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Sem computador e internet em casa, jovem do ES faz apelo em rede social para conseguir livros para estudar para o Enem

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Apelo de Felipe foi atendido através das redes sociais (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Apelo de Felipe foi atendido através das redes sociais (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

 

Felipe Sanderson, de 21 anos, quer cursar Educação Física. Sem dinheiro para comprar apostilas, ele fez pedido em um grupo do Facebook.

Michele Ferreira, no G1

Depois de fazer um apelo em uma rede social, um jovem de 21 anos, morador de Píúma, no Sul do Espírito Santo, conseguiu livros para estudar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Exame). De uma família simples, Felipe Sanderson não tem computador nem internet em casa, e nem dinheiro para comprar as apostilas.

Felipe mora com a mãe e um irmão mais novo, que é deficiente físico. A renda mensal da família é de pouco mais de R$ 1,3 mil. Todo o dinheiro é gasto com as contas, e não sobra nada para comprar os livros.

Foi então que Felipe decidiu pedir ajuda em um grupo do Facebook, que tem milhares de integrantes. “Alguém que more em Piúma teria alguns livros didáticos do Ensino Médio, cadernos de questões do enem para emprestar?”, escreveu.

Postagem de Felipe em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

Postagem de Felipe em rede social (Foto: Reprodução/Facebook)

 

Foi com um celular compartilhado com a mãe, usando o 3G e a internet de vizinhos, que Felipe fez a postagem. O pedido repercutiu e acabou gerando uma corrente de solidariedade. E a ajuda foi além do esperado. “Teve muita gente que me ofereceu a casa para estudar, de entrar na casa da pessoa, de usar o computador. É bem gratificante”, contou o estudante.

Felipe já fez duas provas do Enem e até começou o curso de Engenharia de Pesca no Instituto Federal de Piúma, mas acabou desistindo. Segundo ele, sem acesso à internet em casa, ficou difícil acompanhar o cronograma do curso, que exige bastante conhecimento em matemática.

“Como eu não tenho computador em casa e acesso à internet, fica difícil estar na escola em tempo integral. E eu não conseguia manter meu foco, a atenção. Foi aí que eu tive a ideia de trancar e manter o foco no que eu quero”, explicou.

Desta vez, o jovem tentou investir na paixão pelos esportes. Eles quer cursar Educação Física.

“Sempre gostei de esporte, até que sofri um acidente doméstico em casa e não pude mas fazer isso profissionalmente. E como sobraram resquícios dessa paixão, eu queria poder passar para as crianças como professor de Educação Física”, disse.

A estudante Izabella Neves, amiga de Felipe nos tempos de escola, viu a postagem e foi uma das pessoas que ajudou o jovem.

“Quando eu li a postagem, pensei ‘lógico que vou ajudar’. Não podia deixar aquilo passar, então resolvi separar os livros para ele. O que eu mais quero é que ele vença na vida, que tenha um futuro brilhante, e quero fazer parte disso”, falou a amiga.

Aos poucos, através da solidariedade, Felipe acredita em uma oportunidade melhor para ele e a família. “Essas pessoas provaram para mim que eu posso fazer a diferença naquilo que eu quero fazer”, disse o jovem.

Quantos mais livros em casa, melhor a capacidade de leitura da criança

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(Foto: Shutterstock)

(Foto: Shutterstock)

 

Pediatric Academic Societis Meeting comprova o que já sabíamos: ler para o seu bebê ajuda no desenvolvimento dele

Vitória Batistati, na Revista Crescer

No início deste mês, o jornal Pediatric Academic Societies Meeting publicou um novo estudo que mostra que a proximidade das crianças com os livros ainda na primeira infância pode aumentar as habilidades delas com o vocabulário e a leitura nos anos seguintes.

A descoberta dos pediatras foi reveladora: eles perceberam que aquilo que os bebês escutam nas leituras permanece com eles e exerce influência no aprendizado quatro anos depois, quando chega a hora de ingressar no ensino primário. Para chegar a esse resultado, os especialistas analisaram, durante quase 4 anos, a compreensão da linguagem e as habilidades de leitura em mais de 250 mães e seus filhos de 6 meses até eles completarem 4 anos e meio.

A conclusão a qual os pediatras chegaram foi é que, quantos mais livros a família tiver em casa, mais desenvolvida será a linguagem da criança no futuro. Como explica uma das cientistas responsáveis pelo estudo, famílias que possuem 100 livros em casa têm filhos com capacidade de leitura de 1 ano e meio à frente de outras crianças de mesma idade. Conforme o número de livros aumenta, mais avançada é a habilidade do pequeno. “Mas não é só sobre ter 100 ou 500 livros em casa. O que eles querem dizer é que, quando existe uma imersão literária no lar, a criança tem maiores chances de ter contato com a leitura e isso exerce influência no desenvolvimento da linguagem dela. Os 100 livros são, na verdade, 100 oportunidades de a criança ter alguém interpretando uma história para ela”, analisa a psicopedagoga Irene Maluf, membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Além da quantidade de livros disponíveis, os autores da pesquisa americana também apontaram dois outros fatores importantes para iniciar a criança nesse mundo: a quantidade de dias por semana que a mãe lia para a criança e a qualidade dessa leitura (o que, para efeitos do estudo, equivalia a conversas sobre a história do livro e comentários sobre as emoções dos personagens do livro).

“Essa pesquisa traz dados bem razoáveis, parecidos com o que a gente vê na realidade”, complementa Irene. Ainda assim, segundo ela, o ideal é começar a ler para a criança quando ela ainda está no útero: “É interessante porque, durante essa leitura, a mãe privilegia a atenção a ele e já cria um contato, um laço. Ele pode não entender ainda, mas vai escutar. É um momento de relacionamento afetivo que tem influência nos anos seguintes”.

3 dicas para ler para o seu filho

– Ao contar uma história de forma oral, consequentemente fazemos entonações e tons de voz diferentes para demonstrar emoções. Ainda que a criança não entenda do que se trata, ela recebe uma estimulação auditiva durante a situação;

– Conforme o bebê cresce e durante a fase “toddler” (de 1 a 3 anos), livros com figuras, cores e objetos são importantes no desenvolvimento da linguagem;

– Pais que leem em casa já dão o exemplo, mas é necessário conscientizar a criança sobre a importância de ler: comente sobre a leitura com seu filho, explicando que você lê para aprender coisas novas, para se divertir, para conhecer uma nova língua, etc.

Os pais são muito importantes no desenvolvimento dos filhos como leitores

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As histórias infantis narradas pelos pais, estreitam a relação e a comunicação

André Junior, no DM

Ouvir e ler histórias desenvolve todo o potencial crítico da criança. O ato de contar histórias deve ser uma prática diária nas instituições de educação infantil, também, em casa, principalmente em casa. Sabemos, com todos os pontos e vírgulas, que contar histórias é extremamente importante e benéfico para as crianças.

Desde a mais tenra idade há quem afirme a eficácia de embalar os bebês, ainda no ventre, com a melodia da voz da mãe, contando histórias, para familiarizar a criança desde aí, com os mecanismos narrativos, e com a proximidade e o afeto que o contar histórias envolve. Essas ações, de certo modo, já fazem parte das estratégias para a formação do leitor.

Através de uma história que se descobre outros lugares, outros tempos, outros jeitos de agir e ser, outras regras, outra ética, outra ótica.

Além da importância que causam no desenvolvimento da criança, as histórias infantis quando são narradas por um dos pais, estreitam a relação e a comunicação e proporcionam a troca afetiva. Pensando acerca dos vários benefícios que esse ritual mágico pode propiciar.

Nesses momentos, além de contar é necessário ler as histórias. É possível também a leitura compartilhada de livros em capítulos, o que possibilita às crianças o acesso, pela leitura do professor, a textos mais longos.

Outra atividade permanente interessante é á roda de leitores, em que periodicamente as crianças tomam emprestados livros da instituição, para lerem em casa com os pais ou amiguinhos.

Na Educação Infantil as histórias fazem parte essencial no desenvolvimento físico, psicológico e social das crianças. São momentos únicos de reflexão e encantamento que estabelece relações com a imaginação e o mundo em que vive, construindo assim saberes e experiências. E para entrar em contato com essas histórias, a criança necessitará da mediação de um profissional consciente da arte de contar histórias e que na maioria das vezes é o professor de sala de aula que faz esse papel, e que será na realidade a chave para esse mundo encantador de ouvir e contar histórias.

Toda criança adora ouvir história. E pode ser a mesma, muitas e muitas vezes. Transformar a hora da leitura em um momento de aprendizado é essencial. Ouvir e ler histórias desenvolve todo o potencial crítico da criança. É poder pensar, duvidar, se perguntar, questionar. É se sentir inquieto, cutucado, querendo saber mais e melhor ou percebendo que se pode mudar de ideia. É ter vontade de reler ou deixar de lado de uma vez.

A partir dos 3, 4 anos, as crianças têm um vocabulário maior e constroem as primeiras frases. A leitura para os pequenos, tanto em casa quanto na escola, contribui muito nessa fase de desenvolvimento. Mas também não se pode descuidar das conversas do dia a dia.

É possível transformar simples palavras em histórias inesquecíveis para as crianças. Mais do que textos memoráveis, ao compartilhar narrativas, compartilhamos sentimentos. Momentos de partilha de alegria, euforia e amor são guardados na lembrança desde muito cedo e a arte de contar histórias facilita que estes momentos sejam mesmo divertidos, amorosos, inesquecíveis.

Os contos tradicionais exploram conteúdos e sentimentos que interessam muito às crianças. Como o medo, o abandono, o crescimento, o mal e assim por diante. Elas têm muito interesse em conversar sobre esses temas.

Primeiramente os pais precisam acreditar na história que narram e transmitir isso para o filho;

Escolha um momento do dia para a atividade, como na hora de dormir;

Preste atenção na entoação da voz, imitando os personagens, assim você estará despertando a curiosidade da criança;

Crie um clima, ao chegar após um dia inteiro fora de casa não comece contar histórias imediatamente. Proporcione um tempo de diálogo e brincadeira com seu filho para ele se envolver no clima da história e se desligar das outras atividades;

Utilize objetos que alimentem a imaginação da criança, pode ser um lençol que se transforma em capa do príncipe encantando, um lápis em vara de condão; Não obrigue a criança a ouvir histórias quando ela não quer;

Prepare-se para as interrupções, criança faz muitas perguntas, explique o que for necessário e continue a história;

Atenda os desejos de seu filho, quando ele pedir para ouvir a mesma história não mude, a fim de evitar a ansiedade ocasionada pelo desconhecido. Essa atitude da criança pode ser também uma forma de buscar segurança. Fonte de pesquisa – Site: Brasilescola

Os pais são muito importantes no desenvolvimento dos filhos como leitores, Quando os pais antes da criança dormir contam história, é um momento de interação, transmite confiança e segurança, cria situação de amorosidade e desenvolve uma memória afetiva muito boa. A criança vai resgatar este sentimento de conforto e amorosidade que teve com os pais quando for estudar os livros da escola.

Os livros ajudam na autoestima e na confiança, a participação dos pais no ato de contar histórias reforçam este sentimento. Os pais devem estimular a criatividade da criança na hora de contar uma história. A criança tem conflitos e precisa aprender a se proteger emocionalmente.

Você pode estimular a criança a contar história e também pode entrar na brincadeira. Quando estiver com a criança, procure se tornar mais criança e brincar. “O ritmo de vida hoje é bem diferente do tempo dos nossos pais ou avós. A TV, internet e o videogame acaba ocupando a criança. Quando chega a noite, os pais estão cansados e, em vez de brincar, deixam os filhos vendo TV ou mexendo no computador.

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Paulo Freire

Mapa literário monta cidade de Londres com nome de personagens

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Londres-02

Teca Machado, no BurnBook

Londres é uma cidade que aparece em muitíssimos livros e histórias. Muitos romances, thrillers e dramas já passaram por suas ruas. Por isso Dex, um artista londrino, resolveu fazer um intrincado mapa da capital com o nome de personagens do passado e do presente.

Temos aqui os famosos e os infames. E também os menos conhecidos. Cada personagem foi colocado nos recantos da cidade onde mais gosta de passar ou onde chama de casa”, explica Dex.

Londres-01

Entre outros personagens, estão Sherlock Holmes, Bridget Jones, 007, Harry Potter, Peter Pan, Dorian Gray, Ebenezer Scrooge e muitos mais. É interessante passar um tempo tentando reconhecer os nomes no mapa.

O mapa literário de Londres foi feito pela primeira vez em 2012, mas uma nova edição foi lançada esse mês.

Via Telegraph UK

Após ‘Big Little Lies’, mais livros de Liane Moriarty devem chegar às telas

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Shailene Woodley (Jane), Reese Witherspoon (Madeline) e Nicole Kidman (Celeste) em cena de "Big Little Lies"

Shailene Woodley (Jane), Reese Witherspoon (Madeline) e Nicole Kidman (Celeste) em cena de “Big Little Lies”

 

Felipe Giacometi, na Folha de S.Paulo

Não é tão comum uma série chegar à TV com um elenco recheado de atrizes de peso de Hollywood como foi o caso de “Big Little Lies”, que tem no elenco as vencedoras do Oscar Nicole Kidman e Reese Witherspoon, além de Shailene Woodley, em alta pela saga “Divergente”, e Alexander Skarsgård.

A atração, uma das apostas da HBO para 2017, estreou quase simultaneamente a outros pesos-pesados do canal, como “Girls” e “Last Week Tonight”, de John Oliver.

Outra alavanca para a história que esmiúça os podres da vida de casais aparentemente perfeitos é Liane Moriarty. Sucesso de vendas principalmente nos EUA, a australiana é autora do livro homônimo que rendeu a série, adaptada em oito capítulos. No Brasil, o livro foi traduzido pela Intrínseca como “Pequenas Grandes Mentiras” (R$ 49,90, 400 págs.).

Segundo o jornal britânico “The Guardian”, ela vendeu seis milhões de cópias de suas obras em todo o mundo, embora o reconhecimento em seu país natal só tenha vindo depois da fama que conquistou nos EUA.

A primeira a sondá-la para filmar seus livros foi a também australiana Nicole Kidman (a atriz tem dupla cidadania). “Minha agente disse que Nicole estava em Sydney e queria tomar um café comigo para falar da possibilidade de adaptar o livro. No começo, havia a ideia de fazer um filme, mas depois ficou como uma série”, afirma.

As negociações evoluíram, e a atração foi para a HBO. Acabou filmada na Califórnia, nos oeste dos EUA, embora a trama original se passe em uma fictícia cidade no litoral australiano.

“No fim, [a diferença] é o sotaque”, avalia Moriarty, comparando os dois locais. “Não acho que a série ter sido gravada nos EUA afete muito. O visual é muito parecido com o que eu imaginava e, viajando pelo mundo, vi muita gente dizendo que a história poderia ter acontecido na realidade delas”, diz.

Sobre as diferenças entre palavra escrita e imagem, a autora considera que algumas vezes é mais fácil mostrar com uma filmagem o que os personagens estão sentindo, o que nos livros poderia levar páginas e páginas.

Mas, na série, as personagens precisam falar em voz alta o que estão pensando. Não há os monólogos internos do romance.

Por causa da distância entre EUA e Austrália, Liane não acompanhou de perto as gravações, mas disse ter ficado muito satisfeita com o resultado da adaptação.

“Nicole também é australiana e tem casa em Sydney, então pudemos nos ver e conversar sobre o papel dela. Com Reese, não me encontrei muito, mas quando eu visitei o set, ela foi adorável. Foi uma escolha perfeita para o papel de Madeline.”

ADAPTAÇÕES

Enquanto a trama começa a engrenar na TV -neste domingo (5) vai ao ar o terceiro episódio-, Liane está em casa novamente e com a rotina corrida: começou a escrever outro livro e se prepara para ver outros três de seus romances irem para as telas.

“‘As Lembranças de Alice’ teve o script finalizado, e Jennifer Aniston está ligada ao projeto. Há uma possibilidade de ela interpretar Alice, que eu espero que aconteça”, diz a autora.

“‘O Segredo do Meu Marido’ também está quase pronto. Estão definindo quem vai protagonizar o filme. Também há conversas para ‘Truly Madly Guilty’, que é meu livro mais recente, novamente seja feito pela produtora de Nicole Kidman. Mas essa é uma história bem pequena, então definitivamente não será uma série.”

Liane Moriarty, autora de "Big Little Lies", ao lado de Reese Witherspoon, no tapete vermelho da série

Liane Moriarty, autora de “Big Little Lies”, ao lado de Reese Witherspoon, no tapete vermelho da série

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