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Apaixonada por livros e leitores

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Curitibana forma corrente de leitura com sua empresa de locação. É só telefonar que ela entrega o livro em casa

Adriana Czelusniak, na Gazeta do Povo

Lígia da Silva Maldonado, proprietária da Ligue Livros (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Lígia da Silva Maldonado, proprietária da Ligue Livros (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Depois de uma carreira como técnica de enfermagem e como assistente social em hospitais psiquiátricos, Lígia da Silva Maldonado, 54 anos, resolveu unir a vontade de ajudar as pessoas com a paixão que sempre teve pelos livros. Aproveitou a experiência de um período de trabalho em livrarias e criou o próprio negócio, a Ligue Livros, há 24 anos, com a missão de incentivar a leitura. Os clientes pagam uma taxa trimestral ou semestral, pedem os livros por telefone ou e-mail e os recebem em casa. Depois de lidos, são devolvidos e um novo pedido já pode ser feito.

Em um país onde as pessoas dedicam pouco tempo aos livros – em média, apenas dois são lidos por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro –, a Ligue Livros cumpre um papel importante como difusor de leitura. Lígia consegue fazer compras diárias de novos títulos e manter o acervo sempre atualizado.

Mas ela não se restringe apenas às operações de pedidos e trocas dos 18 mil livros que reuniu. Como lê o tempo todo e atende pessoalmente cada pedido, se tornou uma espécie de guia de leitura para os 1.760 clientes – mulheres acima dos 40 anos, em sua maioria. “Consigo divulgar autores e livros que não são tão divulgados pela mídia. E temos à disposição desde edições esgotadas de clássicos até todos os últimos lançamentos do mês”, diz.

Fidelidade

O atendimento próximo e frequente também acaba fidelizando o cliente, que se não quiser não precisa se preocupar nem em escolher qual livro vai ler entre tantas opções de romances em geral, romances históricos, policiais, espionagem, suspense, terror, ficção científica, esotéricos e em outros idiomas. “Se tenho sucesso nas indicações, o leitor fica estimulado e lê mais, o que garante a satisfação com o serviço. Perguntam-me como consegui indicar um livro que tem tudo a ver com o momento. Acho que essa sensibilidade de perceber o que faz bem para cada pessoa vem da minha formação de assistente social”, conta.

Outros “mimos” sem taxas adicionais que agradam a clientela são a possibilidade de pedir mais de um exemplar por vez em período de férias ou feriados e o envio de livros infantis para quem tem filhos. Há quatro anos Lígia resolveu experimentar a locação de DVDs, mas decidiu continuar somente com livros. “Não conseguíamos acompanhar a aquisição dos lançamentos no ritmo das grandes locadoras e com a expansão das tevês a cabo e da internet ficou inviável continuar”, explica.

Aprovado

Associados dão nota 10 para o serviço

A jornalista Roseli Abrão é cliente do Ligue Livros há 20 anos e é considerada pela própria Lígia como uma “leitora voraz”, pois a cada semana lê ao menos três livros. “Não tenho ideia de quantos títulos já li, mas se são uns cem por ano durante 20 anos, faça a conta”, provoca. Roseli diz que se não fosse pelo serviço não teria lido tanto, pois falta­-lhe tempo para ir a livrarias.

Outra cliente é a auxiliar financeira Regina Maria Prim, 58 anos. Ela conta que foi sócia da Best Sellers Club, a primeira locadora de livros de Curitiba. Ao saber que Lígia havia montado a própria livraria, Regina adotou o serviço, em 1998. “Ela promoveu a evolução na locação. É muito prático. Depois de tanto tempo, a Lígia já sabe o estilo e os autores que eu gosto e ela escolhe o que mandar. Se não gosto do livro, é só avisar que ela troca.”

Regina considera mais vantajoso ter um serviço assim, já que lê três livros por mês e desta forma não precisa nem de um lugar para armazená-los. Pela sua conta já foram quase 600 títulos alugados pela Ligue Livros. Mas as vantagens não estão apenas na grande variedade de obras disponíveis e na praticidade de retirada e entrega. “Tem também o fato de a Lígia ser muito simpática. Já aconteceu de ligar para pedir uma troca e a gente ficar um tempão batendo papo”, diz.

Em Curitiba é possível alugar livros pelo telefone e internet
Os clientes pagam uma taxa trimestral ou semestral, pedem os livros por telefone ou e-mail e os recebem em casa. Quanto mais rápido lerem, mais trocas são feitas. São 18 mil livros no acervo e cerca de 1.700 clientes cadastrados.

Serviço

Contato com a Ligue Livros pelos telefones (41) 3367-2466 e 3367-3544, e-mail: [email protected] e site www.liglivros.com.br.

dica do Chicco Sal

Livros nas tubotecas se esgotam em menos de três horas após reposição

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Com o crescimento da demanda, prefeitura prepara campanhas para aumentar doações de livros

Em menos de três horas, livros repostos somem das prateleiras das Tubotecas (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Em menos de três horas, livros repostos somem das prateleiras das Tubotecas (Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

Rafael Neves, na Gazeta do Povo

De segunda a sexta, perto da hora do almoço, equipes da Fundação Cultural de Curitiba (FCC) percorrem a cidade repondo as prateleiras das sete Tubotecas – bibliotecas informais instaladas em estações-tubo do transporte coletivo.

Apesar de cada uma ter capacidade para guardar até 150 livros, o acervo de mais de 27 mil obras não tem sido suficiente. Menos de três horas após a reposição, segundo a FCC, as prateleiras já ficam vazias novamente

“No começo da campanha, imaginamos que o volume de retirada de livros por tubo, a cada dia, seria cerca de 30 livros. Hoje, mais de três meses depois – [as tubotecas foram instaladas no dia 28 de março] -, descobrimos que este potencial é três vezes maior”, explica o Presidente da FCC, Marcos Antonio Cordiolli. Segundo o presidente, esta demanda inesperada faz com que, às vezes, o usuário encontre as prateleiras vazias.

O objetivo da FCC, de acordo com Cordiolli, é chegar a um acervo de cem mil livros, que circulem nas mesmas sete tubotecas que já existem. Para isso, a prefeitura deve lançar em menos de um mês uma campanha para aumentar o número de doações de obras.

“Não sabemos exatamente quantos livros estão sendo adquiridos, já que muitos são depositados informalmente nos tubos e não é feita a contagem diária”, explica o presidente. “Mas sabemos que o número ainda não é muito alto”. No Prédio Central da Prefeitura, maior núcleo de doações, a FCC informa que recebe entre 20 e 30 livros por dia.

A campanha projetada pela fundação quer elevar as doações entre cidadãos e também com empresas. Entre as ações planejadas, a FCC vai implantar pontos de recebimento de livros em estabelecimentos comerciais, promover publicidade na internet e nos ônibus e colocar marcadores nos próprios livros incentivando as doações.

Cordiolli explica que o objetivo não é apelar para que os usuários devolvam os livros mais rapidamente. “Temos percebido que as pessoas demoram a restituir as obras justamente porque passam mais tempo com elas. As tubotecas foram pensadas de forma que o leitor possa ficar com o volume por quanto tempo desejar”, garante o presidente.

dica do Jarbas Aragão

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