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Mudanças no Jabuti deixam autores e editores revoltados

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Para Roger Mello, colocar a ilustração infantil em categoria técnica é desconsiderar o potencial da linguagem
(foto: Arquivo Pessoal/Divulgação.)

Reações provocam a renúncia do curador

Nahima Maciel, no Correio Brasiliense

As mudanças anunciadas pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) para a 60ª edição do Prêmio Jabuti, em maio, ganharam repercussão que resultou na renúncia do curador, Luiz Armando Bagolin, e ameaça de boicote entre os autores e editores. Nas redes sociais, muitos revelaram que desistiram de inscrever seus livros este ano, em resposta à decisão da CBL de não voltar atrás no novo regulamento.

Entre as mudanças no prêmio, um dos mais tradicionais de literatura do Brasil, estão a fusão das categorias infantil e juvenil e a transferência de ilustração para Livro, categoria técnica que abrange ainda Projeto Gráfico, Impressão e Capa. A novidade desagradou a autores e artistas que trabalham com literatura infantojuvenil. Eles acusam a CBL de ignorar as especificidades da produção para jovens e crianças e a diferença entre a ilustração técnica e aquela carregada de simbologia e narrativa.

Autora de mais de 40 livros, boa parte deles infantojuvenis, Marina Colasanti diz que ficou muito surpresa com as novas regras do Jabuti. Ela recebeu um comunicado da editora Brinque-book, pela qual publica alguns livros, sobre a decisão de não participar do prêmio este ano. “Não há uma pessoa na área que não tenha se surpreendido, que não seja contra essas modificações”, garante Marina.

Segundo ela, a CBL cometeu um equívoco ao juntar as categorias infantil e juvenil. “É um desconhecimento do que seja a literatura infantil como suporte para a estruturação da leitura. Essa estruturação se dá por etapas com o livro infantil, o juvenil e o adulto. Juntar dois desses degraus é absurdo”, lamenta. “O raciocínio seguramente foi: ‘a área tem três prêmios, vamos tirar dois’. Mas a área não tinha três prêmios. A área é composta de três segmentos, e cada segmento tinha um prêmio. Não entender isso é desconhecer a área.”

Uma das justificativas da CBL para a redução das categorias é a extensão da cerimônia de premiação, muito longa e enfadonha. “Mas o meio que se encontra para fazê-lo testemunha um preconceito contra a literatura infantil e juvenil que perpassa toda a literatura. Esse preconceito existe, embora o mercado seja muito favorecido pelo segmento”, diz Marina. Para Paula Pimenta, autora que é febre entre jovens leitoras, a fusão não deveria ter ocorrido.

“São duas categorias diferentes e acho injusto que entrem em uma mesma avaliação. Não tem como equiparar um livro de 20 páginas, ilustrado, com um de 200 em texto corrido. Cada um tem suas qualidades, é como colocar dois produtos diferentes para concorrer em um mesmo segmento, gera uma comparação indevida”, diz Paula.

Na carta em que renuncia ao cargo, Bagolin acusa os autores e editores de defenderem interesses pessoais e mercadológicos: “Mas o que realmente importa em minha divergência é alertar para o fato de que há indivíduos que estão agindo contra o novo projeto apenas para defender interesses pessoais e comerciais e não pela possibilidade de prestar uma colaboração desinteressada ao Prêmio Jabuti”. Ele diz que a CBL tem perfeito conhecimento das diferenças entre a produção infantil e juvenil e cita o maior prêmio da área, o Hans Christian Andersen, que tem apenas a categoria infantojuvenil, como referência.

“Não há que eu saiba atualmente nenhum manifesto ou mobilização de nossos autores, ilustradores e editores para que haja uma mudança no Hans Christian Andersen. Ao contrário deste prêmio, contudo, o Jabuti não é voltado exclusivamente seja à literatura infantil, seja à juvenil, seja à ilustração infantil”, escreve. Este ano, Jabuti ficará sem curador.

Marina Colasanti: “Não há uma pessoa na área que não tenha se surpreendido, que não seja contra essas modificações”
(foto: Divulgação )

O escritor Alexandre Castro Gomes, autor de livros infantis, lembra que o gênero já ganhou três Hans Christian Anderesen, o Nobel da área, e é reconhecido no mundo inteiro, mas sofre no Brasil. “A gente não pode exigir nada do Jabuti, porque o prêmio não é nosso, mas a gente pode defender a literatura infantojuvenil. Como pode eles estarem defendendo a formação de leitor quando o jovem leitor está perdendo espaço? Acho que isso é um reflexo de querer didatizar a literatura e a arte, de querer colocar todo mundo na mesma caixa”, diz.

Preconceito

Para Tino Freitas, autor de Brasília, a junção das categorias representa ainda um preconceito em relação ao livro para crianças e jovens. “Por ser infantil, é colocado como pueril e fútil. Infantil e juvenil são dois estilos completamente distintos. É impossível pensar como se fosse uma categoria só. É como premiar romance com poesia”, sugere.

A polêmica começou há quase um mês, quando Volnei Canônica, especialista em infantojuvenil e autor de uma coluna sobre o tema no site Publishnews, criticou as mudanças no prêmio em dois textos nos quais argumenta, também, sobre os critérios de avaliação expressos no regulamento. Em uma reação publicada em post no Facebook, o curador do Jabuti, Luiz Armando Bagolin, ofendeu Canônica ao escrever que ele “se promove como especialista e surfa ao sabor das opiniões” e ao afirmar que o colunista faz a “defesa indefectível de seu amor, Roger Mello. Afinal, hoje é Dia dos Namorados. Beijos a vocês”.

Acusado de ser homofóbico, Bagolin acabou por pedir demissão e, em outro comentário nas redes, acusou os autores de serem cabotinos e de promoverem reserva de mercado ao criticar a redução de possibilidades de ganhar o prêmio. “Em nenhum momento o curador ou a CBL combateram meus argumentos com argumentos. Houve sim uma ofensa pessoal. Mas nunca houve uma argumentação”, lamenta Canônica.

Na semana retrasada, ele participou de uma reunião com o presidente da CBL, Luiz Antônio Torelli, e com o próprio Bagolin, então curador, para apresentar uma carta assinada por 360 autores e artistas — entre eles Ziraldo, Maria Valéria Rezende e o próprio Roger Mello. No documento, os autores apontam três aspectos do prêmio para os quais sugerem mudanças. A CBL alegou ser muito tarde para novas regras, mas aceitou falar dos critérios. “Muitos conceitos que estão nos critérios de avaliação são ultrapassados e retrógrados”, explica Canônica. “Eles colocam, por exemplo, a ilustração como prestadora de serviço para a palavra.”

Ilustração

Para os ilustradores, colocar a ilustração infantil em categoria técnica é desconsiderar o potencial da linguagem. “A ilustração tem um papel muito importante e existe uma responsabilidade de fazer um livro para um jovem. Claro que o jovem vai ler tudo, mas existe uma área de interesse que não é preparar para ler um livro adulto, é entender esse momento. E o Brasil está cheio de escritores excelentes desse segmento e ele está sendo ignorado”, aponta Roger Mello.

Ele lembra que o Jabuti é um prêmio do mercado e que os jovens lotam as feiras e bienais, o que torna ainda mais inexplicável a redução de categorias. “É como se os jovens não existissem”, lamenta.

Para Mariana Massarani, que já ilustrou mais de 150 livros infantis e também é autora, a ilustração não é apenas um detalhe técnico do livro. “Antes do texto, vem a ilustração. Às vezes, você pode ter um livro genial sem texto e outros em que a ilustração e o texto se completam”, explica. “O pessoal do Jabuti não entendeu o valor da ilustração. E é curioso, porque o prêmio sempre foi muito mais valorizado pelo pessoal do infantil do que do adulto.”

Silviano Santiago e Veronica Stigger vencem Prêmio Jabuti de 2017

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Silviano Santiago, vencedor do Jabuti de melhor romance por "Machado" (Companhia das Letras) - Adriano Vizoni/Folhapress

Silviano Santiago, vencedor do Jabuti de melhor romance por “Machado” (Companhia das Letras) – Adriano Vizoni/Folhapress

Publicado na Folha de S.Paulo

Com uma ficção sobre os últimos anos de Machado de Assis (1839-1908), o escritor e professor de literatura Silviano Santiago foi o vencedor do Prêmio Jabuti de Romance.

Com isso, o autor mineiro de 81 anos concorrerá ao troféu de Livro do Ano de Ficção, a ser anunciado na cerimônia de premiação do 59º Jabuti em 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera.

Os vencedores desta e das outras 28 categorias do Jabuti foram divulgados na tarde desta terça (31) pela Câmara Brasileira do Livro, que organiza a premiação.

O colunista da Folha Antonio Prata participou do projeto vencedor da categoria Infantil Digital, com “Kidsbook Itaú Criança” (Agência Africa). Marcelo Gleiser, colaborador do jornal, ficou em segundo lugar na categoria Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática, com “A Simples Beleza do Inesperado” (Record).

Neste ano, foram introduzidas duas novas categorias; uma dedicada a livros brasileiros traduzidos no exterior –na qual “A Cup of Rage”, versão britânica de “Um Copo de Cólera”, de Raduan Nassar, saiu vencedora– e outra, aos quadrinhos.

“Castanha do Pará”, HQ independente de Gidalti Oliveira Moura Júnior, foi a ganhadora. “Hinário Nacional” (Veneta), de Marcello Quintanilha, ficou em segundo, e “Quadrinhos dos Anos 10” (Companhia das Letras), de André Dahmer, quadrinista da Folha, ficou em terceiro.

Eva Furnari, veterana de livros para crianças ficou em primeiro na categoria Infantil, com “Drufs” (Moderna).

“Se Eu Fosse… Um Bicho, uma Planta ou até um Objeto, Minha Vida Seria Muito Diferente” (Publifolhinha), de Luisa Massarani, com ilustrações de sua irmã, Mariana, ficou em segundo.

O livro reúne textos publicados no caderno “Folhinha”,da Folha, que deixou de circular no ano passado.

Em terceiro na categoria ficou “A Boca da Noite” (Zit), de Cristino Wapichana.

A homenageada com o prêmio Personalidade Literária deste ano também vem do universo infantojuvenil.

Ruth Rocha, autora de clássicos como “Marcelo, Marmelo, Martelo”, receberá o prêmio pelo conjunto de sua obra e contribuição à formação de gerações de leitores.

LIVROS DO ANO

“Quase Todas as Noites” (7Letras), de Simone Brantes, venceu na categoria Poesia; “Sul” (ed. 34), de Veronica Stigger, em Contos e Crônicas.

Elas, assim como Walcyr Carrasco, que venceu a de Adaptação por seu “Romeu e Julieta” (Moderna), concorrem a Livro de Ano de Ficção com os já mencionados Silviano Santiago, Gidalti Oliveira Moura Júnior e Eva Furnari, além de José Castello, autor do melhor Juvenil, “Dentro de Mim Ninguém Entra” (Berlendis & Vertecchia).

Nessa categoria, Daniel Munduruku ficou em segundo, com “Vozes Ancestrais” (FTD), e Susana Ventura, em terceiro, com “O Caderno da Avó Clara” (SESI-SP Editora).

Para o Livro do Ano de Não Ficção concorrem os primeiros lugares de 15 categorias, como Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática, cujo premiado foi “A Espiral da Morte” (Companhia das Letras), de Claudio Angelo.

Todos os ganhadores levam o troféu com o quelônio; os primeiros lugares de cada categoria são agraciados com R$ 3.500, ao passo que os vencedores de Livro do Ano recebem R$ 35.000 cada um.

A escritora Ruth Rocha será homenageada neste ano com o prêmio “Personalidade Literária” pelo conjunto de sua obra e contribuição à formação de gerações de leitores.

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Confira os vencedores:

Adaptação
1º Lugar – “Romeu e Julieta” (Moderna), de Walcyr Carrasco
2º Lugar – “A Ilha do Tesouro” (FTD Educação), de Rodrigo Machado
3º Lugar – “Samba de uma noite de Verão” (KAN Editora), de Renato Forin Jr.

Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia
1º Lugar – “A Modernidade Impressa: Artistas Ilustradores da Livraria do Globo – Porto Alegre” (Editora da UFRGS), de Paula Ramos
2º Lugar – “Millôr: Obra Gráfica” (IMS), de Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires
3º Lugar – “Lentes da Memória: A descoberta da fotografia de Alberto de Sampaio (1888-1930)” (Bazar do Tempo), de Adriana Martins Pereira

Biografia
1º Lugar – “Caio Prado Júnior: Uma biografia política” (Boitempo), de Luiz Bernardo Pericás
2º Lugar – “Xica da Silva: a Cinderela Negra” (Record), de Ana Miranda
3º Lugar – “Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral” (Intrínseca), de Joaquim Ferreira dos Santos

Capa
1º Lugar – “História da Teoria da Arquitetura” (Editora da Universidade de São Paulo), do capista Casa Rex / Gustavo Piqueira
2º Lugar – “Millôr: Obra Gráfica” (IMS), dos capistas Celso Longo e Daniel Trench
3º Lugar – “Diário de Francisco Brennand: O Nome do Livro e o Nome do Outro” (Inquietude Brennand Fortes Produções Culturais), do capista Flavio Flock

Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática
1º Lugar – “A Espiral da Morte” (Companhia das Letras), de Claudio Angelo
2º Lugar – “A Simples Beleza do Inesperado” (Record), de Marcelo Gleiser
3º Lugar – “Os Cientistas da Minha Formação” (Livraria da Física), de Mario Novello

Ciências da Saúde
1º Lugar – “Zika: do Sertão Nordestino à Ameaça Global” (Civilização Brasileira), de Debora Diniz
2º Lugar – “Medicina Cardiovascular – Reduzindo o Impacto das Doenças” (Atheneu), de Roberto Kalil Filho, Valentin Fuster e Cícero Piva de Albuquerque
3º Lugar – “Neurofisiologia Básica para Profissionais da Área de Saúde” (Atheneu), de Márcia Radanovic e Eliane Mayumi Kato-narita

Ciências Humanas
1º Lugar – “A Nervura do Real II” (Companhia das Letras), de Marilena Chauí
2º Lugar – “A Radiografia do Golpe: Entenda Como e Por Que Você Foi Enganado” (Leya), de Jessé Souza
3º Lugar – “A Tentação Fascista no Brasil: Imaginário de Dirigentes e Militantes Integralistas” (Editora da UFRGS), de Hélgio Trindade

Comunicação
1º Lugar – “Manual de Editoração e Estilo” (Editora da Unicamp), de Plinio Martins Filho
2º Lugar – “Bota o Retrato do Velho Outra Vez: a Campanha Presidencial de 1950 na Imprensa do Rio de Janeiro” (Paco Editorial), de Luís Ricardo Araujo da Costa
3º Lugar – “Todos os Monstros da Terra. Bestiários do Cinema e da Literatura” (EDUC – Editora da PUC-SP / FAPESP), de Adriano Messias

Contos e Crônicas
1º Lugar – “Sul” – Autor(a): Veronica Stigger – Editora: Editora 34
2º Lugar – “Se For pra Chorar que Seja de Alegria” (Global), de Ignácio de Loyola Brandão
3º Lugar – “Caixa Rubem Braga – Crônicas” (Autêntica), de Rubem Braga (autor), André Seffrin, Bernardo Buarque de Hollanda, Carlos Didier (organização)

Didático e Paradidático
1º Lugar – “África e Brasil História e Cultura” (FTD Educação), de Eduardo D’Amorim
2º Lugar – “Com os Pés na África” (Moderna), de Sérgio Túlio Caldas
3º Lugar – “Terra de Cabinha: Pequeno inventário da vida de meninos e meninas do Sertão” (Peirópolis), de Gabriela Romeu

Direito
1º Lugar – “Comentários ao Código de Processo Civil – Coleção Completa 17 Volumes” (Revista dos Tribunais), de Diretor: Luiz Guilherme Marinoni, Coords.: Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero
2º Lugar – “A ‘tradução’ de Lombroso na Obra de Nina Rodrigues: O Racismo como Base Estruturante da Criminologia Brasileira” (Revan), de Luciano Góes
3º Lugar – “Os Direitos da Mulher e da Cidadã por Olímpia de Gouges” (Saraiva), de Dalmo de Abreu Dallari

Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer
1º Lugar – “Finanças Públicas” (Record), de Felipe Salto e Mansueto Almeida
2º Lugar – “A Crise Fiscal e Monetária Brasileira” (Civilização Brasileira), de Edmar Bacha
3º Lugar – “Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial” (Editora da Universidade de São Paulo), de Pedro Jaime

Educação e Pedagogia
1º Lugar – “Alfabetização: A Questão dos Métodos” (Contexto), de Magda Soares
2º Lugar – “A Instrução Pública nas Vozes dos Portadores de Futuros (Brasil – Séculos 19 e 20)” (EDUFU), de Carlos Monarcha
3º Lugar – “Currículos Integrados no Ensino Médio e na Educação Profissional: Desafios, Experiências e Propostas” (Editora Senac São Paulo), de Francisco de Moraes e José Antonio Küller

Engenharias, Tecnologias e Informática
1º Lugar – “Nanotecnologia Experimental – Autor(a): Henrique Eisi Toma, Delmárcio Gomes da Silva e Ulisses Condomitti – Editora: (Blucher)
2º Lugar – “Acústica de Salas – Projeto e Modelagem” (Blucher), de Eric Brandão
3º Lugar – “Introdução à Engenharia de Produção – Conceitos e Casos Práticos” (LTC), de Orlando Roque da Silva e Délvio Venanzi

Gastronomia
1º Lugar – “Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (Sanöma): Cogumelos” (Instituto Socioambiental), de Moreno Saraiva Martins
2º Lugar – “Todas as Sextas” (Melhoramentos), de Paola Carosella
3º Lugar – “Mari Hirata Sensei Por Haydée Belda” (Bei Editora), de Haydée Belda

Histórias em Quadrinhos
1º Lugar – “Castanha do Pará” (Publicação Independente), de Gidalti Oliveira Moura Júnior
2º Lugar – “Hinário Nacional” (Veneta), de Marcello Quintanilha
3º Lugar – “Quadrinhos dos Anos 10” (Companhia das Letras), de André Dahmer

Ilustração
1º Lugar – “Knispel: Retrospectiva 1950-2015” (Maayanot), do ilustrador Gershon Knispel
2º Lugar – “Outras Meninas” (Independente), da ilustradora Manu Cunhas
3º Lugar – “Rio Sketchbook” (Marte Cultura e Educação), do ilustrador Eduardo Bajzek

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º Lugar – “Adélia” (Editora Pulo do Gato), do ilustrador Jean-Claude Alphen
2º Lugar – “Teleco, o Coelhinho”, (Editora Positivo), de Odilon Moraes
3º Lugar – “Nuno e as Coisas Incríveis” (Jujuba Editora), de Andre Neves

Infantil
1º Lugar – “Drufs” (Moderna), de Eva Furnari
2º Lugar – “Se Eu Fosse… Um bicho, uma planta ou até um objeto, minha vida seria muito diferente” (Publifolha), de Luisa Massarani
3º Lugar – “A Boca da Noite”, da Zit Editora (Meneghetti’s Gráfica e Editora), de Cristino Wapichana

Infantil Digital
1º Lugar – “Kidsbook Itaú Criança” (Agência Africa), de Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Luis Fernando Verissimo e Willian Santiago, Fernanda Takai e Ina Carolina, Adriana Carranca e Brunna Mancuso, Antonio Prata e Caio Bucaretchi
2º Lugar – “Nautilus – Baseado na Obra Original de Jules Verne: Vinte Mil Léguas Submarinas” (Storymax), de Maurício Boff e Fernando Tangi (ilustrador)
3º Lugar – “Quanto Bumbum!” (Caixote/Webcore), de Isabel Malzoni (texto) e Cecilia Esteves (arte)

Juvenil
1º Lugar – “Dentro de Mim Ninguém Entra” (Berlendis & Vertechia), de José Castello
2º Lugar – “Vozes Ancestrais” (FTD Educação), de Daniel Munduruku
3º Lugar – “O Caderno da Avó Clara” (SESI-SP Editora), de Susana Ventura

Livro Brasileiro Publicado no Exterior
1º Lugar – “A Cup Of Rage – Autor(a): Raduan Nassar – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: Penguin Random House Uk
2º Lugar – “Enigmas of Spring – Autor(a): João Almino – Editora: Dalkey Archive Press – Editora Internacional: Dalkey Archive Press
3º Lugar – “Mijn Duitse Broer – Autor(a): Chico Buarque – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: De Bezige Bij

Poesia
1º Lugar – “Quase Todas as Noites” (7Letras), de Simone Brantes
2º Lugar – “A Palavra Algo” (Iluminuras), de Luci Collin
3º Lugar – “Identidade” (Urutau), de Daniel Francoy

Projeto Gráfico
1º Lugar – “Estórias da Rua que foi Balsa: Trilhas e Intuições na Educação Popular em Saúde” (Guayabo Edições), responsáveis pelo projeto gráfico: Patrícia Rezende e Valquíria Rabelo
2º Lugar – “História da Teoria da Arquitetura” (Editora da Universidade de São Paulo), do responsável pelo projeto gráfico: Casa Rex / Gustavo Piqueira
3º Lugar – “Aniki Bóbó – Responsável pelo Projeto Gráfico” (Verso Brasil Editora), de Beatriz Lamego

Psicologia, Psicanálise e Comportamento
1º Lugar – “A Clínica Psicanalítica em Face da Dimensão Sociopolítica do Sofrimento” (Escuta), de Miriam Debieux Rosa
2º Lugar – “O Adolescente e a Internet: Laços e Embaraços no Mundo Virtual” (Editora da Universidade de São Paulo / FAPESP), de Cláudia Prioste
3º Lugar – “De que Cor Será Sentir? : Método Psicanalítico na Psicose” (Manole Editora), de Marina de Oliveira Costa

Reportagem e Documentário
1º Lugar – “Petrobras: Uma história de Orgulho e Vergonha” (Companhia das Letras), de Roberta Paduan
2º Lugar – “Nazistas entre nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois da guerra” (Contexto), de Marcos Guterman
3º Lugar – “O Livro dos Bichos” (Companhia das Letras), de Roberto Kaz

Romance
1º Lugar – “Machado” (Companhia das Letras), de Silviano Santiago
2º Lugar – “A Tradutora” (Record), de Cristovão Tezza
3º Lugar – “Outros Cantos” (Companhia das Letras), de Maria Valéria Rezende

Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas
1º Lugar – “Machado de Assis e o Cânone Ocidental: Itinerários de Leitura” (Eduerj), de Sonia Netto Salomão
2º Lugar – “O Mundo Sitiado: A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial” (ed. 34), de Murilo Marcondes de Moura
3º Lugar – “De Volta ao Fim: O ‘Fim das Vanguardas’ Como Questão da Poesia Contemporânea” (7Letras), de Marcos Siscar

Tradução
1º Lugar – “Conversações com Goethe nos Últimos Anos de Sua Vida: 1823-1832” (Unesp), do tradutor Mário Luiz Frungillo
2º Lugar – “Romeu e Julieta” (Companhia das Letras), do tradutor José Francisco Botelho
3º Lugar – “Ouça a Canção do Vento / Pinball, 1973” (Companhia das Letras), da tradutora Rita Kohl

Prêmio Jabuti anuncia finalistas de 2017

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Na categoria romance, apenas uma editora emplacou sete dos dez selecionados

Na categoria romance, apenas uma editora emplacou sete dos dez selecionados

Publicado em O Globo

RIO – Principal premiação literária do país, o Prêmio Jabuti divulgou nesta terça-feira a lista dos seus primeiros finalistas.

Entre os selecionados da principal categoria, romances, estão:

– “Descobri que estava morto” (Tusquets), de João Paulo Cuenca

– “A tradutora” (Record), de Cristovão Tezza

– “Simpatia pelo demônio” (Companhia das Letras), de Bernardo Carvalho

– “Machado” (Companhia das Letras), de Silviano Santiago

– “Tristorosa”, de Eugen Weiss

– “Soy loco por ti America” (Companhia das Letras), de Javier Arancibia Contreras

– “Outros cantos” (Companhia das Letras), de Maria Valéria Rezende

– “O marechal de costas” (Companhia das Letras), de José Luiz Passos

– “O tribunal da quinta-feira” (Companhia das Letras), de Michel Laub

– Concorre ainda “Como se estivéssemos em palimpsesto de putas” (Companhia das Letras), de Elvira Vigna, morta em julho.

Assim como aconteceu com os finalistas do Prêmio Oceanos, anunciados em setembro, o grupo Companhia das Letras domina a categoria, com sete dos dez livros escolhidos.

A novidade deste ano é a adição de duas categorias às 27 já existentes:história em quadrinhos e livro brasileiro publicado no exterior. No ano passado, representantes do mundo da HQ haviam feito campanha para que a categoria entrasse no Jabuti. Concorrem “Hinário nacional” (Veneta), de Marcelo Quintanilha, e “Quadrinhos dos anos 10″(Companhia das Letras), de André Dahmer (quadrinista do jornal O GLOBO), entre outros.

Já a categoria livro brasileiro publicado no exterior contempla livros de autor(es) brasileiro(s) nato(s)/naturalizado(s) publicados no exterior em qualquer gênero, ficção ou não ficção. Raduan Nassar concorre com dois livros: “A cup of rage” e “Ancient tilage” (tradução, respectivamente, para o inglês de seus “Copo de cólera” e “Lavoura arcaica”).

INFANTIL DIGITAL

Na categoria infantil digital, os colunistas do GLOBO Luis Fernando Verissimo (com Willian Santiago) e Adriana Carranca (com Brunna Mancuso) concorrem ao lado de Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Fernanda Takai e Ina Carolina, Antonio Prata e Caio Bucaretchil, com “Kidsbook Itaú criança”. Eles disputam com as obras “Monstros do cinema”, de Augusto Massi e Daniel Kondo; “Nautilus – Baseado na obra original de Jules Verne: Vinte mil léguas submarinas”, de Maurício Boff; “O negrinho do pastoreio: ;ivro animado”, de Alexandre Giaparelli Colombo; “Poemas de brinquedo”, de Álvaro Andrade Garcia; e “Quanto bumbum!”, de Isabel Malzoni (texto) e Cecilia Esteves (arte).

A cerimônia de entrega do Jabuti acontecerá dia 30 de novembro, no Auditório Ibirapuera Oscar Niemeyer, em São Paulo. Os primeiros colocados de todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e R$ 3,5 mil; também os vencedores dos segundos e terceiros lugares ganharão o troféu. Neste dia serão revelados, ainda, os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – Não ficção, que serão contemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada.

Prêmio Jabuti 2017 terá categorias para histórias em quadrinhos e livros brasileiros publicados no exterior

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Troféus distribuídos pelo Prêmio Jabuti, que anunciou duas novas categorias em 2017 (Foto: Divulgação)

Troféus distribuídos pelo Prêmio Jabuti, que anunciou duas novas categorias em 2017 (Foto: Divulgação)

 

Evento agora tem 29 categorias ao todo; inscrições começam em 18 de maio. Curador diz querer valorizar ‘várias formas de contar uma mesma história’.

Publicado no G1

O Prêmio Jabuti, um dos principais da literatura brasileira, vai ter em 2017 duas novas categorias, História em Quadrinhos e Livro Brasileiro Publicado no Exterior, anunciou nesta quarta-feira (A Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora do evento.

O Jabuti passa agora a contar com 29 categorias ao todo. Antes da mudança, HQs eram contempladas pela categoria chamada Adaptação, que continua existindo, mas sem incluir quadrinhos especificamente.

Pelo regulamento, na nova categoria para HQs podem concorrer “livros compostos por histórias originais ou adaptadas, contadas por meio de desenhos sequenciais, definidas pela união de cor, mensagem e imagem”.

Já a Livro Brasileiro Publicado no Exterior podem concorrer “livros de autor(es) brasileiro(s) nato(s)/naturalizado(s) publicado no exterior em primeira edição no período entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, em qualquer gênero, ficção ou não ficção”.

Em nota, o curador da premiação, Luiz Armando Bargolin, comentou as mudanças: “Existem várias formas de contar uma mesma história. Ela pode vir por desenhos, por palavras, em português, em outras línguas. O importante é valorizarmos todas essas formas de contar. Criar essas novas categorias era essencial para mostrarmos a força de nossa produção editorial, representada pela riqueza que o brasileiro produz”.

As inscrições para o 59º Prêmio Jabuti começam em 18 de maio. A data da cerimônia de entrega do troféu ainda não foi definida.

Prêmio Literário Biblioteca Nacional divulga vencedores de 2016

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As escritoras Sheyla Smanioto e Marta Barcellos foram premiadas pela Biblioteca Nacional - Gustavo Stephan / Agência O Globo

As escritoras Sheyla Smanioto e Marta Barcellos foram premiadas pela Biblioteca Nacional – Gustavo Stephan / Agência O Globo

 

‘Desesterro’, de Sheyla Smanioto, levou na categoria romance

Publicado em O Globo

RIO — A Fundação Biblioteca Nacional divulgou, nesta sexta-feira, a lista dos vencedores das nove categorias de seu Prêmio Literário 2016. Os premiados em cada uma delas receberão R$ 30 mil e a cerimônia oficial está marcada para o dia 12 de dezembro, na Biblioteca Nacional.

“Desesterro” (Record), da estreante escritora paulista Sheyla Smanioto, levou na categoria romance, batizada de Prêmio Machado de Assis. O livro já tinha ficado em terceiro lugar no Prêmio Jabuti deste ano, categoria vencida por “A resistência” (Companhia das Letras), de Julián Fuks.

Adélia Prado foi a vencedora do Prêmio Alphonsus de Guimaraens de poesia por “Poesia reunida” (Record), enquanto “Antes que seque” (Record), de Marta Barcellos, levou na categoria conto (Prêmio Clarice Lispector).

Veja a lista completa de premiados:

Categoria Conto – Prêmio Clarice Lispector

Autor: Marta Barcellos. Obra: Antes que seque”. Editora: Record.

Categoria Ensaio Literário – Prêmio Mário de Andrade

Autor: Murilo Marcondes de Moura. Obra: “O mundo sitiado: a poesia brasileira e a segunda guerra mundial”. Editora: 34.

Categoria Ensaio Social – Prêmio Sérgio Buarque de Holanda

Autor: Douglas Attila Marcelino. Obra: “O corpo da Nova República: funerais presidenciais, representação histórica e imaginário político”. Editora: FGV.

Categoria Literatura Infantil – Prêmio Sylvia Orthof

Autor: Eliandro Rocha. Obra: ”Roupa de Brincar”. Editora: Pulo do Gato.

Categoria Literatura Juvenil – Prêmio Glória Pondé

Autor:Érica Bombardi. Obra “Canto do Uirapuru”. Editora: Escrita Fina Edições

Categoria Poesia – Prêmio Alphonsus de Guimaraens

Autor: Adélia Prado. Obra “Poesia reunida”. Editora: Record.

Categoria Projeto Gráfico – Prêmio Aloísio Magalhães

Autor: Raquel Matsushita. Obra “Coleção Pedro fugiu de casa”. Editora: Edições de Janeiro.

Categoria Romance – Prêmio Machado de Assis

Autor: Sheyla Smanioto. Obra: “Desesterro”. Editora: Record

Categoria Tradução – Prêmio Paulo Rónai

Autor: José Roberto Andrade Féres (Zéfere). Obra: “O sumiço”. Editora: Autêntica

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