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Os carros mais famosos dos livros de 007

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Dianteira do Aston Martin DB9 GT Bond Edition (Foto: Divulgação)

Dianteira do Aston Martin DB9 GT Bond Edition (Foto: Divulgação)

 

O novo filme da série terá novamente um Aston Martin, mas o agente já teve outros carros; selecionamos os mais interessantes aqui

Publicado no Auto Esporte

James Bond parece ter uma fixação por martinis mexidos, pistolas Walther e Aston Martins. No novo filme 007 contra Spectre, que estreou nesta semana no Brasil, o Aston DB10 dará o ar da graça. Mas se você deixar o merchandising de lado e embarcar nos livros do Ian Fleming e dos autores seguintes, vai ver que a obssessão do famoso 007 era com outra marca: a Bentley. O clássico modelo 4.5 litros (ou 4 1/2-litre na denominação da marca) apareceu já no primeiro livro, Cassino Royale, de 1953. O modelo 1933 foi comprado quase novo e contava com supercompressor da Amerherst-Villiers e foi guardado ciumentamente durante a Segunda Guerra Mundial. Ciúme de motivações amorosas.

“Bond o dirigia rápido e com prazer quase sensual”, já dizia Fleming, fã dos Bentley. Claro que o tempo passou e vieram outros Bentley e até um Aston na literatura, o que inspirou a escolha do eterno DB5. Mas o espião já dirigiu ou estrelou ao lado de carros de todo lugar. Até do Brasil.

Bentley Continental GT

007 teve vários autores, entre eles Raymond Benson, que reproduzia o gosto por Aston Martins e BMWs dos filmes. Mas Jeffery Deaver homenageou Fleming em Carte Blanche de 2011, no qual Bond tem um Continental GT.

Bentley Continental GT (Foto: Divulgação)

Bentley Continental GT (Foto: Divulgação)

 

Saab 900

Nos três livros escritos por John Gardner, Bond dirige um 900 Turbo. O modelo prata ganhou o apelido de Silver Beast. Havia gadgets como visão noturna e o 2.0 turbo foi preparado para levá-lo além dos 270 km/h.

Saab 900 (Foto: Divulgação)

Saab 900 (Foto: Divulgação)

 

Bentley 4.5 litros

O primeiro foi um 4.5 litros que foi perdido em uma perseguição contra Hugo Drax em Moonraker. Depois veio um Mark II Continental batido que ele comprou barato e reformou. Como outros, era tratado no feminino. “Ela voava como um pássaro e como uma bomba e Bond amava ela mais do que todas as mulheres que passaram na sua vida, se possível, reunidas”, dizia Fleming em Thunderball.

A origem do fetiche pela Aston Martin

Fleming gostava de carros chamativos, teve um Ford Thunderbird, Bentley Continental e até um Studebaker Avanti. Mas nunca teve um Aston Martin.

A inspiração

No livro Goldfinger, Bond abandona o seu Continental por um Aston DB4. Foi uma escolha familiar. Um modelo DB2/4 era o carro da família de Lord Swinton, exchefe de Fleming no serviço secreto MI6.

Aston Martin DB4 (Foto: Divulgação)

Aston Martin DB4 (Foto: Divulgação)

Retrato do cartunista quando jovem

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João Montanaro, desenhista que despontou aos 14 anos, agora cria histórias sobre as dificuldades e aspirações de sua geração às vésperas do vestibular

Autorretrato do artista, que publicou o primeiro livro aos 14 anos, e, abaixo, uma tirinha Divulgação

Autorretrato do artista, que publicou o primeiro livro aos 14 anos, e, abaixo, uma tirinha Divulgação

Mateus Campos, em O Globo

RIO – Em um quarto escuro, dois adolescentes decididos a vender as próprias almas evocam uma criatura mágica. Quando perguntados do que querem em troca, um pede uma prosaica barba enquanto outro vai muito mais longe e diz desejar a “igualdade entre as classes sociais e a liberdade sexual para todo cidadão de bem”. Assustado, o monstro hesita: “Por que não fazem a droga de um pedido pra alguém dessa idade? Faculdade, carros… mulheres”.

A cena descrita acima faz parte do roteiro de “Barganha”, história que João Montanaro inscreveu na próxima edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), em novembro. As respostas, contudo, poderiam ter saído da boca do autor. Não por coincidência, o quadrinista de São Paulo está prestes a completar 17 anos, idade dos personagens da trama. E não esconde que as dúvidas, dificuldades e aspirações dessa fase da vida estão presentes no próprio trabalho.

— As pessoas da minha idade levam coisas como o vestibular muito a sério. Eu queria retratar esse medo do futuro que a minha geração tem. A ideia da história surgiu assim. Se o Diabo realmente comprasse almas, os adolescentes seriam um ótimo nicho — diz, aos risos.

Os desenhos de João começaram a chamar a atenção em 2010, quando ele era um garoto de 14 anos. No mesmo ano, publicou “Cócegas no raciocínio” (Garimpo Editorial) e passou a desenhar para jornais e revistas. De pronto, a recepção foi positiva. Os quadrinistas mais velhos o adotaram e a imprensa o transformou em menino prodígio do gênero. O veterano colega Arnaldo Branco, cartunista do GLOBO, lembra que há precedentes: Millôr Fernandes começou aos 12 anos, e Angeli já publicava aos 15:

— Percepção é algo que você pode desenvolver, mas certas pessoas já vêm de fábrica com o chip. É o caso do João, que tem uma noção da realidade que muitos passam a vida sem ter.

Três anos depois, o menino passa por um processo de afirmação e amadurecimento. Além das charges políticas que faz semanalmente para a “Folha de S.Paulo”, João publica desenhos mais experimentais em seu Tumblr. Trabalho, segundo ele, não falta. O garoto ainda produz quadrinhos para a revista “Recreio” e para o site Omelete.

Tímido, João conta que não gosta muito de sair à noite, mas garante ter hábitos de um adolescente típico. Apesar da notoriedade entre os pares, conta que não é o mais conhecido da escola. E que o “sucesso” não mudou muita coisa em sua vida.

— Acho que, quando era criança, comecei a desenhar pra me mostrar pras meninas. Não sabia jogar bola, então tinha que conseguir atenção de algum jeito, né? Mas hoje vejo que quebrei a cara, deveria estar fazendo vídeos para o YouTube — ironiza.

Cursando o 3º ano do ensino médio, o quadrinista tem uma certeza: não pretende estudar nada que se relacione com desenho. Não quer que os bancos da universidade restrinjam o estilo que ele tenta desenvolver. Fã de João, o quadrinista do GLOBO André Dahmer identifica uma transição em seu trabalho.

— O João está amadurecendo muito rápido. Ele é diferente dos outros meninos e sabe disso. Não vamos colocar esse manto pesado de gênio nele, porque ele não merece carregar isso. Mas tem muita vocação. Boto todas as minhas fichas nele — diz.

Modesto, João minimiza os elogios:

— Devo estar fingindo muito bem, porque não sou tão genial assim. Tenho facilidade pra desenhar e isso me dá prazer. É uma coisa que sempre busco fazer bem, e ponto. Não gosto quando me chamam de gênio. Gênio é o Laerte — responde.

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