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A incrível árvore que dá livros ao invés de frutos

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Publicado no Hypeness

Quando a árvore em frente à casa da artista Sharalee Armitage Howard precisou ser cortada, ela soube exatamente o que fazer: transformá-la em uma biblioteca. O espaço se tornou parte do movimento Little Free Library, uma iniciativa que já espalhou mais de 75 mil bibliotecas livres pelo mundo.

“Este projeto ainda não está pronto, mas não posso esperar para compartilhá-lo. Tivemos que remover uma grande árvore que tinha mais de 110 anos, então eu decidi transformá-la em uma Little Free Library, como sempre quis“, escreveu ela em uma publicação no Facebook.

Embora a copa da árvore tenha sido removida, seu tronco foi usado como estrutura para a biblioteca e ela ganhou até mesmo uma portinha, por onde os interessados podem entrar para escolher quais livros levar para casa. A ideia é que, além de pegar obras emprestadas, as pessoas também deixem novos títulos no local.

A árvore não é a única biblioteca construída de forma criativa. Em Nova York, uma empresa de design criou um espaço para o empréstimo de livros em que os interessados podem realmente entrar no mundo da literatura enquanto escolhem o que ler. No Brasil, o projeto conta com diversas bibliotecas compartilhadas no Rio Grande do Norte, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Veja mais detalhes da árvore que deixou de dar sombra para dar livros:

Adolescentes devem ter no mínimo 80 livros em casa, diz pesquisa

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Disclosed book on a table. Close-up.

Estudo australiano mostrou que essa é a quantidade de obras ideal para crescer com ótimas habilidades cognitivas

Ana Karolline Rodrigues, no Metropoles

Uma pesquisa da Universidade Nacional da Austrália mostrou que adolescentes devem ter pelo menos 80 livros em casa. Para chegar ao resultado, os pesquisadores perguntaram aos participantes qual era a quantidade livros que cada um tinha durante a adolescência e, em seguida, analisaram as habilidades dos entrevistados em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos.

Homens e mulheres de 25 a 65 anos foram entrevistados no estudo, que analisou os dados dos participantes da pesquisa e apontou: quanto mais livros a pessoa tinha, maior seu grau de desenvolvimento cognitivo.
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Ao analisar as respostas, os cientistas verificaram que uma pessoa com, no mínimo, 80 livros em casa apresentava habilidades em constante desenvolvimento, independentemente do grau de escolaridade. No entanto, esta relação entre o número de obras e o desempenho dos participantes apresentou um ponto máximo de evolução: a partir de 350 livros, o nível de competências de cada um já não sofria mais alteração. Mas não deixava, porém, de mostrar um grau de proficiência muito mais elevado.

Penguin Random House assume controle majoritário da Companhia das Letras

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Luiz Schwarcz, fundador e dono da Companhia das Letras, uma das principais editoras brasileiras (Gabriel Rinaldi/Dedoc)

Em 2012, o grupo já havia comprado 45% das ações da casa editorial fundada por Luiz e Lilia Moritz Schwarcz

Publicado na Veja

A Companhia das Letras anunciou nesta terça-feira que a Penguin Random House assumirá a maior parte do controle acionário da editora brasileira. Em 2012, o grupo já havia comprado 45% das ações da casa editorial fundada por Luiz e Lilia Moritz Schwarcz – uma cláusula nesse contrato já previa que a empresa estrangeira assumisse o controle da editora.

Luiz continuará como o CEO da Companhia das Letras e Lilia, como diretora. Eles continuarão como sócios minoritários. A família Moreira Salles, que era sócia minoritária na editora desde sua fundação, vai se retirar da sociedade.

Em comunicado enviado à imprensa, Luiz Schwarcz disse que “a vida na Companhia das Letras não muda”. O editor afirmou que a casa editorial ganhará “mais apoio para iniciativas importantes, como o acompanhamento em novas formas de distribuição do conteúdo literário”.

Markus Dohle, CEO da Penguin Random House, disse acreditar que a situação econômica no Brasil vai melhorar. “Agora, juntos, continuaremos a expandir ainda mais a Companhia, celebrando a força de nossos times locais e certificando a conciliação das dinâmicas do mercado local com o objetivo compartilhado de conectar nossos autores com a mais rica rede de leitores brasileiros e além”, disse.

Casa de adolescente deve ter pelo menos 80 livros, diz estudo

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(Hany Rizk / EyeEm-489012681/Getty Images)

Essa é a quantidade mínima para o pleno desenvolvimento cognitivo, diz estudo; segundo a pesquisa, 350 livros é o número máximo a gerar benefícios

Felipe Germano, na Superinteressante

Você já contou quantos livros tem em casa? Deveria. Um estudo da Universidade Nacional da Austrália afirma que crescer em um lar que tenha pelo menos 80 livros aumenta a chance de ser bem sucedido.

Para chegar a essa conclusão, o estudo analisou homens e mulheres de 25 a 65 anos. A pesquisa pediu às pessoas que tentassem se lembrar de quantos livros tinham em casa durante a adolescência. Em seguida, os cientistas analisaram as habilidades dessas mesmas pessoas em três categorias: interpretação de texto, matemática básica e capacidade de utilizar dispositivos eletrônicos. Depois de cruzar todos os dados, os pesquisadores chegaram a um número: 80. Essa é a quantidade mínima de livros que você deve ter em casa, durante a adolescência, para que as suas habilidades cognitivas se desenvolvam bem.

O interessante é que esse número, 80, era constante. Se a pessoa tivesse essa quantidade de livros em casa, suas habilidades cognitivas sempre melhoravam, independentemente do grau de educação que ela havia recebido. “Crescer em casas com bibliotecas aumenta as habilidades dos adultos nas áreas estudadas, indo além dos benefícios atrelados à educação parental, escolar e ocupações posteriores”, diz o estudo.

Outro ponto curioso é que, conforme a quantidade de livros aumentava, o desempenho dos voluntários também – mas existe um teto, que é 350 livros (mais do que isso não melhorou a habilidade cognitiva).

O morador de rua que vende livros para sobreviver

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José Marcos de Souza, morador de rua que vende livros no Rio de Janeiro Imagem: BBC Brasil

Ana Terra Athayde, no UOL [via BBC Brasil]

José Marcos de Souza, de 55 anos, costuma levantar cedo, ainda de madrugada. Ele desfaz a cama, guarda seu colchonete em um carrinho de supermercado e organiza os produtos que vende em uma calçada.
Morador de rua há 3 anos, Souza vive da venda de livros doados em uma esquina da Praia do Flamengo, no Rio de Janeiro. Pela manhã, faz questão de desejar “bom dia” e “bom trabalho” aos que passam.

Conhecido de muitos moradores e trabalhadores da vizinhança, ele recebe doações a todo momento. Não apenas de livros, mas também de roupas, calçados e comida. Apesar disso, enfrenta hostilidade de pessoas que vivem na região do seu ponto de venda. Na primeira semana de setembro, Souza e alguns de seus livros foram atingidos por ovos lançados de um prédio. Agentes da prefeitura já chegaram a ser chamados numa tentativa de retirá-lo do local.

Venda de livros acontece nas ruas do Rio Imagem: BBC Brasil

“Viver na rua é amargo. Você tem que ouvir um monte de desaforo sem poder reagir, sem poder se defender”, diz.

Marcos combate a intolerância com simpatia e poesia. Ele, que estudou até o nono ano (antiga oitava série) do Ensino Fundamental, diz que Carlos Drummond de Andrade é um de seus autores preferidos. Com frequência, escreve em um caderno que guarda em uma das malas.

“Quando cheguei na rua, eu não tinha nada”, conta. Souza vivia com a família da irmã em Niterói, região metropolitana do Rio, mas saiu de casa após um desentendimento familiar. Ao longo da vida, colecionou trabalhos temporários: foi caseiro, repositor de mercadorias em supermercado, balconista e garçom.

“Muitas pessoas hoje me veem na rua e me condenam, achando que sou um viciado, um monstro, um pedófilo. Mas não, eu vim para a rua para conseguir a minha própria casa e não ficar dependendo de parente”, explica. “O povo tem que parar um pouco para pensar e ver quantas pessoas nas ruas estão precisando de ajuda. Quem está na rua não é ladrão. Quem está na rua tem necessidades.”

Segundo a prefeitura do Rio, o levantamento Somos Todos Cariocas, realizado no dia 23 de janeiro deste ano, contabilizou mais de 3,7 mil pessoas vivendo nas ruas da cidade. Outras 913 estavam em abrigos.
Souza já passou uma temporada em um centro de acolhimento em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio, mas diz que se sentiu deslocado.

“O que eu vou fazer num abrigo onde só há dependentes químicos? Será que eu não estava tirando a vaga de alguém que precisa?”, pondera. “Falei que não era um lugar para eu ficar. Eu preciso de uma casa, não de um abrigo.”

O vendedor de livros deposita todo o dinheiro que sobra em uma conta bancária. Ele sonha em comprar uma casa em Governador Valadares, cidade mineira onde seus pais viveram. “Eu gostaria que as pessoas me vissem como um ser humano. Um ser humano que está tentando vencer na vida. Já que não posso trabalhando honestamente, qual seria o jeito melhor para eu vencer? Será que é roubando, matando as pessoas? Não, eu não acho certo. O certo, para eu poder vencer, é vender os meus livros. É a única maneira.”

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