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Nesta livraria é proibido usar tablets e smartphones: somente livros podem ser abertos

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Daia Florios, no Green Me

Em um mundo dominado pelo e-book e pela internet, ainda existem pessoas que preferem o livro de papel. Em Londres, os arquitetos espanhóis José Selgas e Lucía Cano projetaram a New London, uma livraria que proíbe o uso de quaisquer dispositivos eletrônicos, principalmente os celulares.

O interior da biblioteca se assemelha a um labirinto em que os leitores podem entrar e se perder entre as centenas de volumes. Os arquitetos se inspiraram no conto A Biblioteca de Babel do escritor argentino Jorge Luis Borges, onde o mundo é constituído por uma biblioteca infindável.

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Na New London, as prateleiras são feitas de materiais reciclados, são irregulares e posicionadas ao lado de espelhos que criam um efeito óptico particular. A única tecnologia presente, um computador, é utilizada para o inventário de livros porque para todo o resto, a palavra de ordem é no-tech.

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“Acreditamos no valor dos livros e da literatura, mas hoje muitas coisas são mortas pelo digital. Mas uma das maiores alegrias é comprar um livro de papel e as bibliotecas são o melhor lugar para encontrar novas ideias”, explica o co-fundador da biblioteca Rohan Silva, para o site Dezeen.

“O projeto da livraria enfatiza seja o artesanato seja a alegria da descoberta. As linhas suaves das prateleiras parecem refletir-se umas sobre as outras, que por suas vezes se refletem nos espelhos interiores. Isso permite que se encontre facilmente um livro, passando rapidamente os olhos para cima e expandindo o seu horizonte”, diz o outro fundador, Sam Aldenlton.

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Se você por acaso estiver em Londres e quiser se desligar da rotina tecnológica, a New London está localizada no número 65 da Hanbury Street.

Banir celular pode melhorar notas na escola, diz estudo

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Mateus Luiz de Souza, na Folha de S.Paulo

Um estudo divulgado no mês passado pela London School of Economics mostrou que alunos de escolas da Inglaterra que baniram os smartphones melhoraram em até 14% suas notas em exames de avaliação nacional.

O aumento acontece principalmente entre estudantes com conceitos mais baixos. Na faixa etária entre 7 e 11 anos, o banimento ajudou alunos com aproveitamento abaixo de 60% nas provas. Para o resto, não mudou nada.

“Distrações atingem todo mundo, mas são piores em alunos com celulares. E ainda piores naqueles com notas mais baixas”, diz à Folha Louis-Philippe Beland, um dos autores do estudo.

O impacto da proibição, diz ele, é o equivalente a uma hora a mais de aula por semana. O estudo “Tecnologia, distração e desempenho de estudantes” foi feito com 130 mil alunos desde 2001, em 91 escolas de quatro cidades.

Na Inglaterra, não há uma legislação sobre o uso de smartphones nas escolas. Cada colégio define sua própria política. No Brasil, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei, deste ano, que visa proibir a utilização de celulares em salas de aulas.

O uso somente seria autorizado pelo professor, desde que com viés pedagógico. “Alunos não podem ter contato com celular durante a explicação. É como deixá-los conversar livremente”, diz o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS), autor do projeto. Em São Paulo, desde 2007 colégio públicos estaduais já têm essa proibição.

A coordenadora de educação da Unesco (braço da ONU para educação e cultura) no Brasil, Rebeca Otero, questiona a necessidade de a legislação intervir no assunto.

“Precisa criar uma lei proibindo o aluno de bater no professor? Não. O raciocínio é o mesmo para os celulares.” Segundo ela, uma legislação assim pode ser mal interpretada pelos docentes, desestimulando-os a trabalhar com ferramentas pedagógicas.

Para Luciana Allan, doutora pela USP especializada em tecnologias aplicadas à educação, é preciso ter em mente o modo como estudos assim são conduzidos. “O celular pode atrapalhar provas que medem memorização. Mas é difícil preparar o aluno para o mundo tecnológico sem um celular na mão.”

EM SALA
A Unesco lançou, em 2013, o guia “Diretrizes de Políticas para a Aprendizagem Móvel”, que afirma que aparelhos móveis podem ajudar em sala de aula. Assim pensa o professor de física Marcelo Barão, do colégio Vital Brazil, em São Paulo, que usa aplicativos com os alunos.

O Sensor Kinetics, por exemplo, permite demonstrar fenômenos como gravidade, aceleração, rotação e magnetismo. “A aula é a mesma de 20 anos atrás, mas agora o aluno se sente mais atraído.”

Na aula de artes de Maristela Turíbio, como os jovens mexem nos celulares o tempo todo, ela propôs atividades com o aparelho. “A ideia era tirar uma selfie conceitual. O engajamento foi grande”.

Na escola estadual Imperatriz Leopoldina, em São Paulo, o celular não pode ser usado, para evitar que alunos procurem as respostas da prova na internet. “Mas tem gente que traz a cola de casa do mesmo jeito”, diz Lucas Alves, 15.

O colégio Elvira Brandão utiliza, fora de sala, o Google Classroom, aplicativo que conecta alunos e professores em tempo real, com correções de atividades, solução de dúvidas etc. Durante a aula, é proibido usar o celular, que deve ficar na mochila.

Na Escola da Vila, os alunos até o 5º ano não podem levar celulares. Do 6º ano em diante, só com permissão do professor. As atividades utilizam notebooks e tablets. O smartphone é usado só para fotografar projeções de slides ou de lousas, diz a coordenadora de tecnologias educacionais, Helena Mendonça.

O professor de história Reginaldo Polesi é contra o uso de aparelhos porque acredita que os alunos se distraem mais do que com as distrações de antigamente, como fazer aviãozinho de papel e desenhar na carteira.

Gabriela Molina, 15, utiliza o smartphone como calculadora nas aulas, além de aplicativos educacionais. Como se desconcentra com facilidade, comemora o fato de os smartphones não serem liberados o tempo todo. “Não ia conseguir prestar atenção na aula.”

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POR QUE LIBERAR O USO DO CELULAR

  • É preciso trabalhar com os alunos diferentes mídias, formatos e competências, como o uso eficiente de aplicativos nos celulares
  • Apps como o Star Chart (usado em aulas de astronomia, que mostra estrelas da região do céu que você apontar) deixam a aula mais interessante
  • Quando o professor menciona um evento histórico, é possível pesquisar sobre ele imediatamente e trazer dúvidas e novidades
  • A distração sempre existiu, causada por conversas com o colega ou desenhos no caderno. O celular é só mais uma maneira de perder o foco
  • Professores e coordenadores são contra o aparelho, muitas vezes, pois têm medo que o aluno surja com questões que não saberão responder

POR QUE BANIR O USO DO CELULAR

  • Ter acesso fácil ao celular faz com o que aluno tenha mais chance de distração, o que pode levar a notas mais baixas
  • Adolescentes ainda não têm maturidade para usar nos momentos apropriados
  • Em ambientes liberados, é muito difícil para o professor monitorar a sala toda
  • A distração do smartphone é muito pior do que desenhar no caderno, por exemplo, porque o aluno entra um ‘universo paralelo’
  • Muitos colégios, mesmo particulares, ainda não têm a estrutura para abrigar ferramentas tecnológicas, como sinal wi-fi comum ou com controle à navegação

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15% dos 68 milhões de usuários da internet pelo celular no Brasil têm entre 10 a 17 anos, segundo a Nielsen Ibope

Polícia prende quadrilha suspeita de furtar 45 celulares na Bienal do Livro

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Celulares e notebook apreendidos com quadrilha de peruanos que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo (foto: Avener Prado/Folhapress)

Celulares e notebook apreendidos com quadrilha de peruanos que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo (foto: Avener Prado/Folhapress)

Martha Alves, na Folha de S.Paulo

Quatro peruanos foram presos na noite de segunda-feira (1) suspeitos de pertencer a uma quadrilha que furtava celulares em grandes feiras e eventos, em São Paulo. A polícia chegou ao grupo após investigações.

Os policiais prenderam os dois homens e duas mulheres -uma delas grávida de três meses- após o furto de celulares de visitantes da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, em Santana, zona norte de São Paulo, na segunda.

Segundo o delegado Walter Ferraz, do Garra (Grupo de Repressão ao Roubos e Assaltos), o grupo costumava frequentar feiras com fluxo grande de pessoas para efetuar os furtos. Os ladrões se aproximavam da vítima, furtavam o aparelho e entregavam a outro integrante da quadrilha que guardava.

” Eles conseguiram furtar em um dia 45 celulares”, disse o delegado.

No imóvel onde a quadrilha foi presa, na região da Ponte Rasa, zona leste de São Paulo, foram recuperados os 45 aparelhos furtados na Bienal. Também foram apreendidos mais de 400 capas de celulares, óculos de sol, tablets, notebooks e câmeras furtados em outras feiras e que já tinham sido vendidos a receptadores.

O delegado disse que um dos presos confessou que as capas eram de celulares furtados que tinham sido vendidos a receptadores no bairro de Santa Ifigênia, região central de São Paulo, onde são vendidos eletroeletrônicos.

“Os celulares bloqueados eles desmontavam e vendiam as peças”, falou o delegado.

Com a prisão dos membros da quadrilha, a polícia passa também a investigar quem são os receptadores dos celulares furtados.

VÍTIMA

A advogada Karina Rachid, 27, foi uma das vítimas da quadrilha que procurou a polícia. Ela disse que foi pegar o celular na bolsa para verificar se tinha alguma mensagem quando percebeu que havia sido furtada.

Karina procurou um segurança da feira e ele disse que o celular de outras 15 mulheres também havia sumido da bolsa. Ela foi a delegacia de turismo dentro da bienal e descobriu que mais pessoas tinham sido furtadas.

“A Bienal estava lotada porque era o último dia e não estava em alerta como quando estou na rua. Não percebi o furto, eles têm muita destreza, são muito rápidos”, explicou.

Apesar de pequenos danos no celular, a advogada estava feliz por ter conseguido recuperar o aparelho que havia comprado em junho.

Juiz de MG determina apreensão de celulares usados sem permissão na escola

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istockphotomark-roseCarlos Eduardo Cherem, no UOL

Uma determinação do juiz de Ouro Fino (MG), município distante 445 Km de Belo Horizonte, João Cláudio Teodoro, no início do mês proibiu o uso de aparelhos celulares nas salas de aula da Escola Estadual Francisco Ribeiro da Fonseca no município, com 678 alunos do ensino médio, com idades variando entre 15 e 18 anos, nos turnos da manhã e da noite.

A medida é baseada numa lei estadual de 2008 que disciplina o uso de telefone celular em salas de aula, teatros, cinemas e igrejas em Minas Gerais. Pelo dispositivo, “fica proibida a conversação em telefone celular e o uso de dispositivo sonoro do aparelho em salas de aula, teatros, cinemas e igrejas”.

O que gerou a determinação foi o uso abusivo dos aparelhos, sobretudo, durante as aulas. O objetivo da iniciativa, de acordo com a escola e a Justiça, é melhorar o desempenho dos alunos nos estudos.

Pela decisão, os professores podem apreender o celular do aluno e a escola entrega os aparelhos para a Vara da Infância e da Juventude de Ouro Fino. Desde o início de julho, quando entrou em vigor a determinação, 20 estudantes tiveram de buscar, com os pais ou representante legal, seus celulares.

“Como em toda escola do país, ficou uma coisa insuportável. O professor perde tempo, a atenção dos alunos é desviada. Eles estavam usando os celulares com fones (de ouvido) para ouvir música, trocar mensagens em redes sociais e até mesmo conversar”, afirma a diretora da escola Maria Teresa Cunha.

“Os professores me entregavam os aparelhos e eu não sabia o que fazer. Não podia ficar com eles, tinha de devolver. Assim, procurei o juiz para a lei ser aplicada”, afirma a diretora. Ela estima que cerca de 80% dos 678 estudantes da escola tenham celulares. O restante, avalia, é composto de estudantes que moram na zona rural, locais onde comumente os pais não permitem (ou não têm condições financeiras para) que os filhos tenham o aparelho.

A diretora explica, porém, que a iniciativa foi precedida de ampla discussão com os alunos e seus pais, além dos professores e do juiz. “Tivemos muitas reuniões e chegamos à conclusão de que deveríamos usar a legislação proibindo. Cópia dela está afixada no quadro de avisos da escola”.

O juiz João Cláudio Teodoro tem a mesma opinião. “Resolvemos que seria uma medida importante cumprir essa lei dentro de sala de aula. O uso dos celulares estava prejudicando o ensino e a qualidade das aulas. Dispersando os alunos”, disse o juiz.

Pesquisa mostra que mulheres leem mais em celulares do que os homens

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Publicado na Tribuna da Bahia

Pesquisa da Unesco sobre leitura em aparelhos móveis foi respondida por usuários de sete países, como Índia e Paquistão; há mais leitores homens do que mulheres, mas elas passam mais tempo envolvidas na leitura.

No Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, celebrado este 23 de abril, a Unesco divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o uso de celulares para a leitura.

O levantamento foi respondido por mais de 4 mil pessoas em sete países em desenvolvimento, incluindo Etiópia, Índia, Nigéria e Paquistão. Nessas nações, onde o acesso a livros é escasso, cada vez mais pessoas utilizam os celulares como o principal meio de leitura.

Aparelhos Móveis

Segundo a Unesco, existem aproximadamente três leitores homens para cada mulher que lê em aparelhos móveis. A maior desigualdade acontece na Etiópia e na Índia, onde há nove homens para cada mulher leitora.

Mas são as mulheres quem passam mais tempo lendo. Em média, elas gastam 207 minutos por mês lendo nos seus celulares, enquanto os homens utilizam 33 minutos por mês.

A pesquisa da Unesco revela também que as mulheres leem com mais frequência e por mais tempo do que os homens. Enquanto eles leem três ou quatro vezes por mês, por cerca de 10 minutos a cada vez, as mulheres chegam a ler em média 11 vezes por mês e a cada oportunidade, dedicam 19 minutos para a leitura.

Conveniência

Mais de 90% dos participantes da pesquisa tinham 35 anos ou menos e 24% tinham curso superior. No caso das mulheres, 63% tinham um diploma, contra 51% dos homens. Para a Unesco, o nível educacional explica porque elas são leitoras mais assíduas.

A conveniência foi a principal razão apontada pela população dos países participantes para explicar a popularização dos celulares como meio de leitura.

Outros fatores são preferência pela leitura no celular e falta de acesso a livros de papel. E 89% das pessoas afirmaram que adoram ler.

Os termos mais buscados pelos leitores em aparelhos móveis são em primeiro lugar “sexo”, em segundo, “bíblia” e em terceiro, “biologia”. A Bíblia e o Corão estão entre os 10 livros mais lidos.

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