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Professor usa obras de Woody Allen para discutir temas da filosofia

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Publicado por Folha de S.Paulo

Em “Carta Aberta de Woody Allen para Platão“, o professor de filosofia Juan Antonio Rivera apresenta temas da filosofia extraindo exemplos de filmes.

Como em seu livro anterior, “O que Sócrates Diria a Woody Allen“, Rivera consegue unir conhecimento e entretenimento.

O autor, que recebeu o prêmio Espasa de Ensaio em 2003, aborda questões como as convenções sociais, a justiça e o dinheiro.

“A combinação de cinema e filosofia permite evitar tanto a vacuidade quanto a cegueira”, escreve Rivera. “Pude comprovar novamente, para minha surpresa e satisfação, que o uso do cinema como meio de exemplificação de temas filosóficos permite algumas vezes até mesmo chegar mais fundo”.

Segundo o autor, “aproveitei novamente o formato aparentemente inocente de um livro sobre filosofia –com um título, aliás, excessivamente festivo para quem tiver gostos sóbrios– para contar coisas que não podem, em absoluto, ser consideradas de domínio público, nem sequer entre a maior parte dos que escrevem ou leem filosofia política”.

Nascido no dia primeiro de dezembro de 1935, em Nova York, Allen é roteirista, diretor, ator, músico (clarinetista) e escritor. Em 1953, tentou estudar filosofia na Universidade de Nova York, mas foi expulso do curso.

Os livros expandem seus domínios e viram objetos de decoração

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Livros deixam estantes e gavetas e ganham novo  uso para embelezar ambientes como objetos também decorativos

Luana Ribeiro no A Crítica

Livros viram artigo versátil de decoração                                                                  Livros viram artigo versátil de decoração (Reprodução)

 

Comece um novo capítulo da decoração da sua casa: tire alguns livros empoeirados da estante e espalhe pela casa.  Além de ficarem  visíveis e prontos para serem folheados a qualquer momento, eles podem dar aquele toque pessoal que faltava na sua sala.

De acordo com o arquiteto Antoine Vieira, os livros podem também ajudar a dar identidade a  um ambiente. “Livros sobre cinema, espalhados na mesa de centro da sala de vídeo da casa, quebra a monotonia e conferem personalidade”, diz.

Organização

Não existe mistério na hora de decorar com livros, mas é preciso ficar atento à organização. “Tem que ter um alinhamento de tamanho, e eles tem que ficar disposto de forma harmoniosa”, diz Antoine. De acordo com o arquiteto, as mesas de centro são os lugares mais indicados para expor os livros. “Eles podem ser  empilhados, espalhados em forma de leque e até para servir de apoio para vasinhos com flores”, explica.

Para o arquiteto Achilles Fernandes, é preciso ter cuidado para não exagerar. Se o livro for muito grande,  a quantidade em cima de uma mesa de centro deve ser de no máximo dois, por exemplo. “Para que não tomem muito espaço e a mesa possa ser usada e decorada com outros elementos decorativos, como vaso com flores e esculturas”, diz Achilles.

Coffee tableBooks

Existem no mercado livros essencialmente criados com apelo decorativo, chamado de coffee table books. São aqueles livros grandes, com pouco texto, repleto de fotografias e com uma capa bem atraente.

“Esses livros se tornam elementos decorativos muito interessantes e ainda passam para  a visita o título de culto e bem informado, ou seja, uma imagem muito boa”, afirma o arquiteto Achilles Fernandes.

Na Saraiva Megastore, por exemplo, existe uma seção exclusiva com livros desses modelos, com assuntos que vão de decoração à música. Aliás, os temas das publicações também merecem atenção, afinal, eles podem dizer um pouco sobre a personalidade e gostos do dono da casa. “Se o livro é de arte passa a impressão que o morador tem o interesse por arte, o que o eleva a categoria de culto e refinado”, conclui Achilles.

Britânica aluga réplica de quarto de “50 Tons de Cinza” para casais

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Foto publicada pelo jornal "Daily Mail" mostra a réplica do Quarto Vermelho de "50 Tons de Cinza" criado por uma britânica

Foto publicada pelo jornal “Daily Mail” mostra a réplica do Quarto Vermelho de “50 Tons de Cinza” criado por uma britânica

Publicado no UOL

Uma mulher chamada Georgina Wilde criou uma réplica do Quarto Vermelho, local fictício usado para práticas sadomasoquistas no livro “50 Tons de Cinza”.

Segundo o jornal “Daily Mail”, Georgina, uma dominatrix britânica, está alugando o local por 263 libras (R$ 790) a hora para casais que queiram viver as experiências sexuais dos personagens Anastasia Steele e Christian Grey descritas no livro.

O local é equipado com vários chicotes, dispositivos de suspensão e outros artefatos sadomasoquistas.

Ao jornal, Georgina disse que já alugava o espaço para práticas sexuais há anos, mas que resolveu criar a réplica inspirada em “50 Tons de Cinza” para atender uma nova clientela.

“Nós adicionamos uma cama de luxo, amenidades noturnas e as paredes são pintadas de um tom profundo de vermelho como os da sala de Christian Grey”, disse.

Escrito por E.L. James, a trilogia “50 Tons de Cinza” foi traduzida para 45 idiomas e vendeu mais de 32 milhões de cópias somente nos Estados Unidos.

A história está prestes a ser adaptada para o cinema pelo estúdio Universal Pictures. Atrizes como Mila Kunis, Emma Watson e Rooney Mara já foram cotadas para viverem a heroína Anastasia.

No escurinho de casa

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Cassia Carrenho, no PublishNews

1Filmes e séries recheiam a lista da semana

Apesar de os livros de romance erótico ainda dominarem a lista – são seis na lista geral – o destaque da semana vai para os livros que também estão nas telonas dos cinemas (ou na telinha da TV). Na lista geral são três livros: O lado bom da vida (Intrínseca), As vantagens de ser invisível (Jovens Leitores) e As aventuras de Pi (Nova Fronteira). Na lista de não ficção, temos Lincoln (Record); e na de ficção, O Hobbit (WMF) e a adaptação da série televisiva The walking dead: O caminho para Woodbury (Galera Record). Já não é de hoje que a mistura entre a leitura e as telas combina mais do que pipoca e cinema, ainda mais no mês em que acontece a entrega do famoso Oscar. Aqui, o Oscar está indo para quem acreditou nessa combinação.

A grande surpresa da semana foi o livro Te cuida! (Casa da Palavra/LeYa) que voltou à lista na primeira colocação da categoria de não ficção, vendendo 1.076 exemplares.

No ranking das editoras, a Sextante continua líder, com 16 livros, seguida de um empate entre Intrínseca e Ediouro, com 11 livros. Em 3º lugar, tivemos outra surpresa com a Clio Editora, que emplacou 7 livros, inclusive o estreante A ciência de ficar rico. A Companhia das Letras ficou em 4º lugar, com a ajudinha do lançamento A seleção, primeiro livro do selo Seguinte a entrar na lista.

Sobre Ler e Escrever

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Imagem: Goole

Imagem: Goole

Publicado por Roberto Tostes

Todo esforço de uma palavra ou página está num livro. Desfolhamos vida, peles, membranas e camadas antigas.

Começar um livro é muito bom. Os primeiros parágrafos e páginas podem ser sempre mágicos.
Entrar pelas folhas é abrir uma nova porta ou janela e descortinar uma paisagem, um novo mundo desconhecido. Tudo parece novo, chão, ares, cheiros, sons, cenários.

Na textura do papel tateamos as páginas com nossos dedos e emoções, vamos decifrando as sensações e ideias de quem a escreveu, um processo que nos devora lentamente e muitas vezes nos engole vivos.

Certos livros são tão apaixonantes que devem ser lidos da forma mais confortável possível: no sofá, na cama, na rede. Com atenção total, desligando tudo em volta. Só assim conseguimos nos entregar e mergulhar sem pensar em um mundo do qual não queremos sair.

Até terminar um bom livro nos alegra, mesmo se o desejo era ainda ouvir suas palavras e personagens. O gosto e a saudade de ter terminado nos acompanham durante um tempo.
Ler é viver. Viver é ler.

Quando lemos escrevemos alguma coisa em nossas mentes e corações. E quando escrevemos também relemos algo, sinais do mundo que nos marcam e não nos largam. Com as palavras vamos decifrando pessoas, ambientes, barulhos e vozes que tentamos recriar como ficção.

Quando escrevemos a memória pode ser um cinema mágico – num tempo lento, brilhante e com cores muito vivas: podemos nos empolgar e nos concentrar sem cansaço durante horas ou dias debruçados sobre diálogos, pensamentos, descrições, devaneios, memórias.

Tudo por muito esforço e algumas poucas frases que nos satisfaçam, palavras, parágrafos e muitas emoções que encontram seu destino em poesia, conto, crônica ou um texto qualquer.

Escrevemos para vivenciar de novo o que vivemos mas queremos sentir de novo.
Escrevemos para procurar dentro de nós mesmos algo que não sabemos, não lembramos ou descobrimos. Nossos acontecimentos e tudo à volta, pessoas e coisas.

Quem escreveu e terminou de produzir algo deseja muito que outras pessoas leiam.
Escritores e leitores, estamos todos perdidos no mesmo misterioso universo de palavras e textos que nos cercam.

Escrever e Ler são dois lados que se complementam na mesma moeda.
É muito importante entender o segredo do que mantém este fogo da linguagem aceso por centenas de anos de escrita:

Não basta apenas ler e escrever:
Leia como quem Escreve.
Escreva como se estivesse Lendo.

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