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Seis minutos de leitura

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O brasileiro dedica, em média, seis minutos por dia aos livros. Já usou seus minutos de hoje?

Danilo Venticinque, na Época

Ser otimista é ser constantemente atropelado pelos fatos. Às vezes nos esquecemos disso, mas os fatos nunca se esquecem de nos atropelar. Foi o que aconteceu comigo. Mesmo sem ser um grande fã do pensamento positivo, escrevi há alguns meses um texto esperançoso sobre o hábito da leitura no Brasil. Não preciso nem dizer que um estudo do IBGE, na última sexta-feira, revelou que o brasileiro dedica apenas seis minutos por dia aos livros. Um desastre. Alguns amigos voltaram a me dizer, em tom de provocação, que o brasileiro não lê.

Não exageremos. A pesquisa, afinal, confirma que o brasileiro lê. Lê pouco, mas já é alguma coisa. Com seis minutos por dia e alguma paciência, o brasileiro médio deve conseguir terminar um livro ou dois até o fim do ano. Quase nada, mas melhor do que nada.

Eu poderia dizer que não lemos mais por falta de educação. Mas, sinceramente, não tenho nada de novo para falar a esse respeito: a colega Ruth de Aquino escreveu um ótimo texto sobre o assunto na semana passada. Prefiro me concentrar naqueles brasileiros que, mesmo tendo uma boa educação e acesso a livros, acabam deixando a leitura para depois – ou para lá. Todo mundo conhece alguém que leu por menos de seis minutos hoje, ou que lê menos de seis minutos por dia todos os dias, ou que não lê absolutamente nada. Para evitar que esses indivíduos continuem puxando a média nacional para baixo, decidi preparar um pequeno guia. Basta escolher uma das alternativas abaixo e tornar-se um leitor médio. Também é possível seguir todas elas e se tornar um leitor compulsivo, mas dê um passo de cada vez. O importante é aproveitar os seis minutos.

Como dedicar seis minutos por dia aos livros:

– Acorde seis minutos mais cedo e, em vez de pegar o celular, pegue um livro. Ou pegue o celular e leia um livro nele. A tela é desconfortável e a luz pode te incomodar. Mas, quando isso acontecer, os seis minutos já terão passado.

– Tome o café da manhã com um livro. Mesmo se você for um daqueles que acordam atrasados e começa o dia engolindo a primeira refeição, não é possível que tudo dure menos de seis minutos.

– Leia no banho. É uma decisão arriscada: com a água quente do chuveiro, as páginas podem começar a se desfazer. Imagino que elas durarão por pelo menos seis minutos.

– Se você vai ao trabalho de ônibus, leve um livro. Os benefícios de ler sentado são conhecidos por todos. Ler em pé, espremido pelos outros passageiros, pode ser um belo teste de equilíbrio. Tente resistir por pelo menos seis minutos. Se é para cair no chão, caia como um leitor.

– Se você vai para o trabalho de carro, experimente um audiolivro. A moda não pegou no Brasil e o acervo em língua portuguesa é minúsculo, mas pode durar por um bom tempo se você só ouvir seis minutos por dia. O caos urbano o impedirá de chegar ao trabalho em menos tempo do que isso.

– Chegou mais cedo ao trabalho? A tentação de aproveitar esse tempo navegando sem rumo na internet é grande. Resista. Comece o expediente lendo um livro por seis minutos. Pode ser cansativo para quem não está acostumado, mas é melhor do que trabalhar.

– Cansou de trabalhar e quer uma pausa durante o expediente? Leia um livro. Ao menos você parecerá mais sério do que seus colegas que perdem tempo no Facebook ou no YouTube. Se o livro for minimamente relacionado à sua profissão, você pode até ganhar elogios do chefe. Os seis minutos a menos de trabalho, convenhamos, não afetarão seus resultados.

– Leve um livro para almoçar. Mesmo a mais medíocre das obras literárias é mais interessante do que ouvir de novo as mesmas fofocas sobre os mesmos colegas de escritório. A técnica é mais comum em refeições solitárias, mas funciona também em almoços em grupo. Em vez de distrair-se com o celular e ignorar os outros à mesa, ponha um livro na frente do seu rosto. Talvez ninguém repare – afinal, são só seis minutos. É menos tempo do que os seus colegas levariam para passar de fase no Candy Crush.

– Vá ao banheiro com um livro. É mais chique do que levar um celular, e menos arriscado: muitos celulares encontram seu fim no vaso sanitário, mas raríssimos são os livros que têm esse triste destino. Talvez porque pouquíssimas pessoas levam livros para o banheiro, mas isso é o de menos. Tente manter seu livro a salvo por seis minutos.

– Voltou para casa? Antes de ligar a televisão, abra um livro. Você provavelmente estará cansado, sem concentração e o aproveitamento da leitura será péssimo. Mas quem se importa? Só é preciso resistir por seis minutos.

– Se preferir, siga no jantar a sugestão dada no almoço. A vantagem é que não haverá colegas de trabalho para te importunar. A desvantagem é que, se você tiver uma família ou um cônjuge, eles detestarão ser trocados por um livro. Mas o amor incondicional serve para superar esses obstáculos e, afinal, são só seis minutos.

– Se você passou o dia inteiro sem ler, a cama é sua chance de redenção. Em algum lugar há alguma pesquisa que diz que aparelhos eletrônicos atrapalham o sono. Confie na ciência. Troque o celular, tablet ou computador por um livro. E resista ao cansaço. Você só precisa manter os olhos abertos por seis minutos. Depois disso, poderá dormir o sono dos leitores.

Caneta ensina a escrever

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Publicado no Catraca Livre

Uma caneta promete acabar com o drama para quem comete erros de gramática e ortografia. Toda a vez que a pessoa comete um erro, a caneta vibra. Pelo celular é possível corrigir o erro. Veja as imagens aqui

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Caneta vibra quando percebe o erro

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Aparelho vibra e está ligada a wi-fi

Fotos: Divulgação

Esculpir um romance

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Obra de Guy Laramee.

Obra de Guy Laramee.

Juan Pablo Villalobos, no Blog da Companhia das Letras

A cena é a seguinte: o romancista está sentado em seu estúdio, há dezessete livros espalhados na mesa, seis cadernos, oito canetas, um lápis, um marca-texto e a caneta-fetiche sem a qual não consegue escrever nada decente. À esquerda descansa uma pasta que contém trezentas ou trezentas e cinquenta folhas: a impressão de trechos das duas versões anteriores do romance, descartadas. Três dos seis cadernos são cadernos-fetiche e estão cheios. O conteúdo dos cadernos é mais ou menos igual ao da pasta. Mas agora nada disso importa: o romancista tem na frente duzentas e duas páginas impressas, as duas primeiras partes da terceira versão do romance. O romance terá três partes, ou provavelmente, quem sabe, quatro. Duzentas e duas páginas que são o trabalho de quase dois meses.

O romancista pega as quatro canetas coloridas para corrigir: vermelha, azul, cinza e verde. Confirma que o computador está desligado. Verifica os níveis de cafeína no sangue. Desativa a internet do celular e baixa o volume do aparelho. Respira fundo. Fixa os olhos na primeira folha. E então acontece. Não é necessário reler as duzentas e duas páginas, não é necessário reler oitenta ou vinte. Acontece no primeiro parágrafo, na primeira frase, é uma decepção fulminante: o romance não funciona.

A aflição é tão grande quanto duas decepções amorosas juntas, como a traição do melhor amigo ou quase como aquela vez que o time de futebol do romancista, que há sessenta e dois anos não é campeão, perdeu a final nos pênaltis.

O que aconteceu entre a tarde de ontem, quando o romancista imprimiu as duzentas e duas páginas em estado de euforia, e a manhã de hoje? O que mudou na percepção do romancista? O romance, com certeza, não mudou. É muito complicado tentar explicar o que aconteceu. Não é possível identificar o problema, não é possível dizer: é a voz narrativa, ou são os personagens, os diálogos, o enredo… A triste epifania desse breve instante de iluminação é que esse não é o romance que ele quer escrever.

O romancista solta a caneta vermelha e sai ao jardim a chutar uma bola. Chutar uma bola ajuda a pensar, a acalmar, a colocar as coisas em perspectiva. Cinco, dez minutos chutando a bola, lutando contra a maldita tristeza, contra o luto do romance que acaba de morrer.

Volta à mesa. Começa de novo, tentando ignorar o que está sentindo, faz um trabalho mecânico de correção, segue em frente, segue em frente, talvez seja possível voltar a acreditar, recuperar a fé no romance.

Merda.

Não. Não é possível.

O romancista pega as duzentas e duas folhas das duas primeiras partes da terceira versão do romance e as coloca na pasta que descansa na parte esquerda da mesa.

Espera aí, pensa o romancista, qual era o livro que eu queria escrever? Olha a estante que está ao lado da mesa com seus livros favoritos. É um momento crítico: o deprimido romancista está tentando recuperar a fé na literatura. Vai pegando livros e lendo trechinhos, uma página, um parágrafo, duas linhas. César Aira, Antonio Di Benedetto, Copi, Juan Emar, Felisberto Hernández, Mario Levrero, Sergio Pitol, Daniel Sada, Francisco Tario, Virgilio Piñera, Osvaldo Lamborghini… Passa uma hora lendo. O romancista recupera, ao menos, o sossego.

A terapia continua com a leitura de uma frase que o romancista encontrou em um belíssimo livrinho de Héctor Libertella: “Reescrever seria a arte de dar naturalidade ao que está muito trabalhado. Algo que tomou muito tempo do escritor, mas que não declara sua idade.”

Logo, no mesmo livro, lê o depoimento de Elie Wiesel:

“Eu gosto de cortar. Reduzi novecentas páginas a cento e sessenta. Mas veja bem, inclusive quando alguém corta, não corta. Escrever não é como pintar, onde você agrega. O que o leitor vê não é o que você coloca na tela. Escrever é mais parecido com a escultura, onde você tira, elimina, para tornar a obra visível. Mas essas páginas que você elimina permanecem de alguma maneira. Há diferenças entre um livro que teve duzentas páginas desde o começo e outro de duzentas que é resultado de um original de oitocentas. Essas seiscentas páginas estão aí. Só que não as vemos.”

Sim, é isso, é isso, se repete o romancista, seguro de que essa pasta lotada de páginas descartadas permanecerá, de alguma maneira, na versão final do romance. O romancista sabe que o uso literal que está fazendo das palavras de Libertella e Wiesel está muito perto da autoajuda ou da lavagem cerebral, mas por enquanto ele precisa acreditar em alguma coisa. Pega um novo caderno-fetiche e a caneta-fetiche e se senta diante da página em branco.

O romancista sabe que passarão dias, talvez semanas, antes de que consiga encontrar o caminho de volta ao romance.

Promoção: “Você tem sete mensagens”

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Pode um coração dolorido conhecer um grande amor?

Luna é uma adolescente que perdeu a mãe em um acidente há cerca de um ano, atropelada por um táxi nas ruas de Nova York. Ela, o pai e o irmão ainda estão vivendo a dor e tentando superar o luto. Quando Luna vai ao estúdio em que sua mãe trabalhava para recolher seus pertences, surpreende-se ao encontrar o celular dela com sete mensagens de voz não ouvidas.

A jovem começa a ouvir as mensagens uma a uma. Depois de escutar a primeira, fica intrigada e decide investigar. Com a ajuda de seu vizinho Oliver – por quem sempre nutriu uma paixão secreta –, vai ouvindo as outras mensagens e descobre segredos chocantes e fatos inesperados, reconstruindo, assim, um quebra-cabeça que revelará algo que ela nunca sonhou existir.

Seu coração, porém, experimenta um turbilhão de sentimentos. Pode a dor de uma perda tão importante conviver com o nascimento do primeiro amor? As descobertas sobre seu passado, que mudam o que ela sabia em relação a si mesma, devem ser um obstáculo para a intensa paixão que ela ousa sentir?

Vamos sortear 3 exemplares de “Você tem sete mensagens“, outro lançamento legal da Gutenberg.

Para participar é muito fácil:

* Faça o login
* Preencha os requisitos do aplicativo.

O resultado será divulgado no dia 25/7 e os nomes dos ganhadores serão conhecidos aqui no post e no perfil @livrosepessoas.

Boa sorte! =)

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Atenção:

Os requisitos são:

– Tweet about the giveaway: é só clicar no botão “twitter” que será dado RT automaticamente em seu perfil. Quanto mais vezes clicar nesse botão, mais pontos vai fazer e aumentar as chances de ganhar o livro.
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Uniforme Inteligente inibe alunos que matavam aula registrando presença

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Família recebe mensagem avisando que a criança chegou na escola.
Uniforme inteligente não é obrigatório, mas tem agradado os pais.

Alunos do ensino fundamental já podem usar o uniforme inteligente (Foto: Mariane Rossi/G1)

Alunos do ensino fundamental já podem usar o uniforme inteligente (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mariane Rossi, no G1

A primeira escola privada do país a implantar o uniforme inteligente, que avisa os pais quando o aluno entra ou sai da escola, fica em Santos, no litoral de São Paulo. A etiqueta já está sendo usada há quase um mês nos uniformes e tem sido uma novidade para as crianças e um tranquilizador para os pais.

O sistema do uniforme inteligente é bem simples. Uma etiqueta é colocada em uma das peças de roupa da criança. A escola possui uma espécie de antena que detecta a etiqueta assim que a criança entra, sai da escola ou quando o aluno vai para um segundo período para fazer cursos extras, reforço ou reposição de provas. O aparelho envia um email ou uma mensagem no celular, escolhido pela família, avisando que a criança entrou ou saiu do colégio.

Vandressa Guimarães Duarte Gaspar, diretora do colégio Onis, que foi a primeira escola particular a adotar esse sistema, diz que houve uma preparação de cerca de um ano para utilizar o uniforme inteligente. “Desde o ano passado a gente vem fazendo reuniões com os pais e com a empresa”, explica a diretora

A diretora da escola fala sobre o sistema (Foto: Mariane Rossi/G1)

A diretora da escola fala sobre o sistema
(Foto: Mariane Rossi/G1)

Os pais que se interessaram pela novidade tecnológica tiveram que fazer um cadastramento e indicar o número do celular que a família quer que receba a mensagem. Apesar disso, sempre surgem dúvidas dos pais. “Alguns têm receio se isso pode causar algum problema em relação à saúde, mas é uma etiqueta normal, não acontece nada”, afirma a diretora.

Ela também esclarece que a etiqueta pode ser lavada e passada várias vezes e, mesmo assim, não irá perder a validade e eficiência. “Eles fizeram um teste de lavagem mais de 100 vezes e ela é prensada em um sistema deles. A criança usa, abusa, lava, passa, quantas vezes quiser e ela não sai. A criança cresce, perde a roupa e a etiqueta continua”, explica a diretora.

Aluna usando o uniforme com a etiqueta (Foto: Mariane Rossi/G1)

Aluna usando o uniforme com a etiqueta
(Foto: Mariane Rossi/G1)

O uniforme inteligente não é obrigatório, já que os pais precisam pagar pelas etiquetas e pelas mensagens. Os técnicos da empresa responsável pelo material fazem plantões no colégio para inserção das etiquetas nos uniformes com uma máquina própria.

A etiqueta pode ser colocada na roupa ou em qualquer objeto do material escolar do aluno. “Temos muitos problemas de perda na escola. Então pode ser inserido em estojo, lancheira e pertences pessoais das crianças. Os pais podem inserir a etiqueta nesses pertences”, afirma a diretora. Na secretaria da escola há um leitor que identifica a etiqueta e de qual criança é aquele objeto.

Além de evitar perdas, o uniforme inteligente serve como um tranquilizador para os pais dos alunos. “A mensagem chega na hora. O filho passou às 17h36, o pai recebe a mensagem no mesmo minuto: ‘O Pedro acabou de entrar na escola’. Os pais que trabalham ficam mais seguros. Já os adolescentes que gostam de matar a aula acabam ficando intimidados com o sistema”, diz Vandressa.

Mensagem no celular avisando que a criança chegou na escola (Foto: Mariane Rossi/G1)

Mensagem no celular avisando que a criança
chegou na escola (Foto: Mariane Rossi/G1)

O sistema já havia sido implantado em fevereiro de 2012 em uma escola pública em Vitória da Conquista, no interior da Bahia. A cidade recebeu a nota mais baixa do país entre as redes municipais de ensino. O Estado instalou a etiqueta em todos os uniformes. Na unidade, 35% dos alunos não frequentavam as aulas. Depois das etiquetas, esse número caiu para 10%.

Em Santos, nos 15 primeiros dias da implantação do sistema, quase 70 alunos já usavam o uniforme inteligente. A diretora acredita que esse número irá crescer com o passar do tempo, já que a maioria dos pais está conhecendo o serviço e muitos estão gostando da novidade.

Vitor dos Santos Farias, de 13 anos, estuda desde pequeno na escola. Quando a mãe dele soube do uniforme inteligente, logo quis etiquetar duas camisetas e a mochila de Vitor. Ele diz que a tecnologia ajuda a não perder a mochila. Já Renata Luiza Dias, em menos de um mês do sistema já tem quatro camisetas e um agasalho com a etiqueta. “Eu achei meio estranho, mas depois foi normal. Não me incomoda e minha mãe disse que ficou mais tranquila”, conta a jovem.

A diretora acredita que o sistema está dando certo. Ela afirma que a escola e os pais ainda estão em fase de adaptação. Neste ano, o sistema começou a ser implantado apenas com os alunos do ensino fundamental e, no ano que vem, a diretora também pretender colocar a tecnologia na pré-escola.

A partir de 2014, todos os uniformes da escola serão vendidos com a etiqueta inserida, mas a ativação é opcional. “Se o pai quiser ativar, procura a secretaria da escola, faz o preenchimento de uma ficha, assina a autorização e a gente ativa a etiqueta”, finaliza a diretora.

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