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As 6 melhores e piores formas de instigar os seus alunos

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Há muitas teorias de o que funciona e o que não funciona nas salas de aulas. A seguir, saiba o que realmente ajuda os seus alunos

Publicado por Universia Brasil

Crédito: Shutterstock.com

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Fazer trabalhos em grupo não é garantia de sucesso

John Hattie, professor da Visible Learning, reuniu mais de 5.000 estudos sobre estudantes e os estímulos que os professores costumam dar a eles. Hattie chegou à conclusão de que nem tudo que parece funcionar realmente funciona. A seguir, veja o que pode estimular os seus alunos de verdade e o que é somente perda de tempo:

O que funciona

1 – Credibilidade do professor
Alunos que acreditam na capacidade do professor ficam mais dispostos a aprender. Portanto, demonstre a sua competência e também deixe claro que você está aberto a críticas construtivas.

2 – Feedback
Dar feedbacks honestos e pessoais aos seus alunos dá a sensação de que você realmente se preocupa com o desenvolvimento deles. Faça tanto elogios quanto críticas. Procure o timing perfeito para o aluno receber o feedback da melhor forma possível.

3 – Respeite a visão do aluno
Se o aluno acha que a nota foi injusta, escute e tente entender o lado dele. Muitas vezes, o estudante cria uma expectativa muito alta e a decepção o desestimula para estudar mais vezes. Se ele realmente errou, explique o erro e mostre como na próxima vez ele pode se dar bem.

4 – Lidar bem com a sala
Professores que demonstram confiança para lidar com os alunos criam um ambiente confortável para todos. Seja rápido ao solucionar problemas em potencial, mas sem ser duro demais.

5 – Vida pessoal
A vida pessoal tem um impacto muito grande na vida dos estudantes. Não menospreze os problemas pessoais dos seus alunos, e tente ajudar na medida do possível. Em reunião de pais, estimule-os a ajudar seus filhos nas lições de casa e motivá-los a ir à escola. Motivação vinda de casa tem um efeito muito positivo.

6 – Aprendizagem cooperativa
Estudantes aprendem muito melhor quando estudam juntos. Esse tipo de estudo também os estimula a interagir com os outros alunos e a solucionar problemas de forma mais fácil.

O que não funciona

1 – Lição de casa
Lições de casa, no geral, não estimulam os alunos a estudar mais. Tente encontrar outras formas de que o estudante reveja o conteúdo em casa, como filmes ou livros paradidáticos.

2 – O tamanho da classe
Muitos dizem que classes pequenas facilitam o ensino, mas isso não é verdade. O aprendizado depende quase que exclusivamente do professor, e não do tamanho da sala.

3 – Programas extracurriculares
Atividades extracurriculares não estimulam os alunos, ao contrário: deixa-os mais cansados. Ao invés de obrigar os alunos a fazer educação física, deixe um tempo livre para eles irem à biblioteca, ou mesmo conversar com os amigos. Dessa forma, eles decidem qual é a melhor forma de relaxar o cérebro.

4 – Gênero
Muitas escolas acreditam que alunos de sexos diferentes têm jeitos diferentes de aprender, mas isso não é verdade. Foi comprovado que tanto homens quanto mulheres conseguem absorver o mesmo tipo de informação, com a mesma velocidade e facilidade.

5 – Aulas em locais abertos
Não há nenhuma melhora visível entre alunos que tiveram aulas em locais abertos e fechados. Os resultados das avaliações foram basicamente os mesmos, e as diferenças não foram baseadas pelo local da classe.

6 – Trabalho em grupo
Fazer trabalhos em grupo não é garantia de sucesso. Se for muito importante que o aluno realmente entenda aquele assunto, é melhor pedir um trabalho por pessoa.

Conheça o homem que transformou uma livraria em um conglomerado de tecnologia

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(Foto: Reprodução)

Publicado no Olhar Digital

É difícil imaginar que uma simples livaria online se transformaria em um dos maiores conglomerados de tecnologia do mundo. Foi sob o comando de Jeff Bezos, o maior bilionário do mundo na faixa etária dos 40 aos 49, que a Amazon deixou de ser apenas uma das pioneiras do comércio eletrônico para se tornar uma empresa que desenvolve hardware e provê serviços em nuvem.

Bezos tem hoje um patrimônio estimado em US$ 28,8 bilhões, figurando na 15ª posição do ranking das pessoas mais ricas do mundo. Nascido em 1964, com o nome Jeffrey Preston Jorgensen, no entanto, embora nunca tenha sido pobre, teve uma infância simples e sempre estudou em escolas públicas. Sua família por parte de mãe era dona de um rancho de 100 km² no Texas, aonde Bezos ia durante as férias para visitar seu avô e “trabalhar” como veterinário, vacinando e até mesmo castrando gado e realizando outras tarefas rurais.

Mesmo com esta fascinação pelo campo, nunca deixou de mostrar interesse por tecnologia, tanto que seu diploma, conquistado na respeitada Universidade de Princeton, teve foco em engenharia elétrica e ciência da computação. Após graduar-se, em 1986, assumiu empregos em instituições financeiras, aproveitando a demanda crescente por profissionais de TI. Antes de fundar a Amazon, era vice-presidente de uma empresa de investimentos em Wall Street, a D. E. Shaw.

Vida na Amazon
ReproduçãoFoi apenas em 1994 que Jeff Bezos, percebendo a popularização da internet, decidiu aproveitar o mercado ainda inexplorado e as previsões de crescimento do comércio eletrônico em até 2.300%, e lançou o site Amazon.com. A escolha por livros em vez de quaisquer outros produtos se devia à demanda global por literatura, e pelo baixo custo. O nome foi decidido por representar algo exótico e lembrar a quase infinitude das águas do rio Amazonas, além do fato de que a letra “A” o colocaria no topo dos sites de busca por causa dos resultados em ordem alfabética. Antes, porém, Bezos havia pensado no nome “Cadabra.com”, descartado após o fundador perceber a semelhança da palavra com “cadáver”.

A implantação de sua ideia foi impecável. Após dois meses, o site já arrecadava US$ 20 mil por semana, mas, mesmo assim, o plano de negócios era de longo prazo. Bezos não previa lucros nos primeiros anos da empresa, o que gerava desconfiança por parte de possíveis investidores. O site só avançaria no último trimestre fiscal de 2001, acumulando receita de US$ 1 bilhão, mas com lucro de apenas US$ 5 milhões.

Mesmo com a lentidão na apresentação de resultados positivos, o otimismo em torno do negócio era grande, tanto que em 1999 o criador da Amazon foi escolhido como o homem do ano pela revista Time. Após a oferta pública inicial, o valor das ações da empresa rapidamente aumentou 40 vezes, aproveitando o embalo da bolha “pontocom”, elevando a fortuna de Bezos para a casa dos US$ 12 bilhões. Após o estouro da bolha, no início dos anos 2000, e falência de inúmeras empresas de internet, houve uma desvalorização brusca e o patrimônio do CEO caiu para US$ 2 bilhões.

ReproduçãoDesde então, Bezos investiu na diversificação das atividades de sua empresa. Desde 2000 não são vendidos apenas livros. A Amazon se tornou uma plataforma para outros lojistas e vendedores individuais anunciarem seus produtos, aproveitando seus serviços de gerenciamento de dados. Em 2006, a companhia passou a apostar no oferecimento de serviços de computação em nuvem por meio da Amazon Web Services (AWS).

Em 2007, a Amazon criou o produto que hoje é o mais vendido de seu site: o leitor de e-books Kindle, inovação que marca a primeira empreitada da companhia no ramo de hardware. Já em 2011, a empresa decidiu entrar de vez na briga de dispositivos ao lançar o tablet Kindle Fire e se colocou em disputa com gigantes como a Apple.

Bezos possui atualmente 19% das ações da Amazon, que são sua principal fonte de dinheiro. Desde sua fundação, já vendeu cerca de US$ 2 bilhões em papéis da companhia.

Outras atividades
Como Sergey Brin, cofundador do Google, Jeff Bezos também é um entusiasta da exploração espacial. Tanto é que, em 2000, fundou a Blue Origin, que tenta promover o turismo espacial com um custo relativamente baixo.

O fundador da Amazon também observa o mercado para novas oportunidades de investimento. Ele foi um dos primeiros investidores do Google, quando o negócio ainda não tinha a proporção atual, e também colocou seu dinheiro na Airbnb, rede social criada em 2008 para facilitar o aluguel de apartamentos ou quartos para viajantes.

Ele ainda é um apoiador da liberação do casamento de homossexuais, mesmo não sendo gay. Junto com sua esposa, Mackenzie Bezos, doou cerca de US$ 2,5 milhões para a realização de um referendo para a legalização do casamento gay no estado de Washington, nos EUA, onde mora com seus quatro filhos.

Chega ao Brasil o livro ‘Rin Tin Tin – A vida e a lenda’, sobre famoso cachorro dos cinemas

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Publicação foi considerada pelo The New York Times um dos 100 melhores livros do ano nos EUA

Publicado no Divirta-se

Herói de quatro patas conquistou fãs no cinema, na TV e nos quadrinhos (ARQUIVO)

Herói de quatro patas conquistou fãs no cinema, na TV e nos quadrinhos

Este astro nunca perdeu a pose. No século passado, Rin Tin Tin conquistou milhares de fãs entre telespectadores e cinéfilos. Agora, chega ao Brasil ‘Rin Tin Tin – A vida e a lenda’, lançamento da Editora Valentina, considerado pelo The New York Times um dos 100 melhores livros do ano nos EUA. A autora é Susan Orlean, redatora da New Yorker.

Este cachorro está, mesmo, entre os melhores amigos do homem. Sua lenda varou guerras mundiais e as metamorfoses do século 20. Não se trata de um “ator” qualquer: o simpático totó ganhou elogios do cineasta Sergei Eisenstein e quase faturou o Oscar em 1927…

Orlean buscou subsídio em registros documentais e jornalísticos em torno do bicho: Rin Tin Tin começou a chamar a atenção na 1ª Guerra Mundial, virou símbolo do patriotismo norte-americano e se tornou astro de filmes mudos, do cinema falado, da TV e dos gibis. No Brasil, suas aventuras encantaram a garotada.

Num dos trechos de seu livro, Susan Orlean diz que essa saga extrapola o amor do homem pelos bichos. Para ela, Rin Tin Tin remete a “várias histórias de famílias perdidas, de identidade e da nossa convivência com os animais; de boa e má fortuna e das reviravoltas que a vida nos reserva o tempo todo; do horror da guerra e do bom divertimento de heróis que criamos e do que deles esperamos”. A edição brasileira tem 296 páginas e custa R$ 44,90.

Chega às livrarias a primeira edição das obras do poeta Ruy Belo

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Português, que morreu em 1978, é considerado um dos maiores nomes da geração pós-Fernando Pessoa

Ruy Belo é tema de documentário em finalização, reunindo críticos e artistas como Chico Buarque, por quem o escritor tinha admiração. Divulgação

Ruy Belo é tema de documentário em finalização, reunindo críticos e artistas como Chico Buarque, por quem o escritor tinha admiração. Divulgação

Guilherme Freitas, em O Globo

RIO – Ruy Belo provavelmente acharia graça de ser incluído no panteão de grandes escritores portugueses. A poesia era para ele “um ato de insubordinação a todos os níveis”, e o poeta, aquele que “introduz a intranquilidade nas consciências, nas correntes literárias ou ideológicas, na ordem pública, nas organizações patrióticas e nas patrióticas organizações”, escreveu.

Mas é justamente por essas características que o autor, que completaria 80 anos em 2013, continua a conquistar leitores e críticos, mesmo 35 anos após sua morte. Agora, Belo está mais próximo dos brasileiros, que ganham a primeira edição nacional de suas obras completas, pela Editora 7Letras, e em breve poderão ver um documentário, do diretor português Nuno Costa Santos, em que intelectuais e artistas — entre eles Chico Buarque — comentam e declamam seus versos.

Coordenada pelo escritor e crítico Manoel Ricardo de Lima, autor de “Fazer, lugar: a poesia de Ruy Belo” (Lumme Editor), a coleção da 7Letras publicará até o fim deste ano todos os nove livros do português. Os três primeiros — “Aquele grande rio Eufrates” (1961), sua obra de estreia, “O problema da habitação” (1962) e “Boca bilíngue” (1966) — serão lançados nesta segunda-feira (15), às 19h, na livraria da 7Letras, em Ipanema.

Entre religião e política

Os nove volumes têm prefácios de poetas brasileiros, como Carlito Azevedo, Eduardo Sterzi, Júlia Studart, Tarso de Melo e o próprio Lima. Os textos sinalizam a relevância de Belo para autores nacionais. E fazem a ponte entre o leitor contemporâneo e o escritor que abominava quem buscava na poesia “coerência, evolução harmoniosa, enquadramento numa tradição”.

— Ruy Belo quase sempre é lido em torno de uma questão um tanto tardia da nacionalidade (“esse apontamento sempre antipático”, como disse Drummond) e de uma inserção seminal apenas na tradição da poesia que chamam portuguesa. Quisemos deslocar um pouco dessa afasia cansativa — diz Lima, professor de literatura na Unirio.

“Deslocamento” é palavra-chave na curta vida de Belo. Nascido em 1933, em família católica no vilarejo de São João da Ribeira, cursou Direito em Coimbra e Lisboa, estudou religião em Roma, e integrou por dez anos a Opus Dei.

Mais tarde, rompeu com a Igreja (passou a chamar esse período de “aventura mística”) e embrenhou-se nos debates literários e políticos de seu tempo. Fez oposição ao regime Salazar, perdeu uma eleição para deputado e chegou a se exilar em Madri por sete anos antes de morrer, em Queluz (Portugal), aos 45 anos.

As preocupações metafísicas e políticas deixaram marcas em sua obra. A espiritualidade está em poemas como “Homem para deus” (“ele vai só ele não tem ninguém/ onde morrer um pouco toda a morte que o espera”), de “Aquele grande rio Eufrates”, cujo título é uma citação bíblica. A militância está em versos como os de “Morte ao meio-dia”, em “Boca bilíngue” (“O meu país é o que o mar não quer/ é o pescador cuspido à praia à luz/ pois a areia cresceu e a gente em vão requer/ curvada o que de fronte erguida já lhe pertencia”).

Autor do prefácio de “Transporte no tempo” (1973), a sair este ano, Eduardo Sterzi identifica dois momentos na obra de Belo: um católico e outro em que “o repertório religioso se torna metáfora política”.

— Há uma constante de um momento a outro, algo que eu chamaria, tomando expressão cara ao próprio Belo, de “nomadismo”. Mas há também uma mudança: se, no primeiro momento, o deslocamento incessante com que figura a vida humana tinha, como meta, a Terra Prometida, a partir de certo ponto não há mais Terra Prometida, apenas terra, a percorrer, a servir de objeto de nostalgia, de destino plenamente terreno, da terra à terra — diz Sterzi, poeta e professor de literatura na Unicamp.

Desde sua morte, Belo passou a ser considerado um dos maiores nomes da poesia portuguesa pós-Fernando Pessoa, a quem admirava (“Pessoa é o poeta vivo que me interessa mais”, escreveu em um poema de 1970 — 35 anos depois da morte do autor de “Tabacaria”). Mantinha diálogo constante com seus contemporâneos, como Sophia de Mello Breyner Andersen, Herberto Hélder e Jorge de Lima. Sua intensa correspondência com este último será publicada em livro no ano que vem.

Gosto por autors do Brasil

Viúva do poeta e responsável por seu espólio, Teresa Belo diz que ele tinha grande interesse também por autores brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade (que chegou a conhecer, em Lisboa), Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. Mas sua maior paixão no país era Chico Buarque:

— Ele encomendava LPs do Chico aos amigos que vinham do Brasil. Ficava muito comovido com as canções e admirava a postura politica dele — lembra Teresa.

A admiração é recíproca. Em junho, Chico interrompeu a escrita de seu novo romance, em Paris, para participar das filmagens do documentário “Ruy Belo, era uma vez”, de Nuno Costa Santos. Declamou dois poemas de Belo: “Orla marítima” e “Oh as casas as casas as casas”.

Previso para ser concluído este ano, o documentário, que reúne ainda críticos e escritores portugueses, ajudará a lançar luz sobre a obra de Belo dos dois lados do Atlântico, reforçando o trabalho da edição brasileira de seus livros. Tarefa mais do que urgente, diz o poeta Tarso de Melo, autor do prefácio de “Boca bilíngue”:

— O desconhecimento da poesia portuguesa pós-Pessoa por aqui é colossal — lamenta Melo, citando, além de Belo, poetas como Hélder e Sophia. — Esses autores são capazes de nos fazer rever não apenas a forma como nos relacionamos com a poesia portuguesa, mas com nossa própria poesia.

Todo ano, melhores da Fuvest recebem convite para tentar curso “secreto” da USP

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Chico Felitti, na Folha de S.Paulo

Luan Granzotto, 24, pensou que o vestibular da USP já tivesse acabado. Enfrentou a via-crúcis de provas no fim de 2012 e passou em 12º lugar no curso de letras, com 849 vagas.

Mas em maio, enquanto estudava literatura clássica para uma prova, recebeu uma carta da faculdade. “Abri. Era um convite para conhecer o curso de ciências moleculares.”

Ele havia sido convocado a tentar entrar na “graduação secreta” da USP. Secreta porque, apesar de existir há 23 anos, a formação de ciências moleculares não aparece no manual de vestibulandos da Fuvest.

“Selecionamos quem já foi aprovado, e bem”, diz Antonio Martins Figueiredo, que coordena o curso –um misto de biologia, química, física e matemática.

O curso não é subordinado a nenhuma faculdade do campus. As aulas acontecem na “Colmeia”, apelido das salas vizinhos ao restaurante da USP.

Prédio de História e Geografia na USP

Prédio de História e Geografia na USP

A cada ano, cerca de cem pessoas se candidatam a entrar no que alunos chamam de “a elite da universidade”. Há 25 vagas abertas –nem sempre todas são preenchidas.

O segundo vestibular para quem já enfrentou o vestibular acabou de acontecer. A primeira fase, de perguntas discursivas, restringiu-se às quatro matérias que formam a grade, mais inglês. E é “impossível de difícil”, segundo André Humberto, 22, que passou em psicologia e fez a prova há quatro anos (não passou).

A segunda fase –uma mesa-redonda com os concorrentes– é na primeira semana de julho. Certa vez, um professor levou pepino, batata, clipe de metal, moeda de cobre e lâmpada. “Com isso, é possível fazer uma bateria e acender a luz.” Os alunos que se virassem com o experimento.

A deste ano foi na semana retrasada. O resultado é divulgado sem notas –o candidato apenas fica sabendo se entrou ou não. Os aprovados se autodenominam “os moleculentos”.

“São poucos alunos, convivendo o dia inteiro. Tirando que tem um mínimo divisor comum, são pessoas extraordinárias”, diz uma aluna do quarto ano (todos os atuais estudantes com os quais a sãopaulo conversou preferiram não se identificar).

PEDE PRA SAIR

Se poucos entram, menos ainda duram até o final do curso. O biólogo Fernando Rossine, 26, ingressou em 2005. Sua turma começou com 15 pessoas. Antes do segundo semestre, eram dez. No dia de formatura, sete.

A um semestre de pegar o diploma, o próprio Fernando decidiu retornar para a biologia, por “uma questão de insatisfação pessoal”.

Um dos imbróglios era a rigidez da grade curricular. Quando Fernando se recusou a fazer uma matéria, teve de se submeter a um “tribunal” de professores. Acabou absolvido –permitiram que ele terminasse o curso.

Em casos extremos, permite-se que o estudante tranque a matéria. “Mas são exceções”, diz o coordenador da carreira, Figueiredo. Um exemplo recorrente: depressão profunda.

As aulas são pesadas e muitas. Na sexta-feira, as classes têm o dia livre. “Para pode estudar”, diz Figueiredo.

Agregou-se à carga draconiana um desafio físico: a sala oficial está em reforma, então cada matéria é dada num prédio da USP. “Andamos uns 40 minutos entre uma aula de biologia e outra de matemática”, diz uma aluna. “Assim também vamos ficar os mais magros, além de os mais inteligentes.”

Luan, o aluno de letras convidado, não foi à prova deste ano. “Conversei com conhecidos que fizeram. Não é muito a minha. Mas que foi bacana ter sido convidado, ah, isso foi.”

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi (Petala Lopes/ Folhapress)

Foto da lousa do curso de ciências moleculares, na USP, no final da aula de química do professor Roberto Torrezi (Petala Lopes/ Folhapress)

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