Posts tagged Carla

Projeto ‘Mania de Ler’ distribui 6.930 livros em 2012 no Amazonas, diz SEC

0

'Estações de Leitura' já estão disponíveis em diversos locais da capital e do interior e integram o programa 'Mania de Ler' (Foto: Carla Lima/Press Comunicação)
‘Estações de Leitura’ já estão disponíveis em diversos locais da capital e do interior e integram o programa ‘Mania de Ler’ (Foto: Carla Lima/Press Comunicação)

Projeto proporciona ler e conhecer clássicos da literatura nacional e mundial.

Publicado no G1

O Aeroporto Eduardo Gomes, a Feira do Produtor do Santo Antônio, o CAIC Moura Tapajós, a Penitenciária Feminina de Manaus e shoppings da cidade são os novos endereços onde será possível encontrar, ler e conhecer clássicos da literatura nacional e mundial nas ‘Estações de Leitura’, unidades móveis de estantes com livros já disponíveis em diversos locais da capital e do interior do Amazonas que integram o programa de incentivo à leitura ‘Mania de Ler’ da Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas (SEC-AM).

Com as 27 novas unidades entregues nesta quarta-feira (12) pela secretaria, em um total de 2.970 livros, o projeto encerra o ano com 63 caixas e 6.930 livros em todo o Estado. “Este é um exemplo da política estadual de democratização da cultura, do conhecimento e do saber para o maior número de pessoas em quaisquer lugares que estejam”, afirmou o titular da pasta, Robério Braga.

Com seis unidades atendidas pelo projeto, todas destinadas ao atendimento de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas ou de mulheres que tiveram os direitos violados, a titular da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Seas), Regina Fernandes, celebrou a iniciativa por incluir, entre os beneficiados, parcelas da sociedade esquecidas por projetos de inclusão e difusão de cultura e educacional. “Tenho certeza de que os efeitos positivos serão imediatos e indispensáveis na ressocialização destas pessoas”, explicou.

Além das ‘Estações de Leitura’, agora disponível na Cadeia Feminina de Manaus (com 110 livros), nove unidades da Sejus como as cadeias Raimundo Vidal Pessoa e as unidades prisionais Antônio Trindade, Anísio Jobim e Puraquequara receberam ampliação e atualização de seus acervos com 300 livros cada uma.

 

Ken Follett: “Se o leitor se envolve emocionalmente, o livro vira sucesso”

0

Publicado na Época

O escritor de “Os pilares da Terra” lança no Brasil “Inverno do mundo”, o segundo volume de uma trilogia sobre o século XX

O escritor Ken Follet na Espanha
(Foto: Carlos Alvarez/Getty Images)

Idade Média, século XX, hoje em dia como em qualquer outro dia, não há limites para a imaginação do escritor galês Ken Follett. Ele é um dos autores mais vendidos do mundo. Em 27 anos de carreira, lançou 21 romances e já vendeu mais de 500 milhões de exemplares em 35 idiomas. Aos 63 anos, ele acaba de lançar simultaneamente em 18 países o romance Inverno do mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu). É o segundo volume da trilogia O século, iniciada há dois anos com Queda de gigantes.

Trata-se de uma saga em construção sobre as conturbações do século XX, entre guerras, revoluções, transformações sociais e culturais. O narrador em terceira pessoa acompanha simultaneamente o destino de cinco famílias – americana, alemã, russa, inglesa e galesa –, que se altera e se entrelaça diante das transformações por que passa o mundo. Se o primeiro volume narra a imigração e a Primeira Guerra Mundial, o segundo aborda a ascensão do nazismo. O livro é ambientado no ano de 1933. Em Berlim, a jovem Carla Von Ulrich testemunha a ascensão de Hitler e o envolvimento de sua família com o Nacional Socialismo. É o momento do exílio, que leva Carla a conhecer os personagens que desfilam pelo livro em blocos narrativos paralelos.

>>Mais entrevistas

Follett já abordou a Idade Média na série Os pilares da Terra – que foi adaptada com sucesso para a televisão. Ficou famoso com romances policiais, gênero no qual desenvolveu uma narrativa que hoje é seguida por diversos aspirantes a escritores de sucesso. Em entrevista a ÉPOCA, dada por e-mail, Ken Follett afirma que o ser humano é fundamentalmente o mesmo, não importando a época e as condições políticas e econômicas em que viveu ou viverá.

>>Notícias sobre livros

ÉPOCA – Por que o senhor escolheu enfrentar um assunto tão complexo e grandioso como o século XX, após ter abordado a construção das catedrais na Idade Média em Os pilares da Terra?
Ken Follett
– O século XX é o mais dramático da história da humanidade, com duas grandes guerras e a crise da bomba atômica. Também é o século em que a maior parte dos meus leitores nasceu. É a história de todos nós: quem somos e de onde viemos.

Inverno do Mundo (editora Arqueiro, 880 páginas, R$ 59,90, tradução de Fernanda Abreu) (Foto: Reprodução)

ÉPOCA – Qual foi o maior desafio para abordar as turbulências do século XX e, ao mesmo tempo, fazer um retrato da vida íntima de uma galeria de dezenas de personagens que desfilam pela trilogia O século?
Follett
– Como sempre, o desafio é mostrar a história como parte da vida diária de homens e mulheres.

ÉPOCA – É mais difícil criar personagens e cenários na Idade Média ou no século XX?
Follett
– Não é muito diferente. O mundo mudou bastante desde a Idade Média, mas as pessoas são fundamentalmente as mesmas. As pessoas da Idade Média e as de hoje possuem as mesmas paixões e medos.

ÉPOCA – Como o senhor descreve o método de narrar e criar personagens que o senhor desenvolveu ao longo da sua carreira?
Follett
– Meu método é planejar o livro nos mínimos detalhes antes de escrevê-lo. Isso me ajuda a garantir que haverá sempre um motivo para virar a página e continuar a ler a histórias. Desenvolvi minha maneira de narrar, baseando-me em autores de todos os tempos. Às vezes eles têm ideias e técnicas que eu posso adaptar facilmente. Mas há ocasiões em que só me espanto, sem conseguir adaptar coisa alguma.

ÉPOCA – Qual o segredo para contar uma história que provoque entusiasmo e criar um romance de sucesso nos dias de hoje?
Follett
– A única coisa que importa é que o leitor se envolva emocionalmente com o enredo. Ele ou ela precisa sentir a ansiedade, o medo, a raiva e outras emoções. Se a história consegue fazer isso, será um sucesso popular.

ÉPOCA – O senhor acha que as novas possibilidades tecnológicas, como e-books, tablets e leitores digitais, estão pondo em risco a vida literária tal como a conhecemos?
Follett
– Acredito que a tecnologia oferece uma oportunidade para nós no mundo dos livros. Ela vai levar nosso trabalho a mais pessoas. Não temos nada a temer com a tecnologia.

ÉPOCA – Escrever para o senhor é uma busca ou é pura diversão? Qual o seu objetivo quando o senhor escreve?
Follett
– Meu objetivo é deixar o leitor tão interessado na história que ele vai acabar preferindo o mundo imaginário ao real, e ficar desapontado quando chegar o momento de fechar o livro e ir dormir.

ÉPOCA – O senhor já cogitou em escrever uma narrativa “intelectual” e experimental? E em voltar aos livros de suspense?
Follett –
Nunca pensei em ser experimental. Voltar ao suspense, talvez, um dia.

ÉPOCA – Que tipo de interação e relacionamento o senhor mantém com seus leitores?
Follett
– Eu recebo cartas, e-mails e tweets dos meus leitores, e respondo a todos eles.

Go to Top