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Com intuito de capacitar jovens, projeto oferece livros de graça em Salvador

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Interessados podem achar livros de todos os tipos: infantis, literatura e pedagógicos 

Publicado no R7

Reprodução/Record TV Itapoan

Reprodução/Record TV Itapoan

Nesses tempos de crise, comprar os livros didáticos pedidos pelas escolas pode sair bem caro. A lista de material escolar pode consumir uma boa parte do orçamento, mas é possível economizar com um, dois ou até todos exemplares de graça. Isso é possível graças ao projeto Ler na Praça, que tem como objetivo doar livros.

Veridiana Almeida, de 14 anos, te muitos livros para comprar e, graças ao projeto, vai poder economizar.

— Esse ano tá muito caro pra comprar, então eu sempre venho aqui procurar, porque eu sempre acho alguns.

Os interessados podem achar livros de todos os tipos: infantis, romances, literatura, pedagógicos e profissionais, como nas áreas de direito e saúde. Todos as publicações são oferecidas gratuitamente.

O projeto começou há 18 anos. Lázaro, o fundador, teve um sonho: deveria fazer uma boa ação ao próximo. Ele reuniu aproximadamente dez livros que tinha em casa e foi para a praça da Cruz da Redenção, a cerca de 100 metros de onde funciona a sede atualmente. O acervo é composto por 100 mil publicações.

Lázaro conta que o projeto foi “criado para jovens que queiram se capacitar, que queiram ter a ferramenta ideal para a melhora de vida”.

Os livros arrecadados diariamente também são distribuídos para outras cidades. Tudo com a solidariedade de quem reconhece a importância da leitura.

Para conseguir administrar a biblioteca, que funciona em um imóvel alugado, Rosália Sandes, diretora do projeto, fornece quentinhas de segunda a sábado por R$ 7.

Desenho de Tintim é leiloado e se torna HQ mais caro do mundo

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Desirée Soares, no Cabine Literária

Um desenho de duas páginas, parte da capa interna de uma das HQ’s de “As Aventuras de Tintim”, foi leiloado em Paris por 2,5 milhões de euros (7,6 milhões de reais). A obra de Hergé, o criador de TinTim, foi comprada por um colecionador norte-americano, e bateu o recorde de HQ mais caro do mundo.

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O desenho era inicialmente avaliado entre 700 e 900 mil euros, e foi vendido na casa de leilões Artcurial. Feito com nanquim, em 1937, a imagem mostra Tintim e seu cão Milu em 34 momentos diferentes. O famoso repórter aparece vestido de vaqueiro, de explorador, com uma armadura de cavaleiro, montado a cavalo, no deserto, entre outras situações.

Antes, o título de quadrinho mais caro do mundo era da capa “Tintim na América”, criada em 1932 e vendida por 1,3 milhão de euros em junho de 2012.

Livro mais caro do mundo é vendido por R$ 32,6 milhões

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Leiloado por US$ 14,2 milhões (equivalente a R$ 32,6 milhões) em Nova York, o Bay Psalm Book tornou-se o mais caro livro impresso já vendido no mundo.

Publicado na BBC Brasil

Bay Psalm Book (AFP)

O ‘Bay Psalm Book’ é visto como símbolo da identidade dos Estados Unidos

O “Livro de Salmos da Baía”, em tradução livre, é de 1640. Trata-se do primeiro livro a ser impresso em território americano. A preciosidade foi arrematada pelo banqueiro e bilionário americano David Rubenstein. Ele está na Austrália e fez os lances por telefone.

Apesar do recorde, o valor ficou aquém das expectativas. A casa de leilões Sotheby’s estimava que o valor mínimo seria de US$ 15 milhões (aproximadamente R$ 34,4 milhões). Especialistas apostavam, no entanto, que o livro pudesse atingir até US$ 32 milhões (R$ 73 milhões).

Hoje só se conhece a existência de 11 cópias do livro. Duas delas pertencem à Old South Church, de Boston, que decidiu vender uma das edições.

O recorde anterior, certificado pelo Guinness World Records, pertencia a uma cópia rara do Birds of America (“Aves da América”, em tradução livre), de John James Audubon. Publicado pela primeira vez entre 1827 e 1838, o livro teve uma de suas cópias vendidas por US$ 11,5 milhões (R$ 26,4 milhões) há três anos.

Em 1947, uma cópia do Bay Psalm Book também foi leiloada por valor recorde, US$ 151 mil (aproximadamente R$ 344 mil). O leilão superou os valores pagos por uma Bíblia do Antigo Testamento de Gutenberg e por um First Folio (a primeira coleção das peças teatrais de Shakespeare).

História

A importância do Bay Psalm Book não se dá apenas por sua extrema raridade, mas também por o objeto ser um símbolo da identidade dos Estados Unidos.

Poucos anos depois da “grande migração” puritana da Inglaterra para a baía de Massachusetts em 1630, os colonos se comprometeram com um ambicioso projeto, o de escrever e imprimir seu próprio livro de Salmos.

'Birds of America' (Getty Images)

O ‘Birds of America’ é atualmente o livro mais caro vendido em leilão

Eles já tinham livros de Salmos, mas, sendo reformistas que abraçaram o canto congregacional, queriam uma tradução do Livro dos Salmos que fosse mais próxima do original em hebraico e escrita em verso.

Uma máquina de impressão – provavelmente obtida clandestinamente para burlar leis em vigor na Inglaterra – chegou de Londres em 1638, juntamente com papel suficiente para imprimir centenas de livros.

Embora o homem que levantou fundos para a compra da máquina e do papel, o reverendo Jose Glover, tenha morrido durante a viagem, sua viúva se estabeleceu em Cambridge, Massachusetts, onde abriu a editora.

A máquina era operada por Stephen Day, um trabalhador escravo e um serralheiro de profissão. Em 1640, ele imprimiu cerca de 1,7 mil cópias do livro de 300 páginas Whole Book of Psalmes Faithfully Translated into English Metre, vulgarmente conhecido como o Bay Psalm Book.

O volume foi colocado em uso por congregações em toda a colônia. Apesar do texto ter sido reimpresso mais de 50 vezes ao longo do século seguinte, a maior parte das primeiras edições do livro ficou gasta depois de algumas décadas.

“É um livro que não foi criado para ser luxuoso, suntuoso ou precioso”, diz Derick Dreher, diretor da Biblioteca Rosenbach na Filadélfia, uma das poucas instituições que possuem uma cópia do Bay Psalm Book.

“Como as congregações para as quais o livro foi criado o usavam até gastar, muitas poucas cópias sobreviveram.”

“Nós temos documentos que datam do século 19 que falam sobre o que as pessoas estavam dispostas a fazer para conseguir uma cópia do livro”, conta Dreher.

Críticas

O Bay Psalm Book ganhou prestígio apesar de inicialmente ter sido criticado por sua qualidade.

Há 200 anos, o editor e autor Isaiah Thomas notou que o livro estava “repleto de erros de digitação” e “não tem um bom acabamento. O responsável por compor o livro não devia estar totalmente familiarizado com a pontuação”, disse.

As estranhas traduções do Bay Psalm Book também atrairam críticas.

Os estudiosos e pastores que conceberam o livro reconhecem no prefácio que, “ao traduzir as palavras hebraicas para a língua inglesa, priorizaram a consciência e não a elegância, e a fidelidade em vez de poesia.”

John Hoover, ex-presidente da Sociedade Bibliográfica da América, diz que o Bay Psalm Book, que inclui algumas letras hebraicas, reflete o alto nível de erudição da colônia.

Significado

                 A Old South Church decidiu manter sua segunda cópia do ‘Bay Psalm Book’

Em 1700, Boston já tinha ultrapassado as inglesas Oxford e Cambridge e se tornado o segundo centro mais ativo em publicação de livros em inglês depois de Londres.

Embora os puritanos da Baía de Massachusetts não terem sido separatistas, seu espírito pioneiro e sua busca pela liberdade são associados à luta pela independência dos Estados Unidos (1776) e à identidade da nova nação.

“Foi um ato de independência ir a Massachusetts e criar sua própria sociedade com sua própria versão do Cristianismo. Acho que se pode desenhar uma linha direta com os eventos de 1776”, diz David Redden, chefe do departamento de livros da Sotheby’s.

O significado histórico do Bay Psalm Book é fortemente sentido na Old South Church, onde Benjamin Franklin, um dos patriarcas dos Estados Unidos, foi batizado, e onde as reuniões que deram início ao Tea Party de Boston aconteceram.

Isso tornou difícil a decisão de leiloar uma cópia, mas os líderes da igreja argumentaram que era necessário para pagar custos operacionais, e receberam forte apoio da congregação em uma votação.

“A questão é que nós não somos um museu”, diz Tom Grant, membro da administração da igreja. “Nosso compromisso é com a missão, com a justiça social, e em servir o povo de Deus. E guardar um tesouro não é promover a missão da igreja.”

dica do Chicco Sal

Livros ficam mais baratos no Brasil, mas cai o número de leitores

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Novos números mostram valores irrisórios do e-book e crescimento do segmento de livros técnicos

Novos números mostram valores irrisórios do e-book e crescimento do segmento de livros técnicos
Foto: Breno Airan/ Arquivo

Publicado originalmente no Tribuna Hoje

Estimado em R$ 4,8 bilhões, o mercado editorial brasileiro está produzindo mais e imprimindo mais. Em termos de faturamento, no entanto, o crescimento de 2011 comparado ao de 2010 foi mínimo, de apenas 0,81% – já descontada a inflação e somadas as vendas das editoras para livrarias e leitor final e também para o Governo. Se excluídas dessa conta as expressivas compras do Governo, sobretudo o Federal, que sustentam muitas editoras, o que se registrou, no último ano, foi queda real de 3,27%. As informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2011, revelada nesta quarta-feira, 11, em São Paulo.

Feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel), a pesquisa ouviu 178 editoras, uma amostra considerada por Leda Paulani, da Fipe, como suficiente estatisticamente. São cerca de 500 as editoras ativas no País.

Para Karine Pansa, presidente da CBL, 2011 foi um ano ruim para todos os setores da economia se comparado ao anterior. “Livro não é produto de primeira necessidade, como o arroz e o feijão, e vai ser o primeiro item a deixar de ser comprado.” Mas ela ressalta que o mercado está seguro. “Estamos vivendo um momento de estabilidade com tranquilidade por saber que o mercado está estruturado para se manter mesmo em momentos difíceis”, comenta Pansa.

E está sendo um momento difícil especialmente para o segmento de obras gerais, que registrou queda de 11,07% no faturamento – caindo de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2010 para R$ 903 milhões em 2011. Essa queda tem sido contínua. Em 2010, o faturamento já tinha ficado 6,38% menor do que o do ano anterior.

Também ganhou-se menos dinheiro com os livros religiosos – R$ 464 milhões em 2011 contra R$ 494 milhões em 2010. Aqui, vale lembrar que a edição anterior da pesquisa mostrava que o setor era o que mais crescia. Se agora a queda é de 6%, em 2010 o crescimento foi de 24%.

Quem cresceu mesmo em 2011 foi o segmento de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP). Ele faturou R$ 910 milhões contra os R$ 739 milhões de 2010. O aumento, de 23,10%, pode ser relacionado ao boom da educação superior, expresso no aumento de estudantes universitários e numa maior demanda por livros técnicos, apontou Leda.
Os didáticos ainda são responsáveis pela maior fatia deste mercado e o setor teve um crescimento de 7,87% em relação a 2010, quando o faturamento foi de R$ 1,1 bilhão. O setor fechou 2011 com R$ 1,18 bilhão.

Produção. Foram produzidos, no total, 58.192 títulos em 2011 – em 2010 o número era 54.754. Desse total, 20.405 foram feitos em primeira edição e 37.787 se referem a reimpressões; 4.686 são títulos traduzidos e 53.506 de autores brasileiros. Em exemplares produzidos, o número foi parecido: 492.579.094 (2010) e 499.796.286 (2011).

Outro dado que chama a atenção refere-se às tiragens das obras em primeira edição, que ficaram 33,39% menores em 2011, totalizando 90.112.709 exemplares impressos. A Fipe diz que uma mudança na nomenclatura da questão na pesquisa pode ter influenciado na conta, mas há outros fatores.

Para Karine Pansa, existe hoje a necessidade de ter mais e mais títulos em primeira edição para garantir maior espaço de exposição nas livrarias. Sonia Jardim, presidente do Snel, concorda: “Com a competição, a estratégia das editoras muda. Elas ampliam a oferta de lançamentos e diminuem a tiragem, e rezam para alguma coisa funcionar. Se funciona, você entra então na reimpressão.” Foram reimpressos 409.683.577 exemplares, 14,66% a mais do que no ano passado.

Venda. Dos R$ 4,8 bilhões que o mercado editorial fatura, R$ 3,4 bilhões são de venda para livrarias e outros canais de distribuição e R$ 1,3 bilhão para o Governo – e esse valor depende sempre dos programas de compra vigentes naquele ano.

As livrarias ainda são o lugar preferido dos brasileiros para comprar livros. Elas são responsáveis por 44% dos exemplares vendidos e por 60% do que se fatura com livro no País. Em termos de faturamento, aparecem na sequência distribuidores (20,5%), porta a porta (4,97%), escolas (2,8%), igrejas e templos (1,74%). Supermercado, banca de jornal e internet são alguns dos outros canais de venda.

O segmento de venda porta a porta, que tinha 16,6% do mercado em 2009 em número de exemplares comercializados, saltou para 21,6% em 2010 e fechou 2011 com 9,07%. A crise da Avon, responsável por boa parte dessas vendas, e o aumento da participação de igrejas e templos na venda de livros (4,03% em 2011 contra 1,47% em 2010) podem ter sido alguns dos fatores deste desempenho. O faturamento desse canal, apesar de menor que os outros, também teve um bom crescimento – de R$ 18 milhões em 2010 para R$ 60 milhões no ano passado.

Foram vendidos, em 2011, 469.468.841 exemplares – dos quais 283.984.382 para o mercado e 185.484.459 para o Governo.
Preço. O livro está ligeiramente mais barato e hoje custa, em média, R$ 12,15. Em 2010, o valor era R$ 12,94. O valor pago pelo governo, no entanto, ficou em R$ 7,48. Esses números não são comparáveis, já que por comprarem em quantidades altíssimas, os órgãos responsáveis por essas negociações fazem o preço. Por outro lado, esse valor mais baixo do livro para o consumidor final pode estar relacionado ao aumento da oferta de obras mais econômicas, como as em formato de bolso.

O preço do livro tem ficado mais barato a cada ano e o setor se preocupa. “A competição entre as editoras é alta e chega uma hora que isso tem que ter um limite. Olhamos com preocupação para o futuro. Quando vemos que o crescimento está abaixo da inflação e do PIB temos que estar atentos. Daqui a pouco vamos pagar para comprarem nossos livros e isso é impossível”, diz Sonia Jardim.

Digital. Pela primeira vez, a pesquisa da Fipe incluiu os e-books. “Estamos na fase de investimento. Como o número é pequeno, qualquer crescimento é geométrico, mas o número é inexpressivo”, comenta Sonia. Foram vendidos, no total, 5.235 itens digitais – de arquivos em PDF a aplicativos. O faturamento ficou em R$ 868 milhões.

A chegada da Amazon também esteve em pauta na apresentação da pesquisa. “Esperamos que a Amazon venha aumentar o mercado, não acabar com nenhum elo da cadeia e nem assombrar nenhum editor. Esperamos, então, que ela venha complementar a oferta de títulos e aumentar a possibilidade de distribuição de uma maneira mais igualitária dentro do nosso país, já que não temos livrarias em todos os municípios”, comenta Karine Pansa.

“Olhamos com algum temor para o que aconteceu no mercado americano. A segunda maior cadeia de livrarias ter quebrado lá é uma preocupação. Esperamos que a entrada de um player desses, com um poder de fogo enorme, não venha dar uma chacoalhada no nosso mercado e que todos consigam conviver em paz e harmonia. Que a Amazon venha para fazer crescer o mercado, e não para desestabilizá-lo”, avalia Sonia Jardim.

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