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“Estrelas Além do Tempo” inspira intercâmbio científico para mulheres

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Cena do filme "Estrelas Além do Tempo" (2016), de Theodore Melfi Imagem: Reprodução

Cena do filme “Estrelas Além do Tempo” (2016), de Theodore Melfi Imagem: Reprodução

Publicado no UOL

Um dos filmes de maior sucesso do último ano, “Estrelas Além do Tempo” — que conta a história real da participação decisiva das cientistas Katherine Johnson, Dorothy Vaughan e Mary Jackson no programa espacial que levou o homem à Lua — acaba de inspirar um novo projeto científico.

De acordo com informações do site “The Hollywood Reporter”, o Departamento de Estado americano criou um programa de intercâmbio educacional para mulheres nas áreas de ciências, tecnologia, engenharia e matemática inspirado pelo filme.

Chamada #HiddenNoMore (algo como “não mais escondidas”, em tradução livre), a iniciativa trará para os EUA 50 mulheres que trabalharam nestes campos de mais de 50 países da África, Europa, Ásia e América Latina. O grupo de representantes selecionadas será recebido em Washington, em outubro. Em seguida, as especialistas viajarão pelos Estados Unidos durante três semanas e se encontrarão com representantes de diversas organizações, como universidades e ONGs, para promover o estudo científico entre mulheres e garotas.

Por fim, elas se reencontrarão em Los Angeles, onde a FOX organizará um evento de dois dias dentro dos próprios estúdios para estimular o debate sobre estímulos à representatividade da mulher na ciência. Segundo dados do Fórum Econômico Mundial, as mulheres são donas de apenas 35% dos diplomas em áreas relacionadas, atualmente.

Astrofísico lista em livro erros geniais de grandes cientistas

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Salvador Nogueira, na Folha de S.Paulo

Ideias científicas revolucionárias carregam sempre consigo uma grande dose de risco. Afinal, se são revolucionárias, ninguém as teve antes. Se ninguém as teve, ninguém as testou. E se ninguém as testou, há boa chance de que estejam erradas.

Por isso admiramos os grandes cientistas, aqueles que promoveram saltos no modo de entendermos o mundo. Quando eles acertam em cheio em grandes alvos, tendemos a desprezar seus erros. Cria-se o mito de que grandes mentes não cometem enganos.

Para desmanchar essa impressão, o astrofísico israelo-americano Mario Livio escreveu “Tolices Brilhantes” (350 págs., R$ 52,90, Editora Record), um livro que aborda grandes erros cometidos por grandes cientistas.

Conhecido por seu trabalho de décadas no Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI), em Baltimore (EUA), Livio coleciona em seu livro uma lista de exemplos de respeito: Charles Darwin, lorde Kelvin, Linus Pauling, Fred Hoyle e Albert Einstein.

Alguns, naturalmente, são mais conhecidos que outros, mas todos são tidos universalmente como grandes gênios da ciência. E todos tiveram um casca de banana para chamar de sua.

“É reconfortante para o resto de nós saber que até as maiores mentes cometem erros sérios”, disse Livio à Folha, mencionando uma das razões para ter escolhido este tema para o livro.

Ele admite, contudo, que há uma motivação mais profunda.

“O modo como o progresso na ciência e, de fato, nos empreendimentos mais criativos, é descrito quando você aprende sobre ele na escola, na universidade e na imprensa, é sempre como se fosse um tipo de caminho direto, uma marcha para a verdade, de A até B. E qualquer um que já tenha se engajado nesses empreendimentos sabe que nada poderia estar mais longe da verdade.”

Ao enfatizar que, mesmo para os mais bem-sucedidos pesquisadores, esse caminho é tortuoso, Livio espera levar ao público uma visão mais madura de como o edifício da ciência é construído.

“Ela progride em um caminho de zigue-zague”, diz. “Nós temos muitos falsos inícios e muitos becos sem saída. Em muitas ocasiões você precisa retornar ao ponto de partida e assim por diante.”

ERROS GENIAIS

O pesquisador enfatiza –e fica claro no livro– que a intenção jamais foi denegrir a imagem desses cientistas, e sim mostrar o processo natural de progresso científico.

“Você vai notar que meu livro é chamado ‘Tolices Brilhantes’. Não é chamado ‘Tolices Toscas'”, brinca Livio.

“Esses não são erros que as pessoas cometeram porque foram descuidadas. Todos esses enganos foram feitos com reflexão cuidadosa sobre eles, e todos os erros que eu descrevo no livro no fim das contas levaram de fato a avanços.”

Ao eleger seus cinco “alvos”, Livio se preocupou em não recuar demais no tempo, limitando-se a meados do século 19, e em escolher de fato grandes cientistas (“e não só, sabe, cientistas OK”).

Além disso, o leitor há de perceber que há um fio da meada que conecta os escolhidos. “É a palavra ‘evolução'”, explicita o autor. “Evolução da vida na Terra, evolução da própria Terra, evolução das estrelas e evolução do Universo como um todo.”

NOVAS PERSPECTIVAS

Para quem é menos familiarizado com a história da ciência, talvez os nomes de Kelvin e Hoyle soem menos familiares do que os os outros três. Com efeito, esses dois, a despeito de suas realizações notáveis, são mais lembrados por seus erros do que por seus acertos.

Em ambos os casos, Livio promove um salutar esforço de reabilitação. Embora Kelvin estivesse fundamentalmente errado em sua estimativa da idade da Terra, feita no final do século 19, ela foi a primeira tentativa séria –e baseada em física fundamental– de calcular em que época nosso planeta se formou. Um primeiro passo essencial para abrir essa discussão.

No caso de Hoyle, a situação era ainda mais grave. Sua teoria do estado estacionário –formulada de modo a eliminar o Big Bang e manter o Universo mais ou menos igual ao longo de toda a eternidade– era brilhante de fato.

Infelizmente, calhou de estar errada. E quando as evidências penderam para o lado do Big Bang, Hoyle não soube degluti-las.

“Embora [Kelvin e Hoyle] fossem realmente geniais, não há dúvida disso, eles teimosamente continuavam a se apegar às suas coisas que eram erros”, diz Livio.

Ele contrapõe o caso dos dois ao de Linus Pauling, o químico brilhante que decifrou, usando apenas conhecimento teórico e muito pouca informação de observações, a estrutura básica das proteínas.

Quando Pauling tentou aplicar o mesmo método para decifrar a estrutura do DNA, fracassou, dando espaço para James Watson e Francis Crick apresentarem a estrutura correta, em 1953.

“Pauling percebeu que estava errado, reconheceu isso poucos meses depois e admitiu que o modelo de Watson e Crick era melhor, e assim por diante”, diz Livio.

“Lorde Kelvin não aceitou até o dia de sua morte que não estava errado em nada, e Fred Hoyle continuou a acreditar em uma forma ou outra do Universo em estado estacionário também até o dia em que morreu.”

O TOPO DA LISTA

As vedetes do livro, naturalmente, são Darwin e Einstein –indiscutivelmente os dois cientistas mais influentes dos últimos 200 anos.

No caso do primeiro, Livio atribui a ele a dificuldade de perceber uma inconsistência interna em seu próprio trabalho, ao adotar, no bojo da teoria da evolução por seleção natural, um mecanismo de hereditariedade “por mistura”, então vigente na época, mas completamente inconsistente com sua própria teoria.

O problema perseguiria Darwin pelos anos seguinte e só seria resolvido quando os trabalhos de Gregor Mendel fossem descobertos, fornecendo pistas do real mecanismo de hereditariedade –este totalmente compatível com a evolução darwiniana.

Já com Einstein, o caso é bastante conhecido: a famosa constante cosmológica, que ele introduziu às equações da relatividade geral em 1917 por razões puramente ideológicas –para manter o Universo estático.

Depois que Edwin Hubble provou que o cosmos estava em expansão, Einstein abandonou a constante cosmológica, e a rotulou como um grande erro de sua carreira.

Livio, contudo, dá um giro de 180 graus e sugere que o erro de Einstein não foi ter incluído a constante cosmológica, e sim tê-la retirado, depois de tê-la criado.

Hoje, ela é usada rotineiramente para representar a energia escura, uma misteriosa força que acelera a expansão do Universo e foi descoberta em 1998.

Com uma prosa agradável e grandes sacadas, Livio conduz o leitor de forma suave por biologia, geofísica, astrofísica e cosmologia, mostrando as interconexões entre os saberes científicos e a unicidade do mecanismo que permite o progressivo caminhar da ciência –permeado de erros de percurso que, longe de embaraçar, são a chave para que se possa aprender cada vez mais.

Grandes cientistas, erros homéricos

Livro do astrofísico israelo-americano Mario Livio retrata como, a despeito de sua genialidade, heróis da ciência podem cometer grandes equívocos

CHARLES DARWIN (1809-1882)

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O GRANDE SUCESSO: Pai da evolução das espécies por seleção natural, Darwin produziu possivelmente a teoria científica mais influente e bombástica da história da ciência.

O ERRO: Ao construir sua teoria, Darwin não notou que o modelo de hereditariedade de características então em voga, usado por ele mesmo em sua obra, era completamente inconsistente com a ideia central de sua teoria.

A CORREÇÃO: Ela já existia na época de Darwin, mas não era conhecida por ele: os estudos genéticos de hereditariedade feitos por Gregor Mendel.

LORDE KELVIN (1824-1907)

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O GRANDE SUCESSO: Gênio inconteste e grande pesquisador da termodinâmica, Kelvin era conhecido por sua incrível capacidade de cálculo e foi o primeiro a produzir uma estimativa física da idade da Terra, com base no tempo que ela levaria para se resfriar.

O ERRO: O número a que ele chegou foi de 20 milhões a 100 milhões de anos _muito menos que o real, 4,5 bilhões de anos. Kelvin foi incapaz de admitir que incompreensões sobre a dinâmica interna da Terra podiam levar a uma margem de erro imensa.

A CORREÇÃO: A descoberta da radioatividade e, sobretudo, dos movimentos de convecção no interior da Terra permitiriam explicar por que Kelvin havia errado em seus cálculos.

LINUS PAULING (1901-1994)

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O GRANDE SUCESSO: Químico brilhante, ganhador de dois Nobel, Pauling havia conseguido decifrar, com base apenas nas propriedades dos átomos, a estrutura da alfa-hélice, a base das proteínas.

O ERRO: Aplicando o mesmo método para tentar decifrar a estrutura do DNA, Pauling chegou a uma tripla hélice, estrutura muito mais complexa que a molécula verdadeira e que chegava a contrariar princípios estabelecidos da química.

A CORREÇÃO: Depois de cometerem erro similar ao de Pauling, James Watson e Francis Crick tiveram acesso a imagens de cristalografia do DNA que permitiram guiá-los na direção correta e apresentar a estrutura correta em 1953.

FRED HOYLE (1915-2001)

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O GRANDE SUCESSO: Astrônomo britânico arrojado, Hoyle foi o primeiro a explicar com sucesso como as estrelas podem produzir os átomos mais pesados, a partir dos mais leves, gerando toda a variedade química do Universo.

O ERRO: Hoyle concebeu uma teoria alternativa à do Big Bang, chamada de teoria do espaço estacionário. Nela, o Universo estaria sempre em expansão, mas seria eterno e imutável, com mais matéria sendo criada em seu interior conforme se expandisse.

A CORREÇÃO: Com o tempo, observações adicionais, como a descoberta da radiação cósmica de fundo, descartaram a teoria do estado estacionário, confirmando o Big Bang. Hoyle, no entanto, jamais admitiu seu erro.

ALBERT EINSTEIN (1879-1955)

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O GRANDE SUCESSO: Com sua teoria da relatividade geral, Einstein permitiu pela primeira vez que se estudasse o Universo inteiro e, com isso, especular sobre sua origem e destino. Para isso, ele introduziu um novo termo às equações, a constante cosmológica.

O ERRO: A principal função da constante cosmológica, para Einstein, era permitir a existência de um Universo estático. Quando ficou claro que o cosmos estavam em expansão, o físico alemão abandonou e repudiou a alteração, classificando-a como um erro. Para Livio, contudo, o erro foi tê-la jogado fora, depois de tê-la criado.

A CORREÇÃO: Em 1998, estudando supernovas distantes, astrônomos descobriram que a expansão do Universo era acelerada – algo surpreendente que só pode ser explicado pela existência de algo similar ao que era descrito pela constante cosmológica de Einstein. Os físicos chamam essa força misteriosa de “energia escura”.

Nova HQ da Marvel quer inspirar uma geração de mulheres cientistas e engenheiras

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Pouco se sabe, na história que se ensina na escola, sobre personagens femininas que fizeram a diferença nos rumos do nosso mundo. Para incentivar e inspirar uma nova geração de cientistas e engenheiras

Brunella Nunes, no Razões para Acreditar

a nova série de HQ’s da Marvel vai incluir a trajetória de mulheres reais dentro destes campos, abrindo espaço para experts em matemática e tecnologia, como forma de inspirar uma nova geração.

Batizada de The Unstoppable Wasp, a história em quadrinho escrita por Jeremy Whitley é ilustrada pela artista Elsa Charretier, terá uma heroína principal chamada Nadia Pym, uma super cientista adolescente que passou metade de sua vida numa instalação de treinamento soviético. Com asas que mudam de tamanho, ela está pronta para voar.

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Segundo Whitley, eles notaram que muitas mulheres neste campo de atuação estavam não só ajudando a moldar nosso futuro, como também eram leitoras assíduas das HQ’s, então nada melhor do que incluí-las nas páginas para celebrar a ciência e a inovação.

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A primeira edição traz a paleontologista Rachel Silverstein, que estuda fósseis de elefantes extintos, e a estudante PhD em química analítica Marina Chanidou. A Marvel afirmou que estará sempre em busca de mais histórias para incluir na série, deixando aberto o contato com as leitoras que queiram participar.

Enquanto isso, no Brasil, infelizmente cientistas estão deixando o país por falta de recursos e investimento. Quem sabe a cena não muda…Nadia Pym, nos salve!

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Cientistas do MIT criam sistema que consegue ler livros fechados

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mit-closed-books-625Tecnologia consegue ler através da capa de livro. Sistema usa câmera terahertz padrão para concluir feito

Publicado no IDG Now

Um novo sistema de imagens da MIT consegue ver através da capa de um livro e lê-lo.

O feito se dá graças, e principalmente, à radiação terahertz, a banda de radiação eletromagnética entre microondas e luz infravermelha, e as minúsculas lacunas de ar entre as páginas de qualquer livro fechado.

A radiação terahertz pode distinguir entre tinta e papel em branco de uma forma que os raios X não pode, e também oferece profundidade de resolução muito melhor do que o ultrassom.

O novo sistema protótipo desenvolvido por pesquisadores do MIT e da Georgia Tech usa uma câmera terahertz padrão para emitir rajadas de radiação ultracurtas e então medir quanto tempo leva para que a mesma seja refletida de volta. Um algoritmo, em seguida, mede a distância a cada uma das páginas do livro.

Alimentado com esses dados, o sistema utiliza duas medidas diferentes de energia das reflexões para extrair informações sobre as propriedades químicas das superfícies reflectoras. Ao mesmo tempo, se “esforça” para filtrar o “ruído” irrelevante produzido ao longo do caminho. Dessa forma, consegue distinguir o papel com tinta do papel em branco, usando um algoritmo separado para interpretar as imagens muitas vezes distorcidas ou incompletas como cartas individuais.

Os pesquisadores testaram seu protótipo em uma pilha de papéis, cada um com uma letra impressa sobre ele, e descobriram que ele poderia identificar corretamente as letras sobre as nove folhas superiores.

O Metropolitan Museum de Nova York tem manifestado interesse no sistema como uma forma de examinar livros antigos sem tocá-los, disse Barmak Heshmat, um cientista da pesquisa no MIT Media Lab.

A tecnologia pode ser utilizada para analisar qualquer material organizado em camadas finas, tais como revestimentos de peças de máquinas ou de produtos farmacêuticos.

Um artigo descrevendo o trabalho foi publicado na Nature Communications.

Cientistas criam algoritmo para solucionar mistérios de Agatha Christie

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Agatha Christie, surrounded by some of her 80-plus crime novels.

A mestre do suspense é a autora mais lida de todos os tempos

André Bernardo, na Galileu

Desde 1920, quando lançou o romance O Misterioso Caso de Styles, até sua morte, em 1976, a britânica Agatha Mary Clarissa Christie escreveu 241 histórias. Mestra em narrar a solução de crimes, sua volumosa produção também foi alvo de investigações literárias. Afinal, como Agatha conseguia escrever uma nova história a cada três meses? Para responder a essa pergunta, os pesquisadores Jamie Bernthal e Dominique Jeannerod releram 27 dos 66 livros policiais da autora à procura de pistas que ajudassem o leitor a identificar o assassino, desenvolvendo um algoritmo capaz de entender seu estilo de criação (veja quadro abaixo). “Infelizmente, o algoritmo não funciona para tudo que ela escreveu. Dois de seus livros mais famosos, Assassinato no Expresso do Oriente e Cai o Pano, não se encaixam no padrão”, diz Bernthal.

“Mas Agatha não seria a ‘rainha do crime’ se não tivesse quebrado algumas regras.” Estima-se que tenham sido vendidos 4 bilhões de exemplares dos seus livros, com traduções para mais de cem idiomas — ela é a autora mais lida de todos os tempos, atrás somente da Bíblia e de William Shakespeare. A vida de Agatha também teve seus mistérios: em dezembro de 1926, ela desapareceu durante 11 dias e até Arthur Conan Doyle, pai de Sherlock Holmes, ajudou nas buscas. Depois de 40 anos de sua morte (completados em 12 de janeiro), biógrafos afirmam que o sumiço aconteceu por conta de uma depressão após a perda da mãe e a descoberta de uma traição do marido.

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