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O Susto dos Livros: Quando doenças fatais eram contraídas em bibliotecas

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Livro presente na saga Harry Potter – Reprodução

Nos Estados Unidos e na Europa, milhares de pessoas passaram a temer epidemias presentes em livros

Alana Sousa, na Aventuras na História

Uma onda de pânico aterrorizou os Estados Unidos e a Europa durante o final do século 19 e começo do século 20. A razão inusitada por trás do caso era o medo de doenças mortais que seriam supostamente causadas por livros.

Após a morte da bibliotecária, Jessie Allan, na cidade de Omaha, em Nebraska, as pessoas começaram a acreditar que sua doença teria sido contraída de algum livro, em seu local de trabalho. A verdadeira causa da morte era tuberculose, comum na época, e que viria a assustar moradores por alguns anos.

“Sua morte deu origem a uma nova discussão, a possibilidade de infecção de doenças contagiosas através de livros da biblioteca”, escreveu o Library Journal sobre o caso, publicado pela American Library Association, em outubro de 1895.

Atualmente já quase esquecido, o Susto dos Livros disseminava a ideia de que germes estariam presentes nas obras emprestadas das bibliotecas. O que fazia com que o público ficasse não somente assustados, mas também longe das livrarias públicas.

Em uma época marcada por epidemias como tuberculose e varíola, a ideia de que livros também poderiam trazer doenças fatais causou um surto de ansiedade na população. O escritor Gerald S. Greenberg, que estuda o tema, escreve que havia um medo em “contrair câncer entrando em contato com tecido maligno expectorado nas páginas”.

Não só as pessoas comuns acreditavam no susto dos livros, médicos afirmavam que possuíam conhecimento que os rumores eram reais. Logo o pânico se espalhou para além dos Estados Unidos e tomou conta da Grã-Bretanha.

Foi preciso até mesmo criar uma lei para tratar do problema. No Reino Unido, a Seção 59 da Lei de Alterações sobre Atos de Saúde Pública da Grã-Bretanha. 1907, afirmava: “Se alguém sabe que está sofrendo de uma doença infecciosa, não deve levar nenhum livro ou usar ou fazer com que qualquer livro seja levado para uso em qualquer biblioteca pública ou em circulação”. Nos EUA, haviam alertas promovidos pelos Estados para impedir a propagação de infecções.

Foram realizados estudos para desinfetar os livros, desde usar animais como cobaias até vaporizar as páginas doentes. Assim concluíram que, havia sim um risco, mesmo que pequeno, de infecção pelos exemplares.

Os jornais cobriram a situação com fervor, o que deixava a sociedade com uma “fobia de livros”. Em 1900, a situação chegou em seu ponto extremo. Na Pensilvânia foi interrompida a distribuição de livros. Na Grã-Bretanha, e em partes dos EUA, milhares de obras foram incineradas.

Segundo Greenberg, o pânico foi lentamente diminuindo. Eventualmente as pessoas começaram a notar que os bibliotecários não eram mais afetados que o resto da população. O setor ameaçou organizar protestos para defender as instituições, e de repente os rumores não pareciam tão ameaçadores.

The Outsider, obra de Stephen King, ganhará série pela HBO

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Daniel Estorari, na Torre de Vigilância

A HBO anunciou que está produzindo um seriado de The Outsider, livro de mesmo nome lançado em 22 de Maio de 2018 escrito por Stephen King, um dos autores mais prestigiados das últimas décadas.

Ben Mendelsohn atuará na produção ao mesmo tempo que será o produtor executivo, ao lado de Richard Price, Jack Bender, Aggregate Filmes e Jason Bateman. Até o fechamento dessa matéria, não foi revelado o número de episódios que a primeira temporada terá e quando ela irá ao ar.

Na obra, um policial investiga o caso de um menino desaparecido, que posteriormente é encontrado morto na floresta perto de sua casa. Mas, o que o policial não esperava, era uma força sobrenatural envolvida no caso e que fará de tudo para distorcer a realidade de todos aqueles que habitam a cidadezinha local.

Cantinho da leitura: veja dicas para guardar seus livros ocupando pouco espaço

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shutterstock

O cantinho da leitura é o sonho de todo viciado em livros: siga as digas e crie seu lugar especial gastando pouco

Às vezes, onde você menos imagina, dá para guardar livros sem dor de cabeça

Publicado no IG Delas

Quem gosta de ler está sempre comprando novos livros. O problema, no entanto, é que todo devorador de histórias sofre com a falta de espaço em casa. Pensando nisso, o Delas
resolveu dar algumas dicas para quem deseja criar um cantinho da leitura, mas não faz ideia de onde colocar a querida coleção.

Antes de começar a montar o seu espaço, lembre-se de organizar os livros e separar os que te fazem lembrar alguém. Se achar interessante, presenteie essas pessoas com alguns e facilite a montagem do seu cantinho da leitura
. Pense que quantidade não é qualidade, e com um número menor de livros, encontrar um espaço ideal para guarda-los fica muito mais fácil.

Confira espaços para montar o seu cantinho da leitura

Separamos algumas ideias que estão arrasando no Pinterest com a organização dos livros. Use a criatividade, aproveite para se inspirar e decore a sua casa.

1. Embaixo da escada

Reprodução/Pinterest

Já pensou em ter um cantinho da leitura embaixo da escada? Se houver bastante espaço, coloque almofadas e faça a festa

Caso você more em uma casa com escadas, aproveite esse espaço perdido. Mande embora essa ideia de que passar embaixo dela dá azar e coloque seus livros em prateleiras ou até mesmo em uma mesa. Se o espaço for grande, aposte em um tapete com almofadas e ganhe um local confortável e tranquilo para viajar com suas histórias.

2. Atrás da porta

Reprodução/Pinterest

Pensou que atrás da porta o espaço estava perdido? Que nada! Coloque seus livros lá atrás e arrase na decoração

Caso a escada não seja um espaço viável ou suficiente
, uma dica legal pode ser aproveitar a parede que fica atrás da porta de um dos quartos. O espaço, que geralmente fica vazio, pode ganhar pequenas prateleiras que deixem os livros em pé. Além de ser uma forma inteligente de usufruir o espacinho, não deixa de ser uma decoração para o cômodo.

3. Embaixo da cama

Reprodução/Pinterest

Ler antes de dormir é um hobby da maioria dos devoradores de livros. É difícil encontrar um cantinho da leitura melhor

Ainda pensando nos quartos, uma solução para a falta de espaço pode ser a sua cama. Não, você não vai dormir abraçada com os livros. A ideia, aqui, é coloca-los embaixo do leito. Além de facilitar a leitura na madrugada, os livros embaixo da cama podem ficar bem organizados. Muitas lojas de móveis, inclusive, já estão vendendo camas com uma abertura para eles.

4. Embaixo da mesa

Reprodução/Pinterest

Ganhar espaço colocando livros embaixo da mesa não é uma má ideia. Várias blogueiras estão apostando nisso

Simples e sem segredo algum, as mesas também podem te ajudar nessa missão quase impossível, de construir um cantinho da leitura
com pouco espaço. Livros empilhados embaixo de mesinhas podem, sim, deixarem o espaço fofo e delicado. Caso resolva apostar nessa ideia, porém, não se esqueça de guarda-los em ordem de tamanho. Depois, é só aproveitar para curtir a nova decoração.

Professora é substituída após dar aula sobre religião africana em escola no Ceará

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Professora é substituída após dar aula sobre religião africana em escola no Ceará (Foto: Arquivo pessoal)

Secretaria da Educação de Juazeiro diz que a docente continua nas funções, mas ela está sem dar aulas em escola pública desde 20 de abril.

Publicado no G1

professora de história Maria Firmino, 42, foi afastada da sala de aula na Escola de Educação Infantil e Fundamental Tarcila Cruz de Alencar, em Juazeiro do Norte, no Ceará, após ter dado aula sobre “patrimônio material, imaterial e natural de matriz africana”, em 20 de abril.

A Secretaria da Educação de Juazeiro do Norte informou, por meio de nota, que não foi procurada pela docente e que a profissional continua no exercício das suas funções. Já a professora e funcionários da escola afirmam que ela está fora da sala de aula desde abril.

Maria registrou um boletim de ocorrência sobre crime contra o sentimento religioso na Delegacia Regional de Juazeiro do Norte. A delegacia da cidade apura o caso.

Caso ocorreu na escola Tarcila Cruz Alencar (Foto: Divulgação)

Durante a aula, três alunos alegaram terem sentido mal-estar com o conteúdo da aula. Conforme Maria, o episódio foi uma “trama” feita por outros servidores da escola por não aceitarem uma professora de religião africana na unidade.

“Fiquei assustada, chocada e de coração partido de ter visto aquilo, alunos fazerem parte do que parecia uma trama”, completa Maria.

Segundo a professora, os alunos deixaram a sala dizendo sentir mal-estar e forte dor de cabeça. Nenhum atendimento médico foi solicitado pela escola, segundo a professora. O caso gerou uma manifestação dos pais dos estudantes.

“Quando eu ia saindo na calçada comecei a ouvir gritos de ‘sai satanás’, ‘vou pegar essa feiticeira’, ‘ninguém pode mais do que Deus’. Só via gente descendo de carro, gente olhando, populares vindo”, conta a professora.

Maria afirma que não recebeu apoio da direção ou de funcionários durante o ocorrido.

Com o ocorrido, o advogado da professora foi avisado de que a instituição pretendia transferi-la para o setor burocrático. “Eles estão colocando que eu não tenho mais condição de estar em sala de aula, isso é uma forma de punição. Eu posso até ir [para o setor burocrático], desde que a minha função seja fazer com que as escolas coloquem em prática a Lei de Diretrizes e Bases, que diz que a educação tem obrigatoriedade de ensinar a cultura africana”, ressalta Maria.

Repercussão

O advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Juazeiro do Norte, Rafael Uchôa, acompanhou a educadora até a delegacia regional para registrar o fato. Ele confirma que o caso ganhou repercussão na cidade.

Ao G1, a Secretaria da Educação de Juazeiro alegou não ter tomado conhecimento do ocorrido até o contato da reportagem. No entanto, no boletim de ocorrência registrado pela professora, ela afirma que a secretária da Educação de Juazeiro do Norte, Maria Loreto, compareceu à escola para reunião com o colegiado.

A agente administrativa da escola, Adriana Ricarter, estava no local no dia do ocorrido e foi quem deu assistência às estudantes. Pelo relato dela, a diretora não estava na instituição quando tudo ocorreu, mas um outro responsável, identificado como Cícero, chegou ao local momentos depois. Segundo Adriana, Cícero repassou os fatos à Secretaria da Educação.

Também de acordo com a agente, na segunda-feira seguinte ao caso, um professor substituto foi enviado pela secretaria passou a dar aulas na escola.

Boletim de ocorrência referente a crime contra o sentimento religioso é registrado por professora na Delegacia Regional de Juazeiro do Norte. (Foto: Maria Firmino/ Arquivo Pessoal)

Cultura afro-brasileira

Lembrando a lei federal 11.645, sancionada em 2008, que torna obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena em escolas de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, Maria faz críticas à escola por não cumprir as diretrizes.

“Na aula anterior eu trabalhei a cultura indígena e marquei pra trabalhar as heranças de matriz africana naquele dia. Eu trabalho dentro da lei 11645/08, porém, as escolas não. Aí quando chega no Dia do Índio e da Consciência Negra fazem três desenhos e pregam na parede.”

Maria segue a religião africana candomblé de Angola e tem 20 anos de magistério.

Ela conta que há quatro anos trabalhou na escola Tarcila Cruz de Alencar e pediu transferência após outros professores levantarem um abaixo-assinado contra a permanência dela na instituição. O retorno à escola se deu pela localização mais favorável. A professora mora em Missão Velha, a cerca de 30 km de Juazeiro do Norte.

Tive uma ‘vibração de santo’ dentro da sala de professores. Eles me mandaram procurar um psiquiatra, disseram que eu não tinha capacidade de trabalhar, chamaram o colegiado e assinaram abaixo-assinado pra eu sair de lá”, relata.

Segundo ela, a vibração de santo consiste em receber uma energia que causa estremecimento no corpo e deixa a pessoa sem fala, sem consciência de si e do lugar por um determinado tempo. A docente diz também ter explicado previamente aos colegas de trabalho que poderia passar por isso, já que sentia mal-estar naquele dia.

Antes dos dois episódios na escola de Juazeiro, Maria nunca havia passado por situações semelhantes, mas afirma estar acostumada a lidar com o “preconceito velado”, já que costuma usar adereços que identificam sua ligação com a religião africana, como colares de conta. “Venho sentindo a rejeição nas escolas por onde passo, as piadinhas, o isolamento…”

Academia Sueca confirma vazamento de vencedores do Nobel de Literatura

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Fachada da Academia Sueca, em Estocolmo – JONATHAN NACKSTRAND / AFP

Instituição prometeu reformular regras para evitar incidentes semelhantes

Publicado em O Globo

RIO – A Academia Sueca, responsável pelo Nobel de Literatura, confirmou nesta sexta-feira que os nomes de alguns vencedores passados foram vazados. A instituição prometeu reformular as regras do prêmio.

LEIA MAIS: Nobel vive crise com caso de assédio sexual e vazamento de vencedores

Também disse que as acusações de má conduta sexual envolvendo um homem casado e uma integrante da entidade não eram conhecidas de “forma generalizada” dentro da Academia.

Foi durante a investigação do escândalo sexual contra o fotógrafo Jean-Claude Arnault que surgiram as alegações sobre o vazamento dos vencedores anteriores. Agora, a Academia, fundada em 1786, contratou uma empresa para investigar o incidente.

“A investigação mostra que houve violação de regras de confidencialidade da Academia em relação ao trabalho do Prêmio Nobel de Literatura”, disse a instituição em comunicado.

A fonte do vazamento não foi identificada.

A investigação também mostrou que houve “comportamente inaceitável, na forma de ato íntimo indesejado” por parte do homem. O caso, no entanto, não era “amplamente conhecido” dentro da Academia. O relatório sobre as descobertas será entregue às autoridades.

O advogado de Arnault não comentou o assunto. Em outras ocasiões, ele afirmou que seu cliente nega as acusações.

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