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Pedagogia, Educação e Superação pela esperança.

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Publicado em Exame.com

JoaoCarlosMartinsO Maestro João Carlos Martins, considerado um dos maiores intérpretes de Bach do século XX, quando ficou impossibilitado de continuar tocando, domou o cansaço espiritual e tornou-se, aos 63 anos de idade, maestro. A esperança do vir a ser mantém pessoas vivas e incansáveis na luta. No vídeo abaixo o próprio maestro João Carlos fala a meu respeito, como um exemplo de superação pela esperança: https://www.youtube.com/watch?v=U-tXh4LdXzE.

No entanto, por que a maioria das situações demandantes de superação não são facilmente superadas, e se ainda podemos agregar a importância vital do sentido, de uma nova razão pela qual viver, após um trauma ou situação grave vivenciada? Por que então não aprendemos mais naturalmente esse segredo revelado tão sem segredos, e aberto ao mundo, para todo e qualquer habitante?

Paulo Freire (2011) explica em Pedagogia da Esperança, um reencontro com a Pedagogia do Oprimido, o grande drama das maiorias que não acreditam na possibilidade de um “inédito viável”: o medo do oprimido, como indivíduo ou como classe, o inibe de lutar. Vale lembrar um aspecto dos mais marcantes e significativos de Freire em sua Pedagogia do Oprimido: o inédito viável.

Pouco comentado, e arrisco dizer pouco estudado, essa categoria encerra nela toda uma crença de sonho possível e na utopia que virá, desde que os que fazem a sua história assim queiram. Para o educador, as mulheres e os homens como corpos conscientes sabem bem ou mal de seus condicionamentos e de sua liberdade. Assim, encontram em suas vidas pessoal e social, obstáculos, barreiras que precisam ser vencidas. A essas barreiras ele chama de “situações limite”.

Os homens e mulheres têm várias atitudes diante dessas “situações limite”; ou as percebem como um obstáculo que não podem transpor, ou como algo que não querem transpor ou ainda como algo que sabem que existe e que precisa ser rompido e então se empenham na sua superação. Nesse caso, a “situação limite” foi percebida criticamente e por isso aqueles e aquelas que a entenderam querem agir, desafiados que estão e se sentem a resolver da melhor maneira possível, num clima de esperança e de confiança, esses problemas da sociedade em que vivem.

As ações necessárias para romper as “situações-limite” Freire as chama de “atos-limite”. Esses se dirigem, então, à superação e à negação do dado, da aceitação dócil e passiva do que está aí, implicando dessa forma uma postura decidida frente ao mundo. As “situações limite” implicam, pois, a existência daqueles e daquelas a quem direta ou indiretamente servem, os dominantes; e daqueles e daquelas a quem se “negam” e se “freiam” as coisas, os oprimidos.

Os primeiros veem os temas-problemas encobertos pelas situações limite, daí os considerar como determinantes históricos e que nada há a fazer, só se adaptar a elas. Os segundos, quando percebem claramente que os temas desafiadores da sociedade não estão encobertos pelas “situações-limite”, se sentem mobilizados a agir e a descobrirem o “inédito viável”. Foi assim comigo e com o maestro João Carlos Martins, nós superamos situações limites em nossas vidas e nos tornamos “dominantes”.

Poeta Manoel de Barros pode ser indicado ao Prêmio Nobel de Literatura de 2013

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Carlos Martins, no Campo Grande News

Manoel de Barros ao lado do jornalista Bosco Martins (Foto: Maurício Almeida)

Manoel de Barros ao lado do jornalista Bosco Martins (Foto: Maurício Almeida)

O nome de Manoel de Barros, o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários, consta em uma lista interna da União Brasileira dos Escritores (UBE) como um dos possíveis indicados para a Academia Sueca para concorrer ao prêmio Nobel de Literatura de 2013.

Nascido em Cuiabá, no então Mato Grosso Uno, em 19 de dezembro de 1916, o poeta vive em Campo Grande. Manoel Wenceslau Leite de Barros, conhecido como Manoel de Barros, recebeu vários prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis.

Por enquanto, além do nome de Manoel de Barros, constam também na lista os nomes de Ferreira Gullar (poeta nascido em São Luis em 10 de setembro de 1930) e Nélida Pinõn (escritora nascida no Rio de Janeiro em 3 de maio de 1937). A informação é do jornalista Bosco Martins, em post publicado em sua página do Facebook.

Segundo o jornalista, que já entrevistou o poeta algumas vezes, a reunião decisiva acontece na próxima semana. “Toda torcida para o nosso poeta maior. Ta super confirmado”, escreveu Bosco.

O jornalista diz, ainda: “Na minha humilde e insignificante opinião os três são merecedores da citação. Mas com todo respeito aos demais, o nome de Manoel de Barros destoa e tudo de bom seria ele não só ser o indicado, mas o vencedor do prêmio…”

Sobre a obra de Manoel de Barros, Bosco Martins diz que “sua poesia tem tudo a ver com O Nobel, pois tem muita paz e luz em tudo o que escreveu em toda sua obra poética. Em sua obra originalíssima no universo literário mundial, a poesia está sempre recorrente, de seres amiúdes…”

Prossegue o jornalista: “Com uma estética insuperável é uma voz permanente em favor dos que habitam o oco do mundo. Um poeta de raríssima escrita e que aparece somente em tempos seculares, como no caso de Rosa (Guimarães). Manoel que fala da natureza sem ser “o poeta da natureza” e em seu “escritório de inutensílios” inventa sua poesia como outro olhar sobre as coisas e o mundo. Embora Manoel já tenha recebido os principais prêmios da literatura, estamos empolgados e felizes, pela possibilidade de também ser reconhecido com um prêmio da desenvoltura do Nobel literário…”

O Nobel de Literatura é um prêmio literário concedido anualmente desde 1901. A Academia Sueca é quem escolhe o escritor e o anuncia no começo do mês de outubro de cada ano. Conforme o criador da distinção, Alfred Nobel, o prêmio é atribuído a um autor de qualquer nacionalidade que tenha produzido, através do campo literário, o “mais magnífico trabalho em uma direção ideal”. “Trabalho” significa para Nobel a obra inteira desse escritor, seus principais livros, sua mentalidade, seu estilo e suas filosofias, não distinguindo uma obra em particular.

dica da Luciana Leitão

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