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Inspirado em Harry Potter, Itália sedia Mundial de Quadribol

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Evento terá delegações de 20 países
Divulgação

Esporte até então fictício era o preferido dos alunos da escola de magia da saga. O evento ocorre em Florença com a presença de mais de 20 países

Publicado no R7

A Copa do Mundo de Quadribol, esporte praticado pelos bruxos da saga Harry Potter, será disputado entre os dias 27 e 1º de julho, em Florença, na Itália.

Organizado pela Associação Internacional de Quadribol (IQA, em inglês), em parceria com o grupo Human Company e a Prefeitura de Florença, o campeonato contará com a presença de 29 países e comemorará o aniversário de 20 anos do lançamento do primeiro livro da série.

Adaptado dos livros de J.K. Rowling, o Quadribol combina o rugby e a queimada, em um esporte que visa a velocidade e o contato.

Apelidado de Quadribol dos “trouxas”, que são os seres não-mágicos de Harry Potter, os atletas sobem em vassouras e devem acertar os “balaços”, bolas de queimada, nos outros jogadores, e as “goles”, bolas de vôlei murchas, nos alvos.

O jogo termina quando o “pomo de ouro”, representado por uma bola de tênis dentro de uma meia, é pego.

A cerimônia de abertura, no dia 27 de junho, será no centro histórico de Florença e as disputas oficias durante os seis dias de torneio serão no Campo de Marte. O Brasil e a Itália começam a Copa ambos no grupo C.

Ao longo da semana, eventos como caça ao tesouro e visitas relacionadas ao tema invadem Florença para festejar o mundo de Hogwarts. A Human Company é o principal organizador do calendário do evento, além de hospedar os times e as equipes técnicas no novo Firenze Camping in Town, a poucos quilômetros do centro histórico.

Biblioteca no Rio de Janeiro está entre as mais belas do mundo

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Publicado no Guia Viajar Melhor

O Real Gabinete Português de Literatura já serviu de locações para filmes, novelas e minisséries

Criado no século XIX, a instituição é uma verdadeira homenagem para a cultura portuguesa em solo brasileiro e teve início apenas 15 anos depois da Independência do Brasil, quando 43 imigrantes portugueses criaram um “gabinete de leitura” inspirado nos centros culturais do mesmo formato que se consolidavam cada vez mais na Europa. O objetivo era trazer um pouco da riqueza cultural portuguesa para os imigrantes que começavam a viver no Rio de Janeiro, na época capital do Império.

Foto: Rosino

Foto: Rosino

Hoje, para quem passa próximo ao metrô Uruguaiana no centro da capital fluminense nem imagina a história da tradicional instituição portuguesa. O imponente edifício que abriga a biblioteca tem arquitetura luxuosa e foi eleito pela revista “Time” como uma das mais belas bibliotecas do mundo. O Real Gabinete Português de Literatura, também reúne o maior acervo de obras lusitanas fora de Portugal e o edifício está localizado na parte histórica do centro carioca e funciona tanto como biblioteca, como centro de estudos e instituição cultural.

Foto: Roland Sorg

Foto: Roland Sorg

A criação do Real Gabinete Português de Literatura teve início em 1837 em seu primeiro prédio e posteriormente foi transferido para o seu atual endereço na Rua Luís de Camões, 30, onde está instalado desde 1872.

Foto: Frank Alvarado

Foto: Frank Alvarado

Ocupação estreita relação entre escola e usuários de droga na Cracolândia

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A relação horizontal e solidária que marcou o movimento dos estudantes de SP vai além dos muros da escola: ela se expande no convívio com a sociedade

Mc Caio singer bloc

Publicado em Painel Acadêmico

“O papo eu te mando, agora vou mandar
Estou rimando aqui na escola J.K.
Minha voz é ruim, mas é sem problema
Quero o melhor pra mim, rimo como um poema
Não quero sentar numa mesa e começar a escrever
Quero levantar, participar e fazer acontecer
Ninguém me pergunta o que eu quero estudar
É uma coisa imposta, sem poder me expressar
Estão querendo tirar a minha escola
Mas não tem nada disso, vou fazer uma nova história”

Responsável por abrir o cadeado para quem entra e quem sai da E.E (Escola Estadual) João Kopke, Caio (15), aluno do 1º ano colegial, se concentra na letra do seu primeiro rap e apresenta a música para os colegas que estão na ocupação na tarde da última quinta-feira (10/12). O poema termina rimando “robocop” com “black bloc”, em referência à resistência dos estudantes às ações do governo Alckmin (PSDB).

A escola ganhara novas cores nas paredes, os estudantes haviam recebido naquele dia um grupo da Zona Sul para uma oficina de grafite. Quem passa pela frente pode ver, além dos cartazes com os dizeres “João Kopke Ocupada” e “Não à reorganização”, um grande livro aberto escrito “geração de pensadores”. Há três semanas ocupada, a E.E João Kopker está na Alameda Cleveland, centro de São Paulo, mais especificamente na região chamada de Cracolândia. O mesmo centro que há algum tempo vem chamando a atenção da especulação imobiliária paulistana, apoiada pelas políticas de higienização do governo do Estado.

“A região só não é valorizada porque a gente tá aqui. O que as empresas na região querem é vender tudo, tomar conta de tudo. Pra eles é muito bom que fechem essa escola”, diz Sérgio*, que se abriga do sol embaixo da lona de sua carroça, a cerca de 10 metros da escola ocupada pelos secundaristas. “O que é isso que eles estão fazendo?”, pergunta um rapaz que também está ali, protegido pela carroça. A resposta vem de Maria*: “esses meninos estão dormindo aí porque querem fechar a escola deles. Tá certo, tem que ficar mesmo!”.

A relação entre os estudantes e os transeuntes da Cracolândia se estreitou depois ocupação, no melhor sentido possível. “Antes, a gente só cumprimentava eles, afinal a gente estava aqui todos os dias e eles também. Mas agora abrimos o diálogo, eles ajudam a fazer nossa segurança, nunca teve nenhum problema”, afirmou Taíres Pereira, 16 anos, há 5 aluna da escola J.K. “Se alguém tentar invadir a escola à noite, a gente não deixa. Ninguém mexe com os meninos aqui, não”, disse Sérgio, que assim como Maria – “a dona da rua”, segundo seus amigos – também apoia a luta dos estudantes.

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Alguns dias da semana a escola sofre com falta de água. Naquela tarde, dia seguinte ao ato que levou cerca de 15 mil pessoas às ruas de São Paulo em apoio aos estudantes – e que terminou com bombas de gás lançadas pela polícia em frente à Secretaria de Educação -, os pratos estavam acumulados na pia à espera da volta da água. O almoço, no entanto, foi garantido por uma professora da escola e parceira dos alunos na luta contra a medida de reorganização, que levou 30 marmitas para os meninos e meninas dividirem entre si. Foi ela também quem varreu a rua no início da tarde, no perímetro da escola. O restante da calçada foi varrido mais cedo por Ceará*, usuário de crack, motorista de caminhão, amigo de Sérgio e de Maria, cearense saudoso da família que vive na terra natal. “Não gosto de ver sujeira acumulada aqui na frente”, disse.

A calçada da Alameda Cleveland é agora o fio que compõe as missangas, como diria Mia Couto (autor do livro O fio das Missangas, da Companhia das Letras); o território-comum daqueles estudantes e das pessoas em situação de rua que têm naquele mesmo espaço o endereço de suas moradias imprevisíveis. De fala tranquila e um pouco envergonhada, mas muito firme ao falar das atividades na escola, Taíres comenta: “quando fazemos almoço ou janta, levamos pra eles. Depois eles voltam trazendo os pratos e os garfos. Eles nos respeitam e a gente respeita eles”. Ceará confirma: “os meninos nos dão água, também, que é muito difícil de conseguir aqui, principalmente quando vai ficando de noite. Nos bares nem adianta pedir que ninguém dá. Mas a gente não gosta de ficar indo lá toda hora, pra não incomodar muito eles, né?”

Os alunos se dividem em comissões: cozinha, limpeza, comunicação, calendário de atividades. Não há liderança e tudo é discutido em assembleias, que acontecem duas vezes por semana. As regras são estabelecidas coletivamente e estão escritas em cartolinas, grudadas na parede do salão principal da escola. Os responsáveis por cada “departamento”, como a portaria e as reuniões externas com o Comando das Escolas Ocupadas, também são transitórios e eleitos a cada conversa do coletivo. Sobre os rumos da ocupação, Taíres defende: “vamos ficar aqui até termos a certeza de que nossa escola não será fechada de jeito nenhum”. E Caio garante: “minha ceia de Natal esse ano vai ser aqui. Minha mãe já disse que vem pra cá, outras mães também, vão fazer comida e vamos festejar aqui dentro”.

A dama dos livros raros no centro de São Paulo

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A LIVREIRA MARISTELA CALIL E UMA DAS OBRAS RARAS DE SEU SEBO | FOTO: SU STATHOPOULOS

A LIVREIRA MARISTELA CALIL E UMA DAS OBRAS RARAS DE SEU SEBO | FOTO: SU STATHOPOULOS

Cristina Camargo, no Roteiros Literários

Centenas de livros ainda encaixotados nos corredores da Livraria Calil Antiquaria, no centro de São Paulo, são a prova da força de uma tradição familiar. Foram comprados pela livreira Maristela Calil, 53, herdeira do bibliófilo Líbano Calil, amigo de Monteiro Lobato, Tarsila do Amaral e José Mindlin, entre outros homens e mulheres das letras e das artes.

Maristela administra um acervo valioso. São mais de 300 mil livros raros, entre primeiras edições, exemplares autografados e antigos que estão entre os únicos no Brasil. Ela herdou a livraria do pai e ampliou o acervo ao longo dos anos ao adquirir bibliotecas particulares inteiras, entre elas os 15 mil volumes que recheavam as estantes da casa de Luís Arrobas Martins, secretário da Fazenda no governo Abreu Sodré e conhecido colecionador.

Não há mais espaço na livraria localizada no nono andar de um prédio antigo na Barão de Itapetininga (nº 88), rua conhecida no passado por ser ponto de encontro de intelectuais e artistas. Mesmo assim, Maristela não resiste ao ser procurada por famílias interessadas em comercializar bibliotecas inteiras que correm o risco de ser desfeitas sem um comprador especializado.

Não desmanchar essas bibliotecas é uma das missões da grande dama dos livros em São Paulo. Além disso, ela sabe que suas raridades têm grande valor comercial e os milhares de livros acumulados são encarados como um investimento com retorno garantido.

Maristela aprendeu com o pai, filho de libanês e colecionador de livros desde a infância. Líbano Calil guardava o dinheiro do sorvete e do cinema para abastecer sua biblioteca. Ao transformar o prazer em trabalho, era meticuloso ao separar o que ficaria em sua livraria e o que iria para a coleção particular.

“Muitas vezes ele comprava em várias prestações. Adquiriu o prazer pela leitura. E foi comprando, comprando…”, conta a filha.

O resultado são 13 mil volumes mantidos na casa da família, no Ipiranga, em São Paulo. Maristela é a administradora do acervo e, por ironia do destino, vive o mesmo dilema das famílias que a procuram para vender suas bibliotecas.

DETALHE DA LIVRARIA CALIL, NO CENTRO DE SÃO PAULO. É O MAIS ANTIGO SEBO E LIVRARIA ANTIQUÁRIA DA CIDADE| FOTO: SU STATHOPOULOS

DETALHE DA LIVRARIA CALIL, NO CENTRO DE SÃO PAULO. É O MAIS ANTIGO SEBO E LIVRARIA ANTIQUÁRIA DA CIDADE| FOTO: SU STATHOPOULOS

Ela não quer vender separadamente os livros raros adquiridos pelo pai ao longo da vida. Líbano morreu em 1993, aos 60 anos. Deixou a biblioteca para a viúva, hoje com 89 anos. É uma vasta coleção brasiliana e histórica. A filha precisa dividir o tempo entre a livraria e a biblioteca. Colocou o acervo à venda e se esforça para que ele seja repassado inteiro, sem que a valiosa coleção montada pelo pai seja desmanchada.

Entre as raridades estão livros como o que reúne cartas enviadas por Dom Pedro I a Portugal, um exemplar de 1925 de “Pau Brasil”, de Oswald de Andrade, a coleção machadiana com todas as primeiras edições e milhares de livros sobre a história brasileira, paulista e também o catolicismo.

Está lá também a obra “Brasilianas”, de 1863, assinada pelo pintor, caricaturista, arquiteto, crítico, historiador e escritor Manuel de Araújo Porto Alegre, tema de exposição no Instituto Moreira Salles.

São exemplares autografados, únicos, primeiras edições e documentos originais e manuscritos. Oitenta por cento dos exemplares estão encadernados, o que ajuda na conservação.

No final da vida, Líbano autorizava apenas dois amigos muito próximos a entrarem em sua biblioteca. Temia visitantes inconvenientes, que poderiam pedir um dos exemplares emprestado.

O acervo, autenticado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), já despertou o interesse de órgãos públicos. As negociações, no entanto, não prosperaram.

Livraria – Maristela já perdeu as contas de quantas bibliotecas inteiras comprou para sua livraria. A especialidade são obras sobre o Brasil, principalmente na área de humanas. Diariamente, a livreira recebe pedidos por telefone, cartas, pessoalmente e, claro, pela internet.

Poderia manter tudo num depósito, mas prefere conservar o belo e agradável espaço na rua Barão de Itapetininga. É por causa dos clientes que fazem questão de realizar as compras pessoalmente. São aqueles que gostam de manusear e sentir o cheiro dos livros. Cheiro, aliás, perceptível nos primeiros passos dados na livraria.

A LIVREIRA MARISTELA CALIL | FOTO: SU STATHOPOULOS

A LIVREIRA MARISTELA CALIL | FOTO: SU STATHOPOULOS

Encontram, além dos livros raros, muitas gravuras sobre o Brasil e música clássica para deixar o clima ainda mais requintado. Também costumam ser apresentados a estantes que já pertenceram ao empresário Antônio Ermírio de Moraes, morto recentemente. Elas foram compradas por Maristela quando o ex-político começou a desmontar parte de seu acervo.

“É mentira dizer que o Brasil é um país que não lê”, garante Maristela com a autoridade de quem vende livros diariamente, alguns a preços altos. Tem mais. Ela recebe leitores jovens, em busca de orientação.

A livreira investe na restauração de publicações que chegam às suas mãos em condições ruins. E, com sua bagagem, costuma orientar outros livreiros em dificuldades.

“Faço tudo para as livrarias não fecharem. Um país se faz com leitores”.

O centro de São Paulo mantém a beleza arquitetônica, mas não vive seus melhores dias. Tem muito lixo na rua, comércio ambulante desordenado e dezenas de sem-teto espalhados pelas calçadas. Mesmo assim, a dama dos livros raros resiste.

“O centro ainda é um grande ponto de encontro”, explica. Inclusive para quem não abandona a paixão pelas palavras.

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Editora abre microlivraria em banca no centro de São Paulo

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Thiago Blumenthal, Cecilia Arbolave e João Varella, da editora Lote 42, na banca na região central de SP (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Thiago Blumenthal, Cecilia Arbolave e João Varella, da editora Lote 42, na banca na região central de SP (Foto: Gabriel Cabral/Folhapress)

Regiane Teixeira, na Folha de S,Paulo

A partir de 1º de outubro, a rua Barão de Tatuí, em Santa Cecília, região central, contará com uma banca que venderá jornais, mas não revistas sobre moda, fofoca, economia ou saúde. A banca Patuí, instalada na altura do número 275 da via, terá suas prateleiras ocupadas pelos sete livros lançados pela editora Lote 42.

Além das obras da casa, como o “Manual de Sobrevivência dos Tímidos” (R$ 39,90), de Bruno Maron, e “Seu Azul” (R$ 42,90), de Gustavo Piqueira, a ideia é ter publicações de tiragem limitada, voltadas para arte, fotografia e ilustração, com preços entre R$ 30 e R$ 50.

Segundo João Varella, 29, sócio da Lote 42, as bancas de jornais hoje não são atrativas. “Elas perderam a magia vendendo cigarro, recarga de celular”, afirma. Ele e os sócios, Cecilia Arbolave, 28, e Thiago Blumenthal, 33, pretendem oferecer ainda internet sem fio a quem passa na rua, música ao vivo e um parklet (vagas de estacionamento transformadas em uma minipraça).

Apesar do risco do negócio, não é a primeira vez que a Lote 42 faz uma aposta inusitada no mercado editorial. No dia 8 de julho, quando o Brasil enfrentou a Alemanha na Copa, a editora divulgou que daria 10% de desconto em sua loja virtual para cada gol tomado pela seleção brasileira.

Após o 7 a 1, a empresa manteve a promessa e deu 70% de desconto, esgotando o estoque de 2.000 livros. “Vendemos livros abaixo do preço de custo, mas a exposição compensou o prejuízo”, diz Varella.

Nessa nova empreitada, já existe um concorrente: a banca Tijuana. A lojinha funciona com a mesma proposta, mas dentro da galeria Vermelho, na rua Minas Gerais, 372, região central. O negócio existe há um ano e vende hoje 188 publicações nacionais e estrangeiras.

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