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Porto Alegre Noir – Evento dedicado à literatura e ao cinema policial começa nessa sexta

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Cinemateca CapitólioMarcus Mello / Reprodução Facebook

Realizado de sexta a domingo, o evento trará exibições de filmes, palestras e cursos sobre o gênero

Alexandre Luchesse, na Gaucha ZH

A literatura policial é um dos gêneros que mais movimenta o mercado editorial pelo mundo. No RS não é diferente. Escritores como Tailor Diniz, Tabajara Ruas e Carina Luft são ativos em suas incursões ficcionais pelo mundo do crime e do mistério. No entanto, só agora a Capital ganha um evento dedicado ao tema: Porto Alegre Noir terá sua primeira edição de sexta-feira a domingo, na Cinemateca Capitólio (Demétrio Ribeiro, 1.085).

– Gosto de compartilhar minhas paixões como leitor e escritor. Achei que estava no momento de fazer um evento voltado só para a literatura policial, até porque este é um bom momento do gênero no país. Conseguimos estender a programação também para o cinema. No futuro, tentaremos agregar os quadrinhos – conta Cesar Alcázar, idealizador da mostra.

Alcázar tem know-how em promover festivais culturais independentes, sendo um dos organizadores da Odisseia de Literatura Fantástica, que, em junho, chegará à quinta edição. Para o Porto Alegre Noir, ele conta com a parceria das produtoras Fio e Cine Um, além do apoio de diferentes instituições.

Na programação, estão escritores de fora do Estado como Claudia Lemes, de São Paulo, autora dos thrillers Um Martini com o Diabo e Eu Vejo Kate. No sábado, às 16h15min, ela ministra o curso Técnicas de Suspense e Anatomia do Thriller. De Santa Catarina, Rogerio Christofoletti, um dos autores do almanaque eletrônico Os Maiores Detetives do Mundo, participará, no sábado, às 17h30min, de um bate-papo com o jornalista de ZH Carlos André Moreira, que participa da coletânea Ficção de Polpa: Crime (2008), e a escritora Carol Bensimon, que também esteve nessa coleção e assina um conto no recente Acerto de Contas – Treze Histórias de Crime & Nova Literatura Latino-Americana. Entre as atrações locais, estão os já citados Tabajara, Diniz e Carina, além de A. Z. Cordenonsi, Gabriela Silva e Rodrigo Tavares.

O evento começa com uma edição especial do Projeto Raros, que costuma exibir filmes fora do catálogo das distribuidoras. Na sexta-feira, às 19h, o escolhido é o longa A Quadrilha (1973), de John Flynn, adaptação do livro The Outfit, de Richard Stark. Depois da exibição, haverá comentário do escritor e cineasta Fernando Mantelli.

– Os três filmes que escolhemos são adaptações de romances mais ou menos conhecidos. No caso de A Quadrilha, o livro que lhe deu origem não foi lançado no país, mas uma versão em quadrinhos, chamada A Organização, lançada pela Devir, está disponível. O filme não foi um grande sucesso, mas foi muito elogiado e passou até na televisão nos anos 1970. Nunca foi lançado em VHS ou DVD no Brasil, embora merecesse uma edição – explica Alcázar.

No sábado, o filme escolhido é No Silêncio da Noite (1950), de Nicholas Ray, adaptação do livro homônimo de Dorothy B. Hughes, lançado no Brasil pela L&PM Editores. Já no domingo, é a vez de Homens em Fúria, de Robert Wise, baseado em obra de William P. McGivern inédita no país.

Os bate-papos e sessões de cinema do Porto Alegre Noir têm entrada franca, mas para os cursos é preciso fazer inscrições, com valor de R$ 45. A programação completa e informações para se inscrever podem ser acessadas aqui.

Jogador Nº 1 | Segundo livro do autor vai virar filme

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Rodrigo Scahrlack, no Observatório do Cinema

Jogador Nº 1 não apenas se tornou a maior abertura nos Estados Unidos para um filme de Steven Spielberg neste década, mas também entrou na lista de maiores estreias do ano até o momento, informou o ScreenRant.

Agora, outro livro de Ernest Cline vai ganhar um longa. A Universal Pictures anunciou que Armada virará um filme com o roteiro de Dan Mazeau, de Fúria de Titãs. A produção fica por conta de Dylan Clark (Planeta dos Macacos) e Dan Farah (Jogador Nº 1).

O filme será uma adaptação do livro homônimo de Ernest Cline, que segue a história de um adolescente que passa todo seu tempo jogando videogames e descobre que um de seus jogos favoritos na verdade é um projeto de treinamento para impedir uma invasão alienígena na Terra.

Jogador Nº 1 foi lançado nos cinemas no dia 29 de março de 2018.

Jovem decide voltar a estudar depois de assistir “Pantera Negra”

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Publicado no Razões para Acreditar

Os filmes que assistimos exercem muito mais poder sobre nós do que imaginamos. Uma prova disso é a história do jovem Renato Siqueira de Castro, de 15 anos, que voltou a estudar depois de assistir “Pantera Negra” no cinema. Renato quer ser bombeiro, mas ficou 1 ano afastado da escola. Depois de ver os heróis do filme, ele confirmou seu sonho e tomou a decisão de voltar.

“Foi o Pantera Negra que me fez voltar a estudar. Sem a escola eu não consigo nada. Parei e pensei: Pô, melhor eu voltar a estudar”. O garoto, que vive no Parque Missões, uma favela na cidade de Duque de Caxias, município do Rio de Janeiro e decidiu que queria seguir a profissão de bombeiro quando tinha 11 anos e viu o barraco de sua mãe pegar fogo: “Eu quero salvar vidas”.

Ele parou de estudar quando saiu da casa do pai, já que brigava muito com sua irmã. Foi então que ele decidiu alugar um barraco para ele e para conseguir dar conta dos 130 reais mensais, passou a trabalhar como engraxate e largou os estudos. Mas, apesar de seus clientes lhe dizerem constantemente que ele precisava voltar a estudar, foi o “Pantera Negra” que mostrou que o estudo é fundamental.

O filme, que tem sido um verdadeiro sucesso de bilheteria é também muito importante, pois é o primeiro herói negro da Marvel, representando jovens do mundo inteiro, que necessitam desta representatividade para poderem ir atrás de seus sonhos. Tanto que, aqui no Brasil, diversos movimentos sociais se mobilizaram para levar jovens negros da periferia para assistir o filme.

Foi a partir do projeto “Apadrinhe um sorriso”, que aposta no desenvolvimento das crianças de comunidade através da cultura, que Renato voltou a estudar, desta vez em um colégio diferente do que ele frequentava e segundo ele, mais organizado: “Esse colégio é melhor. Não tem bagunça. Eu também fazia bagunça na antiga escola. Mas é aquela coisa: Todo mundo fazia e eu fazia. Agora todo mundo se comporta e eu também”.

Com informações de Extra

Foto: divulgação Apadrinhe um sorriso

Filme de Fahrenheit 451 ganha data de lançamento para maio

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João Abbade, no Jovem Nerd

A HBO divulgou um curto vídeo para anunciar que a adaptação em filme de Fahrenheit 451, o clássico romance distópico de Ray Bradbury, chegará ao canal no dia 19 de maio.

O romance, publicado em 1953, conta a história de um futuro distópico quando o pensamento crítico é proibido, a mídia é usada apenas para distração da população e os livros devem ser queimados para que o conhecimento perigoso e perverso não se espalhe pelas ruas novamente. O número “451” é a temperatura, em fahrenheit, que o fogo deve estar para que livros entrem em combustão. Junto de Admirável Mundo Novo e 1984, o livro é uma das obras de distopia fantástica mais importantes da literatura.

 

O filme original HBO acompanha Montag (Michael B. Jordan), um jovem bombeiro que se rebela contra o sistema e decide recuperar a humanidade. O elenco conta com Michael B. Jordan, Michael Shannon, Laura Harrier, Sophia Boutella e Lilly Singh. A direção é de Ramin Bahrani.

Fahrenheit 451 será exibido na HBO no dia 19 de maio.

‘A Livraria’ mostra a doce luta de uma mulher apaixonada por literatura

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Emily Mortimer no papel de Florence Green. Foto: Cineart Filmes

André Carmona, no Estadão

A Livraria começa com uma descrição em tom literário, como se o trecho de um romance estivesse sendo lido para o espectador. Assim, somos apresentados à história de Florence Green (Emily Mortime). Ela é uma viúva, cheia de boas intenções, que se muda para uma pequena cidade costeira da Inglaterra alimentando o sonho de abrir o próprio negócio – justamente uma loja de livros. Mas, para isso, terá de lutar. Contra tudo e contra todos.

O filme, adaptação da diretora espanhola Isabel Coixet para a obra homônima de Penelope Fitzgerald, é ambientado nos anos 1950. A população do pequeno e conservador vilarejo, ainda que sem motivo aparente, logo passa a se opor à ideia de uma livraria ali. Todos querem distância de Florence Green e de seu ‘subversivo’ empreendimento cultural.

Atacada, principalmente, pela elite local, a protagonista ameniza seu drama encontrando refúgio nas poucas e incipientes amizades. Uma delas é o sr. Brundich (Bill Nighy). Leitor inveterado, o milionário recluso desperta, ao mesmo tempo, a curiosidade e a admiração de todos. Juntos, os dois travam diálogos interessantes e, de certa maneira, cômicos sobre como lidar com a situação.

A atriz Emily Mortime se encaixa harmoniosamente na personagem que interpreta. É verdade que seu jeito frágil e a feição de eterno sofrimento contrastam com o discurso atual de empoderamento feminino, de mulheres fortes e prontas para a guerra. Nem por isso somos menos cativados por sua doce luta literária.

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