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Posts tagged cartunista

Após hiato de seis anos, Laerte Coutinho volta às livrarias

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Foto: Rafael Roncato/divulgação

Foto: Rafael Roncato/divulgação

 

Isabel Costa, no Leituras da Bel

A cartunista Laerte Coutinho retorna às livrarias com Modelo Vivo, um recorte da multiplicidade de seu eu-artístico, fruto do caminho de livre experimentação que seguiu em sua trajetória. O novo livro, que será lançado pelo selo Barricada, da Boitempo Editorial, chega às livrarias em novembro. Laerte passou por um hiato de seis anos sem publicar livros físicos.

O lançamento anterior de Laerte foi o graphic-folhetim Muchachua, pela Quadrinhos na Cia., selo de HQs da editora Companhia das Letras.

“A Laerte que emerge dessa abertura para novas questões e desafios está presente nos desenhos baseados em modelos humanos, produzidos no decorrer de um curso livre organizado em 2013, junto com o filho Rafael Coutinho. Neles, Laerte retorna às origens, antes da profissionalização, e deixa de lado vários procedimentos que consolidaram seu lugar na história gráfica, como o uso de personagens e o traço “humorístico”, divulgou a Boitempo.

O livro também remete a um retrato histórico, por trazer uma seleção de histórias em quadrinhos – algumas já publicadas, outras muito pouco conhecidas e uma inédita – publicadas nas décadas de 1980 e 1990, em fanzines e revistas icônicas da Circo Editorial, como Chiclete com Banana, Piratas do Tietê, Geraldão, Circo e Cachalote.

Desenhos do passado e do presente se intercalam, revelando ao mesmo tempo um forte contraste e a possibilidade de uma imersão criativa na obra da artista. O volume é organizado por Toninho Mendes, ex-editor das revistas da Circo Editorial.

O conselho de Maurício de Sousa que mudou a vida de uma leitora

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Leila Endruweit, no ZH

A leitora Ana Paula Mesquita Scalabrin, 45 anos, escreveu para ZH para contar sua história envolvendo o cartunista Maurício de Sousa, que esteve autografando obras na Feira do Livro de Porto Alegre na última sexta-feira.

Ela conta que em sua primeira gravidez, em 1999, ela decorou o quarto da filha, Bruna, com bonecas da Mônica. No entanto, complicações no parto fizeram o bebê morrer logo após o nascimento. Ana entrou em depressão e passou a dormir com algumas bonecas e as tratá-las como suas filhas.

Sem esperança de receber algum consolo, Ana Paula escreveu para Maurício de Sousa relatando a história e teve uma grata surpresa. Em uma bela carta, ele sugeriu que as bonecas fossem doadas para crianças carentes.

– Ele disse que isso faria o meu anjo feliz – contou Ana.

Seguindo a sugestão do cartunista, a cada dia uma boneca foi doada. Recuperada da depressão e decidida a ser mãe novamente, Ana engravidou em 2001 de Giovana, que também teve seu quarto decorado com o tema Turma da Mônica.

Ao saber que o cartunista estaria na Capital, Ana Paula correu para a fila de autógrafos para realizar o sonho de abraçá-lo e agradecê-lo.

– Quando contei minha história para ele, ficamos emocionados, sentimento compartilhado por todos ao nosso redor. Choramos juntos – conta.

Após passar mal em aeroporto, Ziraldo é internado para exames no Rio

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Ziraldo é fotografado durante a 22º Bienal Internacional do Livro, em São Paulo (9/8/2012) / Leonardo Soares/UOL

Ziraldo é fotografado durante a 22º Bienal Internacional do Livro, em São Paulo (9/8/2012) / Leonardo Soares/UOL

Publicado por UOL

O cartunista Ziraldo teve um mal-estar na terça-feira (7) e foi internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, no Rio de Janeiro, para uma bateria de exames.

O criador de “O Menino Maluquinho” estava na fila do embarque no aeroporto Santos Dumont, no Rio, para uma viagem à Petrolina, em Pernambuco, onde participaria de um evento, quando teve um mal-estar causado por uma taquicardia.

“Ele foi acompanhado no posto médico do aeroporto, mas o pessoal ficou com medo e pediu para ele ir ao hospital”, disse, ao UOL, o assessor de Ziraldo, Breno Lerner.

Ainda segundo Breno, Ziraldo passou por uma bateria de exames na própria terça e outra nesta quarta (8) pela manhã. “Ele esta bem e os exames estão todos em ordem. Ele deve receber alta ainda hoje”, disse.

Cateterismo
Há um ano, Ziraldo passou por um cateterismo de urgência e teve que colocar dois stents coronários, em Frankfurt, na Alemanha, onde participava de uma feira literária.

Em entrevista à Folha, por telefone, Ziraldo disse que o ocorrido não tinha sido “nada grave” e brincou que tudo não passou de um “truque para chamar a atenção para sua participação na feira”.

“Eu fui comprar um remédio no ambulatório da feira e o médico tirou minha pressão e disse: você não pode sair não, e adotou os procedimentos para todo cardíaco. Nada grave. É aquele negócio, velho com pressão alta é uma merda”, contou.

50 anos de Mafalda

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A personagem argentina questionadora e ácida completa 50 anos, e ganha homenagens de cartunistas brasileiros

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Jacqueline Lafloufa, no B9

A primeira vez que me encontrei com Mafalda eu nem tinha entrado na adolescência. Era um enorme calhamaço de “Toda Mafalda” com várias tirinhas de uma menininha enfezada.

Gostei do que li, mas principalmente gostei de ficar intrigada. Dava para perceber que quem escrevia aquelas tirinhas queria dizer algo mais. De vez em quando eu entendia algo, mas no geral eu ficava apenas encafifada tentando compreender aquele sentido oculto latente que eu não conseguia desvendar sozinha.

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Do alto dos meus 11 anos, provavelmente muito do conteúdo das tirinhas de Mafalda passaria mesmo batido. Eu não fazia, na época, parte do público alvo do cartunista Quino. Os textos das tirinhas, ainda que ditos por uma garotinha de 6 anos, eram voltados para os adultos que viviam em uma época de repressão.

Publicadas entre 1964 e 1973, as insatisfações de Mafalda tinham como pano de fundo a ditadura argentina, considerada uma das mais violentas da América Latina. Portanto, eu jamais compreenderia sem a ajuda das aulas de história que a odiada sopa era uma alegoria dos governos militares, “algo que ela não gostava, mas que tinha que suportar”, nas palavras do próprio Quino.

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No dia 29 de setembro, Mafalda completou seu 50º aniversário, sendo lembrada por fãs do mundo todo pela sua sagacidade. Mesmo em um período histórico tão delicado, a personagem de Quino conseguia questionar o público, criticar as notícias do momento e a situação vigente na Argentina. Parte de uma família de classe média, Mafalda e seus amiguinhos representavam estereótipos do momento, funcionando como alegorias.

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Alguns cartunistas brasileiros, como Laerte, Caco Galhardo e Orlando, prestaram nas últimas semana tributos à personagem da forma que fazem melhor – através de cartuns divertidos, relembrando o jeitinho espevitado de Mafalda.

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Como parte das comemorações, a exposição “O Mundo de Mafalda” também deve chegar a SP em dezembro, depois de passar pelo país natal da personagem e por México, Chile e Costa Rica.

Mesmo não sendo publicada em jornais há mais de 40 anos, Mafalda ainda conta com uma enorme legião de fãs. Grande parte das críticas da personagem, ainda que pontuais e voltadas para a época, continuam muito atuais. Recentemente, adquiri minha própria edição de “Toda Mafalda”, para ler de novo tirinha por tirinha, agora provavelmente compreendendo melhor o que Quino pretendia passar nas entrelinhas. No meu último encontro com Mafalda, em Buenos Aires, encontrei-a pequenina, discretamente sentada em um banquinho, e quase passei batido por ela.

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A verdade é que a estátua que homenageia Mafalda não precisaria ser nem um centímetro maior do que é: considerada uma das personagens argentinas míticas mais famosas, ao lado de Che Guevara, Evita Perón e Carlos Gardel, a pequenina enfezada deixa evidente que tamanho jamais foi documento. Ao colocar questionamentos sérios em palavras infantis, Quino conseguiu despistar a repressão e manter a sua expressão sobre o momento.

“Há dois aspectos importantes sobre Mafalda: o primeiro foi o diálogo com fatos da época, algo inovador em tiras sul-americanas; o segundo, foi o diálogo estabelecido com o leitor adulto. Hoje, muitos se esquecem de que a série foi produzida num momento político bastante delicado da Argentina e que os adultos eram o público-alvo prioritário das histórias”, explica Paulo Ramos, jornalista especialista em HQs e blogueiro do UOL,

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Principalmente por conta de Mafalda, Quino foi recentemente agraciado com a principal honraria cultural espanhola, o Príncipe das Astúrias. Até para agradecer a premiação, percebe-se nele a mesma acidez que aparece em Mafalda. “Geralmente ganhamos prêmios quando já estamos cansados. Seria melhor se nos dessem quando somos jovens”, provocou o cartunista, hoje com 81 anos.

Parafraseando Julio Cortázar, o importante nessa história toda não é exatamente o que eu penso de Mafalda. Provavelmente tem mais a ver com o que Mafalda pensaria de nós, hoje em dia.

Feliz meio século, Mafalda! 🙂

Sucesso de Mafalda mostra que mundo mudou pouco em 50 anos, lamenta Quino

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Sucesso de Mafalda mostra que mundo mudou pouco em 50 anos, lamenta Quino

Publicado no IstoÉDinheiro

O mundo de desigualdades, guerras e injustiças que a pequena e mordaz Mafalda não conseguia entender há 50 anos continua atual, o que surpreende e até deprime o criador do famoso quadrinho, o argentino Quino.

O cartunista e humorista gráfico nunca imaginou a transcendência de sua irreverente criatura. Quino imaginava que, nessa era de novas tecnologias, “a garotada perderia o interesse na personagem e ela morreria de maneira natural”.

“Me surpreende que, cada vez, esteja mais atual. Me surpreende e me deprime um pouquinho também, porque quer dizer que (o mundo) não mudou grande coisa”, admitiu Joaquín Salvador Lavado, o Quino, em uma videoconferência realizada na Argentina.

Em plena celebração do 50º aniversário de Mafalda, Quino lamenta que, hoje em dia, haja mais gente pobre do que quando sua personagem nasceu, ou que aconteçam coisas “tão preocupantes” como as bárbaras decapitações do grupo jihadista Estado Islâmico.

Aos 82 anos, as preocupações de Quino continuam sendo as mesmas de quando criou essa ingênua e esperta menina, em 1964.

“As ideias que a Mafalda propaga são as minhas, e eu não sou um homem feliz a essa altura, vendo tudo que acontece no mundo (…). Estou bastante amargurado e transmiti à minha personagem as amarguras que eu sinto”, explicou o cartunista, entre risos.

“Uma coisa que continua me surpreendendo é que as pessoas me agradecem por tudo que eu dei a elas, e eu não sei muito bem o que eu lhes dei. Sei que fiz algo que tem muita repercussão, mas não sou muito consciente do que eu fiz”, afirmou.

Quino tem livros traduzidos para 26 idiomas e milhões de exemplares vendidos no mundo todo

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