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Posts tagged CecíLia Meireles

Livros que estamos ansiosos pelo lançamento em 2015

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Fábio Mourão, no Dito pelo Maldito

O ano está acabando e infelizmente não foi possível ler tudo que eu gostaria nesses míseros 365 dias que se passaram. E como se não fosse o suficiente, já descobrimos que 2015 será repleto de futuros lançamentos literários que, antes mesmo de chegar nas prateleiras das livrarias, já conquistaram um espaço cativo nas prateleiras da minha estante.
Sendo assim, prepare o seu coração (e o bolso), para as coisas que eu vou contar, porque o DpM ordenou uma lista indispensável com os lançamentos anunciados só para o ano que vem pelas editoras, mas que já estamos ansiosos para ler.
Como algumas capas ainda não foram definidas pelas editoras, considere que as imagens são meramente ilustrativas!!!

✔ Editora Labareda
A Editora Labareda acaba de chegar ao cenário literário e planeja incendiar o mercado com suas publicações. A editora com abrangência nacional está com o seu catálogo em formação voltado para diversas linhas editoriais, mas seu foco maior é em livros com temática militar, os conhecidos ‘War books’.

Seus primeiros lançamentos programados para o próximo ano contam com a presença do grande autor dinamarquês Sven Hassel, o maior vendedor de livros do mundo.
Conheça a editora

-A Legião dos Condenados, de Sven Hassel

A Legião dos Condenados, de Sven Hassel
Foi enquanto pagava sua sentença em um campo de prisioneiros que Hassel começou a escrever esse seu primeiro livro. A Legião dos Condenados foi publicado na Dinamarca, em 1953. Até hoje é o único romance dinamarquês que foi vendido por mais de seis décadas consecutivas, desde a sua primeira edição.

Em nome do Führer, Grefreiter é condenado a quinze anos de trabalhos forçados por deserção . Fica igualmente decretado que será desligado do seu regimento e privado dos seus direitos civis e militares por tempo indeterminado. Com essa sentença, o soldado passou a fazer parte de um batalhão de condenados e foi enviado ao campo de extermínio de Lengries, uma das mais revoltantes e sádicas prisões da Alemanha nazista, reservada para os desertores, prisioneiros políticos e todos aqueles que ousavam desobedecer ao Terceiro Reich. Ali ele é testemunha de torturas revoltantes, indescritíveis, e horrores inomináveis, frutos da doentia criatividade do sadismo.

Ouvindo todo dia, ininterruptamente, que não passavam de porcos corruptos e canalhas, escória da raça humana, os emaciados sobreviventes dos campos de concentração vão aprendendo a conviver com a brutalidade e a morte, e passam a acreditar que nada mais conseguiria chocá-los ou despertar tanta repugnância.
Lançamento previsto para março de 2015

✔ Editora Os Dez Melhores
É uma editora voltada ao escritor que ainda não encontrou espaço em uma grande editora, mas espera para seu livro mais do que aquilo que a maioria das editoras tem a lhe oferecer.

Pois, em determinado momento, o novo autor — que, na verdade, já nem é mais tão novo assim — necessita subir alguns degraus, dar alguns passos para frente, e receber para si e sua obra um tratamento realmente comprometido e interessado.
Conheça a editora

-Big Buka, coletivo

Big Buka, coletivo
Uma coletânea que busca homenagear o escritor através de contos que versem sobre as temáticas que sempre permearam sua obra: bebedeiras, mulheres, literatura, cotidiano, melancolia.

São dez textos selecionados de dez autores. A ideia é justamente publicar poucos escritores, a fim de oferecer a cada um a atenção e os serviços que merecem. E assim como ocorre com todos os lançamentos realizados pela Editora Os Dez Melhores, o coletivo Big Buka – Para Charles Bukowski contará com uma ilustração inédita e exclusiva em sua capa, elaborada pelo ilustrador gaúcho Emerson Wiskow. A tiragem da publicação será comercializada e distribuída pela própria editora, através de atividades literárias envolvendo escolas e instituições de ensino.
Lançamento previsto para o segundo semestre de 2015

✔ Única Editora
A Única Editora é o selo de ficção da Editora Gente, e entrou no mercado editorial nacional com a missão de provocar experiências. Suas obras apresentam histórias para serem vividas pelo leitor, e apresenta personagens – reais ou não – que oferecem mais do que suas próprias vidas, que oferecem suas essências. Uma única filosofia composta de muitas opções e de muitas contravenções.
Conheça a editora

-Os Filhos de Odin, de Padraic Colum

-Os Filhos de Odin, de Padraic Colum
Muito antes do Thor ficar famoso através dos quadrinhos e filmes da Marvel, ele já vivia na companhia de deuses em Asgard, segundo a mitologia.

Quando o pai de todos Odin cruzou a ponte do arco-íris para caminhar entre os homens em Midgard, foi seu filho Thor que ficou incumbido de defender a cidadela com seu poderoso martelo. Ao mesmo tempo em que seu irmão Loki constantemente se envolve me encrencas com dragões, anões, Valkyries e gigantes das terras livres.

Esta saga nórdica recontada pelo autor Padraic Colum vai te dar a mítica sensação de que os tempos mágicos, quando o mundo era dotado de lendas e criaturas poderosas, podem voltar a povoar o seu imaginário. Já era hora de conhecermos a verdadeira história dos filhos de Odin.
Lançamento previsto para fevereiro de 2015.

✔ Editora Gutemberg
A Gutenberg foi criada em 2003, inicialmente como um selo, para abarcar livros de interesse geral e de ficção, cujos perfis não se encaixavam na Autêntica.

A partir de 2011, com o objetivo de atingir novos públicos, mas sem deixar de imprimir em suas publicações a qualidade e o comprometimento que sempre marcaram a trajetória da Autêntica, a Gutenberg ampliou sua atuação com a inauguração de um escritório em São Paulo.

-Ruína e Ascensão, de Leigh Bardugo

-Ruína e Ascensão, de Leigh Bardugo
Terceiro e último volume da trilogia Grisha.

A capital caiu. Darkling comanda Ravka em seu trono das sombras. Agora o destino da nação está nas mãos da Conjugadora do Sol quebrada, um rastreador em desgraça e os cacos do que antes fora um grande exército mágico.

No fundo de uma antiga rede de túneis e cavernas, uma fraca Alina deve se submeter à duvidosa proteção do Apparat e daqueles que acreditam que é uma santa. Ainda assim, ela planeja estar em outro local, numa busca pelo último amplificador e esperando que Nikolai ainda esteja vivo. Alina deverá que formar novas alianças e deixar de lado velhas rivalidades enquanto ela e Maly buscam pela última peça dos amplificadores de Morozova. Mas assim que ela começa a escavar os segredos do Darkling, ela revela um passado que alterará para sempre seu entendimento sobre o laço que dividem e o poder que carrega. O amplificador é a única coisa que impedirá a destruição de Ravka e custará a Alina o futuro pelo qual ela vem lutando.
Lançamento previsto para fevereiro de 2015.

✔ Editora Global
Ao longo de seus 41 anos de existência, a Global Editora diversificou sua atuação no mercado editorial e criou três respeitados selos, com publicações destinadas ao mais variado público leitor. Hoje, o Grupo Editorial Global, uma empresa compromissada com a cultura, agrega a Global Editora, com obras dos mais renomados autores nacionais; a Gaudí Editorial, voltada às crianças em seus primeiros anos de vida, e a Editora Gaia, que alimenta o leitor no sentido de viver em perfeita harmonia com ele mesmo e com o universo.

-Giroflê Giroflá, de Cecília Meireles

-Giroflê Giroflá, de Cecília Meireles
Contos quase-crônicas, breves comentários e memórias da autora, sobre personagens de sua infância, vivências e observações – sobre uma menina frágil e que morre cedo; uma negrinha sonhadora que falava sobre o saci; uma manhã na praia; uma moça chamada Odisséia que era muito especial etc.

A linguagem rica e melódica e as breves histórias deste livro demonstram a grande sensibilidade da autora, remetendo o leitor ao mundo dos sonhos. Um texto de alto valor literário, escrito especialmente para os jovens, em que é discutido cada aspecto de seu pensamento, seus anseios e sua criatividade.

A infância é o tempo no qual vivemos momentos de brincadeiras e descobrimentos, momentos esses que marcam nossas vidas para sempre.

Cecília Meireles mostra a infância de uma forma simples e com bastante encantamento. Em suas obras, ela coloca a infância como o principal aprendizado da vida, retratando as brincadeiras da infância. Como jogar pião, pular corda, andar de bicicleta, pular de amarelinha; ela coloca isso de um modo encantador, fazendo com que o leitor possa se sentir perto de sua infância.
Lançamento previsto para fevereiro de 2015.

✔ Faro Editorial
Num mundo em acelerada transformação, como o da comunicação, é preciso ter “faro” para escolher e lançar o melhor. Esta poderia ser uma boa explicação para o nome da mais nova editora do mercado: Faro Editorial.

A editora, nasce também com um selo específico, a Edição Limitada, para atender a essa demanda latente, levando ao mercado desde títulos clássicos — produzidos com requinte artesanal e tiragens limitadas de colecionador — enquanto se encarrega das obras de autores best-sellers e clássicos, alguns já conhecidos nacional e mundialmente e outros ainda em busca do reconhecimento e público.

-Espero que sirvam Cerveja no Inferno, de Tucker Max

-Espero que sirvam Cerveja no Inferno, de Tucker Max
Finalmente uma literatura para homens…

Você entra nas livrarias e vê livros para meninas, romances para mulheres solteiras, livros eróticos para mulheres casadas, e até temas para senhoras. Para homens, nada!
Tucker Max escreveu o livro mais politicamente incorreto sobre as aventuras masculinas… Ele ri da vida, da saúde, da segurança dentro do trio: cerveja, noitada e mulheres… Mas não banca o garanhão invencível. Ele conta as furadas, os micos, as mancadas, mas também o lado divertido dessas aventuras… para valer a máxima contida no título: Já que tem certeza de que não vai para o céu, ele torce para que sirvam pelo menos cerveja no inferno. Clique aqui para assistir o book trailer do livro.

Max conta tudo com muitos detalhes, o que nos faz apenas advertir: Não repita isso em casa.

Cecília Meireles é homenageada em Doodle do Google

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Thiago Barros, no TechTudo

Cecília Meireles recebeu uma homenagem do Doodle nesta sexta-feira (7). A imagem comemora o 113º aniversário da escritora carioca. Cecília foi poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira, além de ter sido considerada uma das vozes líricas mais importantes da língua portuguesa. A imagem do Doodle mostra Cecilia escrevendo sob a luz do luar.

113º aniversário de Cecília Meireles é comemorado com Doodle (Foto: Reprodução/Google)

113º aniversário de Cecília Meireles é comemorado com Doodle (Foto: Reprodução/Google)

Autora de obras consagradas, como “Ou isto ou aquilo” e “Romanceiro da Inconfidência”, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, no bairro da Tijuca. Filha dos portugueses Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil, e Matilde Benevides Meireles, professora, a escritora carioca ficou órfã muito cedo. Seu pai faleceu três meses antes de seu nascimento, e sua mãe quando ela tinha só três anos de idade. Por isso, foi criada pela avó, Jacinta Garcia Benevides.

Casada duas vezes, em 1922 com o pintor português Fernando Correia Dias, que veio a se suicidar em 1935, e em 1940 com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinicius da Silveira Grilo, Cecília teve três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, além de cinco netos. Faleceu aos 63 anos, de câncer, em 9 de novembro de 1964.

Talento de infância

Seu talento para a escrita vem da infância. Aos nove anos, começou a escrever poesia. Completou o curso primário em 1910 recebendo uma medalha de ouro por “distinção e louvor”. Em 1917, com apenas 16 anos, formou-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro e passou a exercer o magistério no estado do Rio de Janeiro.

Cecília é uma das maiores poetisas da história do Brasil (Foto: Reprodução/Ibamendes)

Cecília é uma das maiores poetisas da história do Brasil (Foto: Reprodução/Ibamendes)

Aos 18, publicou o seu primeiro livro de sonetos, Espectros. E logo fez sucesso por ser uma escritora atemporal. Ou seja, tinha a influência do Modernismo da sua época, mas apresentava também técnicas do Simbolismo, Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Panasianismo, Realismo e Surrealismo. Depois, vieram, em 1923, “Nunca mais… e Poema dos Poemas” e “Baladas para El-Rei”, em 1925.

Entre aulas e poemas, Cecília ainda arrumou tempo para trabalhar como jornalista, de 1930 a 1931, no Diário de Notícias, com uma página diária sobre educação. Em 1934, organizou a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, em Botafogo. De 1935 a 1938, virou professora universitária na antiga Universidade do Distrito Federal, hoje UFRJ. No mesmo período, colaborou ativamente no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.

Mas foi em 1939, quando lançou “Viagem”, que ganhou ainda mais reconhecimento. Recebeu o Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras. Nos anos seguintes, fez diversas viagens pelo mundo, fazendo conferências sobre Literatura, Educação e Folclore. Na década de 40, lançou seis publicações. Já nos anos 1950, foram 15, incluindo o clássico “Romanceiro da Inconfidência”.

No entanto, seu legado é eterno na literatura brasileira. Prova disso é que não faltaram homenagens a ela. Em 1964 mesmo, ganhou o Prêmio Jabuti, concedido pela Câmara Brasileira do Livro. No ano seguinte, recebeu o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras. Em 1989, uma cédula de cruzados novos com a sua efígie foi feita em sua homenagem.

Nota com homenagem à poetisa foi lançada em 1989 (Foto: Reprodução/Instituto Cecília Meireles)

Nota com homenagem à poetisa foi lançada em 1989 (Foto: Reprodução/Instituto Cecília Meireles)

Legado internacional

Seu reconhecimento é internacional. Cecília é Sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, Sócia honorária do Instituto Vasco da Gama (Goa), Doutora “honoris causa” pela Universidade de Delhi (Índia) e Oficial da Ordem do Mérito (Chile). Na cidade chilena de Valparaíso, tem até uma biblioteca com seu nome. Em Portugal, nos Açores e em Lisboa, há ruas com seu nome.

8 fatos estranhos da vida dos escritores

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Como todos os seres humanos, os escritores possuem diversificados hábitos e manias, fato esse que se acentua em determinadas situações.

Estátua de Franz Kafka em Praga.

Estátua de Franz Kafka em Praga.

Dayane Manfere, no Homo Literatus

Muitos podem considerar certas manias como loucura, outros não se importam, mas o que impera é a dúvida: o hábito ajudou os escritores ou a escrita influenciou seus hábitos?

Para ilustrar a questão vamos iniciar com Fernando Pessoa, poeta português que viveu alguns anos de sua vida na África do Sul. Era um grande apreciador de horóscopos, e quando Cecilia Meireles marcou um encontro com o poeta enquanto esteve em Portugal, levou um chá de cadeira: passou horas aguardando-o e, decepcionada pela ausência, foi embora. Chegando a seu hotel, recebeu um livro com uma explicação: seu horóscopo informou que aquela manhã não era um bom dia para encontros.

Victor Hugo por sua vez, só escrevia em pé. Por vezes passava quatorze horas seguidas trabalhando e foi justamente assim que produziu sua obra Os Miseráveis.

Já o inglês Lord Byron, um dos maiores poetas europeus e personalidade que mais influenciou no romantismo, tinha gansos como animais de estimação. Eles o acompanham, inclusive, a ida em eventos sociais. Byron tinha também outros fatos e rituais que marcaram sua vida, além de dúvidas até hoje impostas, como o fato de que tinha uma perna torta, mas ninguém sabia qual era e quem dizia saber nunca entrava em um consenso.

Honoré de Balzac amava café. Ingeria cerca de 50 xícaras por dia, e quando não conseguia tomar, ele mesmo moía os grãos e o comia puro.

Já Edgar Allan Poe, enquanto esteve em um internato na Inglaterra, que ficava ao lado de um cemitério, teve aulas de matemática ao lado dos túmulos onde ele e os demais alunos calculavam a idade dos mortos pela data marcada nas lápides. Para os exercícios físicos os alunos abriam as covas onde os mortos da cidade seriam enterrados.

Entre as irmãs Brontë, Emily era a mais excêntrica. A romancista passava horas parada, olhando para a janela, ficava silenciosa contemplando o mundo. Certa vez sua irmã Charlotte a apanhou olhando para a janela e descobriu, horas depois, que as venezianas estavam fechadas, Emily ficou seis horas parada observando as venezianas da janela.

Já Franz Kafka tinha um complexo enorme sobre seu corpo. Foi adepto de diversas dietas e inclusive por questões de saúde era vegetariano. Na época em que viveu, o nudismo estava em voga e assim como seus demais contemporâneos Kafka frequentava SPA, mas diferente dos demais se recusou a retirar as calças e ficou conhecido como “o homem com calção de banho”.

Pablo Neruda só escrevia com tinta verde. Inclusive certa vez escrevia um poema quanto à tinta se tornou escassa. Quando o estoque voltou ao normal já era tarde, perdeu a inspiração e seu poema ficou inacabado.

Até quanto os hábitos desses e tantos escritores os influenciaram a se tornarem o que são hoje? E você, tem algum hábito que o influencia ou alguma influência que derivou novos hábitos?

Fontes

1 – A vida secreta dos grandes autores. Robert Schnakenberg. Ediouro

2 – Manias e métodos de trabalho de 10 grandes escritores. Revista Bula, por Euler de França Belém (clique aqui)

3 – Costumes e manias dos escritores famosos. Folha de S. Paulo (clique aqui)

4 – As manias mais curiosas dos escritores. Saraiva Conteúdo, por André Bernardo. (clique aqui)

5 – A mania dos escritores. Falando de Literatura, por Fernanda Jimenez. (clique aqui)

Pesquisas apontam Machado de Assis como o autor brasileiro mais estudado

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Marco Rodrigo Almeida, na Folha de S.Paulo

O Itaú Cultural divulgou no fim da tarde desta quarta (dia 3), na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), novas pesquisas sobre o estudo da literatura brasileira, aqui e no exterior.

A doutoranda da Universidade de Brasília (UnB) Laeticia Jensen Eble mapeou os escritores nacionais mais citados nos trabalhos de doutores em literatura brasileira no país. A pesquisa teve como base os currículos disponibilizados na plataforma Lattes, banco de dados mantido pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), de 2.176 pesquisadores.

Como a edição da “Ilustrada” desta quarta já havia antecipado, Machado de Assis lidera a lista com 122 citações.

Movimentação na tenda Flipinha em Paraty durante a Flip

Movimentação na tenda Flipinha em Paraty durante a Flip

Flip – 1º dia

Depois dele, nos primeiros cinco lugares, surgem Guimarães Rosa (100 citações), Clarice Lispector (63), Graciliano Ramos (54) e Mário de Andrade (44).

Entre os autores vivos, Milton Hatoum é o mais citado, com 22 menções, à frente de Rubem Fonseca (20), Manoel de Barros (18) e Chico Buarque (13).

A pesquisa identificou 477 autores diferentes. As mulheres são uma parte quase ínfima do grupo –apenas 21%. Depois de Clarice, Cecília Meireles (16º lugar, com 20 menções) é a segunda mulher mais lembrada.

NO EXTERIOR

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) João Cezar de Castro Rocha apresentou uma pesquisa semelhante, só que realizada com 224 pesquisadores que vivem no exterior.

Também neste grupo Machado lidera, com 135 menções. Depois estão Clarice (117), Rosa (102) e Jorge Amado (82).

Castro Rocha chamou a atenção para as diferentes posições ocupadas por Amado nas duas listas –ele é o quarto na dos pesquisadores que vivem no exterior e o 19º na dos brasileiros.

“Isso ocorre porque, nos anos 1940 e 1950, Jorge Amado foi fundamental para a difusão da literatura brasileira no mundo. Mesmo que aqui no Brasil não seja mais tão estudado hoje, permanece como um símbolo da literatura brasileira no exterior”, comentou o professor.

Castro Rocha também destacou que, proporcionalmente, pesquisadores estrangeiros citam mais autores contemporâneos do que os pesquisadores brasileiros ou residentes no Brasil.

“Para o pesquisador que se encontra fora do Brasil, a atualização é um valor em si. Já para os pesquisadores daqui, dedicar-se aos cânones é uma forma mais segura para conseguir fundos de pesquisas”, afirmou.

FEIRAS LITERÁRIAS

O jornalista Felipe Lindoso apresentou dados sobre a proliferação de feiras literárias no Brasil nos últimos anos.

O portal da Biblioteca Nacional, comentou, tem 261 feiras registradas país.

Lindoso apontou a mudança de perfil desses eventos. Até o final dos anos 1990, as feiras eram majoritariamente encontros comerciais, voltadas para a venda de livros.

Nos últimos anos, contudo, ganharam relevo os debates e a troca de ideia entre o público e os escritores.

“E de 2001 em diante, surgiram depois os festivais literários –Flip, Fliporto, Fórum das letras— nos quais a venda de livro é secundária”, afirmou.

Luiz Ruffato relacionou esse crescimento das feiras literárias à profissionalização da carreira de escritor.

“O ano da primeira Flip, 2003, é para mim um ano marcante da profissionalizaçãoda profissão de escritor. Foi quando eu larguei o jornalismo para me dedicar apenas à literatura”, explica.

“Há dez anos vivo como escritor profissional. Vivo de cachê de festival, júri de concursos literários. Vivemos um momento muito interessante. Antes eu era um dos poucos casos. Hoje sou só mais um dos casos.”

INTERNET

Fábio Malini, professor de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, apresentou uma pesquisa sobre a presença da literatura brasileira na internet, em especial no Facebook e no Twitter.

Nas redes sociais, Caio Fernando Abreu, Clarice e Carlos Drummond de Andrade são os campeões de popularidade.

Clarice, por exemplo, tem 743 mil “fãs” no Facebook. Caio tem 373 mil e Drummond, 108 mil.

A lista no Twitter é liderada por Paulo Leminski, autor que alcançou a lista de mais vendidos com “Toda Poesia”

O cruzamento dos dados indica que fãs de Clarice tendem a ser fãs de Caio também. Representam um grupo mais heterogêneo, com usuários de perfis diferentes “curtindo” os dois autores.

Já os que preferem Leminski e Machado formam um grupo mais homogêneo e especializado nesses dois escritores, com pouca relação com outros assuntos das redes sociais.

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