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Companhia das Letras compra direitos do único romance escrito por Charlie Chaplin

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Emanuelle Najjar, no Cabine Literária

A Companhia das Letras anunciou hoje em seu blog oficial que adquiriu os direitos de “Footlights”, único romance escrito por Charlie Chaplin.

Escrito em 1948, Footlights deu origem ao filme “Luzes da Ribalta” que conta a história do palhaço Calvero: alcóolotra e decadente, ele salva uma bailarina de cometer suicídio.

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Embora tenha adquirido os direitos da obra, a editora não forneceu previsão de publicação.

Único livro de Chaplin será publicado pela primeira vez

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Ator e diretor Charlie Chaplin no filme 'O Garoto' de 1921 (Reprodução)

Ator e diretor Charlie Chaplin no filme ‘O Garoto’ de 1921 (Reprodução)

Romance chamado ‘Footlights’ foi escrito em 1948. Lançamento marca o aniversário de 100 anos da estreia do ator e diretor no cinema

Publicado na revista Veja

O único livro escrito por Charlie Chaplin está sendo lançado pela primeira vez esta semana. A obra, chamada Footlights, foi escrita em 1948 e traz a mesma história do filme Luzes da Ribalta, de 1952.

O lançamento marca o início das comemorações de 100 anos da primeira aparição de Chaplin no cinema.

Segundo o site do jornal The New York Times, o livro foi restaurado pelo biógrafo de Chaplin, David Robinson, usando arquivos pessoais do cineasta com a permissão de sua família. O trabalho está sendo lançado pela Cineteca di Bologna, um instituto italiano de preservação do cinema que também é responsável pelo restauro de filmes de Chaplin.

O romance se passa em Londres e é centrado no palhaço decadente Calvero, mesmo protagonista de Luzes da Ribalta, que ajuda uma dançarina a recuperar sua carreira. Segundo um porta-voz do instituto, no entanto, a obra é mais triste e sombria do que o longa-metragem.

O livro será vendido pela loja virtual Amazon e pelo site da Cineteca. O volume traz ainda fotos e documentos do arquivo pessoal do diretor.

Troca de poema de Caio Fernando Abreu por música de Gilberto Gil adia publicação

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Marco Rodrigo Almeida, na Ilustrada

A notícia atiçou a curiosidade de leitores no final do ano passado: finalmente a poesia de Caio Fernando Abreu (1948-1996) seria reunida em livro.

Análise: Versos retratam ressaca que se deu sobre a geração de Caio Fernando Abreu

Quando morreu, aos 47 anos, Caio já era um autor consagrado de dezenas de contos, dois romances, crônicas, peças de teatro e artigos para jornais e revistas.

E também de centenas de poemas. Mas, fora um ou outro verso, Caio nunca publicou sua produção poética, desconhecida mesmo por fãs e especialistas em sua obra.

O escritor Caio Fernando Abreu - Folhapress

O escritor Caio Fernando Abreu – Folhapress

Em novembro, essa faceta oculta do escritor esteve prestes a vir à tona. A editora Record anunciou que no dia 30 chegaria às livrarias o livro “Poesias Nunca Publicadas de Caio Fernando Abreu”.

Organizado pelas pesquisadoras Letícia da Costa Chaplin e Márcia Ivana de Lima e Silva, o livro, que nasceu como tese de doutorado de Chaplin, traria 116 poemas.

O título chegou a ser distribuído para a imprensa, mas, poucos dias depois, a editora cancelou a distribuição dos 3.000 exemplares para as livrarias. Alegou apenas que a atitude foi tomada em “virtude de um erro editorial”.

Se o livro tivesse sido publicado, não seria difícil para um fã de MPB detectar o erro: a página 49 trazia, como se fosse poema de Caio, a letra de “Barato Total”, de Gilberto Gil.

Os versos da canção foram localizados pelas organizadoras em um diário de Caio de 1976. Ao lado da letra há rostos de mulheres desenhados com caneta preta. Um deles seria o retrato da cantora Gal Costa, que gravou a música no disco “Cantar” (1974).

Procuradas pela reportagem, as organizadoras não responderam aos recados até o fechamento desta edição.

A Record informou que o livro está em processo de análise e que uma edição corrigida será lançada. A data ainda não foi definida.

Paula Dip, autora da biografia “Para Sempre Teu, Caio F.” (ed. Record), vai revisar o livro. Ela conta que proporá a substituição de “Barato Total” por um poema que não integrava a versão recolhida e o acréscimo, na introdução, de um texto que explique o erro.

Além disso, Dip quer incluir as palavras que as organizadoras não conseguiram identificar nos manuscritos originais e que aparecem no livro com a legenda “palavra ilegível”.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

VERSOS OCULTOS

Os manuscritos dos poemas de Caio estão hoje na PUC -RS, em Porto Alegre, que mantém seu acervo. A maior parte do material foi doada pelo amigo e diretor de teatro Luciano Alabarse; o restante estava em diários com a família.

O material a que as organizadoras tiveram acesso mostra que ele escreveu poesia durante toda a carreira. Os primeiros versos são de 1968, o último, de 1996. Curiosamente, o autor nunca manifestou intenção de publicá-los.

“Ele era muito perfeccionista. Dizia ‘não sou poeta, escrevo poesia muito mal’. Ele se via mesmo como contista”, diz Dip, que foi amiga do autor.

Apesar disso, seus contos e poemas têm forte ligação. Nos dois casos sobressaem temas como a solidão e o desencanto. As referências musicais são outro ponto em comum.

Caio usou trechos de letras de Caetano Veloso e citou músicos como Tom Jobim em alguns poemas. À intérprete de “Barato Total” ele dedicou, além de desenho no diário, um verso do poema “Rômulo”: “Fomos ver o show da Gal cantando deixa sangrar”.

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