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Posts tagged cartas

Artista espanhol cria o Baralho Literário

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Diego Santos, no Literatortura

Fernando Vicente é um grande pintor e ilustrador espanhol.

Após anos fazendo grandes caricaturas entre suas artes, principalmente homenageando grandes escritores e pensadores, o artista decidiu reunir todas as suas caricaturas literárias em um só projeto.

Foi assim que Fernando Vicente criou o Baralho Literário.

Nomes como Poe, Hemmingway, Rimbaud, Gabriel García Márquez, entre outros estampam as cartas desse deck incrível.

Infelizmente o baralho não está a venda, mas nada impede de que alguém imprima as cartas e monte o seu próprio jogo.

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Para ver mais trabalhos do artista, clique aqui.

Veja Também o Baralho de Game of Thrones, criado a partir de um projeto brasileiro.

Projeto junta artistas na criação de artes inspiradas em Game of Thrones

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Gabriel Utiyama, no Cabine Literária

A quarta temporada de Game of Thrones começou essa semana e, em paralelo, um projeto brasileiro está chamando a atenção dos fãs do seriado (e também dos livros As Crônicas de Gelo e Fogo, obra de George R. R. Martin que inspirou a série). Trata-se de The Cards of Ice and Fire, que junta 54 artistas brasileiros para a criação das 54 cartas do baralho com artes exclusivas para os diversos personagens e símbolos característicos da série.

Confira algumas (clique para aumentar):

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Arya Stark, por Fernando Henrique.

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Bran Stark, por Will Oliveira.

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Daenerys Targaryen, por Tárkio Paulino.

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Melisandre, por Paulo Teles Yonami e Marco Lesko.

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Brienne de Tarth, de Cássia Estefani.

Para ver todas as cartas, acesse o Tumblr oficial do projeto.

Cartas inéditas da criadora de ‘Frankenstein’ são descobertas

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Publicado por Folha de S.Paulo

Uma professora da Universidade de Anglia Ruskin, no Reino Unido, encontrou cartas não divulgadas de Mary Shelley, a criadora de “Frankenstein”, durante uma pesquisa na internet. As informações são do jornal “The Guardian”.

Nora Crook procurava informações sobre um romancista do século 19 quando se deparou com 13 documentos do Essex Record Office, um repositório central do Reino Unido para pesquisas sobre o país. Os arquivos apareciam sob o nome “Carta de Mary Wollstonecraft Shelley”.

“Eu pensei ‘o que é isso?’ e cliquei no link”, disse a professora. “Na hora eu soube que nunca havia sido publicado”.

A escritora Mary Shelley em retrato pintado por Richard Rothwell por volta de 1840 (Reprodução)

A escritora Mary Shelley em retrato pintado por Richard Rothwell por volta de 1840 (Reprodução)

Há cartas de 1831 —nove anos após a morte do marido de Shelley, o poeta Percy Bysshe Shelley— e 1949, quando a escritora já sofria de um tumor cerebral que a levaria a morte, dois anos depois.

Nas correspondências, que juntas formam a maior coleção de cartas da escritora, Shelley troca favores com amigos, mostra-se orgulhosa e preocupada com seu filho adolescente.

Em uma delas, ela pede a um amigo para editar o manuscrito de um ator, Edward Trelawny, que havia sido considerado muito “picante” por seus editores. Em outra, ela pede para publicar cartas nas quais seu marido havia expressado opiniões hostis em relação a religião.

“Percy está se tornando um bom moço e desenvolvendo gostos e talentos que me lembram seu pai, embora ele não tenha aquele toque que fazia de Shelley angelical e infeliz”, escreve em uma das correspondências, sobre seu filho Percy.

As últimas mensagens apresentam uma letra mais rabiscada, são curtas e trazem pedidos de desculpas pela falta de memória e de força. Algumas delas são estampadas com uma gota de cera, o selo próprio da autora, que ainda não era conhecido de acordo com Crook.

Segundo a professora disse ao “The Guardian”, a descoberta é uma surpresa ainda maior quando se sabe que a escritora tinha a mania de destruir sua correspondência.

As cartas estarão em breve no Keats-Shelley Journal, uma publicação americana.

Escritora americana afirma ter descoberto identidade de Jack, o Estripador

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Publicado no UOL

O pintor Walter Sickert, que, segundo a autora americana Patricia Cornwell, seria Jack, o Estripador

Reprodução/National Portrait Gallery London
O pintor Walter Sickert, que, segundo a autora americana Patricia Cornwell, seria Jack, o Estripador

A escritora norte-americana Patricia Cornwell promete publicar um livro que, segundo ela, revelará a identidade de um dos assassinos em série mais famosos do mundo: Jack, o estripador.

Autora de romances policiais famosos como “Corpo de Delito” e “Postmortem”, Cornwell aforma ter feito uma pesquisa, que durou 11 anos, e que confirma que Walter Sickert, um influente artista de sua época no Reino Unido, como o principal suspeito de ter assassinado 11 prostitutas entre entre 1888 e 1891 nos arredores de Londres.

Segundo Patricia Cornwell, o livro terá muitos detalhes que irão levar as pessoas a acreditar em sua teoria. “Acredito que foi Sickert e acredito mais do que nunca.”

A investigação conduzida pela escritora foi feita em conjunto com o ex-comandante da Scotland Yard John Grieve. Eles pesquisaram um seleção de cartas pertencentes ao Arquivo Nacional de Kew, em Londres, que foram supostamente enviadas por Jack à polícia na época em que os crimes aconteceram.

Embora admita que as provas sejam apenas circunstanciais, Cornwell argumenta que o que a leva a ter tanta certeza sobre a identidade do assassino é fato de que, nestas cartas, havia uma marca d´água idêntica às que existem no papel que Sickert usava em suas pinturas.

“Conseguiremos provar? Não. Mas é muito difícil de achar que é pura coincidência que haja essas marcas d´água tão idênticas”, diz a autora, que também admite que, mesmo que Sickert tenha escrito alguma das cartas, não necessariamente significa que ele seja o assassino.

“No entanto”, diz ela, “se o caso fosse levado à corte, o júri levaria isso em conta. As cartas são muito confessionais e violentas.”

Segundo o jornal “Daily Mail”, o material deve ser publicado no ano que vem.

Cartas e fotografias de Drummond são descobertas por colecionador

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Documentos mostram o poeta menos reservado e carinhoso com a família. Material vai passar por tratamento de conservação.

Imagem: Educar para crescer

Imagem: Educar para crescer

Hellen Sacconi, no Jornal Hoje

O dia 31 de outubro é uma data para lembrar da poesia de Carlos Drummond de Andrade, que nasceu neste dia há 111 primaveras. Para comemorar, o Jornal Hoje mostra a redescoberta de uma coleção de cartas, cartões e fotografias do escritor.

Os documentos mostram um Drummond diferente, menos reservado e muito carinhoso com a família, especialmente com a mãe. “Vai dar-te uma notícia. Pretendo casar-me no dia 30 de maio próximo futuro, com a senhorita Dolores Moraes”. Foi assim que o poeta avisou a decisão ao irmão.

A carta, escrita em 1925, estava guardada pelo colecionador Eduardo Cicarelli, em Lavras, no sul de Minas Gerais. Ele conta que comprou os documentos em uma feira de selos, na década de 90 e só há pouco descobriu que guardava um tesouro. “Isso aqui é uma fonte de pesquisa para estudiosos da obra de Drummond. É um material riquíssimo, uma parte da história do Drummond que ninguém conhecia”, afirma.

Ao todo, são 212 documentos entre cartas, bilhetes, duplicatas, cartões e fotos. O mais antigo é um modelo de nota promissória de 1915. Drummond ainda era adolescente quando enviou à cunhada Ita um bilhete dizendo: 365 dias felizes. No final, assinou Carlito, como era chamado pela família. Por mais de 20 anos esse material ficou guardado em um envelope de papel, que acabou até descartado.

“Ele que é o poeta de sete faces. É uma face de Drummond desconhecida. Um Drummond que se reporta ao irmão, à mãe, à cunhada e discorrendo sobre fatos corriqueiros, fatos familiares, entremeados a fatos históricos brasileiros”, explica Marconi Drummond Lage, superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

A maioria das cartas é para mãe. Muitas escritas em papel oficial do Ministério da Educação, onde o poeta trabalhava. Drummond, que era reservado na vida pessoal, revela os laços familiares. “Minha querida mamãe, em nenhum dia a senhora deixa de ser lembrada com carinho”, escreveu em uma das cartas.
“Não é todo momento na história brasileira que esse baú é aberto e se revela a correspondência de um filho com a mãe de um dos maiores poetas da língua portuguesa. É possível localizar mais a relação dele com o pai. Com a mãe, isso está por estudar. É por isso que essas cartas são tão importantes”, comemora Marconi.

Em cartões de visita, o poeta risca o nome impresso e assina apenas Carlos. Entre as fotos, uma que pode ser a mais antiga: Carlos Drummond de Andrade aparece ainda bebê. Em outra, ele aparece na formatura de farmácia, profissão que jamais exerceu.
O guardião desse tesouro revela como evitava as traças. “Ficava dentro de um envelope grande. Depois, nós colocamos em uma caixa. Sempre colocando naftalina. Dá para perceber o cheiro da naftalina”, revela Eduardo.

O material vai passar por tratamento de conservação e por estudiosos da literatura brasileira.
Depois, ficará à disposição de todos os admiradores de Drummond. “De certa forma, isso é uma recuperação histórica para o município de Itabira, terra natal do poeta”, afirma Marconi.

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