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Posts tagged Chico Buarque

Chega às livrarias a primeira edição das obras do poeta Ruy Belo

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Português, que morreu em 1978, é considerado um dos maiores nomes da geração pós-Fernando Pessoa

Ruy Belo é tema de documentário em finalização, reunindo críticos e artistas como Chico Buarque, por quem o escritor tinha admiração. Divulgação

Ruy Belo é tema de documentário em finalização, reunindo críticos e artistas como Chico Buarque, por quem o escritor tinha admiração. Divulgação

Guilherme Freitas, em O Globo

RIO – Ruy Belo provavelmente acharia graça de ser incluído no panteão de grandes escritores portugueses. A poesia era para ele “um ato de insubordinação a todos os níveis”, e o poeta, aquele que “introduz a intranquilidade nas consciências, nas correntes literárias ou ideológicas, na ordem pública, nas organizações patrióticas e nas patrióticas organizações”, escreveu.

Mas é justamente por essas características que o autor, que completaria 80 anos em 2013, continua a conquistar leitores e críticos, mesmo 35 anos após sua morte. Agora, Belo está mais próximo dos brasileiros, que ganham a primeira edição nacional de suas obras completas, pela Editora 7Letras, e em breve poderão ver um documentário, do diretor português Nuno Costa Santos, em que intelectuais e artistas — entre eles Chico Buarque — comentam e declamam seus versos.

Coordenada pelo escritor e crítico Manoel Ricardo de Lima, autor de “Fazer, lugar: a poesia de Ruy Belo” (Lumme Editor), a coleção da 7Letras publicará até o fim deste ano todos os nove livros do português. Os três primeiros — “Aquele grande rio Eufrates” (1961), sua obra de estreia, “O problema da habitação” (1962) e “Boca bilíngue” (1966) — serão lançados nesta segunda-feira (15), às 19h, na livraria da 7Letras, em Ipanema.

Entre religião e política

Os nove volumes têm prefácios de poetas brasileiros, como Carlito Azevedo, Eduardo Sterzi, Júlia Studart, Tarso de Melo e o próprio Lima. Os textos sinalizam a relevância de Belo para autores nacionais. E fazem a ponte entre o leitor contemporâneo e o escritor que abominava quem buscava na poesia “coerência, evolução harmoniosa, enquadramento numa tradição”.

— Ruy Belo quase sempre é lido em torno de uma questão um tanto tardia da nacionalidade (“esse apontamento sempre antipático”, como disse Drummond) e de uma inserção seminal apenas na tradição da poesia que chamam portuguesa. Quisemos deslocar um pouco dessa afasia cansativa — diz Lima, professor de literatura na Unirio.

“Deslocamento” é palavra-chave na curta vida de Belo. Nascido em 1933, em família católica no vilarejo de São João da Ribeira, cursou Direito em Coimbra e Lisboa, estudou religião em Roma, e integrou por dez anos a Opus Dei.

Mais tarde, rompeu com a Igreja (passou a chamar esse período de “aventura mística”) e embrenhou-se nos debates literários e políticos de seu tempo. Fez oposição ao regime Salazar, perdeu uma eleição para deputado e chegou a se exilar em Madri por sete anos antes de morrer, em Queluz (Portugal), aos 45 anos.

As preocupações metafísicas e políticas deixaram marcas em sua obra. A espiritualidade está em poemas como “Homem para deus” (“ele vai só ele não tem ninguém/ onde morrer um pouco toda a morte que o espera”), de “Aquele grande rio Eufrates”, cujo título é uma citação bíblica. A militância está em versos como os de “Morte ao meio-dia”, em “Boca bilíngue” (“O meu país é o que o mar não quer/ é o pescador cuspido à praia à luz/ pois a areia cresceu e a gente em vão requer/ curvada o que de fronte erguida já lhe pertencia”).

Autor do prefácio de “Transporte no tempo” (1973), a sair este ano, Eduardo Sterzi identifica dois momentos na obra de Belo: um católico e outro em que “o repertório religioso se torna metáfora política”.

— Há uma constante de um momento a outro, algo que eu chamaria, tomando expressão cara ao próprio Belo, de “nomadismo”. Mas há também uma mudança: se, no primeiro momento, o deslocamento incessante com que figura a vida humana tinha, como meta, a Terra Prometida, a partir de certo ponto não há mais Terra Prometida, apenas terra, a percorrer, a servir de objeto de nostalgia, de destino plenamente terreno, da terra à terra — diz Sterzi, poeta e professor de literatura na Unicamp.

Desde sua morte, Belo passou a ser considerado um dos maiores nomes da poesia portuguesa pós-Fernando Pessoa, a quem admirava (“Pessoa é o poeta vivo que me interessa mais”, escreveu em um poema de 1970 — 35 anos depois da morte do autor de “Tabacaria”). Mantinha diálogo constante com seus contemporâneos, como Sophia de Mello Breyner Andersen, Herberto Hélder e Jorge de Lima. Sua intensa correspondência com este último será publicada em livro no ano que vem.

Gosto por autors do Brasil

Viúva do poeta e responsável por seu espólio, Teresa Belo diz que ele tinha grande interesse também por autores brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade (que chegou a conhecer, em Lisboa), Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto. Mas sua maior paixão no país era Chico Buarque:

— Ele encomendava LPs do Chico aos amigos que vinham do Brasil. Ficava muito comovido com as canções e admirava a postura politica dele — lembra Teresa.

A admiração é recíproca. Em junho, Chico interrompeu a escrita de seu novo romance, em Paris, para participar das filmagens do documentário “Ruy Belo, era uma vez”, de Nuno Costa Santos. Declamou dois poemas de Belo: “Orla marítima” e “Oh as casas as casas as casas”.

Previso para ser concluído este ano, o documentário, que reúne ainda críticos e escritores portugueses, ajudará a lançar luz sobre a obra de Belo dos dois lados do Atlântico, reforçando o trabalho da edição brasileira de seus livros. Tarefa mais do que urgente, diz o poeta Tarso de Melo, autor do prefácio de “Boca bilíngue”:

— O desconhecimento da poesia portuguesa pós-Pessoa por aqui é colossal — lamenta Melo, citando, além de Belo, poetas como Hélder e Sophia. — Esses autores são capazes de nos fazer rever não apenas a forma como nos relacionamos com a poesia portuguesa, mas com nossa própria poesia.

Pesquisas apontam Machado de Assis como o autor brasileiro mais estudado

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Marco Rodrigo Almeida, na Folha de S.Paulo

O Itaú Cultural divulgou no fim da tarde desta quarta (dia 3), na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), novas pesquisas sobre o estudo da literatura brasileira, aqui e no exterior.

A doutoranda da Universidade de Brasília (UnB) Laeticia Jensen Eble mapeou os escritores nacionais mais citados nos trabalhos de doutores em literatura brasileira no país. A pesquisa teve como base os currículos disponibilizados na plataforma Lattes, banco de dados mantido pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), de 2.176 pesquisadores.

Como a edição da “Ilustrada” desta quarta já havia antecipado, Machado de Assis lidera a lista com 122 citações.

Movimentação na tenda Flipinha em Paraty durante a Flip

Movimentação na tenda Flipinha em Paraty durante a Flip

Flip – 1º dia

Depois dele, nos primeiros cinco lugares, surgem Guimarães Rosa (100 citações), Clarice Lispector (63), Graciliano Ramos (54) e Mário de Andrade (44).

Entre os autores vivos, Milton Hatoum é o mais citado, com 22 menções, à frente de Rubem Fonseca (20), Manoel de Barros (18) e Chico Buarque (13).

A pesquisa identificou 477 autores diferentes. As mulheres são uma parte quase ínfima do grupo –apenas 21%. Depois de Clarice, Cecília Meireles (16º lugar, com 20 menções) é a segunda mulher mais lembrada.

NO EXTERIOR

O professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) João Cezar de Castro Rocha apresentou uma pesquisa semelhante, só que realizada com 224 pesquisadores que vivem no exterior.

Também neste grupo Machado lidera, com 135 menções. Depois estão Clarice (117), Rosa (102) e Jorge Amado (82).

Castro Rocha chamou a atenção para as diferentes posições ocupadas por Amado nas duas listas –ele é o quarto na dos pesquisadores que vivem no exterior e o 19º na dos brasileiros.

“Isso ocorre porque, nos anos 1940 e 1950, Jorge Amado foi fundamental para a difusão da literatura brasileira no mundo. Mesmo que aqui no Brasil não seja mais tão estudado hoje, permanece como um símbolo da literatura brasileira no exterior”, comentou o professor.

Castro Rocha também destacou que, proporcionalmente, pesquisadores estrangeiros citam mais autores contemporâneos do que os pesquisadores brasileiros ou residentes no Brasil.

“Para o pesquisador que se encontra fora do Brasil, a atualização é um valor em si. Já para os pesquisadores daqui, dedicar-se aos cânones é uma forma mais segura para conseguir fundos de pesquisas”, afirmou.

FEIRAS LITERÁRIAS

O jornalista Felipe Lindoso apresentou dados sobre a proliferação de feiras literárias no Brasil nos últimos anos.

O portal da Biblioteca Nacional, comentou, tem 261 feiras registradas país.

Lindoso apontou a mudança de perfil desses eventos. Até o final dos anos 1990, as feiras eram majoritariamente encontros comerciais, voltadas para a venda de livros.

Nos últimos anos, contudo, ganharam relevo os debates e a troca de ideia entre o público e os escritores.

“E de 2001 em diante, surgiram depois os festivais literários –Flip, Fliporto, Fórum das letras— nos quais a venda de livro é secundária”, afirmou.

Luiz Ruffato relacionou esse crescimento das feiras literárias à profissionalização da carreira de escritor.

“O ano da primeira Flip, 2003, é para mim um ano marcante da profissionalizaçãoda profissão de escritor. Foi quando eu larguei o jornalismo para me dedicar apenas à literatura”, explica.

“Há dez anos vivo como escritor profissional. Vivo de cachê de festival, júri de concursos literários. Vivemos um momento muito interessante. Antes eu era um dos poucos casos. Hoje sou só mais um dos casos.”

INTERNET

Fábio Malini, professor de jornalismo da Universidade Federal do Espírito Santo, apresentou uma pesquisa sobre a presença da literatura brasileira na internet, em especial no Facebook e no Twitter.

Nas redes sociais, Caio Fernando Abreu, Clarice e Carlos Drummond de Andrade são os campeões de popularidade.

Clarice, por exemplo, tem 743 mil “fãs” no Facebook. Caio tem 373 mil e Drummond, 108 mil.

A lista no Twitter é liderada por Paulo Leminski, autor que alcançou a lista de mais vendidos com “Toda Poesia”

O cruzamento dos dados indica que fãs de Clarice tendem a ser fãs de Caio também. Representam um grupo mais heterogêneo, com usuários de perfis diferentes “curtindo” os dois autores.

Já os que preferem Leminski e Machado formam um grupo mais homogêneo e especializado nesses dois escritores, com pouca relação com outros assuntos das redes sociais.

30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler

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Carlos Willian Leite, na Revista Bula

Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal. 312 pessoas responderam a enquete. Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos? Na lista, aparecem livros de escritores consagrados como José de Alencar, Ruy Castro, Clarice Lispector e Jorge Amado. O resultado, embora subjetivo, pois se baseia meramente no gosto pessoal e não avaliação crítica dos livros citados, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”. Eis o resultado baseado na quantidade de citações.

Iracema
José de Alencar

O Guarani
José de Alencar

Marimbondos de Fogo
José Sarney

Saraminda
José Sarney

Animais em Extinção
Marcelo Mirisola

Como Desaparecer Completamente
André de Leones

O Diário de um Mago
Paulo Coelho

Brida
Paulo Coelho

O Alquimista
Paulo Coelho

No Buraco
Tony Bellotto

Mentes Perigosas
Ana Beatriz Barbosa Silva

O Tigre Na Sombra
Lya Luft

O Lado Fatal
Lya Luft

O Crepúsculo do Macho
Fernando Gabeira

O Xangô de Baker Street
Jô Soares

As Esganadas
Jô Soares

Mar Morto
Jorge Amado

Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida

Estorvo
Chico Buarque

O Mundo Não é Chato
Caetano Veloso

Triângulo no Ponto
Eros Grau

A Paixão Segundo G.H.
Clarice Lispector

O Inverno das Fadas
Carolina Munhóz

O Dia Mastroianni
João Paulo Cuenca

A Vida Sabe o Que Faz
Zibia Gasparetto

A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães

Farewell
Carlos Drummond de Andrade

Rosinha, Minha Canoa
José Mauro de Vasconcelos

Obra Completa
J. G. de Araújo Jorge

Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo
Nélida Piñon

Interesse estrangeiro leva editoras a ampliar catálogo de ficcionistas nacionais

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Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Poucos escritores não gostariam de passar pelo dilema que atormentou Andrea del Fuego, 37, no fim do ano passado: avaliar ofertas de mais de cinco editoras para decidir qual publicaria seu novo romance. Quem levou foi a Companhia das Letras, que planeja o título para abril.

Dias atrás, foi a vez de Edney Silvestre, 62. Com dois livros pela Record, recebeu propostas de mais duas casas para sua nova ficção. O valor de adiantamento de direitos autorais chegou a seis dígitos, fenômeno raro para um romance nacional. Escolheu a Intrínseca, que planeja “Vidas Provisórias” para agosto.

Os casos acima ainda são exceções. Ao contrário do que já ocorria com a não ficção nacional, títulos isolados de ficção não costumam gerar disputas –especialmente quando os autores são relativamente novos na área, como Del Fuego e Silvestre.

Mas os exemplos são simbólicos do momento que a literatura nacional vive hoje, com a ampliação do interesse das editoras pelo que se produz atualmente no país.

A escritora Andrea del Fuego em sua casa em São Paulo - Eduardo Knapp/Folhapress

A escritora Andrea del Fuego em sua casa em São Paulo – Eduardo Knapp/Folhapress

O novo romance de Silvestre junta-se ao de Letícia Wierzchowski na estreia da Intrínseca na ficção nacional -o da gaúcha, ainda sem título, está previsto para junho. A editora também contratou um romance de Miguel Sanches Neto, que deve sair no ano que vem.

A Companhia das Letras deve dobrar seu número de romances nacionais neste ano. Será mais de um por mês, podendo alcançar o total de 16, se Chico Buarque e Milton Hatoum entregarem os seus.

A Record, casa das que mais investem em nacionais, costuma chegar a 20 ao ano.

Com as contratações das editoras Heloisa Jahn e Marta Garcia, que na Companhia das Letras trabalharam grandes obras nacionais, a Cosac Naify planeja aumentar a frequência de sua ficção brasileira, que nunca foi regular.

“Vamos nos organizar assim que a Marta começar a trabalhar com a gente, no dia 18. Queremos reservar espaço para seis ficções de autores nacionais contemporâneos por ano”, diz a diretora editorial Florencia Ferrari.

A Globo, que tem no catálogo quase só infantojuvenis entre os ficcionistas nacionais em atividade, vem sondando nomes. Já fez alguns convites.

REFLEXO

Considerando que a ficção feita hoje no país não costuma vender mais que poucos milhares de cópias, impressiona o interesse de um mercado que se acostumou a comercializar centenas de milhares de seus best-sellers.

Para editores, o olhar internacional fez casas nacionais perceberem a importância de oferecer um catálogo de autores locais. O interesse estrangeiro foi estimulado pelo anúncio do Brasil como convidado de honra em 2013 da Feira de Frankfurt, maior evento editorial do mundo.

“Somos um raro caso de país que não consome a literatura local. O bom editor sabe que isso é anomalia e aposta na mudança”, diz a agente literária Luciana Villas-Boas, que atende 40 autores, incluindo Edney Silvestre.

Luciana, que por 15 anos foi diretora editorial da Record, é também personagem desse cenário. Em 2012, ao abrir sua agência, chamou atenção ao declarar foco na produção nacional, enquanto o mercado ansiava por aquisições estrangeiras.

Acabou se antecipando a outras agências, como a de Marianna Teixeira Soares, ex-Rocco e Ediouro, hoje com 20 autores. As agências se tornaram mais um filtro para seleção de nomes por editoras.

“Sempre buscamos nacionais por uma questão de prestígio”, diz Otávio Marques da Costa, publisher da Companhia das Letras, “mas é inegável que há uma boa safra”.

A editora agora busca ampliar as vendas. “Barba Ensopada de Sangue”, de Daniel Galera, saiu há dois meses com 8.000 cópias, mais do dobro da tiragem média de romances nacionais, que costumam demorar anos a esgotar. Já vendeu mais de 11 mil.

Embora a ficção adulta de autores em atividade não seja o centro das compras de livros por governos estaduais e federal, que tendem a preferir clássicos e infantojuvenis, ela tem surgido nas listas.

O maior programa do gênero, o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), investiu R$ 75 milhões, entre aquisição e distribuição, na edição de 2013. “Pó de Parede” (Não Editora), de Carol Bensimon, foi um dos contemplados, com 29 mil cópias.

Os governos selecionam títulos por meio de comissões de especialistas e costumam comprá-los com descontos de até 90%. Para as editoras, vale pela quantidade, bem superior à que os títulos alcançam em vendas nas livrarias.

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ROMANCES QUE VÊM POR AÍ
Alguns títulos previstos por grandes editoras para 2013

ALFAGUARA
“Hanói”, Adriana Lisboa
“Divórcio”, Ricardo Lísias
“Esquilos de Pavlov”, Laura Erber
“A Travessia de Suez”, Reinaldo Moraes
“Noites de Alface”, Vanessa Barbara
“Papis et Circenses”, José Roberto Torero

COMPANHIA DAS LETRAS
“Machu Picchu”, Tony Bellotto
“A Tristeza Extraordinária do Leopardo-das-Neves”, Joca Reiners Terron
“Terceiro Tempo”, Marcelo Backes
“Digam a Satã que o Recado Foi Entendido”, Daniel Pellizzari
“Ithaca Road”, Paulo Scott
“Edifício Midori Filho”, Andrea del Fuego
“República das Abelhas – a Família Política de Carlos Lacerda”, Rodrigo Lacerda
Carlos de Brito e Melo1, Simone Campos1, Juliana Frank1, Sérgio Rodrigues1, Carlos de Brito e Melo1, Luiz Ruffato1, Bernardo Carvalho1, Chico Buarque2 e Milton Hatoum2

COSAC NAIFY
“Pessoas que Passam pelos Sonhos”, Cadão Volpato
João Anzanello Carrascoza1

INTRÍNSECA
“Vidas Provisórias”, Edney Silvestre
Letícia Wierzchowski1

RECORD
“O Brasil”, Mino Carta
“Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada”, Elisa Lucinda
“Tangolomango: Ritual das Paixões deste Mundo”, Raimundo Carrero
“Vila Vermelho”, Jeter Neves
“Só o Pó”, Marcelino Freire
“Carta ao Filho”, Betty Millan
“Cardano”, Raul Emerich

ROCCO
“As Pequenas Mortes”, Wesley Peres
“Os Olhos de Touro São”, Ieda Magri
“Terra de Casas Vazias”, André de Leones
“Flores sem Folhas”, Natália Nami
“Aldeia do Silêncio”, Frei Betto
“A Querida Saiu”, Luciana Pessanha
“Enquanto Ela Contava Histórias”, José El-Jaick
“As Mil Mortes de César”, Max Mallmann

1 Título do romance indefinido
2 Pode ficar para 2014 e tem o título indefinido

dica do Tom Fernandes

30 livros de autores brasileiros para morrer antes de ler

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cultural

Car­los Wil­li­an Lei­te, no Jornal Opção

Dando sequência a série de listas polêmicas, pedi aos leitores, amigos do Facebook e seguidores do Twitter — escritores, jornalistas, professores —, que apontassem, entre livros conhecidos de autores brasileiros, quais eram os piores que haviam lido. Cada participante poderia indicar até cinco livros, sem repetir autores, tendo como critério principal o gosto pessoal.

Como nas listas anteriores, o objetivo não é zombar ou ofender o gosto alheio, é, sobretudo, uma diversão e reflete apenas a opinião dos participantes consultados. Se podemos ter a lista de nossas preferências, por que não podemos ter a lista daquilo que não gostamos?

Na lista, aparecem livros de escritores consagrados como José de Alencar, Ruy Castro, Clarice Lispector e Jorge Amado. O resultado,  embora subjetivo, pois se baseia meramente no gosto pessoal e não avaliação crítica dos livros citados, não deixa de ressaltar a validade da célebre frase de Mark Twain: “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum”. Eis o resultado baseado na quantidade de citações.

Iracema
José de Alencar

O Guarani
José de Alencar

Marimbondos de Fogo
José Sarney

Saraminda
José Sarney

Animais em Extinção
Marcelo Mirisola

Como Desaparecer Completamente
André de Leones

O Diário de um Mago
Paulo Coelho

Brida
Paulo Coelho

O Alquimista
Paulo Coelho

No Buraco 
Tony Bellotto

Mentes Perigosas
Ana Beatriz Barbosa Silva

O Tigre Na Sombra
Lya Luft

O Lado Fatal
Lya Luft

O Crepúsculo do Macho
Fernando Gabeira

O Xangô de Baker Street
Jô Soares

As Esganadas
Jô Soares

Mar Morto
Jorge Amado

Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida

Estorvo
Chico Buarque

O Mundo Não é Chato
Caetano Veloso

Triângulo no Ponto  
Eros Grau

A Paixão Segundo G.H.
Clarice Lispector

O Inverno das Fadas
Carolina Munhóz

O Dia Mastroianni
João Paulo Cuenca

A Vida Sabe o Que Faz
Zibia Gasparetto

A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães

Farewell
Carlos Drummond de Andrade

Rosinha, Minha Canoa
José Mauro de Vasconcelos

Obra Completa
J. G. de Araújo Jorge

Guia-Mapa de Gabriel Arcanjo
Nélida Piñon

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