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Arma, choque e socos: veja como a agressão na escola mudou a vida de professores

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Brasil está no topo do ranking da violência contra professores, segundo estudo de 2013 da OCDE. G1 ouviu a história de cinco professores sobre a vida depois do trauma.

Luiza Tenente e Vanessa Fajardo, no G1

Desistir ou insistir? O dilema sobre o que fazer com a carreira foi uma das consequências na vida de professores vítimas de violência no Brasil, país que aparece no topo do ranking global das agressões, segundo a OCDE. Antes da agressão contra Marcia Friggi, professora em Santa Catarina, o G1 já havia reportado dezenas de casos em anos recentes.

Muitas vezes, as vítimas, por medo, não denunciam o abuso que sofreram. Por isso, não há sequer estatísticas atuais sobre o tema.

Abaixo, cinco professores revisitam suas histórias e explicam qual caminho escolheram: desistir ou insistir.

Agressão com arma de choque

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CASO: Em maio do ano passado, o professor Anísio André Santos Júnior foi agredido com uma arma de choque por um estudante dentro de uma escola estadual na cidade de Esplanada, a cerca de 170 km de Salvador. Anísio machucou o nariz e sofreu várias escoriações após cair no chão, por causa da descarga elétrica que recebeu.

“A arma parecia uma lanterna pequena, ele usou no meu braço, eu não vi. Bati meu rosto, me machuquei. Fiquei 15 dias afastado. Dou aulas desde 2005, e, nesta escola, desde 2009. Continuo dando aula na mesma escola [Escola Estadual Celina Saraiva]. Na época, ela deu o apoio que eu precisava.

O aluno foi suspenso até a família se pronunciar, a família apareceu na escola. Ele retornou para a sala de aula, não foi justo eu passar por essa humilhação. Ele era menor, eu entrei com processo, mas parece que foi arquivado no Fórum de Esplanada. Ele era violento, já teve outro problemas. Tinha queixa de professores sobre comportamento dele. Ele voltou para a escola, mas não concluiu o ensino médio. Não sei o rumo que tomou.

“Não pensei em desistir porque escolhi ser professor. Não ia abrir mão do que acredito. Na época pensei em pedir transferência da escola, mas não era justo eu mudar a minha vida por conta de um adolescente que nunca entrou na aula para estudar.”

A violência na sala de aula está muito crescente. Muitos adolescentes estão ali só cumprindo tabela. Fora a agressão psicológica que vivemos constantemente. Sobre este caso da professora de Santa Catarina, e se fosse o contrário? Se a professora tivesse agredido o aluno, provavelmente estaria detida. Que Justiça é essa? Dois pesos e duas medidas?”

Chutes nas costas

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O CASO: Em uma escola estadual de Rio Preto (SP), em março de 2016, Aparecido estava preparando um seminário sobre violência em sala de aula, quando viu um aluno com o celular na mão. Pediu para o estudante guardar o aparelho e ele se recusou. Diante disso, o docente encaminhou o jovem para a direção. O aluno, no entanto, esperou o professor na porta da sala e quando ele saiu, deu chutes e socos nas costas.

“Depois de ser agredido sem motivo nenhum, eu me sinto refém dessa violência que acontece todos os dias. Ainda trabalho na mesma escola, é uma escola de periferia, a diretora faz das tripas coração para tudo correr bem, mas é difícil.

Na semana passada, um professor foi agredido verbalmente. Estou tomando remédio para me acalmar e controlar o emocional, mas nunca precisei de nada disso. Dar aulas está muito difícil. O ECA não protege os professores, estamos abandonados.

Na época, não tive nenhum apoio, precisei pagar um psiquiatra porque o convênio do Estado não cobria. Primeiro abalou meu emocional, depois foi o físico. Fiquei oito meses afastado. Tenho hematoma na perna esquerda. Uma das minhas vértebras foi comprimida pela violência do choque traumático.

Como eu tinha uma hérnia de disco, fisicamente nunca mais fui o mesmo. E na sala de aula nunca mais tive a mesma segurança. Continuo com medo. O menino passou 90 dias recolhido na Fundação Casa, agora está em liberdade, mas eu nunca mais o vi. ”

“Já pensei em desistir de dar aulas. Fica difícil trabalhar em um lugar onde você não tem paz. Eu não estou lá para isso, palavrão eu ouço todo dia.”

Soco de um aluno de 12 anos

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O CASO: Em Rondonópolis (MT), em maio de 2015, a professora Luciene Fátima Carloto, que atuava na coordenação pedagógica, levou um soco de um aluno de 12 anos dentro da instituição de ensino.

“(Após a agressão), tive dois meses de licença médica, sem vontade de voltar. No decorrer do tratamento fui percebendo que um aluno não poderia estragar minha carreira, que foi construída com dificuldades.

É horrível. Uma sensação de impotência. Parece que meu diploma foi rasgado e o mais difícil é saber que as agressões continuam por este país afora. Depois que eu falei publicamente do meu caso, parece que outras professoras resolveram falar também. Não falavam antes por vergonha ou por acreditarem que nada acontece??? As agressões são constantes, não digo apenas da física, mas principalmente da verbal.

“Quase que diariamente os professores são xingados pelos alunos, infelizmente ocorre uma distorção de educação e respeito. Os pais estão transferindo a educação familiar para a escola.”

Minha família deu apoio, sempre preocupada com meu estado emocional. Depois da licença médica, voltei e ao término do ano fui convidada pelos pares a candidatar à direção da escola, assim eu fiz e estou na direção desde 04/01/2016. Algumas pessoas falaram para eu aposentar, já que faltava pouco tempo, mas resolvi voltar e sempre fui tratada por todos com bastante cuidado.

Na escola, o caso foi tratado com muito cuidado e delicadeza, os pais ficaram emocionados com minha narrativa, pois expus em reunião geral antes de sair de licença. Eles precisavam ouvir de mim como tudo aconteceu, pois infelizmente alguns canais da imprensa acabam distorcendo algumas coisas. Nunca fui chamada para depoimento na delegacia. Apenas em uma ocasião no conselho tutelar, não fiquei bem, meu corpo tremia muito. Não sei por onde anda o menino. O final dessa história quem colocou um ponto final fui eu.”

Ameaçada por aluno armado

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O CASO: Em 2009, Rosemeyre de Oliveira foi ameaçada por um aluno armado em uma escola estadual de São Paulo (SP). Não conseguia mais voltar para a sala de aula, então procurou tratamento psiquiátrico e foi afastada. Depois de várias licenças médicas, desistiu de exercer a função de professora e pediu para ser readaptada. Desde então, trabalha na secretaria de um colégio estadual. Em dezembro, encerrará seu doutorado sobre professores readaptados.

“Em 2009, fui ameaçada por um aluno traficante, que estava armado dentro da escola. Depois disso, tentei várias vezes voltar para a sala de aula, mas não consegui. É progressivo. Eu ia trabalhar às 18h, mas chegava o meio-dia e eu já começava a ficar nervosa. Passei a nem atravessar a rua mais. Tive síndrome do pânico.

Até eu notar que precisava de ajuda, demorou um pouco. Fui à psiquiatra e ela me afastou. Na primeira consulta, eu só chorava, nem conseguia dizer que era professora. Foram licenças e afastamentos de 45 a 60 dias. Acabava a licença e eu não conseguia voltar. Até que decidi jogar a toalha e ser readaptada. Isso acontece com professores afastados, que voltam para ocupar uma nova atividade profissional, não mais em sala de aula. Eu, por exemplo, passei a trabalhar na secretaria de outra escola, cuidando dos prontuários dos alunos.

“A gente não é respeitado quando é readaptado. É assédio atrás de assédio. Vira só a “tia da secretaria”, nem os colegas me veem como professora. Todos acham que estou fazendo corpo mole, fingindo que não consigo dar aula.”

Nas redes sociais, vi que vários outros professores readaptados passavam por constrangimentos – então decidi estudar sobre isso. Entrei no doutorado na PUC-SP, em linguística aplicada, para investigar os sentidos e os significados do trabalho do readaptado. Defendo minha tese ainda nesse ano.

Casos como o meu vão continuar acontecendo, porque não existe punição para o aluno. Ele sabe que no máximo vai ser transferido para outra escola ou suspenso por alguns dias. Mas o professor não consegue mais voltar para uma sala de aula.”

Tiros na saída da escola

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O CASO: Em outubro de 2012, M.L. foi abordada por um ex-aluno e por outros dois adolescentes no estacionamento da escola municipal onde lecionava, em São Paulo. Os jovens anunciaram que roubariam o carro da professora. Um deles disse “hoje você vai morrer” e atirou duas vezes em direção à cabeça da docente, mas a arma falhou. Na terceira tentativa, M.L. foi atingida na coluna. Ela foi operada para retirar a bala e tem sequelas motoras, neurológicas e psiquiátricas.

“Entrei em depressão pós-traumática depois da cirurgia. Não sei o que teria sido de mim sem meu apoio familiar. Porque não tive nenhuma assistência do Estado. Foi humilhante. Fiz quatro perícias, tenho toda a documentação e o Estado continua dizendo que devo R$ 14.800,00 – eles não consideram minhas licenças médicas, então querem me penalizar como se eu tivesse faltado no trabalho. Estou processando a prefeitura, pelos danos morais e materiais para pagar meu tratamento, e o Estado, para conseguir minha aposentadoria.

Não consigo ir para lugar movimentado, passeata, show. Só saio durante o dia, em lugar protegido. O professor não tem estrutura para exercer sua profissão – não tem apoio psicológico ou emocional.

Soube que os meninos que me assaltaram foram para a Fundação Casa na época. Três meses depois, foram soltos. Acho que um deles chegou a ser preso quando completou 18 anos, mas não tenho certeza. Se eu os desculpo? Sim, desculpo. Mas o trauma que isso me causou, eles não têm noção.

Sinto que a dor poderia ter acabado na hora do tiro. Pensei em me matar várias vezes, sou uma suicida em potencial. ”

“As pessoas não imaginam o que acontece na escola pública. Apesar disso tudo, não me arrependo de ter investido na área de educação. Nasci para dar aula. É uma pena que isso não tenha sido valorizado.”

UFRJ recupera 12 dos 423 livros roubados da universidade

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Publicado na Isto É

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiu recuperar doze livros das 423 obras que foram roubadas da Biblioteca Pedro Calmon, pertencente à instituição. Por meio de nota divulgada nesta noite, a UFRJ disse que pediu apoio da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph), da Polícia Federal (PF), para reincorporar ao acervo três obras interceptadas a caminho da Europa e que agora estão sob a guarda do órgão em São Paulo. “São livros dos séculos 17 e 18 sobre medicina e história natural. Mais nove obras já foram reincorporadas pela biblioteca”, informou a nota.

Como parte das investigações sobre o roubo de 303 livros raros e mais 120 obras do acervo da instituição, dois agentes da Delemaph visitaram hoje (5) a biblioteca, após terem participado de uma reunião ontem com representantes da universidade. A reitoria pretende acionar órgãos internacionais para reaver o patrimônio.

A UFRJ informou que apresentou à PF os resultados da sindicância interna que começou em novembro do ano passado e terminou em março. Por causa da gravidade do caso, a reitoria da universidade abriu, esta semana, uma nova sindicância, “para documentar de forma precisa o acervo subtraído e apurar responsabilidades”. Segundo a instituição, este foi o primeiro caso de roubo na Biblioteca Pedro Calmon, que desde 1950 guarda o acervo.

A universidade afirmou também que, após o registro do furto, adotou práticas para reforçar os mecanismos de segurança já existentes, em especial os relativos à proteção de acervos raros.

MEC divulga edital do Enem 2017; veja datas, regras e mudanças

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MEC divulga edital do Enem 2017; provas acontecem nos dias 5 e 12 de novembro

Publicado no Universia Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (10) o edital oficial do Exame Nacional do Ensino Médio 2017 (Enem) que contém todas as regras e instruções que os candidatos devem saber para realizar o exame.

De acordo com o edital, as inscrições para o Enem 2017 começam a partir das 10h do dia 8 de maio e terminam às 23h59 do dia 19 de maio (horário de Brasília), devendo ser feitas exclusivamente no Portal do Participante, dentro do site do Inep. O valor da taxa de inscrição será de R$ 82 e deve ser pago no Banco do Brasil por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU simples), em agências bancárias, dos correios ou casas lotéricas até o dia 24 de maio. O prazo para o pagamento da taxa não será prorrogado e a inscrição só será confirmada após o mesmo.

Para dar início à inscrição, o estudante deve informar o número do seu CPF e do RG. Também será preciso informar um telefone (pode ser fixo ou celular) e um endereço de e-mail. É pedido que o usuário crie uma pergunta e uma resposta de segurança para caso necessite recuperar a senha. Veja a seguir as datas, estrutura, cronograma, critérios de avaliação e mudanças:

ISENÇÃO DA TAXA

Como já havia sido anunciado anteriormente, os cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal serão isentos da taxa de inscrição. Ainda segundo o documento, a isenção da taxa de inscrição do Enem é válida para todos os estudantes da rede pública e também para participantes que declararem ser membros de famílias de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

ATENDIMENTO ESPECIAL

O Enem oferece atendimento especializado e específico para candidatos que declararem, no ato da inscrição, ser portador de alguma necessidade especial. Pela primeira vez, estudantes surdos terão acesso às questões do Enem traduzidas na Língua Brasileira de Sinais (Libras) via vídeo. Serão disponibilizadas salas adaptadas para os participantes, que deve indicar na inscrição se deseja participar. Também estarão disponíveis tradutores para esclarecer dúvidas pontuais.

A solicitação de uma hora a mais de exame – antes feita mediante o preenchimento de um formulário – agora será realizada na inscrição, com a apresentação de laudo comprovatório da deficiência ou condição necessária. Ainda será oferecido atendimento a pessoas com baixa visão, cegueira, deficiências físicas, auditivas, intelectuais, dislexia, autismo ou outras condições especiais. O atendimento específico, por sua vez, é oferecido a gestantes, lactantes, idosos e estudantes em classe hospitalar

CARTÃO DE CONFIRMAÇÃO

Desde 2015, o MEC suspendeu a entrega do cartão de confirmação do Enem via correio (versão impressa). Para realizar a consulta do seu local de prova, o aluno deve verificar no site oficial do Enem. Vale lembrar que o cartão contém, além do local, o número da inscrição, a data, o horário, a indicação de atendimento especial (se necessário) e opção escolhida para a prova de língua estrangeira. A partir de 2017, o Enem deixa de ser um certificado de conclusão do Ensino Médio.

AS PROVAS

Como já havia sido anunciado, as provas do Enem 2017 passam a ser em dois domingos e acontecerão nos dias 5 e 12 de novembro. A prova do primeiro domingo, que terá a duração de 5 horas e meia, contará com a redação e provas de linguagem, código e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. As provas de matemática e ciências da natureza e suas tecnologias acontecerão no segundo domingo e terão 4 horas de duração. Em ambos os dias, os portões abrem pontualmente às 12h e fecham às 13h. O início das provas está previsto para às 13h30. É recomendado que o candidato chegue com ao menos uma hora de antecedência ao local da prova.

SEGURANÇA DA PROVA

Outra novidade é a utilização de cadernos de questões personalizados com o nome e o número de inscrição dos alunos. Não será mais preciso que o aluno identifique a cor da prova recebida. Os cartões de resposta encartados também levarão os dados do candidato. Os quatro cadernos diferentes, identificados por cores, serão mantidos.

REDAÇÃO NO 1º DIA DE PROVA

O MEC mudou o dia da prova de redação. Antes, ela era cobrada no segundo dia, junto com as 45 questões de matemática e as 45 de linguagens. Agora, redação, linguagens e ciências humanas serão os temas do primeiro domingo (5/11). Com isso, o primeiro dia de provas passa a ter duração de cinco horas e meia de prova. Uma semana depois (12/11) será feita a prova de matemática e ciências da natureza, com quatro horas e meia para realização.

O QUE LEVAR

O candidato deverá levar uma canta esferográfica de cor preta e feita em material transparente e um documento original com foto. Será permitido que os estudantes levem alimentos, porém, recomenda-se que os mesmos sejam leves e, caso venham em potes, que estes sejam transparentes.

O QUE NÃO PODE LEVAR

Não será permitido ao candidato levar lápis, lapiseira, caneta fabricada por material não transparente, borracha, livros, manuais, anotações e quaisquer dispositivos eletrônicos (calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, smartphones, tablets, ipods, pen drives, mp3 ou simular, gravadores, relógios, alarmes de qualquer espécie ou qualquer transmissor, gravador ou receptor de dados, imagens, vídeos e mensagens).

Além disso, durante as provas, não pode usar óculos, chapéus, bonés, viseiras, gorro ou simulares. Também está proibido ausentar-se em definitivo da sala de provas antes de decorridas duas horas do início das provas.

FIM DO RANKING DO ENEM POR ESCOLA

O MEC informou que não haverá mais o resultado do Enem por escola – dado que costuma ser disponibilizado anualmente. Por meio do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), as instituições públicas e privadas poderão saber suas classificações em relação a outras escolas do país. Conforme explicou a presidente do INEP, Maria Inês Fini, caso um colégio não queira participar dessa avaliação não terá o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

25 estantes criativas para guardar seus livros

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publicado no Brasil Post

Qualquer maníaco ou maníaca por livros sabe: chega uma hora que você não sabe mais onde guardá-los. Ou, caso você queira apenas dar aquela reformulada na decoração de casa, aí está outra oportunidade de dar atenção aos livros. Nada como fazer isso com criatividade.

Estantes circulares, no encanamento exposto ou em formato de árvore são alguns exemplos de como você pode dar um tratamento lúdico a seus queridos livros – a galeria abaixo vai te ajudar nisso.

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Livros didáticos são encontrados ainda embalados em lixão em MT

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Material seria usado em escolas públicas do município de Nova Xavantina.
Responsável deve responder por dano contra o patrimônio público.

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Publicado em G1

Centenas de livros didáticos foram encontrados nesta terça-feira (8) descartados em um lixão no município de Nova Xavantina, a 651 km de Cuiabá. Os materiais, de várias disciplinas, eram destinados ao ensino público estadual e muitos ainda estavam embalados. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, os livros estavam fora da validade, mas que ainda não csabe quem fez o descarte. A Polícia Civil investiga o caso.

O material didático foi achado após uma denúncia anônima feita à Polícia Militar, que enviou o caso para a Polícia Civil. Por volta de 10h da manhã desta terça-feira, uma equipe se deslocou até o lixão, que fica a cerca de 4 km da cidade, e encontrou os materiais.

De acordo com o delegado Sidarta Vidigal de Almeida, o número de livros é incontável. “Enchemos quatro porta-malas de viaturas com os livros. Me assustou a quantidade, que chega a ser difícil de contar”, relata.

O delegado comentou que, apesar da validade ultrapassada, jogar o material naquele local configura crime. “Com certeza, a pessoa responderá por crime de dano conta o patrimônio público. O lixão da cidade nem realiza reciclagem, ou seja, não é mesmo o lugar correto para se jogar fora esse material didático”, afirma.

Ele explica que os motivos pelos quais os livros não foram entregues, de onde vieram e quem autorizou e realizou o descarte devem ser investigados.

Segundo o assessor pedagógico de Nova Xavantina, Cleibemar Ramo dos Santos, o órgão não tinha conhecimento do caso e deve auxiliar as investigações. “Fizemos o boletim de ocorrência na polícia porque também queremos saber quem fez isso. Apesar de serem livros fora da data de validade, pois encontramos livros de 2008 a 2012 lá, a pessoa não sabe que não deve descartar o material. Nós temos a recomendação de incinerar ou reciclar livros antigos”, aponta.

As escolas recebem o material diretamente do governo federal, com etiqueta contendo os nomes das escolas. Nesse caso, foram achados alguns materiais de unidades educacionais do município de Água Boa, cidade a 736 km de Cuiabá.

“Nem os diretores das escolas estavam sabendo do caso. Por isso, acredito que, possivelmente, alguma empresa que realiza reciclagem tenha adquirido esses livros e por algum motivo jogado fora dessa forma irregular”.

Todo o material está armazenado em uma biblioteca da Secretaria Municipal até a conclusão da investigação.

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