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Professor da UFMS defende fim de cursos “formadores de bichonas”

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Publicação feita pelo professor da UFMS no Facebook

Publicação feita pelo professor da UFMS no Facebook

Luiz Felipe Fernandes, no UOL

Um professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) causou polêmica ao publicar, em seu perfil do Facebook, uma mensagem em que chama os homossexuais de “viados” e defende o fechamento de “cursos de gente colorida” e “formadores de bichonas”.

O texto, publicado na última sexta-feira (24), já foi retirado da página. Nele, Kleber Kruger, 24, professor substituto do curso de ciência da computação e sistemas de informação, critica pichações feitas em paredes da universidade, que fica em Campo Grande.

“Hoje cheguei na Federal e encontrei algumas paredes dos cursos de computação e engenharia pichadas com frases como: ‘O amor homo é lindo’, ‘Homosexualismo é lindo!’, ‘Fora machismo’… aaah, se fu***, seus viados fila da p***!!!”, diz o texto publicado pelo professor.

Na mensagem, Kleber diz que “tá na moda defender homossexualismo” e que a onda de raiva aos homossexuais é provocada por eles mesmos. Em um comentário na própria postagem, o professor considera que a pichação das paredes da universidade foi uma “provocação”. “Depois eles tomam uma surra, morre um viado lá no Campus, sai no jornal e pronto!”, finaliza.

O jornalista Guilherme Cavalcante, 27, que é aluno de mestrado na UFMS, afirma que ficou surpreso ao ler o texto e considera que a mensagem publicada por Kleber revela despreparo do professor. “Espero que ele reflita sobre o que falou, que entenda que o mundo é diverso e que o professor também tem uma função social”.

Demissão

Na internet, uma petição virtual recolhe assinaturas para pressionar a UFMS a demitir o professor, que tem um contrato temporário com a instituição. O documento, direcionado à reitora Célia Maria Silva Correa Oliveira, alega que “nenhum estudante gay deve continuar a ser submetido ao constrangimento de ter aulas e de ser avaliado por pessoa homofóbica”.

A petição pede o afastamento do profissional e substituição “por um professor mentalmente equilibrado”. O documento virtual foi criado no domingo (26) e já foi assinado por 318 pessoas.

A assessoria de comunicação da UFMS informou que o conteúdo da mensagem publicada pelo professor será analisado pela administração superior, que vai decidir se abre um procedimento administrativo ou encaminha o caso para a comissão de ética da universidade.

As penalidades vão desde uma advertência até o rompimento do contrato e afastamento do professor. Não há prazo definido para a conclusão dessa análise.

Arrependimento

Ao UOL, o professor disse que está arrependido e que lamenta o que considera ter sido um “mal entendido”. “Foi um momento em que não pensei para falar. Estou envergonhado e muito arrependido”.

Kleber explicou que a mensagem foi um desabafo pessoal contra as pessoas que picharam as paredes da universidade e comparou os xingamentos às reações de torcedores que agridem verbalmente os adversários. “É como se eu, que sou são paulino, xingasse um corintiano depois de perder um jogo”.

Kleber também fez questão de deixar claro que não fez o comentário como professor da UFMS e garantiu não ter preconceito contra homossexuais. “Sei de pessoas que sofrem muito com isso, que têm pais que não aceitam”.

Surpreso com a repercussão causada pelo texto, o professor disse que, se tivesse oportunidade, pediria desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.

Dica do Chicco Sal

Editora suspende distribuição de livro de psiquiatra acusada de plágio

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Juliana Gragnani e Laura Capriglione, na Folha de S.Paulo

O selo Fontanar, da Editora Objetiva, decidiu suspender a comercialização e a distribuição do livro “Corações Descontrolados”, da psiquiatra de Ana Beatriz Barbosa Silva. Autora de livros de autoajuda psiquiátrica que são campeões de vendas, ela é acusada de plágio.

A médica psiquiatra Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira, que trabalhou na clínica Medicina do Comportamento, de Ana Beatriz, alega que “Corações Descontrolados” tem trechos que são cópias de textos de sua autoria. Ela diz que entrará na Justiça contra Ana Beatriz e a Objetiva com ação de indenização por danos morais e materiais na próxima semana.

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva (esq.) e a autora de novelas Gloria Perez

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva (esq.) e a autora de novelas Gloria Perez (Divulgação)

A acusação de Ana Carolina soma-se à do médico Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, autor do livro “Sem Medo de Ter Medo” (Casa do Psicólogo, 2000). Segundo Barros Neto, no início de 2012, uma amiga procurou-o para dizer que tinha lido um livro “igual” ao dele.

Em nota, a Editora Objetiva afirmou estar consultando advogados a respeito da questão. “Diante da natureza das questões levantadas sobre essas duas obras, vamos iniciar uma avaliação interna da eficácia de nossos processos de análise de originais recebidos.”

“Corações Descontrolados” vendeu 50 mil exemplares. Em novembro, sofreu alterações nos trechos onde foi detectado plágio. “Mentes Ansiosas”, cujas vendas foram suspensas em outubro, chegou a vender 200 mil exemplares.

Procurada, a psiquiatra não foi localizada nem em sua clínica nem por intermédio da assessoria de imprensa, que não respondeu aos recados deixados pela Folha.

O advogado Sydney Limeira Sanches, que representa Ana Beatriz, declarou nesta sexta (1º) que a decisão da Objetiva não tem fundamento. “Hoje está sendo comercializada uma versão que não tem nenhuma referência com o que está sendo reivindicado pela dra. Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira”. Ainda segundo ele, Ana Beatriz não dará entrevistas sobre o assunto. (mais…)

Psiquiatra autora de best-sellers é acusada de plágio

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Laura Capriglione, na Ilustrada

Supercampeã de vendas de livros, uma espécie de diva da autoajuda psiquiátrica, a médica Ana Beatriz Barbosa Silva é autora de obras que caíram no gosto da classe média, como “Corações Descontrolados” e “Mentes Ansiosas”, ambos editados pelo selo Fontanar, do grupo editorial Objetiva.

Outro lado: Advogado da autora diz que é coincidência

Avaliações do mercado livreiro dão conta de que essas obras venderam, respectivamente, 50 mil e 200 mil exemplares. Pois dois psiquiatras acusam as obras de Ana Beatriz de serem “plágios estarrecedores”.

O advogado Sydney Limeira Sanches, que representa a parte acusada, rebate: “Não reconhecemos nenhuma violação de direitos autorais”.

O próximo passo dessa guerra será dado na semana que vem, quando a médica psiquiatra Ana Carolina Barcelos Cavalcante Vieira promete entrar na Justiça com ação de indenização por danos morais e materiais contra Ana Beatriz e a Objetiva.

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva durante entrevista no "Programa do Jô"

A psiquiatra e escritora Ana Beatriz Barbosa Silva durante entrevista no “Programa do Jô”

Mais fotos aqui.

Ana Carolina diz que, lendo o livro “Corações Descontrolados”, constatou, “estupefata”, que um capítulo que havia escrito a pedido da própria Ana Beatriz fora editado “sem qualquer crédito”.

Ela também acusa Ana Beatriz de ter reproduzido, em “várias e várias passagens”, trechos de outros textos de sua autoria, inclusive um que escreveu e publicou no site da clínica Medicina do Comportamento (www.medicinadocomportamento.com.br ). A clínica pertence a Ana Beatriz e nela Ana Carolina trabalhou como pesquisadora.

Avisados da queixa de Ana Carolina em novembro de 2012, Ana Beatriz e a Objetiva tomaram providências rápidas: substituíram os trechos contestados e providenciaram uma segunda tiragem de “Corações Descontrolados”. Saiu no mês passado.

Segundo o advogado José de Araújo Novaes Neto, que representa os dois acusadores de Ana Beatriz, a tentativa de “emendar” o livro não reparou o problema: “Eles não fizeram uma errata, não notificaram os leitores. Para piorar, os textos de substituição são simples camuflagens para mascarar ainda mais o evidente plágio cometido”.

“LIVRO IGUAL”

A acusação de Ana Carolina soma-se à do médico Tito Paes de Barros Neto, pesquisador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, autor do livro “Sem Medo de Ter Medo” (Casa do Psicólogo, 2000). Segundo Barros Neto, no início de 2012, uma amiga procurou-o para dizer que tinha lido um livro “igual” ao dele.

O pesquisador começou sua busca pela obra “igual” até que topou com “Mentes Ansiosas”, de Ana Beatriz (2011). “Tomei um susto. O plágio era muito cara de pau. Ela fez simplesmente um ‘copy-paste’ [copia e cola].”

Em outubro passado, o juiz Fernando Bonfietti Izidoro, depois de analisar o livro de Barros Neto e de confrontá-lo com o de Ana Beatriz (“Mentes Ansiosas”), decidiu liminarmente suspender a comercialização deste último.

Assim o juiz explicou o porquê: “A análise das duas obras revela semelhanças notórias, sendo que ambas apresentam diversos excertos longos com praticamente o mesmo conteúdo, simplesmente com alterações no estilo da escrita”. “Mentes Ansiosas” foi retirado do mercado.

A propositura da ação do médico Barros Neto contra a psiquiatra Ana Beatriz e a editora Objetiva inclui 53 páginas de reproduções de textos, a título de provar o plágio. Ainda não foi julgado o mérito.

CAMINHO DAS ÍNDIAS

A psiquiatra surge com frequência na imprensa (já deu entrevistas inclusive à Folha) e na televisão. Chegou a aparecer, falando de bullying, em um capítulo da novela “Caminho das Índias”, da amiga Gloria Perez, em 2009. Nesse folhetim, ela também atuou como consultora, tendo ajudado a construir uma personagem psicopata (Yvone).

“Autora com mais de 1 milhão de livros vendidos”, conforme afirma em seu site, a psiquiatra foi ao “Programa do Jô” (Globo), ao “Marília Gabriela Entrevista” (GNT), ao “Mais Você”, de Ana Maria Braga, e ao “Altas Horas” (ambos na Globo). No último fim de semana, estava no “Domingão do Faustão” (Globo), participando do quadro “Divã”. “A Ana Beatriz já é nossa sócia aqui”, disse Faustão ao apresentá-la.

Em uma entrevista publicada pela “Veja” em 2009, Ana Beatriz disse sofrer de transtorno do déficit de atenção (TDA), que combateu em um primeiro momento à base de remédios.

“Usei a medicação por cinco anos consecutivos. Hoje, quando escrevo um livro, volto a tomá-la no último mês. É a hora em que junto todas as informações e preciso ter mais senso crítico”, disse ela.

“Que tipo de senso crítico é esse?”, pergunta-se Barros Neto. “Senti-me indignado, com raiva. Queria que ela fosse em cana por não conseguir minimamente seguir as normas, as leis, as regras. Ela burlou tudo”, disse ele.

TRECHOS

Abaixo, compare passagens dos livros de Ana Beatriz Barbosa com textos de outros dois médicos: (mais…)

‘Sick-lit’, a nova e polêmica literatura para adolescentes

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André Miranda, no O Globo

Doenças graves, depressão, anorexia, tentativas de suicídio e outros problemas que a fantasia costumava ignorar povoam o estilo

Cavalcante

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Há algumas semanas, a lista dos livros infanto-juvenis mais vendidos nos EUA e na Inglaterra não é encabeçada por histórias com vampiros, princesas, hobbits, detetives ou fadinhas que soltam pó de pirlimpimpim, como vinha acontecendo nas últimas décadas. No topo dos best-sellers do jornal “The New York Times” para o gênero está “A culpa é das estrelas” (lançado no Brasil pela editora Intrínseca), de John Green, em que a protagonista é uma menina com câncer avançado. Em segundo lugar, aparece “As vantagens de ser invisível” (editora Rocco), de Stephen Chbosky, sobre um adolescente depressivo cujo melhor amigo cometeu suicídio e que, dependendo de como forem as coisas na escola, pode ir pelo mesmo caminho.

Esse tipo de história — voltada para adolescentes, mas trazendo personagens envoltos em doenças graves, depressão, anorexia, tentativas de suicídio e outros problemas realistas que a fantasia costumava ignorar — vem sendo chamado de sick-lit, algo como “literatura enferma” em português. É um termo que traz uma conotação negativa e muitas vezes ignora a qualidade dos livros, mas que tem gerado polêmica e pode indicar uma tendência.

De carona no fenômeno

A relação de títulos associados ao sick-lit inclui “Antes de morrer” (Agir), de Jenny Downham, uma trama que acaba de ser adaptada para o cinema sobre uma jovem doente que quer aproveitar seu pouco tempo para atividades como perder a virgindade. Inclui, ainda, “Red tears”, de Joanna Kenrick, sobre uma garota que se automutila, e “Never eighteen”, de Megan Bostic, sobre um adolescente doente que vai atrás das pessoas importantes de sua vida para se despedir, ambos ainda não lançados no Brasil. Os exemplos vão além, com livros como “Extraordinário” (Intrínseca), de R. J. Palacio, sobre um menino que nasceu com uma deformidade facial; e “Como dizer adeus em robô” (Record, previsão de publicação no Brasil para abril), de Natalie Standiford, uma história melancólica que envolve a morte de um adolescente.

— A adolescência é uma fase mais down, em que os jovens sempre se cercaram de temas como esses. Não acredito que faça algum mal específico para o leitor. E não acho que o livro seja a única forma de contato dele com o assunto — afirma Julia Schwarcz, editora dos selos infantis e juvenis da Companhia das Letras. — Mas acho que existe uma diferenciação. Há livros muito bons, como o do John Green, que trata de sofrimento, mas tem uma história de superação. Só que alguns vieram na esteira, tentando se aproveitar do sucesso dos outros, e abordam a temática de forma mais gratuita. O segmento juvenil cresceu muito nos últimos anos, e vários autores tentam seguir a onda.

O debate sobre o efeito dessa sick-lit ecoou com mais força no mês passado, quando o jornal britânico “Daily Mail” publicou uma reportagem sobre o que chamou de “fenômeno perturbador”. “Enquanto a série ‘Crepúsculo’ e seus seguidores são claramente fantasia, esses livros de sick-lit não poupam detalhes ásperos sobre a realidade de doenças terminais, depressão e morte”, dizia o texto.

Na sequência da reportagem do “Daily Mail”, a editora de infanto-juvenis do jornal “Guardian”, Michelle Pauli, escreveu um artigo intitulado: “Evidentemente a ficção jovem é muito complexa para o ‘Daily Mail’”.
— Não acredito que um livro paute as escolhas de um leitor. As pessoas já têm as tendências delas, independentemente da história que vão ler. E, além do mais, sick-lit é um termo muito ruim. Parece uma piada — diz Danielle Machado, editora da Intrínseca.

Essa discussão sobre o efeito dos livros nos leitores tem um rastro na História. No fim do século XVIII, Goethe teve seu primeiro grande sucesso literário com “Os sofrimentos do jovem Werther”, romance epistolar narrado por um artista, num tom melancólico e depressivo. As autoridades da época ficaram preocupadas com o livro, por conta de sua abordagem do suicídio.

Recentemente, outra trama de suicídio gerou debate, desta vez nos EUA, por conta do premiado “Os 13 porquês” (2007, lançado no Brasil pela editora Ática), de Jay Asher. Nele, uma menina deixa fitas cassete para os amigos explicando como cada um deles ajudou em sua decisão de se matar. A polêmica era inevitável.
— O que um livro pode fazer é antecipar um sentimento que já está dentro da pessoa. Mas o livro não é a causa de uma depressão — avalia o psicanalista Luiz Fernando Gallego. — A postura do “Daily Mail” nessa história é higienista. É a coisa de quem busca uma causa única para todos os males e tenta expurgá-la.
Gallego pondera, ainda, se a aceitação dessas tramas tem mais a ver com qualidade do que com estratégias comerciais de autores e editoras.

— Uma questão para se debater é se esses livros são boa ou má literatura. A boa literatura pode abordar o tema que for. Mas, quando se faz proselitismo acerca de um assunto, seja nazismo, homofobia ou suicídio de jovens, aí não se está fazendo boa literatura. A culpa não é do tema, e sim do autor que faz uma literatura ruim — diz. — Minha grande dúvida é se esses livros fazem sucesso porque são bons ou se é do interesse do mercado que eles sejam feitos. Esse público é suscetível a seguir tendências e pode estar sendo levado por uma novidade.

O que está em jogo, assim, é o rumo de um mercado que, pelo menos nos últimos 15 anos, foi dominado por histórias fantásticas, de “Harry Potter” a “Crepúsculo”. Se essa sick-lit — com esse nome terrível mesmo — pegar, haverá espaço para muitas polêmicas nos próximos anos.

— Eu acredito em bons livros. E os bons livros serão lidos, seja de qual gênero forem — afirma Eduardo Spohr, sucesso junto ao público infanto-juvenil com obras como “A batalha do Apocalipse” (Verus Editora). — Já sobre a influência de um livro num jovem, eu me lembro que “Christiane F.” não formou uma geração de viciados. Quem leu costuma dizer que aprendeu muito e nunca tocou numa droga.

Confira as 20 melhores instituições do país segundo o Enem por Escola 2011; apenas uma é pública

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Aluna em sala de estudos teóricos avançados do colégio Objetivo, na av. Paulista (centro de São Paulo)
Aluna em sala de estudos teóricos avançados do colégio Objetivo, na av. Paulista (centro de São Paulo)

Publicado no UOL

O Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo, é a melhor escola do país segundo dados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por Escola divulgados na tarde desta quinta-feira pelo MEC (Ministério da Educação). A escola obteve média geral 737,152. Dentre as 20 melhores, sete delas estão no Estado de São Paulo.

O Estado de Minas Gerais aparece com seis escolas entre o grupo de elite, inclusive o segundo lugar: Colégio Elite Vale do Aço, em Ipatinga,  com média geral  718,88 e o terceiro lugar, Colégio Bernoulli, em Belo Horizonte, média geral 718,18.

Apenas uma escola da rede pública aparece no ranking dos melhores. É o Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa, com nota 704,285.

Este ano, segundo o MEC, as notas da redação foram desprezadas para o cálculo da média geral.

Veja as 20 melhores segundo o Enem por Escola 2011

EscolaCidadeEstadoNotaRede
OBJETIVO COLÉGIO INTEGRADOSAO PAULOSP737,15Privada
COLEGIO ELITE VALE DO ACOIPATINGAMG718,88Privada
COLEGIO BERNOULLI – UNIDADE LOURDESBELO HORIZONTEMG718,18Privada
VERTICE COLEGIO UNID IISAO PAULOSP714,99Privada
COLEGIO ARI DE SA CAVALCANTEFORTALEZACE710,54Privada
INST DOM BARRETOTERESINAPI707,07Privada
INTEGRADO DE MOGI DAS CRUZES OBJETIVO COLEGIOMOGI DAS CRUZESSP706,12Privada
COL DE APLICACAO DA UFV – COLUNIVICOSAMG704,28Federal
COLEGIO SANTO ANTONIOBELO HORIZONTEMG702,31Privada
COL DE SAO BENTORIO DE JANEIRORJ702,16Privada
COLEGIO HELYOSFEIRA DE SANTANABA694,59Privada
OBJETIVO JUNIOR COLEGIOTAUBATESP693,47Privada
COLEGIO SANTO AGOSTINHOBELO HORIZONTEMG690,56Privada
COLEGIO MAGNUM AGOSTINIANO – NOVA FLORESTABELO HORIZONTEMG689,17Privada
MOBILE COLEGIOSAO PAULOSP687,25Privada
COLEGIO POSITIVO – ENSINO MEDIO – SEDECURITIBAPR686,55Privada
COLEGIO BANDEIRANTESSAO PAULOSP686,42Privada
COLEGIO SAO JOAO BATISTA NOVA FRIBURGONOVA FRIBURGORJ686,1Privada
COLEGIO MOTIVO – UNIDADE IIRECIFEPE685,89Privada
ETAPA COLEGIOVALINHOSSP685,25Privada
  • Fonte: MEC

 

Notas

Foram divulgadas apenas as notas das instituições em que mais de 50% dos alunos inscritos no último ano do ensino médio fizeram a prova. Além disso, somente as escolas com no mínimo dez alunos participam do cálculo. As escolas sem divulgação, com menos de 10 alunos participantes, somam 1.185 escolas, ou 4,77% do total. Já as escolas com menos de 50% da taxa de participação somam 54,67% ou 13.581 estabelecimentos -ou seja, mais da metade das instituições não teve as menções divulgadas.

Somente entram no cálculo as notas das provas de linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias; e ciências da natureza e suas tecnologias. As notas da redação não são computadas para a média geral. Essa é a única prova que não é corrigida pela TRI (Teoria de Resposta ao Item).

Renda

Entre os alunos que fizeram a prova, a maioria é proveniente de famílias com renda per capita de um a cinco salários mínimos, totalizando 83,86%.

“O Enem não é um ranking de avaliação entre escolas. Ele é uma avaliação dos alunos, dos estudantes. Portanto, é insuficiente como avaliação do estabelecimento escolar, mesmo porque temos escolas cuja natureza é muito distinta”, afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante a divulgação dos números.

“Os melhores alunos da rede pública têm um desempenho médio superior que a rede privada”, destacou o ministro. As escolas com melhor desempenho, nas palavras de Mercadante, “são colégios com poucos alunos, de tempo integral, que selecionam os alunos [que a frequentam]”.

(*Com reportagem de Camila Campanerut, do UOL, em Brasília)

foto: Juca Varella/Folhapress

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