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Jane Fonda inclui o Rio de Janeiro na rota de sessões de autógrafos de seu livro

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Estrela desembarca na cidade no domingo (30) e encontra fãs na Livraria da Travessa, no Leblon.

Heloisa Tolipan no JB

É realmente muito difícil resistir ao charme do Rio de Janeiro. Como contamos na semana passada, Jane Fonda está em São Paulo hoje (27), para participar do Fórum da Longevidade da Bradesco Seguros, mas tratou de incluir uma passagem na Cidade Maravilhosa antes de voltar para casa. Jane chega em terras cariocas no domingo (que promete ser de altas temperaturas na cidade depois de uma semana chuvosa – oba!) e vai direto para a Livraria da Travessa do Shopping Leblon, onde receberá fãs a partir das 14h, na sessão de autógrafos de seu livro ‘Prime time’, lançado em maio nos Estados Unidos.

Jane Fonda passará menos de um dia no Rio de Janeiro, mas pretende encontrar muitos fãs no Leblon

A publicação tem perfume de autoajuda e fala sobre amor, saúde, sexo, boa forma, amizades e dá até conselhos espirituais, seguindo a linha na qual Jane vem apostado em suas incursões literárias. Vale lembrar que a atriz também é ativista política de esquerda e superguru de exercícios físicos, aos 74 anos.

Entre um autógrafo e outro, torcemos para que a loura conte alguns de seus pequenos e valiosos segredinhos para manter a forma e essa pele de dar inveja a muita adolescente por aí…

O livro é um objeto sensual

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Imagem: Google

Publicado no blog do Sostenes Lima

O desejo de ver está presente na leitura. A capa, a encadernação de um livro são sua roupa. Indicam um nome, um título, um pertencer (a casa editora) que se propõem ao olhar e o atraem.

Quando o livro está na estante de uma biblioteca, seu acesso é fácil para o olhar em busca de prazer; quando está posto na vitrine de uma livraria, esta barreira transparente aumenta nossa curiosidade. Entramos na livraria pra ‘dar uma olhada’. Exceto no caso em que já sabemos o que queremos e pedimos ao livreiro, não gostamos de ser perturbados em nossa inspeção. Fuçamos até que, atraídos por um vago indício, seguramos um livro. Aí começa o prazer, quando o abrimos, tocamos, folheamos, sondamos aqui e ali. Se o livro não está com as páginas cortadas, às vezes somos obrigados a fazer uma pequena acrobacia ocular para ler uma página pregada por cima ou pelo lado, pois é justamente aquela passagem que nos interessa.

Enfim, é preciso escolher. Se a promessa de prazer nos parece que vai poder ser mantida, pagamos o preço do livro e partimos abraçados com ele. Dependendo de se não nos desagrada mostrá-lo em nossa posse ou se algum pudor nos leva a esconder a sua identidade, o mostraremos nu ou embrulhado. Para ler, precisamos nos isolar com o livro – em público ou em particular – e às vezes em lugares bem estranho e a priori pouco propícios a este tipo de exercício.

O que nos leva a ler? A busca de um prazer pela introjeção visual que satisfaz uma curiosidade.

***

Texto extraído de: André Green. Literatura e psicanálise: a desligação. In: Luiz Costa Lima (Org.). Teoria da literatura em suas fontes. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. p. 233-234.
(O título “O livro é um objeto sensual” não consta no original).

Estante Árvore

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