Posts tagged Cidades

Pontuação serve para organizar e dar fluidez a um texto

0

Professor Vicente Santos explicou função dos sinais na escrita.
Vìrgula, exclamação, reticências e ponto e vírgula foram abordados.

Publicado por G1

1A pontuação na linguagem funciona como uma espécie de sinalização, guiando e organizando o texto a ser lido. Como num trânsito, os sinais apontam onde deve haver pausas ou o que chama a atenção. O assunto foi tema da reportagem de português do Projeto Educação desta quinta-feira (19), com o professor Vicente Santos.

Se, mesmo com toda a sinalização, o trânsito nas cidades já é complicado, imagine sem. Assim como no tráfego de veículos, no texto os sinais dão ritmo, fluidez e evitam confusão. “A pontuação é superimportante. O texto mal pontuado se torna ininteligível. Não é possível compreender as ideias do texto”, alertou o professor.

Duas exposições que estão sendo realizadas pelo Museu Murillo La Greca, no Recife, são marcadas pela letra, pelo texto e também pela pontuação. Um dos sinais mais importantes é a vírgula. “Ela indica uma pequena pausa, na fala e, naturalmente, na escrita. Como exemplo, temos: ‘um homem para ser respeitado tem que ser médico, advogado, engenheiro, sei lá mais o que’. Veja que há varias pausas ascendentes. É a hora exata de usar vírgula”, explicou Vicente. A vírgula ainda serve para separar o aposto explicativo, um vocativo ou adjunto adverbial deslocado.

Professor Vicente Gomes falou dos pontos em português (Foto: Reprodução / TV Globo)

Professor Vicente Gomes falou dos pontos em português
(Foto: Reprodução / TV Globo)

O ponto e vírgula, no português, funciona mais como ponto do que como vírgula, segundo Vicente Santos. “Na incerteza, na dúvida, o aluno opta pelo ponto. É muito normal o uso após algumas vírgulas ou quando percebo que há ideias compostas”. Ainda há outros sinais, como, por exemplo, o de exclamação. “Num texto escrito, é possível colocar a emoção, o entusiasmo, a surpresa. Essa é a hora da exclamação. ‘Felicidades!. Parabéns! Que horror!’”.

Na hora em que se vai citar alguém, é preciso usar dois pontos. “’Já afirmara Rui Barbosa: a pátria não é ninguém, são todos’. Outra situação é quando se quer criar uma expectativa ‘precisamos de duas coisas: da vida e da liberdade’”, exemplificou Vicente. Quando são três pontos seguidos, há as reticências, usadas para indicar que a frase não termina, que a pessoa hesita, está insegura.

Abismo na educação

0

Hélio Schwartsman, na Folha de S.Paulo

Os resultados do Índice de Desenvolvimento Humano dos municípios brasileiros (IDHM) mostram que o país melhorou bastante ao longo das últimas duas décadas. Numa das mensurações mais eloquentes, 85,8% das cidades registravam um índice classificado como “muito baixo” em 1991, proporção esta que passou a 0,6% em 2010.

Dadas as boas notícias, passemos a analisar os desafios. O IDHM é composto por três dimensões: renda, longevidade e educação, e todas elas evoluíram positivamente nestes 20 anos. O que chama a atenção, entretanto, é que a educação, mesmo sendo a área que mais avançou, é também a que puxa a nota global dos municípios para baixo. O desempenho do país nesse campo ficou na faixa do desenvolvimento “médio”, enquanto a renda e a longevidade receberam respectivamente as qualificações “alta” e “muito alta”.

Este é, se quisermos, o retrato do dilema em que o Brasil se encontra. A maioria dos municípios deixou para trás o cenário de terra arrasada, no qual nada funciona, e já apresenta alguma estrutura capaz de propiciar ensino e saúde à população. Para avançar a partir daqui, porém, precisaremos cada vez mais de educação e o problema é que, apesar das melhorias, ela ainda é péssima. Vale observar que o IDHM utiliza apenas indicadores que aferem os anos de estudo, sem levar em conta a qualidade do ensino ministrado –que é, de longe, a nossa principal falha.

Os sinais desse fosso educacional, que faz com que menos da metade dos jovens concluam o ensino médio, já são visíveis por todos os lados. Empresas têm dificuldades em preencher vagas para trabalhadores mais qualificados. Faltam médicos e engenheiros. Contingentes expressivos dos bacharéis em direito não conseguem passar na prova da OAB.

O pior de tudo é que não há muito o que se possa fazer para mudar esse panorama num horizonte relativamente curto de tempo.

As melhores cidades do mundo para fazer faculdade

0

Estudo da Economist mediu o retorno para estudantes estrangeiros que querem se graduar em outros países; Montreal, no Canadá, ficou em primeiro lugar

1

Lilian Sobral, na Exame

Malas prontas

São Paulo – Pensando em estudar fora? Se a ideia for fazer um curso de graduação, Montreal, no Canadá, é a cidade que oferece as melhores condições. A conclusão é do estudo Sea Turtle Index, feito pela The Economist Intelligence Unit (EIU, unidade de pesquisas do grupo The Economist) para o banco chinês Bank of Communications, que mediu o custo benefício para estrangeiros de realizar uma graduação fora de seu país.

A pesquisa avaliou 80 cidades e regiões do globo em cinco critérios: retorno educacional (qualidade dos cursos x preços), retorno financeiro (investimentos e riscos econômicos), ambiente do mercado imobiliário, abertura do mercado de trabalho e experiência social.

Com esses critérios, alguns achados interessantes apareceram. O efeito da crise econômica, por exemplo, pesou nas cidades que aumentaram o nível de desemprego. Já o efeito do câmbio foi sentido em lugares onde a moeda tem cotação alta.

Confira os detalhes dos dez primeiros colocados no ranking.

1) Montreal
Pontuação total: 72,4 pontos
Retorno educacional: 73,3 pontos, em 6º lugar (empate)
Retorno financeiro: 57,2 pontos, em 52º lugar
Mercado imobiliário: 69,8 pontos, em 12º lugar
Experiência de trabalho: 66,4 pontos, em 4º lugar
Experiência social: 92,5 pontos, em 1º lugar (empate)

Wikipedia / S. Lacasse

Wikipedia / S. Lacasse

2) Londres
Pontuação total: 70,2 pontos
Retorno educacional: 78,9 pontos, em 3º lugar
Retorno financeiro: 64,3 pontos, em 16º lugar
Mercado imobiliário: 70,2 pontos, em 11º lugar
Experiência de trabalho: 40 pontos, em 40º lugar
Experiência social: 92,5 pontos, em 1º lugar (empate)

Philip Lee Harvey/AFP

Philip Lee Harvey/AFP

3) Hong Kong
Pontuação total: 69,2 pontos
Retorno educacional: 64,2 pontos, em 20º lugar
Retorno financeiro: 82,6 pontos, em 1º lugar
Mercado imobiliário: 82,7 pontos, em 1º lugar
Experiência de trabalho: 53,1 pontos, em 16º lugar
Experiência social: 81,8 pontos, em 22º lugar (empate)

Ronald Martinez/Getty Images

Ronald Martinez/Getty Images

4) Toronto
Pontuação total: 69,1 pontos
Retorno educacional: 63,6 pontos, em 21º lugar
Retorno financeiro: 57,1 pontos, em 53º lugar
Mercado imobiliário: 74,6 pontos, em 4º lugar
Experiência de trabalho: 68,6 pontos, em 3º lugar
Experiência social: 90 pontos, em 5º lugar

Carlo Allegri/Getty Images

Carlo Allegri/Getty Images

5) Cambridge
Pontuação total: 68,5 pontos
Retorno educacional: 83,5 pontos, em 1º lugar
Retorno financeiro: 66,5 pontos, em 6º lugar (empate)
Mercado imobiliário: 59,8 pontos, em 35º lugar
Experiência de trabalho: 38,9 pontos, 43º lugar
Experiência social: 77,1 pontos, em 33º lugar (empate)

Dan Kitwood/Getty Images

Dan Kitwood/Getty Images

(mais…)

Falhas na correção de redações do Enem viram ‘meme’ em redes sociais

0

Hélio de La Peña chega a ver “lógica” entre miojo e imigração

1

Leonardo Vieira, em O Globo

RIO – Rir para não chorar. Foi com esse espírito que usuários de redes sociais lidaram com notícias de falhas em correções de redações do Exame Nacional do Ensino Médio de 2012 (Enem) mostradas pelo GLOBO desde a última segunda-feira (18). Ao longo da semana, diversos memes e tweets ironizam a avaliação.

Com mais de três mil compartilhamentos no Facebook, o meme “O que queremos?” conta uma pequena história em quadrinhos onde um boneco com um taco faz a famosa pergunta que dá nome à pagina na rede social. Outros três personagens respondem em tom uníssono: “Tirar mil na redação do Enem!”. Em seguida, o mesmo boneco pergunta novamente: “Como queremos?”. O trio não titubeia em responder: “Ensinando como se faz miojo, no meio da redação!!!”.

Já no Twitter, o casseta Hélio de la Peña sugere que há muita relação por trás do miojo e da imigração para o Brasil no século XXI (tema da redação do Enem em 2012). “Veja bem: se não fosse pelo miojo, os imigrantes estariam passando fome nas grandes cidades. Ele é de fundamental importância para quem ganha R$3,80 de vale refeição por dia e ainda tem aluguel pra pagar”, escreveu o comediante.
O tema Enem chegou a ser um dos mais comentados do mundo no Twitter e ainda figura entre os 10 mais falados na parte brasileira da rede social.

Twitteiros brasileiros ainda também foram fontes inesgotáveis de piadas. O usuário Dino Cantelli, por exemplo, afirmou que seu cachorro fez a prova do Enem. “Como só latiu, não feriu os direitos humanos e nem usou palavras ofensivas tirou 560 (nota do candidato do miojo na prova)”.

A revista mensal Piauí também utilizou seu blog de humor, “The Piauí Herald”, para repecurtir o caso do candidato que escreveu uma receita de miojo na redação do exame. Entre informações sartirizadas sobre Tom Zé e o Papa Francisco, o blog incluiu no terceiro parágrafo quase todas as palavras utilizadas pelo aluno-cozinheiro do Enem: “Para não ficar muito cansativo, vamos ensinar a fazer um belo miojo: coloque 300 ml de água na panela, deposite o macarrão prensado em forma de tijolo e aguarde 3 (três) minutos. Não esqueça de ligar o fogão”.

Enem 2012: hino do Palmeiras garante 500 pontos à redação

0

Estudante usa dois parágrafos do texto para escrever canção do time

Em redação que recebeu nota 500, candidato escreve o hino do Palmeiras em dois dos quatro parágrafos Reprodução

Em redação que recebeu nota 500, candidato escreve o hino do Palmeiras em dois dos quatro parágrafos Reprodução

Lauro Neto e Leonardo Vieira, em O Globo

Vale tudo na redação do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), até declarar o amor pelo time de futebol. Foi o que fez um candidato na última edição da prova ao escrever o hino do Palmeiras em seu texto. Apesar de dedicar dois dos quatro parágrafos à canção, o estudante tirou 500 pontos num total de 1000. O aluno até aborda o tema “Movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI”, mas nos parágrafos de desenvolvimento se dedica à paixão por seu clube.

O autor do texto é o paulista Fernando Maioto, que já havia sido aprovado em Medicina na Faculdade Faceres, em São José do Rio Preto. Ele conta que sua intenção foi a de testar a banca de correção do Enem.

— Sempre escutei histórias de pessoas que fizeram a redação e colocaram receitas de bolo. Como eu sabia que este ano a redação poderia ser visualizada, resolvi escrever o hino do meu time. Mas o grande intuito mesmo era mostrar que os corretores não leem completamente a redação — diz Fernando, que acredita que merecia zero na redação.

No segundo parágrafo, após a frase introdutória “As capitais, praia e as maiores cidades são os alvos mais frequentes dos imigrantes”, ele começa a escrever parte do hino: “porque quando surge o alviverde imponente no gramado onde a luta o aguarda, sabe bem o que vem pela frente e que a dureza do prélio não tarde. E o palmeiras no ardor da partida, transformando a lealdade em padrão. Sabe sempre levar de vencida e mostrar que de fato é campeão”. Depois do trecho do hino, ele retoma o tema da imigração, ainda no mesmo parágrafo, com a frase “Por este o principal motivo de invasão de imigrantes”.

No parágrafo seguinte, o estudante acrescenta a conjunção adversativa “entretanto”, antes de voltar ao hino com o trecho “defesa que ninguém passa, linha e atacante de raça torcida que canta e vibra por nosso alviverde inteiro. Porque quem sabe ser brasileiro, hostenta (sic) a sua fibra”. Como o hino chega ao fim, ele fecha o parágrafo com “Fazendo com que muitos imigrantes se tornem escravados (sic) do século XXI”.

Em nota, o Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anisio Teixeira (Inep) esclarece que os avaliadores identificaram a impertinência do texto inserido, o que trouxe para a redação palavras e expressões sem sentido e em estilo inadequado ao tipo textual exigido na prova. Segundo o Inep, a redação obteve nota 500, tendo nota baixa especialmente nas competências I e II. De acordo com a nota “desconsiderada a inserção inadequada, o texto tratou do tema sugerido e apresentou ideias e argumentos compatíveis. O texto indica compreensão da proposta da redação, não fugiu ao tema por completo e não feriu os direitos humanos”.

Já para o professor de Letras e vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, Deonísio da Silva, mesmo que candidato tenha comentado parcialmente o tema, sua prova deveria ser desconsiderada e sua nota, zerada.

— Ele usou o hino do Palmeiras no meio da frase para disfarçar. Eu penso que é deboche, mas, mesmo se não for, ainda sim ele quebrou com a lógica argumentativa. Eu daria zero — opinou o vice-reitor.

Já Lucília Garcez, doutora em linguística aplicada defende a nota 500, dizendo que a orientação aos corretores é aproveitar o que for possível no texto.

— Se você observar bem a redação, excluindo a brincadeira de colocar o hino do Palmeiras, o participante escreve bem, não comete muitos erros de língua portuguesa, articula bem as ideias. E não fugiu totalmente do tema, chegou a desenvolvê-lo bem. Talvez, se ele não tivesse feito essa brincadeira, poderia até tirar nota máxima. Ele foi apenado por inserir um trecho fora do tema — diz Lucília.

Ex-corretor da banca, o professor Wander Lourenço afirma que exemplos como esse texto devem ser desconsiderados pelo avaliador.

— Esses casos mostram uma grande crise de ética. Eles têm o propósito de enganar a banca — argumenta.

Go to Top