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Nove adaptações literárias que você precisa conhecer

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Publicado no Canal do Leitor

Acho que muitos de nós, cinéfilos, temos notado que ultimamente a quantidade de filmes com roteiros originais diminuiu bastante, isso porque as adaptações cinematográficas de livros e até quadrinhos viraram uma febre e estão enriquecendo os estúdios Hollywoodianos. Se é mais fácil eu não sei, mas é fato que unir o melhor dos dois mundos e criar representações visuais para histórias que só eram vivas em nossas imaginações, tem cativado muitas pessoas.

Muitas vezes essa troca entre as artes faz com que o leitor vá até o cinema e o espectador busque ler os livros, é um casamento perfeito que estimula as pessoas, apesar de todos os mimimis envolvidos.

Acontece que muitas obras cinematográficas que amamos ou não são adaptações de livros (contos, novelas e etc.) e nós nem imaginávamos. Abaixo segue uma lista com os 09 filmes que são adaptações literárias e que, para não dizer ninguém, poucas pessoas sabiam.

1. CORALINE: Sim, o encantador filme que recebeu um toque especial da produção de Tim Burton, é a adaptação de um conto de terror do autor Neil Gaiman (Deuses Americanos) e fez um enorme sucesso antes de se tornar uma animação belíssima e brilhante do diretor Henry Sellick.

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2. O Curioso caso de Benjamin Button: Um filme polêmico, com uma história emocionante e peculiar, que apesar de ser uma ficção tem muitas verossimilhanças. É uma adaptação de um conto do F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby), bizarro e igualmente emocionante.

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3. Orgulho e Preconceito E ZUMBIS: Por essa ninguém esperava! Esse filme trash é baseado em uma adaptação de uma adaptação do romance da escritora Jane Austen, Orgulho e Preconceito, que também ganhou um filme. O interessante é justamente que esse filme é adaptado do livro de comédia do autor Seth Grahamer Smith, que é adaptado do livro clássico da Austen. Confuso né?

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4. Cidade de Deus: Um dos mais prestigiados e consagrados filmes do cinema nacional, tem um roteiro brilhante que expõe as faces de um Brasil obscuro por meios de histórias de criminalidades retratas na favela Cidade de Deus. Adaptação do romance escrito por Paulo Lins é baseado em fatos reais e é considerada uma das maiores obras literárias contemporâneas, feita para um projeto de pesquisas antropológicas: “Crime e criminalidade nas classes populares”.

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5. Bonequinha de Luxo: O Clássico perfeito e apaixonante, eternizado no cinema pela icônica Audrey Hepburn fez e ainda faz muito sucesso. É uma adaptação do livro do jornalista Truman Capote, que tem o mesmo nome, em inglês, Breakfast at Tiffany’s. É interessante porque para a época, apesar de sutil, essa história foi polêmica por contar a vida de uma prostituta de luxo. O livro tem uma narrativa muito mais completa, abrangente e explícita.

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6. SHREK: BOMBA! Uma das animações mais maravilhosas de todas que fez a alegria de várias gerações, que marcou nossa infância, que você tem todos os DVDs em casa e que todo mundo ama foi adaptado, ou mais precisamente, baseado em um livrinho infantil ilustrado e escrito por William Steig. Claro que a DreamWorks mais do que adaptou a história, modificou e temperou ela todinha, mas o que vale é a essência literária. Antes de chegar aos cinemas provavelmente era a leitura antes da soneca de muitas crianças.

Shrek (mais…)

No Brasil para lançar ‘Diário de um Banana 7’, autor Jeff Kinney comenta a série infantil

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O escritor Jeff Kinney, autor do fenômeno infantojuvenil "Diário de um Banana", no hotel da zona sul de São Paulo (Rodrigo Capote/Folhapress)

O escritor Jeff Kinney, autor do fenômeno infantojuvenil “Diário de um Banana”, no hotel da zona sul de São Paulo (Rodrigo Capote/Folhapress)

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Jeff Kinney viu com desconfiança, em 2009, sua seleção pela revista “Time” como uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Não era nem a pessoa mais influente de sua própria casa, argumentou o americano, casado e pai de dois meninos.
A reação irônica é algo reveladora sobre o autor e sobre a série que o fez merecer tal reconhecimento, “Diário de um Banana”, um dos maiores best-sellers do mundo hoje.

Aos 42 anos, com 75 milhões de livros vendidos desde 2007 –sendo 2,1 milhões no Brasil, onde estreou em 2008 pela Vergara & Riba–, Kinney conhece um sucesso que de fato não esperava.

Passou oito anos criando o “Diário” como uma obra em quadrinhos para adultos. Quando enfim conseguiu uma editora, descobriu que tinha produzido um livro infantil.

Sua criação é um híbrido de HQ com o diário de um garoto, Greg Heffley, em busca de aceitação social –uma espécie de Kevin Arnolds, protagonista da série de TV “Anos Incríveis (1988-1993), mais tímido e atrapalhado.

“Tinha ‘Anos Incríveis’ em mente quando criei o ‘Diário’, porque era sobre a realidade das crianças, mas sob o ponto de vista de um adulto”, disse o autor em entrevista à Folha, na terça-feira (21), em São Paulo.

Em sua primeira visita ao Brasil, confortável na condição de autor de infantis, Kinney visitará escolas e fará tardes de autógrafos no Rio e em São Paulo –a edição paulistana será nesta quinta (23), às 17h, na Livraria Saraiva do Morumbi.

Veio lançar “Segurando Vela”, o sétimo livro da série, que saiu no país com 200 mil cópias há menos de um mês e já vendeu 42 mil delas. Isso lhe deu o terceiro lugar entre os best-sellers do site sobre mercado editorial Publishnews, cuja lista reúne todos os gêneros, incluindo adultos.

O sétimo “Diário de um Banana” fica atrás apenas de “Kairós” (Principium), do padre Marcelo Rossi, e do também infantojuvenil “A Marca de Atena” (Intrínseca), de Rick Riordan.

Pode ser um sinal de que crianças e adolescentes leem mais do que adultos –as listas infantojuvenis tendem a ter os melhores números de vendas–, mas também de que Kinney acabou abraçando parte do público adulto que imaginava inicialmente.

Livro resgata gol de Pelé contra o Santos

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Rafael Valente, na Folha de S.Paulo

1Dos mais de 1.000 gols registrados por Pelé, um foi contra o Santos. Mas esse curioso tento ficou esquecido por 47 anos e só agora teve sua história resgatada.

O achado foi de Guilherme Nascimento, 51, professor de química da rede pública em Mongaguá (litoral de SP) e pesquisador, que lança amanhã na capital o “Almanaque do Santos FC”, às 19h, na Fnac da avenida Paulista.

Pelé durante entrevista coletiva na Vila Belmiro (Rodrigo Capote-7.jan.11/Folhapress)

Pelé durante entrevista coletiva na Vila Belmiro (Rodrigo Capote-7.jan.11/Folhapress)

A obra reúne dados de mais de 5.000 jogos do Santos. O autor ainda descobriu 20 partidas perdidas e que interferem nas estatísticas do clube, além de curiosidades, como o gol “contra” de Pelé.

O jogo em questão foi em janeiro de 1966 contra a Costa do Marfim, em uma excursão do Santos ao país. O time alvinegro venceu por 4 a 2.

Pelé jogou o primeiro tempo pelo Santos como goleiro. Depois, virou atacante do time rival e fez um gol.

Na época, a Folha relatou que o rei ganhou bicho das duas equipes. Apesar de curioso, o caso estava esquecido.

“Todos sabiam que o Santos tinha feito um jogo na Costa do Marfim naquele ano [ante o Abdjan], mas seria estranho o time viajar para uma única apresentação. Pesquisando, encontrei esse amistoso”, afirma Nascimento.

Para o pesquisador, o achado não deve mudar os números de Pelé na equipe.

“O Santos concordou que foi uma exibição e, portanto, sem valor para as estatísticas oficiais. Mas não saberia dizer se mudará a história do Pelé perante seus biógrafos.”

Se a partida fosse considerada, ela teria efeito na data do gol mil, marcado em 19 de novembro de 1969 contra o Vasco, no Maracanã. O milésimo gol passaria a ser contra o Botafogo-PB, cinco dias antes, numa vitória por 3 a 0.

ARQUEOLOGIA

O trabalho de Nascimento pode ser comparado com o de um arqueólogo dada a dificuldade em reunir dados.

“O período mais difícil é de 1912 a 1926. As informações que o Santos têm não batiam com as da federação e com as dos jornais na época. Tive de estabelecer critérios para me aproximar do real”, explicou.

O pesquisador é torcedor do Santos e não tem nenhum vínculo com a equipe. Mas, ao término da pesquisa, teve seu trabalho reconhecido e oficializado pelo clube.

Pelé ante a marcação adversária durante jogo do Santos (1962/Folhapress)

Pelé ante a marcação adversária durante jogo do Santos (1962/Folhapress)

“Virou um produto licenciado. O Santos ajudou a conseguir uma editoria e assumiu a obra como sua história oficial”, disse Nascimento.

A pesquisa feita por Nascimento tem origem em 1971, estimulada pela curiosidade de torcedor. “Eu queria saber quantos gols o Pelé tinha feito após o milésimo”.

Foram quatro anos pesquisando. Na última década, motivado com os almanaques dos rivais, retomou o trabalho.

Além das 5.000 fichas de jogos, o “Almanaque do Santos FC” ainda apresenta 700 partidas que não fazem parte da estatística oficial.

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