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Promoção: “Faça seu pedido”

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Kayla McHenry está tendo o pior aniversário de dezesseis anos da história! E não é só porque ela é diferente. Fica difícil se divertir quando você está apaixonada pelo namorado da sua melhor amiga.

Na hora de assoprar as velinhas, Kayla faz um pedido: “Eu desejo que todos os meus desejos de aniversário se tornem realidade. Porque eles nunca se realizaram”.

Na manhã seguinte, ela acorda e vê um Meu Querido Pônei cor-de-rosa pastando em seu jardim. No dia seguinte, depara-se com um carregamento de chicletes de bolinha para um ano inteiro. E, então, um cara meio plastificado chamado Ken aparece e começa a segui-la por toda a cidade, a bordo de um conversível!

A cada dia, um novo desejo se torna realidade. Mas… isso PRECISA PARAR. Porque, quando fez quinze anos, Kayla desejou ganhar um beijo de Ben Mackenzie… E Ben, agora, é nada menos que o namorado de sua melhor amiga!

Vamos sortear 3 exemplares de “Faça seu pedido”, superlançamento da Ed. Gutenberg. O sorteio será realizado no dia 7 de março às 17:30h.

Para participar é muito fácil: deixe 1 comentário neste post dizendo qual é o seu “pedido especial” neste início de ano.

O resultado será divulgado no perfil do twitter @livrosepessoas e os ganhadores terão 48 horas para enviar seus dados completos para o e-mail [email protected].

O prazo de entrega é de 30 dias e o envio é de responsabilidade da editora.

Boa sorte! 😉

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E os sorteados são: Renan Gouvea, Melissa Espínola e Débora Alcantara.

Parabéns! Aguardamos os seus dados completos como na instrução acima. 😉

Para ler e assistir

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Capa do filme Malu de bicicleta e capa do livro

Capa do filme Malu de bicicleta e capa do livro

Cinco livros que viraram filmes para você passar as férias em boa companhia

Layse Moraes, no site da TPM

Existe coisa com mais cara de férias do que escolher quais livros levar para a viagem ou a que filme assistir naqueles dias em que nada te faz tirar o pijama?

Não importa se seus planos de fim de ano envolvem praia, campo ou ficar em casa aproveitando a procrastinação sem culpa: livros e filmes são sempre uma boa companhia.

Por isso, uma lista de cinco livros que foram adaptados para o cinema e são uma ótima pedida para as férias. Agora é só decidir: folhear, assistir ou os dois?

Vai lá:

Malu de bicicleta – Editora Objetiva

Um dia – Editora Intrínseca

As vantagens de ser invisível – Editora Rocco


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A delicadeza – Editora Rocco

Extremamente alto, incrivelmente perto – Editora Rocco

Desmoronamento

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Juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. Eu não disse para ninguém que deveria estar morto

Luiz Fernando Verissimo, em O Globo

O prédio de lata estava desmoronando e eu estava dentro dele, desmoronando também. Caía de bruços como um super-herói que esqueceu como voar, com a cara virada para o chão, ou para o saguão do prédio, que se aproximava rapidamente. Se eu me espatifasse no saguão, certamente morreria, pois seria soterrado pela lataria em decomposição que acompanhava meu voo.

O fim do sonho seria o meu fim também. Mas a queda era interrompida, a intervalos, como naquelas “lojas de departamento” em que o elevador parava, o ascensorista abria a porta e anunciava: “Lingerie”, “adereços femininos” etc.

Levei algum tempo para me dar conta que aquelas paradas não eram só para interromper o terror da queda. Eram oportunidades de fuga. O sonho me oferecia alternativas para a morte, se eu fizesse a escolha certa. Ou então me dava um minuto para pensar em todas as escolhas erradas que tinham me levado àquele momento e à morte certa: os exageros, os caminhos não tomados e as bebidas tomadas, as decisões equivocadas e as indecisões fatais, o excesso de açúcar e de sal, a falta de juízo e de moderação.

Não posso afirmar com certeza, mas acho que ouvi o ascensorista fantasma dizer, em vez de “lingerie” e “adereços femininos”: “Desce aqui e salva a tua alma” ou “Pense no que poderia ter sido, pense no que poderia ter sido…” As paradas não eram para diminuir o terror, as paradas eram parte do terror! Eu não tinha tempo nem para a fuga nem para a contrição. E o saguão se aproximava.

Decidi me resignar. É uma das maneiras que a morte nos pega, pensei: pela resignação, pela desistência. Meu corpo não me pertencia mais, era parte de uma representação da minha morte, o protagonista de um sonho, absurdo como todos os sonhos. Talvez a morte fosse sempre precedida de um sonho como aquele, uma súmula de entrega e renúncia à vida, mais ou menos dramática conforme a personalidade do morto.

Um sonho com anjos e nuvens rosas ou um sonho de destruição, como eu merecia. Eu nunca saberia por que meu sonho terminal fora aquele, eu desmoronando junto com um prédio de lata. Mas nossas explicações morrem com a gente.

No fim do sonho me espatifei no chão do saguão e esperei que o prédio caísse nas minha costas. Em vez disso, ouvi a voz do dr. Alberto Augusto Rosa me perguntando se eu sabia onde estava. “Hospital Moinhos de Vento”, arrisquei. Acertei. Lá juntaram as minhas partes, me espanaram e me mandaram para casa. E eu não disse para ninguém que deveria estar morto.

O preço da ignorância

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Editorial publicado na Folha de S.Paulo

“Se você acha que a educação é cara, experimente a ignorância.” Frequentemente atribuída a Derek Bok, ex-reitor da Universidade Harvard, a frase resume com precisão a ideia de que dinheiro aplicado em escolas não é despesa, mas investimento.

Não é preciso ter dirigido uma das melhores universidades do mundo para dar a importância devida à educação. Em São Paulo, cresce de modo significativo o número de pais com disposição e recursos para matricular seus filhos em escolas particulares.

Levantamento desta Folha com base em 962 escolas da capital mostra que, de 2001 a 2012, as matrículas na rede pública caíram 14%; no mesmo período, aumentou em 147% a quantidade de crianças em instituições com mensalidades de até R$ 500 (nas mais caras, 15%).

A expansão de escolas mais baratas (47% delas foram abertas nos últimos dez anos) parece corresponder à ampliação da classe média. Segundo pesquisa Datafolha de janeiro, ela passou de 57% da população, em 2001, para 63% em 2011. O crescimento mais notável se deu na classe média intermediária (com renda familiar de até R$ 3.000), que foi de 17% para 26%.

Pais que decidem apertar o orçamento para matricular seus filhos em escolas privadas o fazem na esperança de dar aos descendentes uma vida melhor do que a que eles próprios tiveram.

É uma iniciativa louvável. O Datafolha detectou que a escolaridade, mais que a posse de bens, tem correlação predominante com a posição de classe. No estrato mais alto, 77% têm ensino superior e só 44% frequentaram escolas públicas. Mesmo na classe média alta, a diferença se evidencia: 75% têm ensino médio e 75% cursaram instituições públicas.

A educação exerce também um efeito em cascata. O nível de escolaridade dos pais pesa muito no desempenho escolar dos filhos. As gerações futuras tendem a se beneficiar do esforço da presente.

Para que esse raciocínio adquira validade, porém, é preciso que as escolas de até R$ 500 sejam bem melhores do que as públicas –algo que ainda não foi demonstrado.

A procura por essas escolas, mesmo que de qualidade duvidosa, é mais um sintoma da falência do ensino público no Brasil. Como ocorreu na saúde, com planos privados, e no trânsito, com transporte individual, também na educação o cidadão que paga pesados impostos se vê obrigado a buscar alternativas à indigência dos serviços oferecidos pelo Estado.

Parte da população já se deu conta de que educação é investimento, mas não tem força nem representação política para dar consequência social à noção de que a ignorância custa caro ao país.

imagem via Internet

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