Contando e Cantando (Volume 2)

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Chico Buarque vence prêmio literário na França

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Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

Foto: Bob Wolfenson / Divulgação

 

Cantor e compositor foi escolhido na categoria literatura latino-americana

Publicado no Zero Hora

Chico Buarque vai receber o prêmio de literatura Roger Caillois na próxima segunda-feira, em Paris, na França, pelo conjunto de sua obra. O cantor e compositor foi escolhido na categoria literatura latino-americana.

Seus livros são publicados na França pela editora Gallimard e o último, O Irmão Alemão, foi lançado em 2016. Informado apenas nesta quinta-feira, Chico Buarque infelizmente não poderá comparecer à premiação.

O Prêmio Roger Caillois foi criado em 1991 pelo PEN Club da França em parceria com a Casa da América Latina e a Sociedade dos escritores e amigos de Roger Caillois (1913-1978), sociólogo e crítico literário francês. Já ganharam na mesma categoria autores como Mario Vargas Llosa (2002), Alberto Manguel (2004), Ricardo Piglia (2008) e Roberto Bolaño (2009). Haroldo de Campos (1999) era o único brasileiro na lista até então.

Autêntica investe na literatura brasileira

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Publicado no Impresso

Editora responsável pela caixa de Rubem Braga, Maria Amélia Mello chama a atenção para uma série de lançamentos de literatura brasileira que a Autêntica pretende colocar nas livrarias até meados de 2017.

A obra infantil de Chico Buarque faz parte do catálogo da Autêntica, editora fundada há 18 anos em Belo Horizonte. Em outubro, será relançado o primeiro volume, Os saltimbancos, com ilustrações de Ziraldo.

No fim do ano, para homenagear Clarice Lispector (1920-1977), chega às livrarias O rio de Clarice. A obra, de Teresa Montero (autora de Eu sou uma pergunta – Uma biografia de Clarice Lispector), é um guia sentimental sobre a vida da escritora no Rio de Janeiro. “O livro mostra o trajeto pelos lugares da cidade por onde ela passou – da chegada, nos anos 1920, na Tijuca, até a morte, na Lagoa Rodrigo de Freitas”, comenta Maria Amélia.

Também para este ano, celebrando o centenário de Murilo Rubião, a editora lança a correspondência do autor de O ex-mágico da Taberna Minhota com Otto Lara Resende. Outra efeméride que será comemorada, esta em janeiro, será o centenário de Antônio Callado. Serão reunidas em livro suas crônicas políticas de 1978 a 1985.

Já para meados de 2017, está prevista a publicação de Os três Andrades. O livro vai contar a relação de Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Carlos Drummond de Andrade. A publicação trará pequena antologia dos autores.

17 livros escritos por famosos e que vale a pena ler

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Fernanda Torres também já escreveu livros Créditos: Reprodução

Fernanda Torres também já escreveu livros
Créditos: Reprodução

Confira obras de autores que também fazem sucesso fora do âmbito literário

Publicado no Guia da Semana

O universo literário está recheado de grandes e incríveis escritores. Entretanto, muitos deles são famosos por outras atividades e não pela literatura. Pensando nisso, o Guia da Semana lista alguns livros incríveis escritos por famosos e que vale a pena a leitura. Confira:

Muitas pessoas só conhecem o lado de Chico Buarque cantor. Entretanto, além de músico, é também dramaturgo e escritor. Dois de seus livros – “Leite Derramado” e “Budapeste” – ganharam o Prêmio Jabuti de Melhor Romance.

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O IRMÃO ALEMÃO

É um romance em busca da verdade e dos afetos. O autor já publicou os romances “Estorvo”, “Benjamim”, “Budapeste” e “Leite derramado”, que lhe renderam três prêmios Jabuti e venderam quase um milhão de exemplares, ficando por meses nas listas de livros mais vendidos do país. Ele também é autor de peças como “Roda viva” e “Ópera do malandro”. A narrativa de Chico se faz mais daquilo que escorre entre as palavras do que com as verdades que elas costuram. […] Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos.


LEITE DERRAMADO

Um homem muito velho está num leito de hospital. Membro de uma tradicional família brasileira, ele desfia, num monólogo dirigido à filha, às enfermeiras e a quem quiser ouvir, a história de sua linhagem desde os ancestrais portugueses, passando por um barão do Império, um senador da Primeira República, até o tataraneto, garotão do Rio de Janeiro atual. Uma saga familiar caracterizada pela decadência social e econômica, tendo como pano de fundo a história do Brasil dos últimos dois séculos. A imagem de capa do livro foi desenvolvida em duas versões – nas cores branca e laranja.

BUDAPESTE

Ao concluir a autobiografia romanceada ‘O ginógrafo’, a pedido de um bizarro executivo alemão que fez carreira no Rio de Janeiro, José Costa, um ghost-writer de talento fora do comum, se vê diante de um impasse criativo e existencial. Meio sem querer, vai parar em Budapeste, onde buscará a redenção no idioma húngaro, segundo as más línguas, a única língua que o diabo respeita. Narrado em primeira pessoa, combinando alta densidade narrativa com um senso de humor muito particular, é a história de um homem exaurido por seu próprio talento, que se vê emparedado entre duas cidades, duas mulheres, dois livros, duas línguas e uma série de outros pares simétricos que conferem ao texto o caráter de espelhamento que permeia todo o romance.

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Além de arrasar nas telas de televisão – seja apresentando o Saia Justa, em novelas ou filmes – Maria Ribeiro também dirigiu um documentário e escreveu seu primeiro livro recentemente. Com crônicas incríveis e deliciosas, a atriz, apresentadora e jornalista nos transporta para seus pensamentos sobre pequenas (e grandes) coisas do dia a dia.

TRINTA E OITO E MEIO

Estas crônicas, reflexões e desabafos, escritos com curiosidade sem fim, mas também com senso de humor, mostram os bastidores da cabeça e do coração de Maria Ribeiro. A atriz, que confessa, neste livro, o seu interesse (se não mesmo obsessão) pelas histórias dos outros, junta, em ‘Trinta e oito e meio’, textos que escreveu nos últimos anos, e que, com as ilustrações de Rita Wainer, formam um inesperado diário e um guia de viagem pela sua vida.

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Atriz e apresentadora, Maitê Proença também já deixou sua marca na literatura. Com 3 livros publicados, aborda temas simples, com uma escrita gostosa e um texto fluido.

ENTRE OSSOS E A ESCRITA

As memórias do passado distante ou do presente imediato, a sabedoria e as dores do amadurecimento, a indignação da cidadã e os encontros e desencontros do amor e do sexo foram a matéria-prima de sua estréia na literatura, em 2005. Nesta edição ampliada, Maitê mostra como se apossou do texto como forma de expressão – o que não é fácil para alguém que trabalha e vive para o texto dos outros.

TODO VICIOS

Stella, uma bela e madura atriz e escultora, se apaixona por João, um publicitário cinquentão, feio e viciado em remédios tarja preta. A partir desse encontro, Maitê Proença escreveu a bela trama de ‘Todo vícios’. Essa paixão improvável torna-se um retrato de um tipo de relacionamento cada vez mais comum nesses dias em que as redes sociais substituíram o contato profundo. Alternando as perspectivas de Stella e João, Maitê descreve um caso de amor que não rompe a superfície, em que mensagens de celular substituem o diálogo. Além de uma profunda análise do momento presente, ela consegue a proeza de inserir no enredo um tempero de thriller.

É DURO SER CABRA NA ETIÓPIA

Maitê Proença agora se lança na aventura de organizar um livro interativo e multiautoral, desde a sua concepção. A partir de um blog, a autora reuniu a contribuição, textos e imagens de anônimos (agora revelados) a grandes escritores, como Carlos Heitor Cony e Tatiana Salem Levy, e muitos outros, costurados pelas reflexões e provocações de Maitê.

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Se houvesse uma categoria para definir aquele tipo de pessoa que arrasa em tudo o que faz, Miguel Falabella, sem dúvidas, estaria no topo da lista. Famoso por suas atuações e peças de teatro, também marca presença nos livros e, como era de se esperar, também é um sucesso como escritor.

VIVENDO EM VOZ ALTA

Memórias podem ajudar a viver com sabedoria. E se elas vierem acompanhadas de muita emoção, podem ajudar a tornar a vida mais pulsante. Em ‘Vivendo em Voz Alta’, Miguel Falabella escreve na velocidade de suas emoções e procura se abrir. Um cachorro branco, frutas da infância, (mais…)

Chico Buarque é o único escritor brasileiro na lista dos livros de ficção mais vendidos

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Recentemente ele foi hostilizado por alguns jovens no Rio de Janeiro devido à sua posição política.

Antonio Marques da Silva, no Blasting News

Chico Buarque apresentando seu livro (Assessoria)

Chico Buarque apresentando seu livro (Assessoria)

No ano em que foi hostilizado por um pequeno grupo de jovens no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, devido à sua posição política, Chico Buarque têm motivos de sobra para ostentar o sorriso que deu aos seus críticos na ocasião. Ele é o único escritor brasileiro que conseguiu figurar na seleta lista dos 20 livros de ficção mais vendidos de 2015.

O livro “O Irmão Alemão”, considerada uma obra semi-autobiográfica do músico que também emplacou como escritor, vendeu até o começo de dezembro 17 mil exemplares apenas no Brasil. Esses números colocam Chico Buarque na 18ª posição do ranking organizado pela Publishnews, que reúne as vendas de livros das 12 maiores livrarias brasileiras.

O primeiro livro mais vendido da lista é Grey, de EL James, com uma vendagem de 165 mil unidades. Outros brasileiros também se destacaram na literatura em 2015, mas em gêneros variados, como é o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Andressa Urach, Bela Gil, Kéfera e o médico Drauzio Varella.

Posição política

Chico Buarque nunca escondeu sua posição política e por isso acabou sendo levado a se envolver em algumas polêmicas, como o episódio registrado há poucos dias quando foi coagido por alguns jovens durante um passeio pelo Leblon, bairro nobre do Rio de Janeiro. Chico não fez nada de mais, apenas incomodou os jovens devido à sua posição política enquanto exerce sua cidadania não como o músico ou escritor, mas como o cidadão brasileiro Francisco Buarque de Holanda.

A alegação dos jovens que abordaram o músico e escritor é que teriam visto um vídeo em que divulga apoio ao PT (Partido dos Trabalhadores), sendo favorável à presidente Dilma Rousseff. Eles afirmaram durante a discussão que não gostaram dessa posição de Chico Buarque, que também participou das eleições presidenciais de 2014.

Alguns dias após o episódio envolvendo o músico e os jovens, milhares de internautas saíram em sua defesa nas redes sociais convocando um ato a seu favor no Rio de Janeiro, que acabou reunindo várias pessoas em um bar no mesmo local onde foi hostilizado.

Livro de Chico Buarque é rasgado e pichado em loja da Zona Sul do Rio

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Publicado no Jornal do Brasil

Depois do episódio no Leblon em que Chico Buarque foi hostilizado por um grupo de jovens, um homem entrou na livraria de um shopping na Zona Sul do Rio de Janeiro na manhã deste sábado (26) e pichou e rasgou um exemplar do livro “O irmão alemão”, do cantor e escritor.

Em uma das páginas do livro de Chico Buarque, a pessoa escreveu: “Petista, hipocrita (sic), ladrão de dinheiro público”. As informações foram divulgadas pelo jornal Correio do Brasil.

Na madrugada de terça-feira (22), o cantor e compositor foi hostilizado por jovens contrários ao PT na saída do restaurante Sushi, no Leblon. Apesar da agressividade dos jovens, o artista permaneceu calmo e ironizou a posição deles, dizendo que “com base na revista Veja, não dá para se informar”. Um dos agressores respondeu: “A minha opinião é a minha opinião”.

A onda de ataques fascistas tem gerado respostas. Um evento já havia sido criado em rede social em solidariedade ao cantor e compositor pelo caso no Leblon, intitulado “Rolezinho para tomar cerveja com Chico Buarque”. Na tarde deste sábado (26) o evento tinha mais de 23 mil pessoas confirmadas, e 34 mil interessados.

“Rolezinho com o Chico Buarque para dar um basta no Fascismo da direita contra o governo Dilma. Esperamos que ele compareça. Convide seus amigos…”, diz a descrição do evento.

A presidente Dilma Rousseff chegou a se manifestar publicamente na quarta-feira (23) em solidariedade a Chico Buarque. “O Brasil tem uma tradição de conviver de forma pacífica com as diferenças. Não podemos aceitar o ódio e a intolerância. É preciso respeitar as divergências de opinião. A disputa política é saudável, mas deve ser feita de forma respeitosa, não furiosa”, destacou a presidente Dilma.

“Reafirmo meu repúdio a qualquer tipo de intolerância, inclusive à patrulha ideológica. A Chico e seus amigos, o meu carinho”, completou a presidente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também divulgou nota, na noite de terça-feira. Para Lula, “é muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos políticos”.

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