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Livros da biblioteca pessoal de Rachel de Queiroz serão disponibilizados na Unifor

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Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente ao escrever o livro “O Quinze” (FOTO: Divulgação)

Rachel de Queiroz ficou conhecida nacionalmente ao escrever o livro “O Quinze” (FOTO: Divulgação)

 

São cerca de 3 mil peças da biblioteca da escritora cearense conhecida nacionalmente

Publicado na Tribuna do Ceará

Uma coleção de cerca de 3 mil peças da biblioteca pessoal da escritora cearense Rachel de Queiroz será aberta para pesquisa em fevereiro. Os livros estão na Biblioteca da Unifor, em Fortaleza. A reportagem é da Tribuna BandNews FM.

A sobrinha da escritora, Ida de Queiroz, comemora a chegada do acervo da tia, a primeira mulher a integrar a Academia Brasileira de Letras. Ida é filha do irmão de Rachel de Queiroz. Para ela, a vinda do acervo da tia ao Ceará deixará mais próxima a relação dos conterrâneos de Rachel com os livros tão caros a ela, assim como já acontece em sua fazenda, a “Não me deixes”, em Quixadá, no Sertão Central.

“Não poderia ser mais apropriado a exposição ficar à disposição de todos os alunos, para conhecimento maior. É um acervo espetacular. Foi uma ideia muito boa. A coleção passava seis meses no Rio de Janeiro e seis meses no ‘Não me Deixes’. A casa do ‘Não me Deixes’ é aberta sempre a alunos, à visitação pública”.

Ida diz que Rachel não tinha filhos vivos e preservava uma relação muito próxima com os sobrinhos. “Era muito engraçado, eu pequenininha, tinha uns 10 anos, 12 anos, e meu pai me colocou para ler ‘O Quinze’. Eu disse: ‘Ave Maria, tia Rachel, ô livro desanimado’! E ela disse: ‘eu vou fazer um final bem feliz, bem animado para você”, lembra.

O Quinze foi a obra que tornou a escritora Rachel de Queiroz conhecida nacionalmente, com apenas 20 anos de idade. Além de romancista, ela foi tradutora, jornalista, cronista e dramaturga. Entre suas obras mais conhecidas estão Memorial de Maria Moura, João Miguel e Dôra Doralina, o preferido de Ida de Queiroz, que fala uma curiosidade sobre a obra.

“Eu acho que tem muita coisa da tia Rachel, da passagem da vida dela, pelas histórias que a gente conhece da família. Ela tinha uma particularidade interessante, sempre dava nome de pessoas que ainda hoje existem lá nas nossas fazendas”.

A vinda do acervo pessoal da escritora aberto ao público a partir de fevereiro abre não só a curiosidade sobre as leituras que ela fazia, mas relembra aos cearenses a importância de reler suas próprias obras.

 

Gêmeos cearenses são aprovados no ITA e no IME: ‘muita dedicação’

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Irmãos foram aprovados em dois dos vestibulares mais concorridos do país.
Fortaleza lidera o ranking nacional dos aprovados no ITA e no IME.

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Publicado em G1

Os gêmeos cearenses Felipe e Mateus de Castro e Silva, 18 anos, comemoram aprovação em dois dos vestibulares mais concorridos do país: o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e o Instituto Militar de Engenharia (IME).

Para conseguir a aprovação, os irmãos tiveram uma rotina intensa de estudos. “A gente chega no colégio geralmente 7h30, que é quando começam as aulas. As aulas terminam 16h30 e nós continuamos no colégio até 21h30 com a maioria do pessoal que está focado e que se dedica mais a esses tipos de vestibulares mais concorridos”, conta Felipe.

Para Mateus, a dedicação nos estudos foi essencial para conquistar as vagas: “Primeiro, eu diria que o que me ajudou foi muita dedicação. Não dá para passar no vestibular querendo sair todo final de semana, não tem condições. Segundo, a pessoa tem que se conhecer, saber seus limites, onde ela pode e não pode ir e onde ela tem que se esforçar mais”. Em 2015, cada um dos gêmeos participou de 5 olimpíadas, incluindo competições internacionais.

‘Sempre peguei no pé’, diz mãe
A coleção de medalhas é comemorada pela mãe. “Sempre peguei muito no pé deles para estudar. Eu era daquelas que ficava cobrando, fazia perguntas, fazia ditado, fazia tudo, né?”, explica atendente de supermercado Vera Lúcia Menezes de Castro.

O apoio emocional e de família é uma das recomendações do coordenador pedagógico dos gêmeos. “É preciso programar como ele vai realizar todas as etapas, desde a parte de estudo até a preparação e a disciplina para poder realizar todas as atividades e o perfil psicológico dele para manter o equilíbrio”, afirma o coordenador Francisco Teixeira Júnior.

Fortaleza no topo do ranking de aprovados
A dedicação de alunos como Felipe e Mateus ajudou a colocar Fortaleza em primeiro lugar no ranking nacional de aprovações nos dois vestibulares. Na capital cearense, foram 69 aprovados no IME e 61 no ITA, bem acima dos segundos colocados: Rio de janeiro, com 34 alunos classificados no IME e São José dos Campos, com 39 selecionados no ITA. “O que mais me atrai são as oportunidades que você tem depois do curso e também para quem gosta dessa área de tecnologia é uma oportunidade de estudar numa faculdade de excelência aqui no Brasil”, completa Mateus.

 

‘Brincava com os livros’, diz cearense vencedor de Olimpíada de Português

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Ceará teve três vencedores, o maior número entre os estados brasileiros (Foto: Iury Holanda/Arquivo pessoal)

Ceará teve três vencedores, o maior número entre os estados brasileiros (Foto: Iury Holanda/Arquivo pessoal)

Três cearenses estão entre os vinte vencedores das olimpíadas.
Eles concorreram com mais de três milhões de estudantes de todo o País.

Verônica Prado, no G1

As estudantes Ester Raquel Fereira de Araújo e Joyce Maria Almeida Correia e a professora Tárcia Maria Gomes Martins, de São Gonçalo do Amarante, e o aluno Carlos Iury Holanda da Silva e a professora Maria Helena Mesquita Martins, de Fortaleza, estão entre os 20 vencedores nacionais da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Joyce e Carlos foram vencedores na categoria artigo de opinião. Ester foi vencedora na categoria Crônica.

Os cearenses concorreram com mais de três milhões de alunos que participaram desta edição. A premiação correu no último dia 17, em Brasília e fizeram do estado o maior vencedor na edição 2014 da Olimpíada.

Professora diz que aluno tinha confiança em ganhar o prêmio (Foto: Helena Martins/Arquivo pessoal)

Professora diz que aluno tinha confiança em ganhar
o prêmio (Foto: Helena Martins/Arquivo pessoal)

“Não foi fácil. Foram semanas de dedicação na escrita do texto até chegar em Brasília. Entre milhões de textos do Brasil todo, ficaram 38 finalistas e dentre esses, cinco vencedores nacionais. Estar entre esses cinco textos campeões é algo que ainda não dá pra acreditar. mas a medalha de ouro está aqui no meu pescoço para lembrar que o sonho é mesmo real”, conta Carlos, que tem 17 anos e cursa o 2º ano do Ensino médio, na Escola de Ensino Fundamental e Médio Renato Braga.

Ele conta que a paixão por livros vem de muito tempo. “Quando eu era bem pequeno, os meus avós não tinham dinheiro para comprar brinquedos e me davam livros. Eu cresci ‘brincando’ com os livros”, diz. “A ficha ainda está caindo. Mas é muito bom ver o crescimento de um aluno, a paixão dele pela leitura e pela escrita. Ele acreditava mais na vitória do que eu”, diz a professora e orientadora, Maria Helena Mesquita Martins, da Escola Renato Braga.

O Ceará foi o único estado brasileiro com três vencedores na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro e o único também onde uma professora foi vencedora em duas categorias, pela mesma escola e com dois alunos. “É uma felicidade incontida passar por essa experiência”, conta emocionada a professora Tércia Maria Gomes Martins, da Escola Adelino Cunha Alcântara, de São Gonçalo do Amarante.

Ela fala com orgulho das duas alunas vencedoras. “A Ester [Raquel Ferreira de Araújo] é uma menina fantástica, talentosa, espontânea e canta muito bem. De uma família simples, veio de Brasília morar em São Gonçalo do Amarante. Apesar das dificuldades, é muito estudiosa, muito capaz. O pai é o maior incentivador para que ela realize os sonhos”. Estudante do 1º ano do Ensino Médio, a professora conta que Ester ainda não se decidiu pela profissão. “Mas deve ser algo ligado à arte, à música”, acredita.

“A Joyce [Maria Almeida Correia] é maravilhosa, inteligente, capaz. Uma escritora nata, escreve porque tem prazer. Ela já disse que pretende cursar letras”, revela a professora. “A leitura faz parte do cotidiano das duas meninas e isso me enche de orgulho. É muito ver que com persistência e com trabalho sério a gente consegue conquistar os objetivos”, diz.

Concorrentes
Participaram alunos de 5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino Fundamental e 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio. Os alunos de 5º e 6º anos no gênero Poema, os de 7º e 8º anos desenvolvem textos do gênero Memórias Literárias, 9º ano do ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio trabalham o gênero Crônica. Os alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio produzem artigos de Opinião. Em 2014, foram realizadas cinco etapas de triagem: escolar, municipal, estadual, regional e, finalmente, a nacional.

Os 20 vencedores nacionais, professores e alunos, receberam medalhas de ouro, um notebook e uma impressora. As escolas nas quais lecionam/estudam os selecionados também foram contempladas com laboratórios de informática, compostos por dez microcomputadores e uma impressora, além de um projetor multimídia e um telão para projeção e livros.

Olimpíada
A Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro é desenvolvida pelo Ministério da Educação e pela Fundação Itaú Social, sob a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). O programa, que este ano alcançou 5.014 municípios brasileiros, busca aprimorar a prática dos professores em sala de aula para o ensino de leitura e escrita em escolas públicas.

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