Contando e Cantando (Volume 2)

Posts tagged carreira

Saiba por que esse é o momento dos autodidatas

0

noticia_110448

Empresas estão reconhecendo que habilidades não dependem de notas ou universidades, acredita especialista

Publicado no Administradores

O vice-presidente de Recursos Humanos do Google anunciou, há alguns meses, que notas e formação acadêmica não serviam para prever, durante o processo de recrutamento, o bom desempenho que alguém teria futuramente no trabalho. Além disso, também afirmou que o título de universitário já não era mais tão necessário e que no Google vários dos funcionários não passaram pela universidade.

Hoje em dia, é cada vez mais comum questionar o que há de tão crucial no aprendizado formal quando temos tantos recursos para o aprendizado informal, a preço baixo e com flexibilidade.

“Cada vez mais as empresas reconhecem que as habilidades necessárias tem menos correlação com os diplomas e programas oferecidos pelas universidades. Isso representa o início de uma nova etapa, que provocará mudanças irreversíveis”, disse Fernando Valenzuela, presidente da Cengage Learning na América Latina.

Tudo isso vem acompanhado do auge dos tutoriais e dos cursos onlines, muitos destes gratuitos e endossados por empresas, universidades e escolas de negócios, que chegaram para democratizar o conhecimento. Mas este novo panorama também traz desafios para as empresas e universidades, que estão numa competição para captar talento. Sobre isso, Valenzuela disse que as universidades deveriam acelerar sua transformação para cativar os estudantes e oferecer experiências de aprendizagem mais relevantes para o futuro do trabalho.

Para isso, deveria-se abandonar os programas rígidos, as experiências de aprendizagem planejadas para estudantes medianos, a aplicação de instrumentos de avaliação padronizadas e o conceito de que os estudantes começam a partir do mesmo nível.

Mas para as empresas o desafio é menor. De acordo com Valenzuela, “estas enfrentam as dificuldades de não encontrar as capacidades que necessitam em seu capital humano. Por isso, se abrirão para integrar indivíduos que não têm diplomas ou o respaldo das instituições educativas, valorizando os micro créditos, os micro diplomas e os portfólios digitais desenvolvidos a partir de experiências formais e informais”.

A aprendizagem do inglês é um dos exemplos que pode ser mencionado, já que, através de várias plataformas, as pessoas podem melhorar seu nível, sem maiores custos ou problemas. Nicolás Fuenzalida, CCO da Políglota, comunidade gratuita para aprender inglês, explica que o sucesso deste empreendimento se deve porque “as pessoas estão cansadas do sistema tradicional e buscam algo diferente para aprender idiomas, como fazer isso num parque enquanto tomam um café. Também está em pauta a viralidade, porque isso está muito na moda, junto com as plataformas e com os vídeos, onde se gera um feedback. Esse tem sido o segredo para o nosso sucesso, porque mesmo sem ter investido em publicidade, as pessoas falam de nós. As pessoas entenderam que podem aprender se divertindo”.

Esses casos de aprendizagem não convencionais podem ajudar a desenvolver habilidades necessárias para as empresas, como o pensamento crítico, criatividade e inovação, gestão de informação não estruturada, integração multicultural, interação com diversas audiências 3e autogestão empreendedora.

Mas além disso, permite que as pessoas se aproximem de um tipo de aprendizado muito mais exploratório, que foi deixado para trás por parte das escolas, onde o estudo não está ligado à aprendizagem dentro de quatro paredes nem necessariamente por um professor. “Existe uma série de estudos que demonstram que quando uma pessoa está se divertindo em ambientes positivos, aumenta-se o nível de dopamina e se gera mais conexões cerebrais. Quando uma pessoa está fazendo as coisas por si mesmo, empoderado, existe um maior crescimento”, disse Fuenzalida.

Valenzuela, da Cengage Learning, complementa que “a aprendizagem já não pode ser por disciplinas, mas multidinária. Cada indivíduo deve ser capaz de integrar elementos complementares aos que a disciplina lhe dá”. Isso significa que as pessoas devem deixar de ser passivas ou receptores de aprendizagem.

Me formei, e agora?

0

1 h5GBskqIbY4UpeDnCZ5vZA

Texto de Marina Bergamaschi

A passagem do Ensino Superior e o ingresso no mundo do trabalho costuma ser um momento delicado na vida de um profissional. Seja no meio da faculdade — nos estágios obrigatórios ou extracurriculares — seja após a formatura — ao se tentar vagas para o primeiro emprego efetivo ou para processos seletivos direcionados (como os Programas de Trainees), abandonar a condição exclusiva de estudante e iniciar-se como profissional inaugura uma grande transição de status e responsabilidade.

É um momento que revisita a passagem do Ensino Médio para o Ensino Superior e traz novamente à tona as escolhas do final da adolescência: Com que vou trabalhar? Devo continuar a estudar? Como ingressar no mercado? Que estilo de vida posso e quero levar? De que forma posso sustentar meus sonhos?

Porém, mais que reviver a primeira escolha vocacional, trata-se de um momento de construção da identidade ocupacional. Ao mesmo tempo em que o jovem profissional revive suas angústias escolares, defronta-se com novas angústias do mundo adulto e com uma cobrança social renovada para que se posicione de forma muito mais contundente, “adequada” à sua nova posição social: Como pagar as contas? Qual a melhor proposta de emprego? Trabalhar com o que gosto ou com o que paga mais? Como conciliar trabalho e vida pessoal?

Os privilégios que lhe eram concedidos na infância (e para uma parcela ainda mais privilegiada, até o final da faculdade ou além) não existem mais e surge uma comparação com seus pares e gestores, muitas vezes sentidos como competidores mais experientes e que o cobram por atitudes e decisões que ele ainda não se sente preparado para tomar.

A distância entre a formação acadêmica e a realidade cotidiana do trabalho desampara o jovem na entrada no mercado. Escolas e universidades os ensinam a refletir, questionar, criticar, enquanto o mercado ainda espera por boa adaptação às normas, aos valores vigentes, à cultura organizacional, ao job description… Inovação sim, claro, desde que não ponha em risco a fidelidade dos velhos e bons clientes, não questione a autoridade do especialista com tanto tempo de casa, não passe por cima da hierarquia estabelecida… (Salvo raras exceções.)

A busca desenfreada por novos talentos faz com que organizações desenvolvam programas cada vez mais complexos, que prometem mundos e fundos tanto para os candidatos quanto para os resultados do negócio. São oportunidades de Summer Job, Estágio, Trainee, Pós-Trainee, que oferecem ascensão rápida, salário competitivo, autonomia e autogestão, mas acabam por encontrar um gap imenso entre o esperado e o real em termos de maturidade, comprometimento e desempenho, levando a altos índices de rotatividade, seja por desligamento ou abandono. Situações que me lembram de um cartoon popular no final dos anos 90: Pink e Cérebro tinham ideias mirabolantes para dominar o mundo todas as noites, mas no final, eram só dois ratinhos de laboratório… ;-D

A primeira ilusão foi quebrada: não se estuda apenas o que se gosta na faculdade. Estatística na faculdade de Direito, Anatomia na faculdade de Esporte, Genética na faculdade de Psicologia, Antropologia na faculdade de Economia, Sociologia na faculdade de Medicina… Ok, você sobreviveu a isso.

A segunda ilusão está prestes a ser desmascarada também: não se aprende tudo na universidade. Na verdade, a faculdade mais parece um cardápio, onde você entende os principais ingredientes de cada prato (cada abordagem teórica, cada técnica, cada atuação profissional); prova de uma, talvez duas, quiçá três (em iniciações científicas, estágios obrigatórios, trabalhos extracurriculares); mas não se aprende a cozinhar de fato nenhuma refeição completa (para isso, é preciso especializações, é preciso a prática, a experiência, a vida de trabalho em si). Você vai desenvolver as ferramentas ao longo da sua vida laboral, as bases acadêmicas são uma iniciação, mas é um processo contínuo de aprendizagem (ainda bem!) que continuará te desafiando ao longo da sua trajetória de recém-formado. Você também vai sobreviver a isso.

Mas é a terceira ilusão o maior desafio: depois de conseguir passar naquela DP de estatística, estudar os principais pensadores da Economia, se especializar em Análise Macroeconômica, estagiar em Bancos e ONGs, você finalmente vai ganhar sua liberdade e trabalhar com alegria naquilo que mais ama na vida, certo? Não necessariamente. Essa é a idealização que nos acompanha durante boa parte da (se não por toda) vida. E é irreal porque aquela função escolhida, aquele ambiente definido, aquela missão proferida, aquele cotidiano estabelecido, não respondem conforme o seu desejo e, por isso, não serão sempre satisfatórios, estimulantes e agradáveis.

Para começar, não o serão porque nós mesmos não somos constantemente iguais todos os dias: acordamos mais elétricos ou mais preguiçosos (e isso nos faz mais assertivos ou mais impacientes com aquele cliente, aquela negociação, aquela equipe…), levantamos mais otimistas ou mais desanimados (e isso nos faz mais determinados ou menos resilientes com aquele problema, aquele colega competitivo, aquele desafio novo que assumimos…), vamos para o trabalho mais amorosos ou mais mal-humorados (e isso nos faz mais criativos ou menos generosos com aquela produção, aquele chefe, aquele departamento…).

Em segundo lugar, não o serão porque nós mudamos ao longo da vida. Aquele foco de interesse que temos ao chegar na faculdade se transforma ao longo dela, ao sair é outro, ao se ingressar numa função nova é outro e provavelmente vai se alterar mais algumas vezes no decorrer de nossas vidas. Estudos sugerem que todos nós mudamos nosso tema de interesse no trabalho ao menos quatro vezes ao longo da vida produtiva, ou seja, mesmo quem continua sempre trabalhando com Psicologia Clínica, muito provavelmente comece a vida mais focado em transtornos alimentares, por exemplo, passe a se interessar pelas questões do feminino, da maternidade e por fim acabe trabalhando com crianças. Isso em uma carreira razoavelmente estável, mas há uma boa parte que busca (ou é impelido a) transições ainda mais drásticas: de bancário a nutricionista, de engenheiro a psicólogo, de médico a músico, de editor de vídeo a ator, de advogado a decorador…

Em uma sociedade frenética e disruptiva como a nossa, é cada vez mais natural crescermos com multi-interesses, sermos multi-tarefas, desenvolvermos multi-talentos, já que é cada vez mais claro que muitos caminhos podem levar ao mesmo lugar (um psicólogo, um médico, um administrador e um filósofo podem, todos, resolver trabalhar como Coach) e que uma mesma trajetória inicial pode ter desfechos bem diferentes (um engenheiro pode ser projetista, gerente de obras, administrador público, atuar com segurança e saúde, com meio ambiente e até com coaching partindo praticamente de uma mesma formação-base).

Portanto, amigo Universitário, a resposta à sua pergunta “Me formei, e agora?” é: Agora continua a sua ‘formação’, a formação dos seus valores pessoais, do seu projeto de vida, que será (deve ser) sempre atualizado de acordo com as mudanças de fora e de dentro que você continuará vivendo.

Nem é um começo do zero, inédito (você já carrega uma boa bagagem na mala, então aquelas queixas novelescas “Ai, não tenho experiência nenhuma, não sei de nada, não sirvo para nada…” não procedem) e nem é um final definitivo (por isso chega do drama “Oh, minha juventude, lá se vai minha vida boa, é o fim de uma era…”). Esta é a fase da continuidade: keep walking and carry on! Siga, persista, desbrave e carregue junto as suas experiências vividas e que vão se acumulando e se transformando a cada novo elemento que você põe para dentro da mala.

Pare de vez em quando para olhar os mapas (suas metas, seus desejos, os direcionamentos que lhe foram dados) e recuperar sua energia (seu propósito, sua motivação, sua disposição). Pare de vez em quando para conferir a bagagem (seus conhecimentos, suas habilidades, suas atitudes) e reabastecer quando necessário (novos cursos, novas orientações, novos aprendizados). Pare de vez em quando para encontrar novos rumos (replanejar, recalcular, atualizar) e tomar novos ares (novas parcerias, novas inspirações, novas disposições).

Marina Bergamaschi é sócia-fundadora da TRID — Trabalho e Identidade, empresa especializada em Orientação Profissional e de Carreira. Estudou Psicologia, Licenciatura e Especialização em Orientação Profissional e de Carreira, todos na USP. Atuou em consultório particular, escola, hospitais, consultorias e empresas nacionais e internacionais. A vivência clínica em terapia Junguiana e Coaching e a experiência organizacional em Recursos Humanos, proporcionaram um olhar humanista que se uniu à paixão por escrever para criar este e outros textos.

10 livros para progredir na carreira em 2016

0
Livros sobre negócios para 2016

Livros sobre negócios para 2016

 

Conheça os grandes lançamentos de 2015 que poderão ajudar no mercado de negócios.

Andre Kainan, no Blasting News

Profissionais estão sempre buscando novos conhecimentos a respeito do mundo dos negócios. Se você é um desses, então confira os melhores títulos para você avançar na sua carreira. São 10 livros, lançados em 2015, que se encaixam no seu perfil. As obras falam sobre liderança, inteligência emocional, motivação e estratégia para o mercado de negócios em 2016.

O lado difícil das situações difíceis

Com uma escrita agradável que favorece, até mesmo quem não é executivo, uma boa leitura, Bem Horowitz mostra como lidar com dificuldades profissionais e pessoais. O autor disserta sobre os obstáculos que superou para levar seu negócio a diante. Horowitz dá conselhos quanto a carreira e gestão por meio de letras de rap.

O poder do fracasso

É um livro sobre a persistência como o caminho do êxito. Sarah Lewis aproveita as obras de artes e as descobertas científicas para falar sobre os resultados que nascem da insistência depois de diversas tentativas frustradas.

A nova lógica do sucesso

Que atire a primeira pedra quem nunca sofreu de invisibilidade profissional. Buscar o sucesso com excesso de trabalho e virar um especialista solitário, são dois dos pensamentos equivocados na hora de alcançar o sucesso que Roberto Shinyashiki traz em seu livro. O autor aborda temas como falta de reconhecimento e vitimização no trabalho.

Gestão da emoção

Augusto Curry, psiquiatra e escritor, fala sobre inteligência emocional. Ele mostra técnicas simples para não gastar energia desnecessariamente e administrar melhor os sentimentos. O livro mostra como é possível transformar nossas vidas em uma balança, equilibrando as emoções e o trabalho.

Ágeis e inovadoras

Adam Bryant, editor do jornal The New York Times, relata as experiências dos executivos que compartilharam em entrevistas feitas para o jornal nova-iorquino generosamente suas experiências, vivências e profundos conhecimentos sobre como liderar uma empresa de forma ágil e inovadora.

Como chegar ao sim com você mesmo?

Como chegar ao sim em você, para depois conseguir o sim de outros, assim William Ury desdobra sua teoria de negociação. Neste livro, ele se volta para a mais árdua negociação de todas: “a que fazemos com nós mesmos”.

Ele mostra que “o principal entrave somos nós mesmos – nossa tendência natural a reagir de uma forma que não atende nossos interesses”. Mas esse obstáculo também pode se tornar “nossa maior oportunidade. Se fizermos um exercício de reflexão e entendermos quais são nossas verdadeiras necessidades e o que de fato vai nos deixar felizes, criaremos as bases para compreender e influenciar os outros”.

10% mais feliz

Neste livro, Dan Harris sugere como melhorar a vida das pessoas em pelo menos 10%. Após um ataque de pânico ao vivo, na rede de TV americana ABC News, relata nessa obra como a espiritualidade e a meditação mudaram o modo dele enxergar o cotidiano, tanto no trabalho quanto em sua vida.

Ataque! Transforme incertezas em oportunidades

Aproveitar as chances que se apresentam e tirar vantagem da (mais…)

Sobre o incrível fenômeno dos pais que se preocupam com os filhos universitários

0

universitarios
Sabine Righetti, em Folha de S.Paulo

Outro dia fui a uma reunião em uma conceituada universidade particular paulista e, na fila da recepção, havia uma estudante com seus pais. Ela queria reclamar de uma nota que supostamente estava errada. Era aluna de uma especialização.

Hoje recebi um e-mail de uma mãe me perguntando como ela faz para descobrir as notas do filho, que cursa administração em uma universidade particular do Nordeste. Ontem foi vez de outra mãe me escrever tirando dúvidas sobre a escolha da universidade do filho, que é vestibulando.

O que está acontecendo?

Não quero tornar esse texto subjetivo demais, mas quando eu entrei na universidade, há mais de 15 anos, meus pais mal sabiam qual curso eu estava prestando. Quando fui aprovada em jornalismo na Unesp, em Bauru, eles foram comigo fazer a matrícula e só. Eu me mudei para o interior paulista e, a partir daí, passei a me virar sozinha.

Parece, no entanto, que a nova geração de pais de vestibulandos e de universitários ainda trata os filhos como se eles estivessem na escola. Querem verificar o boletim, conferem se o filho não está “cabulando” as aulas. Vão às reuniões da universidade com os seus filhos de 20, 25 ou até 30 anos. Oi?

Antes de escrever esse post conversei com alguns professores universitários, de escolas públicas e privadas. Todos relataram o mesmo fenômeno. Ressaltaram até que, antes, os pais se preocupavam mais com os filhos que estavam nos primeiros anos da graduação, com seus 17 ou 18 anos. Tudo bem, ok, isso é praticamente o final da adolescência. Recentemente, no entanto, começaram a participar até de reuniões da pós-graduação dos seus filhotes de quase 30.

Não é um pouco demais? Sim, é.

Fico imaginando o que vai acontecer quando essa meninada começar a trabalhar. Será que os pais vão reclamar com os chefes de seus filhos quando eles levarem uma bronca? Ou vão pessoalmente ao trabalho para ver se o filho ou filha está, sei lá, trabalhando direitinho?

Há uma escritora americana da qual gosto muito, Anne Mathews, autora de “Bright College Years” (algo como “Anos brilhantes na universidade”), que descreve a passagem para o ensino superior como uma espécie de ritual. É uma mudança para a vida adulta e de responsabilidades. Na universidade, na teoria, os estudantes devem escolher suas disciplinas e decidem qual rumo querem seguir dentro da carreira pretendida. Se perderem uma ou outra aula, eles serão os únicos prejudicados.

O problema é que se os pais assumirem a responsabilidade dos filhos justamente no momento em que eles estão aprendendo a assumir seus próprios passos, a coisa pode desandar. Na ansiedade de garantirem que tudo vai dar certo na vida, na carreira e na profissão dos filhos, os pais acabam exagerando e o tiro sai pela culatra.

Ser adulto cansa pra caramba, às vezes até eu desanimo, mas é um “mal” necessário e inevitável. Deixar que os filhos assumam a responsabilidade pelos seus atos é, inclusive, uma grandessíssimo aprendizado.

3 livros que você deve ler para ter funcionários motivados

0
Liderança: Livros para aprender a gerir melhor sua equipe

Liderança: Livros para aprender a gerir melhor sua equipe

 

Livros para quem quer aprender a gerir pessoas
Escrito por Sílvio Celestino, especialista em gestão de pessoas

Mariana Desidário, na Exame

Não apenas o pequeno e o médio empreendedor, mas a cultura empresarial brasileira ainda coloca a intuição acima do método e da experiência. É evidente que ela desempenha um papel nas funções diárias do administrador de uma empresa. Entretanto, a intuição não pode ser ensinada. Portanto, deve ser usada somente nos momentos em que a experiência e o método não se aplicarem. Devido, principalmente, à velocidade com que uma decisão tem de ser tomada.

Contudo, a administração é uma ciência, e há livros que são de muita utilidade para o empreendedor utilizar na gestão de pessoas. Recomendo três deles:

“O Poder dos Quietos”, de Susan Cain. Um grande problema que enfrentamos é a liderança, até mesmo da arquitetura, nos ambientes empresariais, favorável aos extrovertidos. Porém, toda empresa, para crescer, precisa ter em seus quadros pessoas introvertidas. Se não forem geridas de maneira apropriada, não mostrarão suas análises profundas e reflexões fundamentadas, e que são de grande contribuição para a empresa. Esse livro mostra as diferenças entre os extrovertidos e os introvertidos. Quais tarefas são melhores para cada um e como respeitar suas preferências comportamentais de maneira a obter o máximo possível de ambos.

“Pipeline de Liderança”, de Ram Charan. A função principal de um líder é formar novos líderes, e não seguidores. Para tanto, é importante, ao gerir pessoas, saber quais competências devem ser desenvolvidas para que o profissional se aprimore de acordo com as necessidades da empresa, atuais e futuras. O livro mostra de maneira pragmática e direta quais são os níveis de liderança que existem e quais habilidades devem ser desenvolvidas. É uma excelente referência para gestores que desejam obter o máximo possível de sua equipe e prepará-la para o crescimento da empresa.

“Capitalismo Consciente”, de John Mackey. A gestão de pessoas faz parte de um contexto maior, que é o propósito de existir da empresa. É evidente que um líder que acredita que sua companhia existe somente para gerar lucros vai administrar seus funcionários de maneira não apropriada. Isso não cria o engajamento necessário para que as operações da empresa cresçam e gerem benefícios abrangentes para todos. Para isso, mesmo as empresas pequenas e médias devem pensar e fomentar, entre seus liderados, o propósito maior da organização. Ele deve ser marcante, relevante e inspirador, para motivar as pessoas e fazê-las se comportarem de maneira apropriada em todos os instantes. Um fator de sucesso na administração de pessoas.

Vamos em frente!

Sílvio Celestino é sócio-fundador da Alliance Coaching.

Go to Top