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Renda familiar será critério de desempate em vestibulares

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Candidatos com condições financeiras inferiores terão prioridade de matrícula

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Publicado em Universia Brasil

A presidente Dilma Rousseff sancionou, nesta quinta-feira (5), uma lei que estabelece que a renda familiar do candidato servirá como critério de desempate em vestibulares de instituições públicas de ensino. A nova medida altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União (DOU), em caso de empate no processo seletivo, as instituições públicas de ensino superior darão prioridade de matrícula ao candidato que comprovar renda familiar inferior a dez salários mínimos ou àquele que tiver a menor renda.

A nova lei já está em vigor e deve valer para os próximos processos seletivos de acesso á educação superior.

Caetano Veloso dá bronca em sua equipe por ‘erro idiota’ de crase

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Cantor deu ‘aula de português’ aos responsáveis por suas redes sociais.
Post de 11 de junho tinha a expressão ‘homenagem à Bituca’.

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Publicado no G1

A produção de Caetano Veloso publicou nesta terça-feira (23), no Facebook, um vídeo no qual ele dá uma bronca na equipe que cuida de suas redes sociais. Motivo: mau uso da crase. “Um erro chato, eu não gosto desse erro. Acho idiota”, diz ele após explicar por que o acento não deveria ter sido usado na construção “homenagem a Bituca”. O equívoco estava na legenda de uma foto publicada no Facebook em 11 de junho.

O “Bituca” em questão é Milton Nascimento. A imagem do post mostra justamente um encontro de Milton e Caetano durante um show da banda Dônica. Um dos integrantes é filho de Caetano.

“Até os linguistas estimulam [o uso equivocado da crase], dizendo que não deve ligar para crase, que deve deixar… Nada! Nada de deixar. Tem que saber português e trabalhar bem a língua portuguesa no Brasil! Tem que ter responsabilidade!”, finaliza ele.

A pessoa que está filmando, então, responde: “Sim, senhor. Vamos tentar melhorar, prometo. A produção falhou”.

Explicação gramatical

Sérgio Nogueira, colunista de língua portuguesa do G1, explica que a crase é a junção de uma preposição com o artigo definido feminino (“a” mais outro “a”).

Quem faz homenagem sempre faz homenagem “a” alguma coisa ou “a” alguém. A preposição é uma exigência do substantivo “homenagem”.

No caso de “homenagem à música brasileira”, por exemplo, é como se falássemos “homenagem a a música”. O segundo “a” é o artigo definido que antecede o substantivo, também feminino, “música”.

Por que no caso do “Bituca” a crase é impossível? Simples: Bituca é Milton Nascimento, é masculino. É impossível haver artigo feminino antes do Bituca. Se houvesse, seria o artigo masculino “o”. Nesse caso, seria “homenagem ao Bituca”.

Após acordo confidencial com Luciana Gimenez, editora suprime trechos de biografia de Jagger

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Autor protesta contra ‘censura’ no livro ‘Mick — A vida selvagem e o gênio louco de Jagger’

Livro deveria ter chegado às livrarias brasileiras em 2013, mas teve lançamento adiado depois que a Objetiva resolveu submeter o texto aos advogados da apresentadora de TV - AFP PHOTO/ANDREW COWIE / AFP PHOTO/ANDREW COWIE

Livro deveria ter chegado às livrarias brasileiras em 2013, mas teve lançamento adiado depois que a Objetiva resolveu submeter o texto aos advogados da apresentadora de TV – AFP PHOTO/ANDREW COWIE / AFP PHOTO/ANDREW COWIE

Maurício Meireles, em O Globo

A novela das biografias ganha mais um capítulo — até agora sem final feliz para quem é favorável à publicação de obras sem autorização dos biografados. O livro “Mick — A vida selvagem e o gênio louco de Jagger”, escrito pelo jornalista americano Christopher Andersen e que a editora Objetiva planeja lançar no Brasil em janeiro, vai chegar às prateleiras com algo a menos que a versão em inglês, lançada em 2012: após negociação com a apresentadora Luciana Gimenez e seus advogados, a editora suprimiu partes da obra que se referem à ex-modelo. O motivo, naturalmente, foi o medo de um processo.

Procurada, Luciana afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só vai se manifestar quando o livro sair. Ela ainda não leu a versão com os cortes, como prevê o acordo. Em nota, a Objetiva diz que, durante todo o processo de edição do livro, “encaminhou ponderações do advogado de Luciana ao autor.” A editora afirma ainda que os “ajustes” aceitos pelo biógrafo “foram poucos”, mas que “não pode abrir os detalhes dessa negociação, até porque o acordo foi feito sob a premissa de confidencialidade”.

“Censura é censura”

Apesar de a editora informar que as alterações foram poucas, Andersen, autor também de “Jagger: unauthorized” (1993), diz-se indignado. Ele também não revela o que foi suprimido.

— Fiquei chocado ao saber que o Brasil proíbe biografias não autorizadas. Como o país pode ser uma sociedade livre sem saber a verdade sobre suas figuras públicas? — protesta o autor. — Depois de 45 anos de carreira e 33 livros, aprendi que a maioria das celebridades mentiu por tanto tempo sobre a própria vida que esqueceu o que é real. Em nenhuma edição estrangeira de meus livros trechos foram suprimidos. A verdade é a verdade. Censura é censura. Qual é o próximo passo, fogueiras de livros? Essas celebridades que defendem causas liberais e depois tentam controlar tudo o que é escrito sobre elas são muito hipócritas. Cada sílaba da biografia é real.

O motivo da polêmica é a relação que Luciana Gimenez manteve com o cantor enquanto ele ainda era casado com a modelo e atriz Jerry Hall. Do caso dos dois, nasceu Lucas Jagger, hoje com 15 anos.

O nome de Luciana é citado 55 vezes na versão original. A primeira é para descrever a noite em que os dois se conheceram, numa festa do empresário Olavo Monteiro de Carvalho, em abril de 1998. O biógrafo escreve que Jagger passou a noite “sussurrando” no ouvido de Luciana, até os dois saírem para o jardim da casa para “meditar”.

Andersen menciona uma entrevista que fez com Lars Albert, citado como amigo de Luciana. Albert diz que ela parou de tomar anticoncepcionais porque “sonhava em ser mãe” e por achar que assim Jagger deixaria a mulher. A biografia afirma que, após mais de um ano de briga judicial, Luciana e Jagger assinaram um acordo pelo qual o roqueiro pagou a ela US$ 5 milhões, mais US$ 25 mil mensais de pensão alimentícia.

A base de dados do site “Publisher’s Lunch”, com negociações editoriais do mundo inteiro, mostra que os direitos da biografia foram comprados pela Objetiva em 2012, após um “pre-empt”. Isso significa que, apostando no potencial da obra, foi oferecido um valor para impedir que o livro fosse a leilão. A ideia inicial era publicá-lo em janeiro de 2013, mas o imbróglio atrasou o lançamento.

Os cortes no texto original começaram no mesmo ano da compra, quando o biógrafo publicou um artigo no jornal “Daily Mail” em que dizia que Luciana havia sido atriz pornô, o que não é verdade. A afirmação circulou amplamente nos sites de fofoca brasileiros, culminando em uma retratação do “Daily Mail” e do próprio autor.

A biografia original, na verdade, não se refere à apresentadora como atriz pornô, mas à sua mãe, Vera Gimenez, como atriz de soft porn, expressão que define filmes com cenas eróticas, mas sem sexo explícito. Vera protestou na época. Segundo a base de dados da Cinemateca Brasileira, a mãe da ex-modelo esteve em filmes como “Por que as mulheres devoram os machos?” (1980) e “Marido que volta deve avisar” (1976), classificados pela instituição sob o gênero “erotismo”.

A supressão de trechos do livro vem à tona num momento em que tramita no Brasil a Lei das Biografias, que permite a produção e publicação de biografias sem autorização dos biografados e que aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O relator do projeto, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), resolveu recentemente adiar a votação em busca de maioria, por acreditar que o PL não seria aprovado. Ele propôs a supressão de uma emenda feita na Câmara que entrega aos juizados especiais cíveis a competência para julgar casos de biografados ofendidos. Ao mesmo tempo, o mercado aguarda o voto da ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, relatora da ação direta de inconstitucionalidade movida por editoras para derrubar os artigos do Código Civil que, na prática, impedem a publicação de biografias não autorizadas.

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