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Posts tagged cientista

A Máquina do Tempo de H.G Wells ganha edição em capa dura pela editora Suma

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(Foto: Divulgação)

Primeiro romance de Wells narra as aventuras de um cientista britânico após desenvolver máquina que viaja pelo tempo

Fernando Rhenius, no Vavel

A editora Suma divulgou nesta terça-feira, 20, a capa de A Máquina do Tempo, primeira obra de H.G Wells. Lançado em 1895, o livro foi um dos primeiros a tratar sobre viagens no tempo.

Tudo gira em torno de um cientista inglês que acaba desenvolvendo uma máquina que pode viajar no tempo. Com uma narrativa envolvente, a obra de Wells ao lado de “Guerra dos Mundos” e “O Homem Invisível” são classificadas como romance científico, abrindo caminho para uma série de obras sobre o tema.

A Máquina do tempo ganhou duas adaptações para o cinema, uma em 1960 estrelada por Rod Taylor como ator principal. em 2002 veio a segunda adaptação dirigida por Gore Verbinski e Simon Wells, este neto de Wells. O cientista foi interpretado por Guy Pearce.

Confira abaixo a sinopse divulgada pela editora

A Máquina do Tempo é o primeiro romance de H.G. Wells. Depois de vários rascunhos e versões, foi finalmente publicado em 1895. O livro teve sucesso instantâneo no Reino Unido, e sua fama logo se espalhou por outros países. Chamado de “homem de gênio”, considerado um pioneiro, Wells abriu caminho não só para seus livros e sua visão de mundo, mas para novas possibilidades temáticas na literatura. A Máquina do Tempo é o primeiro e mais importante romance moderno sobre viagens no tempo, e um clássico da literatura mundial. Com uma narrativa envolvente, H.G. Wells cria a fabulosa jornada de um cientista inglês a um mundo futuro, desconhecido e perigoso. Acompanhamos suas descobertas, seu deslumbramento e o horror que, aos olhos do viajante, aos poucos se anuncia.

12 livros para despertar o interesse pela ciência nas crianças

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(Foto: Yellow | flickr | creative commons)

(Foto: Yellow | flickr | creative commons)

 

Publicado na Galileu

Todo grande cientista um dia já foi uma criança. Se invertermos essa constatação óbvia, chegamos a uma ideia um pouco mais interessante: toda criança um dia pode se tornar um grande cientista. Não é estimulante pensar que, no futuro, aqueles pequenos seres humanos podem realizar grandes feitos para a ciência, ganhar um Nobel ou até protagonizar o próximo grande salto do conhecimento humano? Às vezes, tudo o que eles precisam é de um empurrãozinho na curiosidade e na imaginação para que se apaixonem pela ciência e optem por seguir carreiras na área. E nada melhor que um bom livro para fornecer esse estímulo.

Para elaborar essa lista de livros que despertem nos pequenos o interesse pela ciência, pedimos a ajuda de nossos leitores do Facebook. Eles sugeriram diversos clássicos da literatura que cumprem esse papel – e nós separamos algumas das obras aqui.

Confira abaixo, e veja todas as indicações no fim do post:

– 20 Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne (indicação de Eduardo Fernandez)

– A Magia da Realidade, de Richard Dawkins (indicação de Gabriel Bergamaschi)

– George e o Segredo do Universo, de Stephen e Lucy Hawking (indicação de Matheus Gontijo)

– Cosmos, de Carl Sagan (indicação de Melissa Florencio)

– Tio Tungstênio, de Oliver Sacks (indicação de Nêmora Backes)

– O Homem que Calculava, de Malba Tahan (indicação de Emerson Tomé)

– O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry (indicação de Andreia Alexandre)

O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder (indicação de Romulo Mansur)

– O Guia dos Curiosos, de Marcelo Duarte (indicação de Rita Burnatowiski)

– O Livro dos Porquês, vários autores (indicação de Nathan dos Santos)

– O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams (indicação de Thiago Prochnow)

– Albert Einstein e seu Universo Inflável, de Mike Goldsmith (indicação de Amanda Carolina)

Um passeio pela obra de Oliver Sacks

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um-passeio-pela-obra-de-oliver-sacks

O neurocientista inglês, morto no mês passado, desbravou questões fascinantes sobre o cérebro humano e compartilhou essas histórias em dezenas de livros. Revisitamos suas principais obras para mostrar o que aprendemos com elas

Publicado no M de Mulher

Ainda criança, Oliver Sacks não sabia o que responder quando lhe perguntavam o que seria quando crescesse. Às vezes, dizia que viraria médico — o pai era clínico geral e a mãe, cirurgiã. Outras, escritor — na adolescência, um de seus clássicos literários favoritos era o calhamaço Ulysses, do irlandês James Joyce. Mal sabia que, no futuro, seria respeitado justamente por aliar as duas profissões. Como médico, formou-se em Oxford, na Inglaterra, mas, desde 1965, passou a trabalhar nos Estados Unidos. Nos últimos anos, lecionava Neurologia e Psiquiatria na Universidade Columbia, em Nova York. Como escritor, lançou 13 livros. O mais famoso deles, Tempo de Despertar, foi adaptado para o cinema em 1990, com o ator Robin Williams interpretando o papel do neurologista britânico.

Sacks recebia cerca de 10 mil cartas por ano. A maioria trazia relatos de portadores de distúrbios neurológicos. Muitos desses pacientes — que ele não via como coitados e, sim, como heróis — viraram personagens de seus livros. Os casos eram os mais variados: iam de autismo e daltonismo a surdez e enxaqueca. Em comum, o fato de que todos esses sujeitos, sem exceção, se enredaram na difícil arte de se adaptar a condições adversas. “Podemos aprender muito com os infortúnios dos meus pacientes. As descrições do problema de um podem soar familiares para outros, que podem se sentir confortados se as histórias transmitirem resiliência. Escrevo, em parte, para dizer que nada é o fim do mundo”, disse Sacks.

Fizemos um passeio pela obra e trajetória do médico-escritor, vítima de um câncer cerebral e morto no dia 30 de agosto deste ano.

Alucinações (“A Mente Assombrada”, 2012) – Pelo menos 10% da população já teve algum tipo de alucinação. É o que garante Oliver Sacks em um de seus principais livros. As mais comuns são ouvir o próprio nome ou o toque do celular. Se considerarmos aquela fase intermediária entre o sono e a vigília, a porcentagem pode chegar perto de 100%. Mas há outros tipos: pessoas cegas tendem a ter alucinações visuais e deficientes auditivos, musicais. O próprio Sacks, depois de ficar cego do olho direito, passou a ter alucinações geométricas. “Alucinações não são sinônimo de loucura”, tranquiliza. “Em geral, são causadas pela superativação dos circuitos cerebrais responsáveis pela percepção dos sentidos”, ensina.

Alzheimer e Parkinson (“A Mente Assombrada”, de 2012) – Oliver Sacks se dizia fascinado com o poder terapêutico da música. Não importa se era Verdi, Mozart ou Beethoven. Certas vezes, um paciente que não conseguia andar começava a dançar. Em outras, um sujeito que não sabia falar desandava a cantar. Por isso Sacks aconselhava seus pacientes a ouvir muita música. No caso dos portadores de Alzheimer, melodias que lhe sejam familiares, capazes de despertar memórias. Em se tratando de pessoas com Parkinson, toda e qualquer canção é bem-vinda. “O fluxo irregular do movimento dos parkinsonianos pode melhorar muito com a música, embora ela não precise ser familiar ou evocativa”, justifica.

Amusia (“Alucinações Musicais”, 2007) – Profundo apreciador de música clássica, Oliver Sacks costumava dizer que o homem é o único animal dotado de ritmo. Por esse motivo, interessou-se pelo estudo da amusia — nome dado à incapacidade de distinguir sons, reconhecer melodias ou cantar afinado. “Che Guevara foi um exemplo famoso de amúsico: viam-no dançando mambo enquanto a orquestra tocava tango”, relata. Em 5% dos casos, a amusia é congênita. Nos demais, é adquirida, provável resultado de lesões cerebrais. O próprio Sacks relata, nos anos 1970, pelo menos dois episódios de amusia adquirida, decorrentes de fortes crises de enxaqueca.

Autismo (“Um Antropólogo em Marte”, 1995) – Quando assumiu a Ala 23 do hospital Bronx State, em Nova York, Sacks passou a cuidar de pacientes autistas. Logo, procurou descobrir a área que mais lhes despertava interesse. Para John e Michael, era a matemática. Para Nigel, a música. Para Steve, a botânica. “Alguns autistas podem ter atrasos no desenvolvimento e certa incapacidade de entender o código social, mas eram plenamente capazes e talvez até superdotados em outros aspectos”, recorda. O título do livro, aliás, foi baseado numa frase dita pela bióloga autista Temple Grandin, da Universidade do Colorado: “A maior parte do tempo eu me sinto um antropólogo em Marte”.

Cegueira (“O Olhar da Mente”, 2010) – Oliver Sacks costumava usar o poeta inglês John Milton e o escritor argentino Jorge Luís Borges como exemplos de pessoas que conseguiram, de alguma maneira, superar as limitações trazidas pela deficiência visual. “Apesar do desespero inicial da perda de visão, algumas pessoas encontram a plenitude de seu poder criativo do outro lado da cegueira”, relata. No último capítulo do livro, Sacks descreve casos de cegos que encaravam a deficiência não como uma maldição, mas como benção. Graças à famosa plasticidade do cérebro, eles desenvolveram tanto os demais sentidos que, de tão independentes que estavam, abriram mão do uso da bengala e do cão-guia. (mais…)

Matemático brasileiro receberá Legião de Honra na França

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Artur Ávila, brasileiro naturalizado francês ganhou medalha Fields. THOMAS SAMSON/AFP

Artur Ávila, brasileiro naturalizado francês ganhou medalha Fields. THOMAS SAMSON/AFP

Publicado no O Povo

O matemático brasileiro naturalizado francês Artur Ávila; o escritor Patrick Modiano, Prêmio Nobel de Literatura no ano passado; e o economista Thomas Piketty, os dois últimos gauleses; figuram entre os novos condecorados pela Legião de Honra, relação divulgada ontem no Diário Oficial francês, em Paris. A lista conta com 691 contemplados em diversos graus, entre os quais 571 cavaleiros, 95 oficiais, 19 comendadores, cinco grandes oficiais e um único grã-cruz, o resistente e historiador da Segunda Guerra Mundial Jean-Louis Crémieux.

Ávila, de 35 anos, ganhador da Medalha Fields 2014, a recompensa mais prestigiada no campo da matemática, foi nomeado cavaleiro a título excepcional, já que a sua idade o impede de cumprir o critério de 20 anos de atividade exigidos para receber a condecoração. Também foi o caso da enfermeira de 29 anos, sobrevivente do vírus ebola, integrante da organização Médicos sem Fronteiras (MSF), 29, sem ter o nome divulgado, que vai receber a medalha a título excepcional, explicou a Grande Chancelaria da Legião de Honra. Infectada pelo vírus durante a sua missão na Libéria e repatriada em 19 de setembro à França, a jovem recebeu alta no início de outubro.

Já Piketty, cujo livro O capital no século XXI vendeu 1,5 milhão de exemplares, foi nomeado cavaleiro. Piketty, no entanto, reagiu afirmando que””rejeita sua designação” para receber a Legião de Honra: “Acabo de saber que haviam proposto meu nome para a Legião de Honra. Rejeito esta designação, já que não acredito que seja papel do governo decidir quem é honorável”, declarou Piketty,. Acrescentou que “valeria mais que se consagrasse a recuperação do crescimento na França e na Europa”. (das agências de notícias)

6 coisas que Aristóteles entendeu errado

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Viking

Viking

Armand Marie Leroi, no Brasil Post

Todo mundo sabe que Aristóteles foi um grande pensador. Ele inventou a lógica, escreveu a Política, a Poética e a Metafísica – livros que os filósofos leem até hoje. Mas pouca gente sabe que também foi um grande cientista – o primeiro. Foi a primeira pessoa a compreender que as teorias sobre o funcionamento do mundo natural têm de ser testadas pela evidência de nossos sentidos: pela realidade empírica. Ele escreveu sobre física, cosmologia e química, mas, principalmente, amava biologia. Ele colecionou milhares de fato sobre animais e plantas e então, em uma dúzia de livros, os explicou. É o maior sistema científico já construído por um homem. Mas até os maiores fãs de Aristóteles – entre os quais me incluo – têm de admitir que ele entendeu algumas coisas errado.

1. As mulheres são monstruosas.

Aristóteles diz que as mulheres têm menos dentes que os homens. Não está claro por que ele pensa nisso. Talvez ele tenha contado os dentes de sua jovem esposa e descobriu que ela não tinha os sisos. Mas os dentes são o menor dos problemas de Aristóteles com as mulheres. Comparadas aos homens, diz ele, elas são “imaturas”, “deficientes”, “deformadas”; são até um pouco “monstruosas”.

Estudiosos feministas levaram isto a sério, como deveriam. Mas tudo está ligado à biologia de Aristóteles. Ele acha que os homens têm sangue mais quente que as mulheres, têm um papel mais importante na reprodução e de modo geral são mais perfeitos. Ele dá algumas evidências para seus comentários. Nota que se você “mutilar” um menino — cortar seus testículos — sua voz nunca engrossará e ele não ficará calvo: ele se tornará feminilizado. A inferência de que as mulheres são naturalmente homens mutilados é razoável, mesmo que não seja exata.

É difícil resistir à conclusão de que as opiniões de Aristóteles sobre a biologia feminina são pelo menos em parte condicionadas pelos costumes patriarcais de sua época. Em Política, ele nem sequer considera a possibilidade de que as mulheres fossem cidadãs. A seu crédito, ele rejeita a sugestão de Platão em A República de que as mulheres deveriam ser partilhadas comunitariamente. Isto, porém, não é uma defesa dos direitos das mulheres: ele apenas pensa que a partilha das mulheres apoiada pelo Estado causará problemas. Provavelmente tinha razão.

2. Algumas pessoas merecem ser escravas.

A Atenas do século 4º funcionava com escravos. Em sua Política, Aristóteles considera a justiça disso. Ele admite que prisioneiros de guerra não merecem ser escravizados: são homens livres que apenas tiveram má sorte. Mas também afirma que algumas pessoas merecem ser escravizadas. Os escravos “naturais” são o tipo de pessoas que têm a capacidade de aceitar ordens, mas não têm inteligência suficiente para pensar por si mesmas. São pessoas mecânicas. Não são muito melhores que os animais.

É uma avaliação bastante dura. Coloque de lado a questão da propriedade, porém, e você poderá ver o que Aristóteles está pretendendo. Ele compreenderia o capitalismo industrial moderno. Ele indicaria que os trabalhadores em um “centro de remessa” do tipo dirigido pelas firmas de encomendas pelo correio, que obedecem roboticamente às ordens de “controladores” ambulantes, são escravos no sentido de que não podem exercer sua razão. Eles são escravos “naturais”? São incapazes de exercitar a razão? Não. Mas é assim que são tratados.

3. As enguias não se reproduzem.

As enguias são um problema para Aristóteles. O problema é que elas não têm gônadas. Abra o corpo de uma enguia e você não encontrará os espermatozoides e os óvulos que encontra dentro de outros peixes. Como então elas se reproduzem? A solução de Aristóteles é que elas não se reproduzem: apenas são geradas espontaneamente da lama. É claro, Aristóteles não poderia saber sobre a bizarra história de vida da enguia europeia: como ela só desenvolve suas gônadas quando faz uma viagem de 10 mil quilômetros dos rios da Grécia até o mar de Sargaços, nas Bermudas; como ela desova na profundidade, morre, e os filhotes fazem a longa viagem de volta. Mas sua solução para o problema da enguia foi excessivamente radical. Na verdade, ele pensa que muitos animais — moscas, percevejos, sanguessugas, ostras, moluscos — também são gerados espontaneamente de matéria-prima inanimada. A teoria da geração espontânea foi extremamente influente. Foi somente em 1668 que o cientista italiano Francesco Redi mostrou que para que surjam moscas na carne podre outras moscas primeiro têm de depositar ovos nela. O experimento de Redi era simples. Aristóteles poderia tê-lo feito. Mas não fez.

4. A eternidade do mundo.

Aristóteles, um maravilhoso naturalista, tem muitas evidências da evolução à sua frente. Ele vê que as espécies podem ser agrupadas em famílias; ele vê como elas são adaptadas a seus ambientes, e tem uma teoria sobre hereditariedade – a mais sofisticada que existia até que Mendel publicou a sua em 1866. Alguns de seus antecessores, os filósofos pré-socráticos, tinham teorias quase evolucionárias para explicar a origem da vida. Aristóteles avalia, e rejeita, todas elas.

5. Existe vida lá fora.

Aristóteles era um geocêntrico. Ele pensava que a terra se situa no centro do cosmo: o sol, a lua, planetas e estrelas, embutidos em esferas cristalinas, giram ao redor dela. Copérnico, Galileu e Kepler mostraram que ele estava errado. O aspecto mais estranho da cosmologia de Aristóteles, porém, não é seu geocentrismo, mas sua convicção de que os objetos celestes são vivos. Eles são, na verdade, as coisas vivas mais perfeitas; são quase deuses. Ele se pergunta por que a lua não tem asas, e conclui que não precisa delas; tem uma maneira melhor de se deslocar. Tudo faz parte de sua convicção de que o cosmo, em toda a sua reluzente perfeição, tem um objetivo. Nós não; simplesmente pensamos que ele apenas é.

Essa é a astroteologia de Aristóteles. Seu Deus definitivo é o Primeiro Movedor; uma entidade imaterial que vive além das estrelas, e, indiferente à vida na terra, passa seu tempo pensando sobre pensar. As estrelas e os planetas desejam ser como ele e por isso giram eternamente. É por isso que as coisas vivas se reproduzem: elas querem ser como Deus, eternas. Para Aristóteles, o amor literalmente faz o mundo girar.

6. Como as abelhas se reproduzem.

Aristóteles tenta decifrar como as abelhas se reproduzem. A maioria dos animais (com exceção dos geradores espontâneos) tem machos e fêmeas, e é fácil identificá-los. Mas existem três tipos de abelhas: as operárias, os zangões e as abelhas “líderes”, ou rainhas. Ele reúne todos os dados que consegue, os analisa e dá um ciclo de vida para as abelhas que, embora engenhoso, é errado. Mas é o que ele diz no final de seu capítulo sobre as abelhas que importa:

Então esta, pelo menos até onde vai a teoria, parece ser a situação sobre a geração das abelhas — em conjunto, isto é, com o que as pessoas acreditam ser os fatos sobre seu comportamento. Não que haja atualmente qualquer compreensão adequada do que são esses fatos. Se no futuro eles forem compreendidos, será quando a evidência dos sentidos depender mais que de teorias, embora as teorias tenham uma participação, desde que o que elas indicam concorde com os fatos.

Isto é o que eu penso que está acontecendo, mas realmente não sei. Quando tentamos compreender o mundo, devemos considerar as teorias. Mas na verdade são os fatos que importam; e, se os fatos mudam, nossas teorias também devem mudar. É uma declaração sobre como fazer ciência, feita 23 séculos atrás, a primeira. É por isso que, como cientista, posso compreender o que Aristóteles diz. É por isso que gosto tanto dele.

O livro de Armand Marie Leroi, “The Lagoon: How Aristotle Invented Science“, é publicado pela Viking (US$ 29.95).

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