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Mesmo após protestos, fundação mantém decisão e Anna Cintra é nova reitora da PUC-SP

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Estudantes, professores e funcionários fazem manifestação em frente ao prédio da PUC-SP (Pontíficia Universidade Católica), nesta sexta-feira (30), em São Paulo. Eles protestam contra a indicação da última colocada nas eleições para a reitoria, Anna Cintra, ao cargo. Ela tentou tomar posse hoje mas foi impedida (Alice Vergueira / Futura Press)

Publicado por UOL

Apesar da tentativa do Consun (Conselho Universitário) de adiar a posse da professora Anna Cintra como reitora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica), o cardeal Dom Odilo Pedro Scherer manteve o nome da professora que passa a ser reitora da instituição nesta sexta-feira (30).

Estudantes da PUC-SP ocuparam a reitoria da universidade no dia 14 de novembro

Segundo nota divulgada pela Fundasp (Fundação São Paulo), mantenedora da PUC-SP, o cardeal julgou nula a decisão do conselho que pretendia suspender a lista tríplice com o nome dos candidatos a reitor e vice-reitor para o período de 2012 a 2016.

Dom Odilo destacou na nota que a democracia dentro da universidade “não foi sequer arranhada, pois as normas estatutárias emanadas e aprovadas pela comunidade acadêmica e pelo Conselho Universitário foram observadas integralmente, nesse processo”.

Não haverá cerimônia de posse da nova reitora, segundo a assessoria de imprensa da Fundasp.

Tentativa

Anna Cintra foi a terceira colocada na votação entre a comunidade acadêmica, mas foi escolhida para o cargo pelo cardeal Dom Odilo Scherer.

Os estudantes decretaram greve desde a divulgação da escolha de Dom Odilo e chegaram a ocupar a reitoria da instituição. Os alunos pedem que o primeiro colocado da lista e atual reitor da instituição, Dirceu de Mello, seja nomeado. Os professores também apoiam a manifestação dos alunos.

Em reunião realizada na quarta-feira (28), o Consun decidiu suspender temporariamente a homologação da lista tríplice com os três candidatos mais votados na eleição para a reitoria da instituição para evitar a posse da professora Anna Cintra.

O Consun chegou a escolher o professor Marcos Masseto como reitor interino da universidade até a próxima reunião do conselho, no dia 12 de dezembro, quando Anna Cintra deveria apresentar sua defesa sobre um recurso dos estudantes contra a eleição.

Profeta Gentileza pode se tornar ‘patrimônio afetivo’ no Rio

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Profeta Gentileza, José Datrino, conhecido pela frase: “gentileza gera gentileza”.
Divulgação

Heloisa Aruth Sturm, no Estadão.com

Talvez poucos conheçam José Datrino. Mas não há, no Rio, quem já não tenha ouvido falar, ao menos uma vez, no profeta Gentileza. Ele já foi tema de filme, livro, música. Agora, recebe homenagem da Companhia Crescer e Viver de Circo, que transformou sua história em show circense. Se “existe amor em São Paulo”, no Rio o que estampa camisetas e adesivos é “Gentileza gera Gentileza”.

Passados mais de 15 anos de sua morte, a figura de túnica branca e longas barbas e cabelos continua no imaginário carioca. Para que não se perca, organizadores de Universo Gentileza querem que ele vire “patrimônio afetivo do Rio”. Na pré-estreia do espetáculo, no início do mês, fizeram o pedido a Washington Fajardo, presidente do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade.

Fajardo disse que essa categoria de patrimônio ainda não consta na lei municipal e prometeu estudar o assunto. A peça mostra a trajetória do homem nascido em Cafelândia, interior paulista, que se mudou ainda jovem para o Rio e teve a vida transformada em 1961, após o incêndio criminoso no Gran Circus Norte-Americano, em Niterói, que deixou centenas de mortos. Datrino abandonou empresa, mulher e filhos e foi montar um jardim sobre cinzas do circo. Considerado louco por uns e poeta por outros, viveu anos como andarilho, fazendo pregações pela cidade, distribuindo flores e deixando mensagens de amor e solidariedade nas pilastras do Viaduto do Gasômetro, no centro do Rio. Apesar de o governo planejar a remodelação da área, com o fim da Perimetral, todas as pilastras com escritos serão preservadas.

Segundo um dos coordenadores da companhia circense, Vinícius Daumas, a ideia da montagem foi inspirada na leitura do livro UNIVVVERRSSO GENTILEZA, de Leonardo Guelman. “A gente hoje faz com o circo aquilo que ele fez durante muitos anos sozinho, tentando passar mensagem de gentileza, de amor. Parece um ciclo que se fecha, é a volta do profeta ao circo, mas não um circo queimado, e sim vivo”, disse Daumas. Trata-se da segunda montagem da peça, encenada pela primeira vez em 2008.

Vida. No palco, 15 artistas fazem referência a esses e outros episódios do “profeta”, como internação em hospitais psiquiátricos e restauro de seus escritos após a Companhia de Limpeza Urbana “limpar” o viaduto em 1997. Muitos dos jovens artistas são provenientes de comunidades carentes da capital e litoral fluminense que participam do Programa de Formação do Artista de Circo, da Crescer e Viver.

Família de Tolkien processa estúdio de ‘O senhor dos anéis’, diz revista

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Elijah Wood no papel de Frodo, um dos
protagonistas de ‘O senhor dos anéis’
(Foto: Divulgação/Divulgação)


Publicado originalmente no G1

Os responsáveis pelo espólio do escritor J. R. R. Tolkien (1892-1973) abriram nesta segunda-feira (19), em Los Angeles, um processo de US$ 80 milhões contra o estúdio New Line, empresa subsidiária da Warner Bros., que filmou os três filmes inspirados na obra mais famosa do autor, “O senhor dos anéis”. A informação é da revista “The Hollywood Reporter”.

De acordo com reportagem do site da publicação, os herdeiros de Tolkien alegam que a Warner está “ultrapassando seus direitos quando se trata da comercialização de propriedade de ‘O senhor dos anéis'”. A “Hollywood Reporter”, que informa ter obtido uma cópia da ação judicial, acrescenta que a HaperCollins, editora dos livros, apoia a família do escritor.

A infração dos direitos autorais estaria especificamente ligada à violação de contrato, que previa a criação apenas de mercadoria “tangível”, caso de criações que reproduzem personagens e figurinos – e não exploração de conteúdos digitais, como games jogados na internet, por exemplo. A família usa o termo “caça-níqueis online” para se referir ao que a Warner tem feito, segundo a “Hollywood Reporter”.

A ação vem à tona poucas semanas antes da estreia de “O Hobbit: Uma jornada inesperada”, também baseado na obra de J. R. R. Tolkien. Em 2008, a família do autor já entrado com um processo contra a Warner, acusando a empresa de não ter pago “nem um centavo” dos lucros obtidos com a trilogia “O senhor dos anéis”, estimados em cerca de US$ 6 bilhões desde a estreia do capítulo inaugural, em 2001.

Na época, os herdeiros e a HarperCollins figuravam como codemandantes da ação apresentada pelo Tolkien Trust, grupo de caridade com sede na Grã-Bretanha, na Corte Superior de Los Angeles.

O livro é um objeto sensual

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Imagem: Google

Publicado no blog do Sostenes Lima

O desejo de ver está presente na leitura. A capa, a encadernação de um livro são sua roupa. Indicam um nome, um título, um pertencer (a casa editora) que se propõem ao olhar e o atraem.

Quando o livro está na estante de uma biblioteca, seu acesso é fácil para o olhar em busca de prazer; quando está posto na vitrine de uma livraria, esta barreira transparente aumenta nossa curiosidade. Entramos na livraria pra ‘dar uma olhada’. Exceto no caso em que já sabemos o que queremos e pedimos ao livreiro, não gostamos de ser perturbados em nossa inspeção. Fuçamos até que, atraídos por um vago indício, seguramos um livro. Aí começa o prazer, quando o abrimos, tocamos, folheamos, sondamos aqui e ali. Se o livro não está com as páginas cortadas, às vezes somos obrigados a fazer uma pequena acrobacia ocular para ler uma página pregada por cima ou pelo lado, pois é justamente aquela passagem que nos interessa.

Enfim, é preciso escolher. Se a promessa de prazer nos parece que vai poder ser mantida, pagamos o preço do livro e partimos abraçados com ele. Dependendo de se não nos desagrada mostrá-lo em nossa posse ou se algum pudor nos leva a esconder a sua identidade, o mostraremos nu ou embrulhado. Para ler, precisamos nos isolar com o livro – em público ou em particular – e às vezes em lugares bem estranho e a priori pouco propícios a este tipo de exercício.

O que nos leva a ler? A busca de um prazer pela introjeção visual que satisfaz uma curiosidade.

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Texto extraído de: André Green. Literatura e psicanálise: a desligação. In: Luiz Costa Lima (Org.). Teoria da literatura em suas fontes. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 233-234.
(O título “O livro é um objeto sensual” não consta no original).

Bibliotecário da UNIP lança livro

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Imagem Google

Publicado originalmente na UNIP.com

O bibliotecário Rodney Eloy, do campus Indianópolis, lançou o livro pela editora PerSe intitulado O Bibliotecário e a leitura conectada: competência informacional digital na era dos e-books, e-readers e tablets.

O autor, graduado em Biblioteconomia, com especialização em Gestão do Conhecimento, é responsável pelo Pesquisa Mundi e membro do conselho editorial das Edições Leitura Crítica.

A diretora das bibliotecas da UNIP, Maria das Graças Martins, ressaltou a importância deste lançamento para a profissão que, cada vez mais, depende da tecnologia para auxiliar em seus processos. ‘O livro é importante porque serve de alerta a todos os bibliotecários sobre as mudanças que estão acontecendo a todo o momento’, enfatiza. Já para a bibliotecária setorial, Salete Marques Maciel, o livro surge em bom momento. ‘O texto analisa as novas mídias e novas possibilidades para o desenvolvimento das competências dos bibliotecários’, observa Salete.

Dirigida a bibliotecários e educadores em geral, a obra afirma que na sociedade contemporânea mudanças significativas estão ocorrendo no cenário tecnológico, e no livro a atenção está focada aos suportes informacionais que gradativamente estão se estabelecendo no mercado, trata-se dos e-books (livros eletrônicos), e-readers (leitores eletrônicos portáteis) e tablets. O mercado está repleto de opções, de acordo com gostos e necessidades. Dessa forma, o intuito é motivar o profissional bibliotecário a refletir sobre seu papel e mostrar como a competência informacional influencia no processo de inclusão destas novas tecnologias de informação no ambiente das bibliotecas e, assim, se adequar a uma sociedade cada vez mais digital.

“Sabendo que a tecnologia está mais presente no ambiente das bibliotecas, torna-se importante refletir sobre o que ela significa no contexto da gestão informacional dos profissionais bibliotecários. Também, torna-se essencial apresentar o paradigma das ferramentas neste espaço, em especial os e-books, e-readers e tablets e, consequentemente, a importância de competências para um novo perfil deste profissional como facilitador ao acesso a estes novos recursos informacionais”, afirma a diretora Maria das Graças.

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