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Malko | Michael Fassbender estrelará adaptação de livro sobre espiões

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Projeto adaptará obra de Gerard de Villiers

Arthur Eloi, no Omelete

A Lionsgate adquiriu os direitos para adaptar S.A.S., série de livros de espionagem escritos por Gerard de Villiers. A informação é do Deadline.

O filme se chamará Malko e será estrelado e produzido por Michael Fassbender. O ator interpretará o protagonista Malko Linge, um nobre austríaco que se torna um espião mercenário, tendo experiência na CIA.

O roteiro será de Eric Warrem Singer (Trapaça!), mas ainda não há diretor atrelado ao projeto e nem previsão de estreia para Malko.

19 livros que não podem faltar em sua biblioteca

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publicado na Gazeta do Povo

1) Memórias Póstumas de Brás Cubas

Machado de Assis

L&PM Pocket, 228,pp, R$ 22.

“Livro moderníssimo numa prosa que, ainda hoje, vibra e educa o ouvido da língua portuguesa”.

Leandro Sarmatz, editor Cia. das Letras.

2) Crime e Castigo

Fiódor Dostoievski

Editora 34, trad. Paulo Bezerra, 568pp, R$ 39.

”Primor de argumento, narrativa, com perfeita definição de personagens e tensão em crescendo. Raskolhnikov é um exemplo de protagonista-vilão, com quem os leitores se identificam. Um livro do qual nunca nos libertaremos”.

Ernani Buchmann, da Academia Paranaense de Letras.

3) As Aventuras do Senhor Pickwick

Charles Dickens

(Fora de Catálogo)

”Engraçadíssimo e fundamental para se compreender como funciona a justiça. Ideal para desiludir quem espera muito das instituições. Sobre justiça, poder e ressentimento, aliás, pautas tão contemporâneas é uma obra essencial, assim como o Quixote e o teatro completo de Shakespeare”.

Luís Henrique Pellanda, escritor.

4) Ensaios

Michel Montaigne

Cia. das Letras, trad. de Rosa freire D’Aguiar, 616 pp. R$ 37.

“Houve uma época em que eu lia um ensaio de Montaigne por noite. E noite após noite, a cada ensaio, minha própria natureza transparecia naquelas páginas. Montaigne é um espelho de nós, séculos depois; isso é assustador”.

Felipe Munhoz, escritor.

5) Górgias

Platão

Versão eletrônica livre

”Deveria ser de leitura obrigatória .Mostra-nos bem como o cidadão é enganado através da linguagem, julgando que está a ouvir a verdade. Um livro onde se assiste à guerra entre a retórica e o conhecimento (ou a sua busca).

Paulo José Miranda, escritor vencedor do prêmio José Saramago 1999.

6) Moby Dick

Herman Melville

Cosac Naify, trad: Alexandre barbosa de Souza, 628 pp. R$ 59

“O livro mais poderoso. Tudo nele é impressionante. Gosto inclusive dos nomes dos lugares (Nantucket) ou dos personagens (Queequeg). Não há nada que se compare a esse livro”.

Mário Bortolotto, escritor e dramaturgo.

7) Os Cantos de Canterbury

Geoffrey Chaucer

Editora 34, trad Paulo Vizoli , 784 pp. R$ 98.

“Escrito a partir de 1387 é uma coleção de 24 histórias narradas cada uma por um peregrino, nos coloca diante de figuras das diversas camadas sociais de uma Inglaterra medieval e explora, com grande humor e com uma linguagem primorosa, temas, entre cotidianos e polêmicos, que são surpreendentes por sua atualidade”.

Luci Collin, escritora e professora de literatura

8) Paranoia

Roberto Piva

(Fora de catálogo)

“Uma viagem delirante por São Paulo. Um clássico que marcou minha juventude e despertou meu interesse por poesia”.

Diego Moraes, escritor.

9) Mahabharata (poema épico indiano escrito em sânscrito entre 300 AC e 300DC )

Fora de Catálogo

“A maior obra literária de todos os tempos”.

Alberto Mussa, escritor

(Fora de catálogo)

10) Stoner

John Williams

Rádio Londres, trad. Marcos Maffei, 320 pp. Romance. R $45.

“Clássico a gente também descobre tardiamente, e este faz a síntese perfeita das qualidades de dois outros livros indispensáveis de americanos contemporâneos: A marca humana, de Philip Roth, e Foi apenas um sonho – Revolutionary Road, de Richard Yates”.

Christian Schwartz, tradutor e editor.

11)É Isto é um homem?

Primo Levi

Rocco, tra. Luigi del Re. 256pp. R$ 28.

“O relato sobre Auschwitz fica martelando pelo resto da vida, dia após dia, nos lembrando dos horrores que somos capazes de cometer”.

Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública do Paraná.

12) Grande Sertão: veredas

João Guimarães Rosa

Nova Fronteira, 624 pp. R$55

“O maior livro já escrito no Brasil. Rosa criou ele mesmo uma linguagem, um cenário e um sagrado a partir de suas percepções sensíveis sobre o povo sertanejo. Ler Grande Sertão é um dos poucos privilégios de ser brasileiro nativo”.

Yuri Al’Hanati, youtuber do canal “Livrada”.

13) Pornopopeia

Reinaldo Moraes

Objetiva, 480 pp. R$ 62.

“Uma viagem, já nasceu clássico. A história é divertida, o personagem principal é amoral e a linguagem exuberante, com uma saraivada de gírias que se misturam a referências cultas. Uma espécie de Grande sertão: veredas urbano, pop e picaresco”.

Luiz Rebinski Jr, editor do jornal literário Cândido.

14) Alice no País das Maravilhas

Lewis Carrol

“Narrativa riquíssima em jogos de palavras, imaginação, fantasia, sutilezas da alma humana, crítica e bom-humor; para todas as idades”.

Stela Maris Rezende, autora infantil e vencedora do premio BPP em 2014

15) Só garotos

Patti Smith

Cia. das Letras, trad de Alexandre Souza. 280 pp, R$ 44.

“Um livro nada acadêmico, autobiográfico, sugere a mulher participativa envolvida com as nuances de um novo mundo, cosmopolita”,

Toninho Vaz, autor da biografia de Paulo Leminski, O Bandido que Sabia Latim

16) Desastres do Amor

Dalton Trevisan

Record, 144pp. R$ 35.

“Fico com este Dalton em que as histórias de Joãos e Marias são contadas com humor sutil e toques de poesia (“Os plátanos enfeitam-se da conversa dos pardais.”). É uma boa introdução na obra do maior contista brasileiro”

Marleth Silva, jornalista cultural e colunista da Gazeta do Povo

17) Crônica de uma morte anunciada

Gabriel García Márquez

Record, trad Remy Gorga Filho, 176 pp. R4 25.

“Uma aula de como contar uma história que já se conhece o desfecho”

Tito Montenegro, editor da Arquipélago Editorial

18) O Livro das Vidas- Obituários do New York Times

Vários Autores

Cia. das Letras, trad: Denise Bottman, 312 pp. R$ 54.

A obra revela histórias improváveis e mostra o poder da qualidade narrativa na descrição de pessoas aparentemente comuns.

Daniela Arbex, escritora e jornalista

19)Vidas Secas

Graciliano Ramos

Record, 175 pp. R$ 25.

Livro “50 Tons de Cinza” é o preferido entre os presos de Guantánamo

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Entre os presos, alguns acusados de ajudar a planejar os atentados de 11 de setembro de 2001

Publicado no Zero Hora

Livro "50 Tons de Cinza" é o preferido entre os presos de Guantánamo Reprodução/Intrínseca

A trilogia de romances eróticos 50 Tons de Cinza, de E.L. James, é a leitura favorita entre presos da CIA detidos no centro de Guantánamo, segundo informou um congressista norte-americano ao jornal Huffington Post, após uma visita ao local.

A prisão de segurança máxima detém mais de uma dezena de presos de alta periculosidade, inclusive cinco homens acusados de terem ajudado a planejar os ataques de 11 de setembro de 2001, contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos.

— Em vez do Alcorão, o livro que é mais requisitado pela maioria (dos detidos) é 50 Tons de Cinza — disse Moran, segundo o jornal.

Moran, que é a favor do fechamento do centro de detenção na Baía de Guantánamo na Base Naval dos EUA em Cuba, disse que soube da popularidade do livro enquanto andava pelo Campo 7 acompanhado do comandante da base e do vice-comandante, do chefe médico e do oficial responsável por aquele campo.

Um porta-voz militar, por sua vez, disse que não podia discutir os detalhes do Campo 7, cujos detentos estiveram em prisões secretas da CIA antes de serem enviados para Guantánamo em 2006.

— Não falamos sobre nossos detentos de alto valor a não ser nos termos mais genéricos. Além disso, não falamos sobre as declarações feitas por membros do Congresso — disse o tenente-coronel Samuel House, porta-voz do campo de presos.

 

Literatura marginal brasileira ultrapassa fronteira das periferias

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Publicado na Deustche Welle (via Folha de S.Paulo)

Um evento que começou na semana passada em Berlim apresenta ao público alemão vozes raramente ouvidas pelos próprios brasileiros. Escrito sobre as Margens (da Cidade). Semana da Literatura Marginal mostra a literatura feita na periferia dos grandes centros urbanos do Brasil.

“Essa é a primeira semana de literatura marginal fora do Brasil. Nossa intenção é encontrar conexões dessa literatura marginal brasileira dentro das cidades que o evento vai visitar: Berlim, Colônia e Hamburgo”, diz Carlos Souza, um dos organizadores do evento. A ideia é achar denominadores comuns entre as cidades brasileiras e alemãs. “Queremos achar a conexão entre a poesia urbana nessas diferentes culturas e encarar a rua como um espaço de socialização, reflexão e discussão.”

Souza também é o fundador do coletivo Urban Artitude, que busca estimular ações artísticas com engajamento político e que transitem dentro do universo da cultura urbana. “A linguagem cultural dentro do complexo urbano permite que muitos jovens possam encontrar sua identidade e dialogar com o mundo.

“Queremos potencializar ações não só no Brasil e na América Latina, mas também na África”, explica.

Para o organizador, a literatura marginal no Brasil é um fenômeno que ganhou espaço e, hoje, recebe o reconhecimento do governo como uma importante voz vinda da periferia, além de ser uma “ferramenta importante de manifestação cultural”.

Sérgio Vaz, fundador do coletivo Cooperifa, que organiza saraus abertos de poesia na periferia de São Paulo (Cia. de Foto/Divulgação)

Sérgio Vaz, fundador do coletivo Cooperifa, que organiza saraus abertos de poesia na periferia de São Paulo (Cia. de Foto/Divulgação)

LITERATURA PERIFÉRICA

“A literatura marginal é a que vem da periferia. Diferente do que era feito nos anos 1970”, descreve Sérgio Vaz, poeta e um dos principais nomes do movimento no Brasil. “Gosto do termo literatura periférica porque diz de onde viemos. Antigamente falavam pela gente. Hoje, falamos por nós mesmos”, afirma.

Em 2000, Vaz fundou o coletivo Cooperifa (Coordenação Cultural da Periferia) com a ideia de saraus abertos a todos os que quisessem se manifestar através da poesia. “Essa é a literatura dos pobres e oprimidos, o povo se assanhando a contar sua própria história. Não é uma literatura melhor que a acadêmica –muito pelo contrário. Mas é carregada de emoção e verdade”, explicou.

A iniciativa começou de forma e em lugar inusitado. “Em 2001, eu e o Marcos Pezão [outro idealizador dos saraus] começamos com a ideia de fazer poesia num bar. Onde vivemos não há cinema, praça pública ou parque. O único lugar público é o bar. Resolvemos então transformar o bar num centro cultural.”

A ideia começou a despertar o interesse da população e o projeto foi crescendo. Hoje são mais de 50 saraus que acontecem por todo o país, inspirados no encontro original da Cooperifa. “As pessoas perceberam que não adianta ficar esperando o governo construir um teatro ou um centro cultural. Elas precisam transformar o lugar que elas têm”, completa Vaz.

O poeta tem oito livros publicados –começou a publicar de forma independente e hoje faz parte de uma grande editora. “Acho que o escritor tem que correr atrás do seu leitor. Antes era mais difícil. Hoje a poesia pode ser publicada num blog ou no Facebook e tem uma visibilidade imediata”, exemplifica o escritor, que publicou seu primeiro livro em 1988 e completa, em 2013, 25 anos de carreira.

DIFERENTES PROBLEMAS, MESMA RUA

O movimento da poesia periférica tem ligação com o movimento hip-hop, muito forte na periferia de São Paulo. “Foi o hip-hop que começou a falar da periferia.”

Os rappers falavam da sua realidade, dos seus bairros, assim como a Bossa Nova falava de Ipanema e de Copacabana. As pessoas tinham vergonha de falar que moravam na periferia. [Mas] quem deveria ter vergonha é o governo e não a gente. O movimento negro começou a se assumir e o pobre também”, diz Vaz.

No Brasil, a celebração da vida na periferia não é exclusividade do hip-hop ou do rap. Hoje, outros estilos musicais, como o funk e o samba, também criam uma identificação com o público e um orgulho das origens.

A disseminação da cultura da periferia também acabou com vários clichês. Por muito tempo associado à cultura da periferia, o rap, por exemplo, costuma unir música e poesia. Mas o ritmo acabava se sobrepondo às letras, que se tornavam secundárias para o público.

Com os saraus, a música e a poesia do rap se separaram e as letras passaram a ser mais ouvidas e entendidas pelo público. Artistas de rap costumam recitar as próprias letras nos saraus.

Outro preconceito que acabou sendo quebrado com os encontros nas periferias brasileiras foi o fato de a poesia ser vista como algo “acadêmico e chato” –um clichê que vale não apenas na periferia, mas também em áreas mais ricas das cidades. Os saraus fizeram com que a poesia fosse desmistificada.

“Nossos encontros são abertos a todos os tipos de poesia, sem censura prévia. Só temos um limite de tempo para podermos dar voz a todos”, avalia Vaz.

O poeta diz também que, apesar de quererem estimular ações de engajamento político, os saraus não permitem discursos panfletários, porque esses adotam um tom de superioridade. Vaz acredita que o público dos saraus tem “ojeriza” a esse tipo de manifestação, considerada arrogante. “A política tem que estar inserida em um contexto poético.”, explica. “Temos que entender como a comunidade pensa. Eu tenho que me ajoelhar diante das pessoas, da minha comunidade. Senão não conseguimos nos comunicar”.

A série de eventos em Berlim inclui discussões, exibição de filmes, palestras, oficinas, workshops e dois saraus no estilo dos que acontecem na periferia de São Paulo. Um dos eventos acontecerá em Berlim e outro em Colônia, com poetas brasileiros e alemães. Os saraus, que acontecem até esta sexta-feira (31) nas cidades alemãs, também serão abertos a todos os que gostam de ou escrevem poesias. Todos os eventos acontecem em alemão e em português.

Mia Couto: ativismo político também se faz com literatura

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Poeta, jornalista e biólogo moçambicano participou da luta pela independência de seu país , está lançando seu novo romance (A Confissão da Leoa) e se reuniu com o povo do Jardim São Luis, em São Paulo

 

João Novaes no Correio do Brasil

Sob a laje de um sobrado no Jardim São Luís, bairro de periferia na zona Sul de São Paulo, mais de cem pessoas se acomodavam para escutar atentamente e com confesso deslumbramento uma palestra informal do poeta, biólogo e jornalista moçambicano Mia Couto, autor de obras como Terra Sonâmbula (Cia. Das Letras, 1992), de passagem pelo Brasil para a divulgação de seu mais recente livro, A Confissão da Leoa (Cia das Letras, 2012).

Em meio aos populares do Bar do Zé Batidão, onde ainda participou de um sarau organizado pelo coletivo Cooperifa, na quarta-feira (7), Mia parecia mais à vontade do que no dia anterior, quando conversou amigavelmente com um público mais elitizado, em uma sala de cinema do Conjunto Nacional, localizado nos Jardins, bairro ‘nobre’ da zona oeste.

O perfil pacato e conciliador do escritor não esconde uma vida marcada pela militância, que começou nos anos 1970, quando participou da luta pela independência de Moçambique, quando se juntou à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique). Hoje, desencantado, não participa mais da vida político-partidária do país (promete nunca mais voltar a se envolver com partidos), mas o ativismo está presente em suas atividades como jornalista, biólogo (dirige uma empresa de estudos sobre impactos ambientais) e, sem dúvida, em suas obras.

Ativismo político

“Política é um assunto tão sério que não pode ser deixado só nas mãos dos políticos. Temos de reinventar uma maneira de fazer política, porque isso afeta a nós todos. Faço isso pela via da escrita, da literatura, já que me mantenho jornalista e colaboro com jornais. Também faço intervenções como visitar bairros pobres onde as pessoas não recebem meu tipo de mensagem. Essa é a minha militância”, explica.

Atualmente, afirma manter uma distância crítica do governo, controlado pela Frelimo desde a independência, em 1975. Para ele, a proximidade entre o discurso e a prática do partido se distanciaram, mas afirma não haver ressentimento ou sensação de traição, pois considera que esse fenômeno se reproduz em todo o mundo. Ao contrário, se diz grato por seu tempo de militância partidária. “Fazer política hoje exige grande criatividade, temos de saltar fora de modelos, mas o modelo de fazer política faliu. Em todo o lado do mundo. Então é preciso reinventar, ter imaginação. Para ter imaginação é preciso sair fora dos padrões que vemos”.

(mais…)

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