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Posts tagged cem anos de solidão

‘100 anos de solidão’, de Gabriel García Márquez, vai virar série da Netflix

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Gabriel García Márquez, autor de ‘Cem Anos de Solidão’ Foto: Tomas Bravo/Reuters

 

Serviço de streaming adquiriu direitos da obra, que ganhará sua primeira adaptação audiovisual

Publicado no Estadão

O livro 100 anos de solidão, clássico do escritor Gabriel García Márquez, ganhará uma adaptação para as telas. A Netflix adquiriu os direitos de exibição e produzirá uma série baseada no romance, a ser gravada na Colômbia e apenas com atores latinos, condições impostas pela família Márquez.

Lançada em 1967, a obra nunca ganhou uma versão audiovisual, apesar de reiteradas ofertas ao longo das últimas décadas. Rodrigo García, filho de Gabriel García Márquez, afirmou ao The New York Times que seu pai, morto em 2014, não acreditava que a história pudesse ser transformada em único filme. Ele também rejeitava qualquer adaptação que não fosse feita em espanhol, o que espantou gigantes de Hollywood.

Em realismo fantástico, 100 anos de solidão narra a história da família Buendía ao longo de gerações. O livro, que já vendeu mais de 50 milhões de cópias e foi traduzido para 46 idiomas, é considerado uma obra-prima da literatura latino-americana, alçando Gabriel García Márquez à condição de grande autor do século XX e ganhador do Nobel de Literatura em 1982.

O anúncio foi feito hoje, 6, dia em que o escritor faria 92 anos.

Já se sabe que Rodrigo e Gonzalo García, filhos do escritor, serão produtores-executivos da série, mas ainda não há informações sobre elenco, número de episódios ou data de estreia.

Livro “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez, completa meio século

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Gabriel Garcia Marquez

A obra, que conta a história da família Buendía, foi publicada pela primeira vez em junho de 1967 pela editora Sudamericana de Buenos Aires

Publicado no Metropoles

A obra mais famosa do Nobel de Literatura colombiano Gabriel García Márquez (1927- 2014), “Cem anos de solidão” completa 50 anos de sua primeira publicação e contará com uma série de comemorações.

A primeira celebração teve início nesta quinta-feira (26) com uma leitura coletiva do livro em Cartagena, na Colômbia. Até o próximo sábado (28), cerca de 60 pessoas lerão, em ciclos de duas horas, trechos do romance.

“A leitura contará com a participação de 20 personalidades que comparecem ao Hay Festival, 20 autoridades de Cartagena, e 20 cidadãos escolhidos após uma convocatória pública dos organizadores”, disse Cristina Fuentes, diretora do Hay Festival.

Cartagena foi escolhida como lugar de abertura das comemorações por ser considerada a cidade de García Márquez. A obra, que conta a história da família Buendía, foi publicada pela primeira vez em junho de 1967 pela editora Sudamericana de Buenos Aires, na Argentina.

Gabriel García Márquez nasceu no dia 6 de março de 1927 em Aracataca, no departamento de Magdalena. O escritor cresceu apaixonado por livros. No entanto, em 1947, ele iniciou o curso de direito e de ciências políticas na Universidade Nacional da Colômbia, mas não se formou e seguiu o mundo do jornalismo.

Em 1982, García Márquez ganhou o prêmio Nobel, e em abril de 2014 morreu no México, onde vivia com a sua esposa, aos 87 anos. Durante o ano de 2017 ainda serão realizadas outras atividades para homenagear “Cem anos de solidão”, incluindo eventos no Chile, na Argentina, e outros países.

Cem Anos de Solidão, um livro para se ler eternamente

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gabriel

Edival Lourenço, na Revista Bula

Não queira tirar uma moral exclusiva ou um sentido único de “Cem Anos de Solidão”. Porque ele é plural e contém todos os sentidos e todas as morais. Seu estágio de conhecimento, seu estado de espírito, suas crenças e ideias dominantes é que vão dar o tom do que se perceber, do que se retirar. No microcosmo chamado Macondo é que a saga dos Buendía-Iguarán se destrinça. Uma sequência de José Arcádio e Aureliano se sucede em profusão, cobrindo um período sintomático de 100 anos. Penso até que a árvore genealógica dessa mítica família seja impossível de se montar, como requer uma obra representativa do realismo fantástico. Mas isso não tem a menor importância. Antes, é mais um charme dessa obra que é tão charmosa, por essas e outras.

Macondo, o cenário onde os fatos se dão, é um pequeno mundo, “um povoado de 20 casas de barro e taquaras, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos”. Por falar em ovo pré histórico, este romance é uma espécie de ovo da realidade que, com a força dos símbolos, dá conta de nos representar, não só o Caribe, não só a Colômbia, não só a América Latina, não só o presente momento, mas o mundo inteiro em todos os tempos com suas contradições, com suas dores, com seus desejos não realizados, por fim, com a monumental solidão que pesa sobre os ombros dos Buendía-Iguarán. Que, aliás, pesa sobre os ombros de todo ser humano, na condição de mortal e órfão da própria esperança. Penso que mesmo que venhamos a sofrer modificações radicais em nossa estrutura física e mental, mesmo que alcancemos outros patamares de cognição, mesmo que venhamos habitar outros planetas de outras galáxias, a solidão será ainda a nossa marca mais evidente, que nada pode apagar. Por isso “Cem Anos de Solidão” é para ser lido em toda parte e para sempre.

A musicalidade de “Cem Anos de Solidão” é extraordinária, coisa de embalar o espírito, uma sinfonia majestosa feita de frases literárias. Aliás, a musicalidade é tão saborosa que se o texto fosse escrito na língua estranha dos possuídos febris, de forma que o leitor não conseguisse entender uma única palavra, ainda assim valeria a pena ler, só pela sonoridade. E essa sonoridade não aparece só de vez em quando, em momentos mais caprichados, não. Qualquer lugar que você abrir o livro ali vai estar presente um trecho da grande arranjo melódico. Veja a frase de abertura: “Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aurélio Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que o pai o levou para conhecer o gelo”.

Mas esqueça a sonoridade por um instante. Olhe só o paradoxal da vida encerrada nessa primeira frase. Não há uma situação mais dramática do que se achar postado como alvo diante de um pelotão de fuzilamento. E não há uma ternura maior do que o pai levar o filho para conhecer algo extra, mas ordinário, algo extraordinário, como o gelo num mundo tropical, sem geladeiras. Além da musicalidade divinal, a frase encerra drama e ternura, numa fórmula dolorida, intensa, mas sem lamentação.

Aliás, “Cem Anos de Solidão” teria tudo para ser um romance triste e lamentoso, pois fala da miséria da condição humana da forma mais visceral. Mas não sendo piegas nem gaiato o autor nos conta uma história no fio da navalha, em que a graça levita sobre a dor, o que outra coisa não é senão a própria essência da vida, em sua forma mais destilada e pura, em suas composições de mistério.

Num momento em que a crítica do mundo inteiro aventava a morte do romance nas encruzilhadas do Nouveau Roman, Gabriel García Márquez, feito um mágico de fato e cartola, chegou abrindo um novo e amplo horizonte ao gênero literário. Gênero este consagrado por outro autor de língua hispânica: Miguel de Cervantes, com o seu impagável “Dom Quixote”.

Exemplar roubado da primeira edição de ‘Cem Anos de Solidão’ é recuperado

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Publicado na Folha de S.Paulo

A polícia da Colômbia recuperou nesta sexta-feira um exemplar da primeira edição do livro “Cem Anos de Solidão” com dedicatória do autor Gabriel García Márquez que tinha sido roubado de uma vitrine da Feira Internacional do Livro de Bogotá (Filbo).

O diretor da polícia, general Rodolfo Palomino agradeceu através de sua conta no Twitter os policiais “que conseguiram recuperar o livro que tinha sido roubado”, sem dar mais detalhes.

O exemplar da primeira edição do clássico escrito pelo vencedor do Nobel de Literatura foi publicado pela editora Sudamericana em 1967 e tinha uma dedicatória do falecido “Gabo” para Álvaro Castillo, proprietário da relíquia.

“Para Álvaro Castillo, o vendedor de livros velhos, como ontem e como sempre. Seu amigo, Gabriel”, diz a dedicatória.

O roubo do livro foi constatado no sábado passado pelos organizadores da Filbo, que este ano homenageou García Márquez com um pavilhão dedicado a Macondo, o universo imaginário de suas obras, universalizado em “Cem Anos de Solidão”.

Primeira edição assinada de Cem Anos de Solidão é roubada em Bogotá

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A feira termina esta segunda-feira em Bogotá EITAN ABRAMOVICH/AFP

A feira termina esta segunda-feira em Bogotá EITAN ABRAMOVICH/AFP

García Márquez autografou o valioso exemplar exposto na Feira Internacional do Livro de Bogotá que desapareceu sábado. “O livro faz parte do patrimônio do país.”

Joana Amaral Cardoso, no Publico

Uma primeira edição assinada de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, foi roubada da Feira Internacional do Livro de Bogotá, que termina esta segunda-feira e que homenageou o Nobel colombiano um ano depois da sua morte. O livro valeria cerca de 54 mil euros.

O exemplar raro estava em exposição numa vitrine selada na feira – na qual, como relatou o PÚBLICO nos últimos dias, a figura, o trabalho, as referências a García Márquez, estavam “por todo o lado” na feira anual, realizada no espaço de exposições da Corferias na capital colombiana, Bogotá. O livro estava exposto no pavilhão Macondo, assim baptizado em honra da localidade que serve de pano de fundo de Cem Anos de Solidão.

Gabriel García Márquez morreu em Abril de 2014 aos 87 anos e a obra roubada sábado à tarde, perto das 18h, segundo o diário colombiano El Heraldo, tinha um valor muito superior ao pecuniário para o seu proprietário – era “imensurável”. Isto porque já depois de ter comprado a primeira edição em 2006, o negociante de livros raros Álvaro Castillo Granada levou-o até Gabo, como também é conhecido o romancista, que o assinou com uma dedicatória: “Para Álvaro Castillo, o velho livreiro, como ontem e para sempre, o teu amigo Gabo”.

O colombiano Castillo Granada empalideceu e ficou em silêncio quando soube do desaparecimento do livro. Só na manhã de domingo disse aos seus colaboradores o que tinha acontecido. Diz ter comprado a obra com grande valor sentimental em 2006 numa livraria em Montevideu, no Uruguai. A capa, como escreve El Heraldo, era diferente das edições subsequentes, com um barco rodeado por folhagem.

Com o preço das primeiras edições a subir desde a morte do Prémio Nobel colombiano (atribuído em 1982 ao escritor), o negociante de livros não revela quanto pagou pelo exemplar. Mas lança o apelo através do Heraldo ao ladrão: “O livro faz parte do património do país”. E avisa que “é um livro impossível de comercializar”.

Quando o diário colombiano El Tiempo assinalava em 2013 os seus 25 anos de carreira como livreiro, Castillo Granada relata que uma das grandes alegrias da sua carreira foi ter tido nas mãos muitas raridades. “Já tive livros assinados por José Lezma Lima, García Márquez, Julio Cortázar, Paul Eluard, Louis Aragon, Borges”, elenca, destacando que “o livro mais valioso” que tinha na época na livraria era “’Canciones’, assinado pelo próprio Federico García Lorca”.

As autoridades estão a investigar o caso e, diz a BBC, a rever imagens do circuito interno de vídeo para tentar identificar o autor do roubo.

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