inglês deixou de ser um diferencial do estudante ou profissional e se tornou um pré-requisito para algumas vagas do mercado e também oportunidades de estudos no exterior. Pensando nessa nova necessidade, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) oferece o curso gratuito My English Online.

A iniciativa está disponível para alunos da graduação e pós-graduação de instituições públicas e privadas brasileiras e oferece aulas de inglês gratuitas, que começam com um teste de nivelação do idioma e terminam no módulo avançado, com conteúdos voltados para exames de proficiência, como TOEFL.

Para participar, o aluno interessado deve se cadastrar no site oficial do My English Online e, no caso dos estudantes de universidades privadas, ter obtido uma média de 600 pontos ou mais no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando as edições a partir de 2009. Após a efetivação do cadastro, o aluno tem até 45 dias para iniciar as aulas.

Dividido por níveis de estudo, o curso conta com cinco módulos de aprendizado, sendo que cada um deles deve ser concluído em até 180 dias. Além das aulas, os estudantes poderão consultar uma série de materiais online, como livros, exercícios, atividades para treino oral, dicionários e testes.

Para mais informações sobre o curso ou inscrições, clique aqui.

MEC vai investir em projeto de resgate e registro da história do Brasil

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MEC vai financiar pelo menos 20 biografias de pessoas e grupos que influenciaram a história do Brasil e pesquisas sobre conflitos sociais Foto: Agência Brasil

MEC vai financiar pelo menos 20 biografias de pessoas e grupos que influenciaram a história do Brasil e pesquisas sobre conflitos sociais
Foto: Agência Brasil

Publicado no NE10

Ministério da Educação (MEC) vai financiar pelo menos 20 biografias de pessoas e grupos que influenciaram a história do Brasil e pesquisas sobre conflitos sociais. Em conjunto com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a pasta lançou nesta quarta-feira (29) dois editais que destinarão até R$ 300 mil por projeto, que poderão ser usados nas escolas.

Os editais são voltados para pesquisadores e grupos de pesquisa de instituições de educação superior e institutos de pesquisa brasileiros, públicos e particulares, que tenham mestrado ou doutorado recomendados pela Capes. As inscrições poderão ser feitas até o dia 28 de outubro.

“Essa é uma iniciativa que a Capes adota: induzir programas de pós-graduação a fazer pesquisas em áreas de ponta. Essas pesquisas já cobriram muitas áreas, áreas científicas, tecnológicas, de inovação, e continuarão cobrindo. Mas é importante que cubram também áreas que tem a ver com o desenvolvimento do Brasil”, disse o ministro da Educação, Renato Janine.

Segundo o ministro, os editais destinarão às pesquisas um total de R$ 5 milhões, que começarão a ser pagos no ano que vem. “Vivemos um momento difícil da economia brasileira, momento que temos que fazer o máximo com recursos que se tornaram menores do que desejávamos. Neste momento estamos dando um sinal, pela Capes e pelo MEC, de que é possível fazer propostas boas”, acrescentou.

O edital sobre biografias é voltado para pesquisas sobre pessoas ou grupos que tenham influenciado a história do Brasil republicano, a partir de 1889. Já o edital sobre conflitos históricos vai incentivar a produção de livros que enfoquem revoltas, rebeliões populares, lutas armadas, manifestações populares, entre outros conflitos, também a partir de 1889.

As pesquisas serão publicadas em livros, que poderão ser usados nas escolas.

“Os nossos livros para o ensino fundamental e médio têm que estar sempre alinhados com o que houver de melhor de pesquisa nas áreas. Estão se estamos fazendo história do Brasil, tudo que se descobre de história do Brasil agora tem que entrar no que uma criança um adolescente venha a saber”, disse Janine.

Os editais estão disponíveis na página da Capes.

Capes libera conteúdos da National Geographic na internet

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Capes libera conteúdos da National Geographic na internet

Reprodução

Além das revistas, podem ser acessados outros materiais históricos e relevantes da Cengage Learning

Publicado no Administradores

Todas as edições da revista National Geographic — de 1988 até hoje — a partir de agora podem ser acessadas pelo Portal de Periódicos da Capes. Além dessa biblioteca digital é possível buscar conteúdos em outras publicações como The Economist, The Financial Times, Sabin Americana, Gale World Scholar e Ninetheenth Century.

A Chantam House Collection Online, uma das mais recentes bibliotecas digitais abertas ao público, traz documentos sobre a política internacional fundada após a conferência da Paz de Paris. São quase cem anos de documentos entre 1920 e 2010 dedicados aos estudos sobre desenvolvimento de situações que envolvem paz e guerra.

Além dessas publicações estão acessíveis ao público outros conteúdos como o Slavery and Anti-Slavery Collection, que registram temas sobre a escravidão e abolição incluindo fatos sobre o tráfico de escravos no Atlântico, e movimentos de acordos transatlânticos entre os séculos XVI ao XIX. O The Sunday Times Digital Archives oferece artigos com análises e comentários sobre acontecimentos e sociedade em geral no ano de 1822.

O objetivo dessas plataformas virtuais é tornar essas informações acessíveis para que sejam fontes de conhecimento, e também utilizadas como ferramentas para estudos e pesquisas tanto para estudantes, desde o grau primário a universidade, como professores, pesquisadores e curiosos em geral.

Em todos os casos os arquivos estão disponíveis digitalmente desde a primeira edição, e oferecem ao leitor informações raras de fontes confiáveis que o ajudarão a compreender o contexto atual sobre diversos temas, já que os conteúdos são profundos e permitem reflexões.

Conheça um pouco mais sobre as coleções que estão nas bibliotecas virtuais da Capes:

National Geographic – Ciências, História, Tecnologia, Meio Ambiente, Cultura, são apenas alguns dos conteúdos da National Geographic Virtual Library. O leitor pode viajar por diversos períodos da revista que estão disponíveis integralmente desde a primeira edição, de 1888, até os dias atuais.

The Economist – Leitura essencial para quem quer saber sobre política, atualidades e negócios, desde 1843. Com imagens e suplementos de pesquisa, The Economist Historical Archive é uma fonte primária essencial para pesquisar e retransmitir conhecimentos sobre os séculos passados.

The Financial Times – Possibilita pesquisar a história econômica e financeira dos últimos 120 anos. The Financial Times Historical Archive contém artigos e propagandas impressas no papel desde 1888 acessíveis para pesquisas e visualizações.

Sabin Americana – A coleção apresenta trabalhos sobre as Américas, entre outros, publicados em todo o mundo e é baseada na bibliografia de José Sabin. São 29 mil obras entre documentos e livros que falam que abordam exploração, comércio, colonialismo, escravidão, abolição, movimento ocidental, nativos americanos, ações militares desde 1500 até o início dos anos 1900.

Gale Word Scholar – Essa coleção proporciona uma volta ao passado na história da América Latina e Caribe desde o período de 1800 aos dias atuais. O portal Word Scholar: Latin America and the Caribbean oferece acesso a referências, periódicos, multimídias, relatórios, revistas, jornais, entre outros.

Nineteenth Century – Recurso inovador, essa coleção é focada em disponibilizar materiais confiáveis para estudos do século XIX, a partir de documentos digitalizados diversos e parcerias com as principais bibliotecas do mundo.

Pós-graduações interdisciplinares são as que mais crescem

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Programas desse modelo sãos os que mais têm cursos, mas maioria tem nota mínima

ROBS2539

Bárbara Ferreria Santos, no Estadão

Os programas de pós-graduação (PPGs) interdisciplinares são os que mais crescem no País desde 1999, quando a área interdisciplinar foi criada na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do Ministério da Educação (MEC) que autoriza e avalia esses cursos no País. A área é também a maior na Capes hoje, com 296 programas e 374 cursos – cada programa pode incluir mestrado e/ou doutorado. Apesar do crescimento, até 2012, a maior parte dos cursos interdisciplinares (54%) ainda tinha a nota mínima, 3, segundo o último relatório trienal da Capes. Nenhum alcançou a nota máxima, que é 7.

Segundo o professor dos programas de pós-graduação em Desenvolvimento Rural, que é interdisciplinar, e em Sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Jalcione Almeida, entre os motivos que explicam as baixas notas estão a pouca idade dos cursos e o fato de a prática interdisciplinar ser recente nas universidades. “Esses cursos surgem, em boa medida, em centros universitários fora dos grandes eixos, com uma espécie de agrupamento de intelectuais de diferentes áreas, pois as pequenas universidades não conseguem montar um curso disciplinar com poucos professores.”

Além disso, ele explica, as exigências da Capes para a qualidade dos programas é alta. “Os cursos têm de correr atrás para ter uma equipe docente que dê conta e uma proposta que seja alinhada.”

Já para Marlize Rubin Oliveira, professora do programa de pós-graduação em Desenvolvimento Regional da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), o fato de a avaliação e o financiamento fazerem parte do mesmo processo pode influenciar as notas. “É uma novidade desde a década de 1990 que a avaliação e o financiamento façam parte do mesmo processo. Há um volume de dinheiro para ser distribuído conforme as notas.”

Segundo Marlize, os critérios de avaliação ainda são muito pautados por análises disciplinares e isso prejudica a área. “Avaliar cursos interdisciplinares com critérios disciplinares acaba penalizando esses cursos. Isso vem evoluindo, mas o segundo grande passo pelo qual a área passará será cada vez mais ser avaliada por critérios interdisciplinares.”

Para o diretor de avaliação da Capes, Lívio Amaral, a média dos novos cursos e de novas áreas, quando criados, é menor em relação àquelas que existem há muito tempo e estão consolidadas. “Áreas novas, quando foram criadas, não tinham notas altas, 6 e 7, justamente porque elas são dadas com base em uma referência e uma identificação. Em uma área nova, nem o curso nem a comunidade sabem exatamente como distinguir essa identidade e a qualificação dentro dessa identidade. Isso não aconteceu só em Interdisciplinaridade, mas em Biomedicina e Biotecnologia também, por exemplo”, afirma.

História. A área nasceu em 1999, com o nome de Área Multidisciplinar, por demanda de um grupo de programas que estava mal avaliado em suas áreas porque apresentava aspectos multi e interdisciplinares. Depois, foi criada uma comissão para avaliar os programas, considerando a formação diversa dos professores – principalmente aqueles vindos de universidades que tinham corpo docente restrito – e a realidade dos objetos de pesquisa contemporâneos, que exigem a ampliação dos campos de análise. Em 2008, a área passou a se chamar Interdisciplinar.

O grupo mais representativo no processo de criação da área foi o dos programas de Meio Ambiente. “O nascimento desses programas foi incentivado principalmente pela (Conferência) Rio-92, pois a discussão ‘sociedade e natureza’ estava muito pungente naquela época”, explica Marlize.

A consolidação desses cursos fez com que nascesse da área interdisciplinar uma outra: a de Ciências Ambientais. Entre 2009 e 2010, 47 cursos migraram das interdisciplinares para as ambientais.

Em 2012, a área interdisciplinar estava dividida em quatro câmaras temáticas: Sociais e Humanidades (30% dos cursos); Engenharia, Tecnologia e Gestão (24,5%); Saúde e Biológicas (23,6%); e Desenvolvimento e Políticas Públicas (21,9%). Essa mesma configuração se mantém até hoje.

Há dois anos, a área passou a ter programas em todos os Estados. O número aumentou, mas a distribuição porcentual por região teve pouca variação. A maior parte dos programas em 2012 estava concentrada no Sudeste, um total de 119. O Estado mais representativo é São Paulo, com 60 programas, seguido do Rio de Janeiro, com 36. A Região Norte, embora seja a que tem menos cursos (24), é a que mais cresce: 84,6% entre o triênio 2007-2009 e 2010-2012.

Crescimento. Para quem está em um programa interdisciplinar, a possibilidade de analisar um mesmo objeto de pesquisa sob a esfera de diferentes áreas do conhecimento é um reflexo da realidade social e também da academia.

Essa foi a opção de Anália Ribeiro, de 47 anos, aluna de mestrado do programa Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades do Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâncias e Conflitos (Diversitas) da Universidade de São Paulo (USP).

“Escolhi um curso interdisciplinar porque o meu tema de pesquisa é o enfrentamento ao tráfico de pessoas. Liderei equipes multidisciplinares nos âmbitos federal e estadual, em São Paulo, com políticas públicas sobre o assunto. Essa visão transdisciplinar do curso me possibilitou delinear a pesquisa e me deu segurança para avaliar o tema”, diz Anália.

Já David de Oliveira Lemes, de 39 anos, chefe do Departamento de Computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e doutorando no programa interdisciplinar Tecnologias da Inteligência e Design Digital (Tidd) na mesma instituição, procurou desde a graduação áreas interdisciplinares.

“Ir para o Tidd foi quase uma extensão da minha graduação em Tecnologias e Mídias Digitais na PUC, um curso pioneiro por essa integração entre áreas. Fiquei atraído porque a natureza desse mundo digital, da internet e dos games, é multidisciplinar. Dá para ver que os jogos têm arte, história, roteiro e muita programação.”

Bolsa de pós-graduação é única fonte de renda de muitos estudantes

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Os cursos de Ciências Agrárias foram os que mais receberam bolsas de pós-graduação no Brasil em 2011, segundo dados da Capes. A área abrange os cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola e Recursos Florestais e Engenharia Florestal. No total, são 5.916 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado --mais da metade é para o mestrado Jean Marconi/Flickr

Os cursos de Ciências Agrárias foram os que mais receberam bolsas de pós-graduação no Brasil em 2011, segundo dados da Capes. A área abrange os cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola e Recursos Florestais e Engenharia Florestal. No total, são 5.916 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado –mais da metade é para o mestrado Jean Marconi/Flickr

Mariana Tokarnia, no UOL

Com valores mensais entre R$ 1.000 e R$ 4.000, as bolsas de pós-graduação são, quase sempre, a única fonte de renda de muitos estudantes no país. Eles se dedicam exclusivamente às dissertações, teses, à publicação de artigos e a leituras. É com a bolsa também que pagam despesas como o aluguel e a alimentação. O valor, segundo bolsistas, é insuficiente para algumas localidades, ou dá apenas para pagar as contas. Para aqueles que deixam a família e se mudam para estudar, a bolsa é o que garante a fixação na localidade. A partir deste mês, os estudantes recebem um reajuste de 10% nos valores.

O reajuste das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) foi anunciado em março. Os novos valores começam a ser pagos agora: a bolsa de mestrado passa de R$ 1.350 para R$ 1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200 e a de pós-doutorado de R$ 3.700 para R$ 4.100.

“A bolsa é interessante porque legitima a nossa função como estudantes, nos dá um aval de pesquisadores”, diz o doutorando em literatura da UnB (Universidade de Brasília) Douglas Sousa. “Mas o valor é ainda mais interessante para aqueles que não são de Brasília [onde o custo de vida é alto], que moram em residência própria. Eles podem usar a bolsa apenas para manutenção do curso, gastam com lanches, livros e viagens para congressos. Para nós que somos de outros Estados, temos que pagar aluguel, alimentação, além de bancar nossa participação em eventos científicos, que é quase uma obrigatoriedade para pós-graduandos”.

Custo de vida
Douglas veio de Socorro do Piauí, a 457 quilômetros da capital piauiense, Teresina. No Estado de origem fez graduação e mestrado. Para o doutorado, escolheu Brasília pelo intercâmbio cultural que teria: “Não precisa sair de Brasília para ter um pedacinho do mundo aqui”. Mas o preço é alto, apenas o aluguel consome 40% do que ganha.

“Eu posso dizer que não vivi Brasília culturalmente. Pesquiso dramaturgia e não tenho dinheiro suficiente para ir a várias apresentações”, diz o mestrando em literatura da UnB Francisco Alves. Ele veio de Boa Vista, Roraima. Francisco conta que sempre viveu intensamente as universidades por onde passou, sendo monitor e participando de projetos de pesquisa. “Em Roraima, na graduação, minha mãe alugou um quarto para mim perto da universidade. Disse que pagava o aluguel e o resto, eu me virasse”.

Ambos estudam uma média de seis a oito horas por dia. A bolsa é uma ajuda para que se dediquem exclusivamente à pós. Na UnB, de um total de 7,6 mil alunos de pós-graduação, 4,5 mil, quase 60%, são brasileiros que não residiam no Distrito Federal.

“Temos muitos alunos que vêm de outros Estados, alunos de classe média baixa que têm muita dificuldade em se fixar. A família sustenta na graduação, mas quando chega na pós, o estudante já é adulto e às vezes fica mais difícil para a família. Além disso, eles estão em uma fase da vida em que começam a se casar, ou já são casados, têm família para sustentar e isso dificulta enormemente a vida acadêmica”, constata o decano de pesquisa e pós-graduação da universidade, Jaime Martins.

“O valor da bolsa melhorou um pouco, mas ainda não é suficiente para que os estudantes possam viver em boas condições e para se dediquem exclusivamente à pesquisa. Não se trata de uma visão romântica, é algo prático, para que o estudante possa ter mais tempo dedicado ao trabalho e fazer aquilo da melhor forma possível. Com dedicação, melhor será o trabalho, melhor a publicação e mais mérito acadêmico para o aluno e para a universidade”, diz o decano.

Confira as áreas que mais recebem bolsas de pós-graduação no Brasil

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