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Posts tagged cartazes

Cartazes da Feira de Frankfurt riem de estereótipos brasileiros

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Danielle Naves de Oliveira na Folha de S. Paulo

No ano passado, o diretor da Feira do Livro de Frankfurt, o alemão Jürgen Boos, disse que o Brasil não se resumiria a “samba e Ipanema” ao anunciar o país como o homenageado da próxima feira, que acontece de 9 a 13 de outubro.

Mas a imagem vencedora do concurso anual de cartazes organizado pelo evento germânico brinca com a ideia de um “Brasil festivo”: ela estampa um cachorrinho da raça teckel (ou dachshund) vestido a caráter para o Carnaval, acompanhado da frase “Esperando pelo Brasil” em alemão.

O uso irônico do estereótipo é uma das marcas do bem-humorado concurso, que existe desde 2006 e já virou uma tradição do evento.

Karina Goldberg, assessora-executiva da feira e uma das organizadoras do concurso, diz que o teckel “é uma verdadeira instituição, um símbolo alemão relacionado a conforto, estilo, mas também a uma nobreza decadente e fora de moda”.

Para ela, fantasiar o cachorro é transformar um pouco o alemão em brasileiro, tirar-lhe de seu cotidiano e dar mais agito, cor e animação.

Juntamente ao cão carnavalesco, de autoria de Yvonne Winnefeld, mais nove trabalhos foram premiados. Em segundo lugar ficou “Jogador de Futebol”, de Victor Guerrero, que faz uma montagem com Pelé segurando um livro.

A partir de setembro, os pôsteres serão espalhado em parques, estações de metrô, livrarias e cafés da cidade.

Yvone Winnefeld/Divulgação
Cartaz de autoria de Yvone Winnefeld, "O teckel", que surpreendeu o juri ao unir estereótipos dos Brasil e da Alemanha numa só imagem. Cartaz venceu concurso anual de cartazes organizado pela Feira do Livro de Frankfurt, cujo objetivo é dar as boas vindas ao país convidado e criar uma identidade visual bem-humorada do evento
Cartaz de autoria de Yvone Winnefeld, “O teckel”, que surpreendeu o juri ao unir estereótipos dos Brasil e da Alemanha numa só imagem. Cartaz venceu concurso anual de cartazes organizado pela Feira do Livro de Frankfurt, cujo objetivo é dar as boas vindas ao país convidado e criar uma identidade visual bem-humorada do evento

Criança consegue vaga em escola de MT após campanha no Facebook

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Mãe publicou fotos da filha pedindo uma vaga em escola de Rondonópolis.
Menina ficou dois anos sem ir à escola e, nesta segunda, foi matriculada.

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Dhiego Maia, no G1

Uma semana depois de uma campanha iniciada em uma rede social, a mãe da pequena Júlia Jasche Quadros, de quatro anos, comemorou o ingresso da filha em uma escola de educação infantil na rede pública da terceira maior cidade de Mato Grosso, Rondonópolis, localizada a 218 quilômetros de Cuiabá.

Sem conseguir matricular a garota em nenhuma unidade escolar da cidade desde 2011, Melissa Jasche Quadros, de 36 anos, passou a publicar fotos da filha segurando um cartaz com uma mensagem informal ao prefeito Percival Muniz e à secretária de Educação da cidade, Ana Carla Muniz. Nos cartazes, as mensagens diziam as seguintes palavras: “Hoje não fui para a escola, pois não há vaga para eu estudar”.

A Secretaria de Educação de Rondonópolis reconheceu ao G1 que há um déficit de vagas para alunos na idade de Júlia. De acordo com a pasta, 49 unidades escolares contam, no momento, com 8.373 crianças de zero a cinco anos. Outras 2.933 crianças estão na fila de espera. A secretaria disse ainda que foram criadas neste ano 530 vagas e que mais 1,4 mil vagas devem ser criadas quando novas unidades estiverem construídas.

Nesta segunda-feira (6), Júlia estampou o último post da campanha com um cartaz mostrando a escola em que foi matriculada. Ela participou da primeira aula na Escola Municipal de Educação Infantil Elaine Aparecida e, segundo a mãe, saiu do local feliz. “Ela gostou muito da escola e disse que uma professora é legal. A escola fica bem longe da minha casa, mas o mais importante é que a Júlia está estudando”, afirmou Melissa.

Até conseguir a vaga para a filha, Melissa contou ao G1 que enfrentou vários problemas. Ela é estudante de Geografia no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem ter onde deixar Júlia, ela perdeu as contas das vezes que levou a menina para a universidade.

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Em 2011, para atenuar o problema, a família resolveu economizar para pagar uma escola particular para a menina. A mensalidade de R$ 220 por mês pesou no orçamento da família e Júlia teve que abandonar as aulas. “Não tive condições de pagar e ainda estou devendo duas mensalidades”, declarou Melissa.

No início deste ano, Melissa afirmou ter passado por uma decepção. Ela colocou o nome da filha em uma lista de espera em uma escola próxima da casa dela. Dias depois, quando retornou, o local estava fechado. “O espaço para os pequenos era anexo a uma escola. Quando fui lá para ver se tinha vaga para minha filha, o local não estava funcionando”, disse.

Mudança
Segundo o Ministério da Educação (MEC), uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, tornou obrigatória a matrícula de crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. De acordo com a lei 12.796, publicada no dia 4 de abril deste ano, estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.

Alunos ocupam reitoria da PUC-SP em protesto contra nomeação de última colocada

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Leonardo Sakamoto, no Blog do Sakamoto

Estudantes da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo paralisaram suas atividades e ocuparam a reitoria da instituição, na noite desta terça (13), em protesto contra a nomeação da professora de Letras Anna Cintra para o cargo de reitora. Ela havia ficado em último lugar na lista tríplice resultante das eleições diretas realizadas na PUC-SP no mês de agosto. Os alunos permanecerão em vigília durante a madrugada.

Protesto decidiu pela ocupação da reitoria (Foto Mônica Ramos)

O atual reitor, Dirceu de Mello, foi reeleito pelo voto, mas preterido pelo cardeal arcebispo de São Paulo Odilo Scherer, grão-chanceler da instituição. A Fundação São Paulo, ligada à igreja católica, é mantenedora da universidade.

Em protesto que reuniu mais de 2 mil alunos (de acordo com seus organizadores), principalmente dos cursos de administração, direito, economia, jornalismo e serviço social, foi decidida a ocupação da reitoria e a realização de uma assembleia a fim de redigir uma carta de reivindicações. Entre elas, a nomeação do primeiro colocado na lista tríplice. Ou seja, que o resultado dos votos de professores, funcionários e alunos seja respeitado.

Cadeiras foram retiradas das salas e cartazes colados nas paredes, mas nada foi danificado durante o protesto que, até o fechamento deste texto, corria pacificamente. Os estudantes produziram vídeos das instalações da reitoria e estão fazendo um inventário para atestar que nada foi destruído.

Fotos Leonardo Sakamoto

Em sua carta de reivindicações, os alunos afirmam que “as eleições diretas e paritárias são uma vitória das árduas lutas dos segmentos que compõem a universidade desde a ditadura militar, tendo sido a Pontifícia Universidade Católica pioneira nessa conquista dentre as universidades do Brasil”. Segundo eles, a primeira eleição direta também levou uma mulher (Nadir Kfouri) pela primeira vez o cargo de reitora não apenas da PUC-SP mas de uma universidade católica.

E reclamam da interferência da igreja nos rumos da universidade, afirmando que a Igreja Católica tem adotado medidas antidemocráticas que remontam ao regime militar. “O redesenho institucional e a reforma do estatuto da universidade criaram o Conselho Administrativo (Consad), órgão deliberativo composto por dois padres secretários da Fundação São Paulo e o reitor. Esta instância possui a competência de decidir sobre todas as pautas que versem sobre questões financeiras e administrativas. Suplanta-se, portanto, a representação da comunidade, antes materializada no Conselho Universitário (Consun), composto por funcionários, professores e estudantes.”

Na carta, os estudantes também defendem uma reforma do estatuto da universidade, “com o objetivo de extinguir as medidas antidemocráticas que vem nos sendo impostas, as quais são possibilitas pelo Consad e outros institutos previstos no atual estatuto”. E demandam “o esclarecimento público do Cardeal sobre as motivações aparentemente repudiosas que o levaram a escolher a candidata menos votada”.

A comunidade universitária está sendo convocada para uma assembleia na universidade, às 10h desta quarta, com o objetivo de deliberar sobre os próximo passos. Há a possibilidade de greve.

Papel – Em um debate entre os reitoráveis organizado pelos alunos em agosto, os três candidatos, Anna Cintra, Dirceu de Mello e Francisco Serralvo, aceitaram assinar um termo de compromisso rejeitando assumir o cargo cargo não fossem o mais votado na lista na eleição. (mais…)

Estudantes fazem “ato pela paz” em escola de menina que criou o “Diário de Classe”

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Renan Antunes de Oliveira, no UOL

Estudantes fizeram cartazes durante “ato pela paz” na escola de Isadora Faber

A direção da escola municipal Maria Tomázia Coelho, de Florianópolis (SC), promoveu nesta segunda-feira (12) um “ato pela paz” reunindo cerca de 600 alunos e 40 professores para acalmar os ânimos entre as turmas pró e contra Isadora Faber, 13, a aluna da 7ª série autora do polêmico “Diário de Classe”.

Só faltou a estrela: Isadora estava em São Paulo, participando de um seminário de publicidade. Ela falou de sua experiência com o Diário também para cerca de 600 pessoas, mas todas adultas, no Instituto Tomie Ohtake.

O ato foi encenado na frente da escola pela manhã e repetido à tarde, com execução do hino nacional e hasteamento de bandeiras e uma colega de Isadora leu um discurso pela paz. O secretário de Educação de Florianópolis, Rodolfo Pinto da Luz, participou da manifestação.

Isadora Faber acompanha as iniciativas de outros estudantes na internet; saiba mais

A tensão na escola com os posts dela chegou ao seu ponto máximo quando seu pai, Christian Faber (48), bateu boca com o pintor Francisco da Costa (47) na porta da escola, no início da semana passada. Os dois registraram boletins de ocorrência.

Isadora também sofreu ameaças de colegas e chegou a ter a casa apedrejada. Agora, ela não vai mais sozinha à escola.

Costa diz que foi contratado pela escola para pintar a quadra esportiva, no ano passado, mas nunca concluiu o serviço. Alegou doença e disse que quando puder vai terminar a obra –falta riscar o chão da quadra delimitando as canchas de vôlei e futebol de salão.

Posts incomodam

O próprio secretário de Educação reclamou da repercussão que o caso ganhou.

“O governo construiu nove quadras esportivas e dez ginásios em sete, mas bastou esta menina dizer que a fechadura do banheiro estava quebrada para o caso sair de proporção, hoje só se fala que o sistema está sucateado, diz. Pelo amor de Deus, vão lá ver que escola bonita ela tem. Agora ela disse que precisa ser toda pintada, mas não é bem assim. A quadra está mal riscada? Está, mas não é tão ruim assim”.

Mesmo assim, Pinto da Luz afirmou que conversou com os pais de Isadora na última sexta-feira (9). “Eu pedi para eles desarmarem o espírito, ninguém quer fazer mal para a filha deles, escola não é local de violência”. Ele ainda não falou com o pintor Francisco – que mora a 600 metros da casa dos Faber.

A manifestação pela paz é a reedição de um ato anterior, quando surgiram as denúncias de Isadora. Os professores dizem que os posts da menina têm incomodado e que não refletem a realidade da escola.

Livro traz cartazes da resistência a ditaduras da América Latina

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Publicado originalmente na Folha de S. Paulo

O Instituto Vladimir Herzog promove hoje (6) o lançamento do livro “Os Cartazes desta História”, que reúne obras produzidas contra ditaduras na América Latina.

A publicação traz cerca de 300 cartazes, documentos e fotografias de movimentos de resistência aos regimes, produzidos entre os anos 1960 e o início da década de 1990.

O foco principal da obra é a luta contra a ditadura brasileira (1964-1985) e o movimento da sociedade civil após a Lei da Anistia, em 1979.

Organizada pelo jornalista Vladimir Sacchetta, a obra tem também cartazes de países como Argentina, Nicarágua e Guatemala — além dos anúncios criados no Brasil.

Traz ainda uma análise das composições feita por Chico Homem de Mello, pesquisador da área do design gráfico da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

A obra é parte do projeto “Resistir é Preciso…”, lançado pelo instituto no ano passado, que pretende resgatar a trajetória da imprensa durante a ditadura militar.

Em 2011, o grupo já havia publicado a obra “As Capas desta História”, uma coletânea de primeiras páginas de veículos clandestinos publicados durante a ditadura.

Também lançou coleção de 19 edições do jornal “ex-“, fechado pelo regime após reportagem que denunciava a morte de Herzog em 1975.

Cartaz “Liberdade para todos os presos políticos”, da Comissão Executiva Nacional dos Movimentos de Anistia. Ele faz parte do livro “Os cartazes desta história”, do Instituto Vladimir Herzog, que reúne obras produzidas contra ditaduras na América Latina

Cartaz “Até encontrá-los”, convocando para a Celebração Ecumênica pelos Desaparecidos Políticos Latino-Americanos em 1990. Ele faz parte do livro “Os cartazes desta história”, do Instituto Vladimir Herzog, que reúne obras produzidas contra ditaduras na América Latina

Cartaz “Nunca Mais! Mortos e desaparecidos”, do grupo Tortura Nunca Mais. Ele faz parte do livro “Os cartazes desta história”, do Instituto Vladimir Herzog, que reúne obras produzidas contra ditaduras na América Latina

Cartaz “Liberdade Nicaragua”, da Frente Sandinista de Libertação Nacional. Ele faz parte do livro “Os cartazes desta história”, do Instituto Vladimir Herzog, que reúne obras produzidas contra ditaduras na América Latina

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