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Brasil leva 4 menções honrosas em Olimpíada de Astrofísica na Indonésia

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Competição aconteceu entre os dias 26 de julho e esta segunda-feira (3).
Brasil foi o único país da América Latina a receber premiações.

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Will Soares, no G1

Quatro estudantes brasileiros foram condecorados com menções honrosas na 9ª edição da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (OIAA), que terminou nesta segunda-feira (2, no horário do Brasil), na cidade de Magelang, na Indonésia. O Brasil foi o único país da América Latina a receber premiações durante o evento.

Carolina Lima Guimarães e Yassin Rany Khalil, de 18 anos; Felipe Roz Barscevicius, de 17; e João Paulo Krug Paiva, de 16, foram os estudantes que conquistaram menção honrosa. A delegação brasileira que viajou à Ásia ainda contou com a presença do estudante Pedro Henrique da Silva Dias, 17. Os jovens foram acompanhados do astrônomo Gustavo Rojas, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Eugênio Reis, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A equipe brasileira terminou a competição na 20ª colocação dentre os 41 países participantes. O resultado, apesar de menos expressivo do que o obtido no ano passado, quando o país ganhou a medalha de prata, foi bastante comemorado pelo professor Rojas, comandante do time: “O nível das provas foi muito elevado. Mesmo assim, nossos alunos conseguiram as menções honrosas, ficando à frente de outros países com tradição na competição”, afirmou.

A estudante capixaba Carolina, que cursa o quarto ano do ensino médio integrado com técnico em eletrotécnica no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), foi a melhor colocada no processo seletivo para a olimpíada, e recebeu, como prêmio do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), uma viagem ao deserto do Atacama, no Chile, para conhecer o mais potente telescópio do mundo.

A OIAA teve início no dia 26 de julho e a cerimônia de encerramento aconteceu nesta terça, no templo de Prambanan. O primeiro lugar geral da competição ficou com o estudante Joandy Pratama, da Indonésia, que na edição anterior tinha levado a medalha de bronze. A próxima edição do evento já tem local e data definidos: acontecerá na Índia, em dezembro de 2016.

Preparação
Em entrevista por e-mail ao G1, os estudantes falaram sobre a principal dificuldade encontrada pela equipe brasileira na preparação para o evento. “Infelizmente, as escolas brasileiras ainda não costumam incluir o tema de astronomia em seus currículos. Alguns assuntos relacionados são ensinados nas disciplinas de geografia ou física, mas superficialmente”, lamentaram.

Nem mesmo a experiência dos jovens em outras olimpíadas estudantis, como de física, matemática e robótica, tornou a vida dos competidores brasileiros mais fácil na OIAA. “Diferentemente das outras olimpíadas, na de astrofísica temos que construir todo nosso conhecimento do zero. Como a disciplina não é abordada nas escolas, tivemos que correr atrás do assunto por conta própria e com a ajuda de professores dedicados”, completaram.

Seleção da equipe
Para fazer parte de uma equipe internacional, como a montada para a OIAA, o candidato precisa participar e obter uma boa pontuação na prova nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia. Depois, participa de provas seletivas online. Por fim, caso se classifique, o estudante realiza uma última prova, desta vez presencial.

Só no final deste processo é que os selecionados começam os treinamentos intensivos, nos quais aprendem a operar telescópios, construir foguetes, bases de lançamento e aprimoram, em um todo, seus conhecimentos de astronomia. No caso da OIAA, apenas jovens que ainda não concluíram o ensino médio podem participar.

Brasileiros posam com premiação obtida na Olímpiada Internacional de Astronomia e Astrofísica (Foto: Divulgação)

Cinco bibliotecas no mundo incendiadas por tiranos

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Publicado em O Globo

Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons

Alexandria, 48 a.C.

O incêndio na Grande Biblioteca de Alexandria ocorreu durante a invasão romana e é considerado até hoje um exemplo mítico da destruição de livros. Estima-se que foram queimados entre 40 mil e um milhão de documentos.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Granada, em 1501

Durante os primeiros conflitos com os muçulmanos, o cardeal Cisnero, inquisidor de Castilha, ordenou a queima de milhares de livros islâmicos. No dia 12 de outubro do mesmo ano, foi criada uma lei que obrigava a queima de todos os livros islâmicos na região.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Louvain, em 1914

Soldados alemães queimaram a Biblioteca da Universidade Católica de Louvain pela primeira vez durante a Primeira Guerra. Depois de reconstruída, a biblioteca foi atacada pelos alemães novamente em 1940, durante a Segunda Guerra.

Foto: CIA Freedom of Information Act / Wikimedia Commons

Foto: CIA Freedom of Information Act / Wikimedia Commons

Chile, 1973

Depois do golpe militar, vários livros considerados subversivos foram queimados com o objetivo de acabar com as ideologias marxistas no país.

Foto: AFP

Foto: AFP

Mossul, 2015

Militantes do Estado Islâmico colocaram fogo na biblioteca pública de Mossul e queimaram pelo menos 8 mil livros e manuscritos raros no último domingo. Segundo testemunhas, eles fizeram uma foqueira com livros culturais e científicos e levaram embora livros infantis e religiosos.

Holograma de Pablo Neruda percorrerá ruas de Santiago

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Publicado na Info Online

Uma figura holográfica do poeta chileno Pablo Neruda percorrerá as ruas de Santiago no próximo dia 11, da mesma forma como ele fazia em vida.

A iniciativa faz parte das celebrações pelos 110 anos do ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, informou hoje a Fundação que leva seu nome. Com a técnica de projeção em movimento denominada “beamvertising”, o holograma do autor de “Canto Geral” sairá da casa museu “La Chascona”, no bairro de Bellavista, após aparecer escrevendo.

De acordo com a Fundação, Neruda percorrerá o bairro, seguirá até a Alameda Bernardo O’Higgins, passará pela Biblioteca Nacional e chegará até a Casa Central da Universidade de Chile, onde está guardada sua coleção de conchas e sua biblioteca pessoal, que doou a essa casa de estudos em 1954, ao completar 50 anos.

No local, o poeta “se encontrará” com Darío Ouses, diretor da Biblioteca Pablo Neruda, que contará detalhes da descoberta e próxima publicação de 20 poemas inéditos do autor de “Crepusculário” e “Os Versos do Capitão”, entre muitas outras obras. Depois, o poeta “voltará” para sua casa, onde chegará, aproximadamente, quatro horas após sua saída.

Os festejos pelos 110 anos de Neruda, nascido em 12 de julho de 1904 e que morreu 23 de setembro de 1973, começarão no dia 11 na casa museu “La Sebastiana”, no porto de Valparaíso, onde se acontecerá o concerto “Canto a Neruda”, com direção de Hugo Pirovich.

No dia 12, o centro das atividades será a “Casa de Isla Negra”, onde ao meio-dia (13h, em Brasília) haverá um encontro de poesia popular com a presença, entre outros, do payador (espécie de poeta) José Luis Suárez, e dos cantores Maritza Torres, Rodrigo Torres, Jaime Flores e Hernán Ramírez.

A celebração de aniversário incluirá ainda a doação da “Biblioteca Multilíngue Pablo Neruda” à escola Villa Las Estrellas, situada na Ilha do Rei George, na Antártida, onde convivem bases de diversos países.

A escola atende aos filhos dos pesquisadores chilenos que trabalham no continente antártico e a coleção soma mais de 200 livros com obras do poeta, além de textos infantis, ilustrados, de fotografia e gastronomia.

USP perde posto de melhor da América Latina para universidade chilena

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Sabine Righetti, na Folha de S.Paulo

A USP perdeu o posto de melhor universidade da América Latina no ranking universitário da consultoria britânica QS. A primeira posição ficou com a Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Essa foi a primeira vez que a USP não lidera as instituições de ensino superior da região latino-americana na listagem universitária do QS, feita na região desde 2011.

De acordo com Simona Bizzozero, uma das diretoras do QS, a USP perdeu lugar porque a Pontifícia Universidade Católica implementou uma “série de melhorias”.

“O resultado não significa que a USP tenha se deteriorado. A pontuação dela é quase igual à do ano anterior”, disse Bizzozero à Folha.

Entre as melhorias da escola chilena, destaca Bizzozero, está uma melhor proporção entre a quantidade de estudantes por professor. “Já a USP ficou estabilizada.”

Esse indicador vale 10% da nota recebida por cada universidade. A USP não comentou o resultado do ranking QS.

Editoria de Arte/Folhapress

Editoria de Arte/Folhapress

MENOS IMPACTO

Mas não é só na proporção de docentes e alunos que a USP perde para a universidade “concorrente” do Chile.

De acordo com análise do especialista em indicadores científicos Rogério Meneghini, a Pontifícia Universidade Católica do Chile tem cerca de metade de sua produção científica feita em colaboração internacional.

Já a USP tem de 25% a 30% dos trabalhos acadêmicos em colaboração com cientistas estrangeiros.

Isso significa que a pesquisa feita na USP terá menos impacto internacionalmente (será menos lida e menos citada por outros cientistas) do a que está sendo produzido na escola chilena.

A notícia é ruim para a USP, mas não significa que o ensino superior no Brasil esteja pior de maneira generalizada.

Ao contrário: neste ano, o Brasil tem seis universidades entre as dez melhores universidades da América Latina -o dobro da avaliação anterior feita pelo QS.

A Unicamp e a federal do Rio de Janeiro permanecem no topo da lista, junto com as novatas Unesp e as universidades federais de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.

Alunos da USP Leste em manifestação em frente a entrada de portão na Cidade Universitária, em São Paulo. Eles protestam pelas más condições da unidade leste como problemas de contaminação do solo, água suja e piolhos - Adriano Vizoni - 19.jan.2013/Folhapress

Alunos da USP Leste em manifestação em frente a entrada de portão na Cidade Universitária, em São Paulo. Eles protestam pelas más condições da unidade leste como problemas de contaminação do solo, água suja e piolhos – Adriano Vizoni – 19.jan.2013/Folhapress

MAIS QUEDA

No ano passado, a USP já havia perdido pelo menos 68 casas no ranking universitário internacional THE (Times Higher Education), que é concorrente do grupo QS.

A universidade –única do Brasil que figurava entre as 200 melhores do mundo na listagem– passou de 158º lugar em 2012 para o grupo de 226º a 250º lugar.

Nesse caso, o motivo apontado para a queda foi a falta de inglês na sala de aula. Países como Holanda, Alemanha e França, por exemplo, oferecem aulas em inglês e têm universidades entre as cem melhores do mundo.

Recentemente, a USP foi abalada por uma crise financeira.

A universidade gasta 103% do seu orçamento apenas com salários. Em março, a universidade teve as suas contas reprovadas no TCE (Tribunal de Contas do Estado) por irregularidades.

A USP não autorizou o aumento de salários de docentes e de funcionários, o que resultou em uma greve que teve início oficialmente nesta terça-feira (27).

Biblioteca do ditador Pinochet virou relíquia histórica

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Roberto Mardones, gerente da Fundação Presidente Pinochet junto a um quadro do general em Santiago, no Chile Foto: Tomas Munita / NYTNS

Roberto Mardones, gerente da Fundação Presidente Pinochet junto a um quadro do general em Santiago, no Chile Foto: Tomas Munita / NYTNS

Avaliada em aproximadamente US$ 3 milhões, a compilação continha cerca de 50 mil livros

Simon Romero no Zero Hora

A Biblioteca Augusto Pinochet Ugarte, no chão polido da academia militar local, recepciona os visitantes com um retrato a óleo do próprio ditador chileno em trajes militares. A pintura de Pinochet, cujo governo assassinou ou desapareceu com mais de 3 mil pessoas e torturou quase 40 mil outras, fica acima da escrivaninha do bibliotecário.

Em menos evidência, entre as estantes da biblioteca, existem volumes da sua biblioteca pessoal, partes da qual ele doou para a academia antes de renunciar em 1990 após 17 anos no poder. Alguns títulos como “De Tarapacá à Lima”, o relato de 1914 por Gonzalo Bulnes sobre o Chile humilhando as forças peruanas na Guerra do Oceano Pacífico no século 19, ainda estão rotulados em homenagem ao seu infame doador.

O Chile consolidou uma democracia florescente nas décadas desde que Pinochet relutantemente entregou o poder a um sucessor eleito. Ainda assim, as novas revelações sobre o ditador, cujo governo rígido ainda é abertamente admirado por alguns chilenos, continuam a assombrar e até mesmo, de forma mórbida, a fascinar a nação.

As revelações da era Pinochet, que começou em um golpe de Estado em 1973, incluem terríveis violações de direitos humanos e contas bancárias secretas no exterior. Entretanto, a descoberta de que Pinochet secretamente usava dinheiro público para acumular uma vasta biblioteca pessoal — entre as maiores da América Latina contendo as mais valiosas coleções de livros — é particularmente surpreendente, deixando muitos por aqui intrigados com a motivação da sua obsessão.

— Pinochet era atormentado por um intenso complexo de inferioridade, com o qual tentou lidar colecionando livros — disse Cristóbal Peña, jornalista investigativo cujo livro de 2013, “The Secret Literary Life of Augusto Pinochet” (A Vida Literária Secreta de Augusto Pinochet em tradução livre, ainda sem título no Brasil), explora a evolução da biblioteca do ditador, que continha aproximadamente 50 mil livros e foi avaliada de forma conservadora, por especialistas em livros raros, em aproximadamente US$ 3 milhões.

Pinochet, filho de um inspetor alfandegário e um aluno mediano da escola militar, era frequentemente ofuscado por colegas brilhantes como o General Carlos Prats, ministro do interior e comandante-chefe do Exército durante o governo de Salvador Allende.

Contudo, enquanto Pinochet raramente era admirado por seu intelecto, ele veio a ser temido por seus instintos maquiavélicos. Após substituir Prats como chefe do Exército chileno em 1973, ele liderou o golpe que destituiu Allende, e depois começou a eliminar os rivais como Prats, que foi assassinado junto com a esposa no bombardeio de um carro em Buenos Aires orquestrado pela Agência Nacional de Inteligência do Chile em 1974.

Enquanto supervisionava tais operações, Pinochet constantemente colecionava livros, frequentemente fazendo o pedido dos volumes através de uma pequena rede de livrarias no centro velho de Santiago ou pedindo aos funcionários diplomáticos, encarregados das missões chilenas no exterior, que encontrassem certas obras. Durante todo esse tempo, ele pagou pelos livros com fundos discricionários sob o seu controle.

A biblioteca de Pinochet poderia nunca ter vindo à tona não fossem as investigações das contas bancárias secretas do ditador em várias instituições financeiras, inclusive algumas nos Estados Unidos, onde os investigadores acreditaram ter passado mais de UR$ 20 milhões. Ele enfrentou acusações de peculato e sonegação de impostos, além de batalhas legais sobre abusos de direitos humanos, antes da morte em 2006, aos 91 anos.

Examinando as posses de Pinochet, os investigadores descobriram a biblioteca, que tinha escapado à atenção porque foi distribuída casualmente entre várias das suas casas, uma fundação criada em sua homenagem e uma biblioteca da academia militar.

Embora a era Pinochet geralmente seja lamentada, o general ainda tem os seus defensores nas posições conservadoras.

— Tive o privilégio de conhecer o General Augusto Pinochet intimamente e de apreciar as suas qualidades como um homem justo. Ele sempre expressou grande admiração pela vida e obra de Napoleão — declarou Roberto Mardones, gerente da Fundação Presidente Pinochet, a organização sem fins lucrativos que recebeu partes da biblioteca de Pinochet.

Pinochet colecionou muitas obras da época de Napoleão, inclusive uma edição de 1841, no original em francês, “Études Sur Napoléon”, de Marie Élie Guillaume de Baudus, e outros títulos traduzidos para o espanhol.

Pinochet também adquiriu raros tomos coloniais, como os escritos de Alonso de Ovalle, padre jesuíta e cronista da história do Chile no século 17, e volumes do século 18 de “La Araucana”, o poema épico de Alonso de Ercilla sobre a insurreição dos índios araucanos no Chile no século 16.

Complementando os seus livros ligados à História chilena, que também incluíram os diários da prisão de Benjamín Vicuña Mackenna, escritor e político chileno do século 19, Pinochet acumulou obras sobre insurreições de guerrilhas e teóricos marxistas como Antonio Gramsci, o filósofo italiano aprisionado pelo governo fascista de Benito Mussolini.

A sua vasta biblioteca com dezenas de milhares de livros não continha quase nada de poesia ou de ficção, uma exceção sendo “The Rigor of the Bugle” (O Rigor da Corneta em tradução livre), um romance sobre a vida militar chilena escrito no século 19 por Arturo Givovich. Como um legado do governo de Pinochet, as forças armadas do Chile estão entre as mais bem financiadas da América Latina.

Na Biblioteca Pinochet dentro da Academia Militar, os cadetes estudam para provas em um edifício moderno que não seria impróprio no campus de uma universidade nos Estados Unidos. As aquarelas nas paredes da biblioteca falam da busca de lazer: jogos de polo, pesca com mosca e caça às raposas.

Como jovem oficial, Pinochet trabalhou como auxiliar de professor na Academia e foi editor da revista da instituição. Ele também deu aulas de política e de geografia militar, lançando a base para um de seus próprios livros, “Geopolítica”, publicado em 1968 antes de ascender ao ranque de general.

Embora a descoberta da biblioteca de Pinochet tenha levado muitos aqui a argumentar que ele foi uma figura mais complexa do que se possa supor, outros afirmam que a existência de uma coleção de livros não é motivo para reavaliar as suas capacidades intelectuais, expressando dúvida se ele de fato leu muitos dos livros que chegou a possuir.

— Pinochet era medíocre intelectualmente, porém muito astucioso, geralmente escondendo os olhos atrás de óculos escuros — declarou Heraldo Muñoz, de 65 anos, funcionário sênior das Nações Unidas no governo de Allende, antes do golpe de 1973. O seu livro de memórias de 2008, “A Sombra do Ditador”, retrata o Chile pós-Allende e avalia Pinochet e o seu legado.

Muñoz, que possui uma cópia autografada de “Geopolítica” de Pinochet e não é um grande admirador, disse que o general era capaz de alguns erros absurdos. Na primeira edição, Muñoz disse:

— Ele confundiu o estado de Washington com Washington, D.C.

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