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Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça

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Marcella Franco, no Do Meu Folhetim

Um desconhecido magrelo e enxerido foi quem fez a primeira provocação. “Se não gosta de Jorge Amado, não é brasileira de verdade”, gorfou ali mesmo, nas gôndolas do sebo. Não era um bom dia, vá lá, mas nada desculpa o desejo ardente que tive de enfiar três Gabriela e duas Dona Flor em sua boca, e sufocá-lo com todo o patriotismo que me coubesse. Sinto muito, Deus, perdão. É só que, um, ninguém tinha te perguntado nada, moço, e, dois, havia uma explicação para minhas preferências literárias (e não que eu a devesse a você, cagador de regra anônimo).

Começa que fazem com a gente o mesmo que eu quis fazer com o homem do sebo: empurram goela abaixo em adolescentes de 13 anos obras que, muitas vezes, moleque não está preparado para compreender. E isso em relação ao desenvolvimento cognitivo mesmo – não é novidade nenhuma que cada jovem progride no seu ritmo, e que estilos que exigem mais competência intelectual podem escapar a alunos ainda imaturos.

Quem aqui não foi obrigado a encarar um Capitães da Areia, um Dom Casmurro, um Amor de Perdição (pedagogos do mundo, uni-vos e me descasquem à vontade, que essas caixas de comentários são uma várzea mesmo) quando ainda brincava de Comandos em Ação no recreio? E, quem daqui garante que, àquela altura da vida, sacou real & oficial o que diziam os olhos de ressaca da Capitu? Me poupem.

Injustamente, o bando de Pedro Bala me deu trauma de Jorge Amado. Nunca mais peguei o baiano. Se virava o assunto nas rodinhas de amigos, era momento de levantar para pegar um drinque. Para facilitar a rejeição, inventei uma tese escrota da qual eu era a autora e também a banca toda, e que dizia que Jorge Amado não passava de um copião babaca de Gabriel García Márquez. Seu recalcado.

Era essa a pegada quando o tiozão de regata me flagrou no sebo. Eu: uma hatter, ignorante como o são todas as pessoas cegas de ódio. Tipo as crianças aqui em casa, que nunca provaram vagem, mas que odeiam vagem muito, muito, muito. Jorge Amado era minha vagem. E eu não sabia o que eu estava perdendo.

Foi começar o Tieta do Agreste comprado naquela tarde que minha vida se acabou. Ler Jorge Amado desgraçou minha cabeça a um ponto que, hoje, não como, não durmo, não trabalho. A, ainda, mais de 300 páginas do final, quero que o mundo todo se exploda, só pra que eu continue em paz a minha leitura.

Tem meia Tieta que não brinco com meus filhos, que não converso com meu marido, que não saio de casa nem para pegar correspondência. Estamos todos na família à base de miojo já há dois capítulos, porque, como leva três minutos, é questão de perder apenas uns poucos parágrafos, paciência. A casa de Mangue Seco começou a ser erguida, desmaiam de inanição as gatas e cactos. A roupa suja se acumula, e o cesto está igualzinho às dunas do romance.

Quando é hora de deitar (que desperdício dormir, passei a achar), o Luiz Caldas dentro de mim canta enlouquecido mil vezes Tieta, e o cérebro projeta a abertura da novela. Sonhos todos com sotaque baiano. Padre Ricardo é a cara do meu vizinho malhado. Cogito implantes de silicone para ter peitos parecidos com os da cabrita do agreste. E se eu virar amiga de político? E se eu inaugurar um puteiro?

Completamente viciada, um fato. Tiete fiel sem qualquer possibilidade de salvação. Vou peregrinar à Bahia, tirar foto diante do seu muro, danou-se, estacionou a vida, onde você andava por esse tempo todo? Jorge Amado, seu canalha. Se você já não estivesse morto, eu te matava todinho – daqui a 300 páginas, mas eu juro que matava.

Casal que vive em frente a escola pública em Alagoas cria “caixinha de leitura” para incentivar alunos

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Casal promove incentivo a leitura com caixinha pendura na porta de casa (Crédito: Reprodução / Real Deodorense)

Casal promove incentivo a leitura com caixinha pendura na porta de casa (Crédito: Reprodução / Real Deodorense)

 

Objetivo é despertar estudantes para a importância da leitura; metade do acervo foi levado no primeiro dia

Dayane Laet, no TNH1

Pensando em incentivar a leitura dos pequenos que frequentam a escola de ensino articulado Sesi/Senai (Ebep), que fica no centro do município de Marechal Deodoro, no Litoral Sul de Alagoas, um dos moradores decidiu “plantar” uma caixinha de leitura na porta de casa, com o objetivo de incentivar a leitura dos alunos.

O sucesso da caixinha foi tamanho, que mais da metade do acervo – cerca de 40 exemplares – foi levado pelos estudantes no decorrer desta sexta-feira (17), primeiro dia em que a caixinha foi caprichosamente colocada na porta simples, mas muito bem cuidada, para realmente chamar a atenção dos curiosos.

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A ideia foi do morador da casa, o oficial de justiça Ovídio José Souto Galvão, de 54 anos, e sua esposa. “Dinho”, como é conhecido, se inspirou em uma reportagem que contava uma ação parecida, a “Ninho de Livros”, em Fortaleza (CE). “Olhei para minha esposa e disse: podemos fazer isso aqui em casa, já que a escola fica bem aqui em frente”, contou durante entrevista ao TNH1.

Segundo Ovídio, ele quer despertar a curiosidade dos alunos para a leitura. “Antes eles ficavam aqui pela rua, esperando o horário da aula, ociosos”, conta o oficial. “Agora o tempo é preenchido por assuntos de vários temas, conforme cada gosto”, falou, com alegria.

Ainda de acordo com Dinho, não só estudantes mas moradores de todas as idades estão se interessando pelos temas dos exemplares e levando o seu.

Como funciona?

Os alunos podem ler enquanto estão ociosos e devolver à caixinha;

Quem passa pelo local, pode trazer um livro e levar outro;

É possível levar o livro e ler em casa, caso não goste está autorizado repassar;

Quem quiser pode fazer doações de livros colocando direto na caixinha.

“Doações são bem vindas pois restam pouco mais de 20 livros no momento”, concluiu Ovídio.

Mais leitura: passageiros do metrô no DF podem levar livros para casa

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Livreiros já estão disponíveis em 14 estações. Campanha solidária foi feita para que a população doe e retire livros antes das viagens.

Publicado no G1

A ação ‘Compartilhe Cultura’ surgiu para incentivar o hábito da leitura na população do Distrito Federal. Segundo estudo da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) – utilizado pelo Metrô DF para realizar a campanha – 63,5% dos moradores não têm o costume de ler no dia a dia.

Para reverter essa situação, o programa ‘Metrô Solidário’ colocou 22 livreiros em diferentes estações. A ideia é fazer com que os passageiros doem e peguem livros emprestados.

Segundo o Metrô, o objetivo da ação é “estimular esse costume durante a locomoção e fazer com que os usuários compartilhem cultura uns com os outros”.

A campanha conta com o apoio da Secretaria de Cultura que irá fornecer o acervo de livros durante a campanha. Toda semana, o metrô ficará responsável pela reposição dos livros. Nas estações, foram fixados cartazes para orientar as pessoas e estimular a doação.

Você pode ter acesso aos livreiros nas estações: Central, Galeria, 112 Sul, Shopping, Guará, Arniqueiras, Águas Claras, Praça do Relógio, Centro Metropolitano, Ceilândia Sul, Guariroba, Ceilândia Centro, Terminal Ceilândia e Terminal Samambaia.

Sete livrarias com cafés em Curitiba para você aproveitar a leitura

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Roteiro de lugares da cidade onde, além de escolher um livro, você ainda aproveita para tomar café

Laura Beal Bordin, Gazeta do Povo

Poucos são os que discordam que um livro fica melhor com um café na mão. O principal ponto é que essa combinação tem o poder de transformar tanto a leitura, que fica mais prazerosa, quanto o café, que fica ainda mais saboroso. Confira sete livrarias com cafés para você aproveitar um cafézinho enquanto aproveita o prazer de ler um bom livro.

Livraria Cultura

No segundo piso da loja, a Liquori Caffè Gourmet oferece desde os cafés mais simples até os mais elaborados, uma série de sanduíches e doces. Para beber, o que mais mais sucesso é o drink negresco, que é feito com café, leite sorvete e essência de baunilha, biscoito negresco picado, chantilly e calda de chocolate (R$ 18,90). Para comer, uma opção é o pisa, que leva pão sírio, creme de iogurte, mussarela de búfala, peito de peru, tomate e alface (18,50).

Arte & Letra

A Livraria Arte & Letra não é nem livraria, nem cafeteria, nem editora. É uma livraria-cafeteria-editora. Lá, além dos livros, é claro, primeiro você escolhe o café e depois a receita. Os livros editados também são selecionados: a ideia é sempre formar leitores por meio das palavras. Lá, é possível provar a degustação de espressos – A Polaquinha, Molly Bloom e Chinaski – todos nomes relacionados a obras literárias (R$15) e provar um ratatouille vegano com arroz cateto (R$ 24,90).

Le Mundi Livroteca

Em um conceito diferente de livraria, a Le Mundi Livroteca é mais uma cafeteria do que uma livraria. Lá, você pode degustar os cafés mais diferentes, encontrar livros exclusivos e ainda levá-los para casa como forma de locação. Um dos carros-chefes da casa é o Mocha-Paris com café espresso, calda de chocolate e leite cremado. (R$ 7,50). A comidinha preferida é o brownie que pode ser de doce de leite, chocolate, oreo ou nutella com calda (R$ 9) ou com gelato (R$ 18).

Livraria Saraiva (Shopping Crystal)

Quem passa pela livraria Saraiva do Shopping Crystal pode fazer uma pausa para o café no Café na Escada. Além da bebida, os apreciadores de livros ainda contam com sanduíches, tortas e bolos caseiros. Além de nada do que sai do café seja industrializado, os tradicionais espresso (R$ 5) e o pão de queijo (R$ 4,20) ainda são os preferidos.

Livraria Curitiba (ParkShopping Barigui)

Na livrarias Curitiba do ParkShopping Barigui, o Café do Ponto serve aos amantes da leitura o melhor dos doces. Além do tradicional espresso curto (R$ 5,90), a casa serve o Frapê Red Velvet, que leva essência de framboesa, cereja e sorvete (R$ 16,90). Até o final de outubro, 30% do valor será doado a instituições participantes de ações do Outubro Rosa. Para comer, que tal um brownie (R$ 7,90) ou uma torta (R$ 13,50)?

Livraria Curitiba (Palladium)

Quem visita a Livrarias Curitiba do Shopping Palladium também pode contar com um Café do Ponto enquanto busca o livro ideal.

Amantes de livros e de gatos: esta casa é para vocês

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Publicado no Público

O pedido chegou de um artista, poeta e professor e de uma poetisa e gestora de uma livraria. O casal de Brooklyn, em Nova Iorque, foi até ao atelier de arquitectura BFDO Architects explicar o sonho deles: que a casa onde moravam fosse transformada num espaço cheio de luz e com dois requisitos fundamentais — ser perfeita para receber livros e para acomodar os felinos lá de casa.

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Assim nasceu a House for Booklovers and Cats — um espaço que faz sonhar quaisquer amantes de gatos e livros. A sala de estar ganhou uma nova vida, tornou-se um lugar amplo, limitado por prateleiras onde vivem livros e com locais de circulação a alguns metros do chão para os gatos.

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É que, além de quase todos os felinos adorarem aventurar-se em locais altos, os dois desta casa são tímidos e gostam de ter espaços onde possam ficar longe de visitas menos familiares. No topo das prateleiras, coladas ao teto, há pequenas portas quase secretas por onde os animais podem passar para ir até aos quartos do segundo andar. A claraboia central leva luz à casa toda, decorada de forma minimal. Aqui, humanos e felinos podem ser felizes.

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