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Os dez melhores livros de 2017

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André Barcisnki, no Blog do Barcinski

Chegou a hora de fazer o balanço de 2017. Esse ano tomei a decisão de não fazer mais listas dos melhores filmes do ano, por uma razão simples: moro a 250 km de distância de qualquer sala de cinema decente e não consigo acompanhar os lançamentos. Até hoje não consegui ver “Mãe!” ou o filme da Sofia Coppola, por exemplo. Uma pena, mas é o preço que se paga por morar longe demais das capitais, como diria Humberto Gessinger.

Como não fiz lista de melhores livros em 2016 (o blog reestreou no UOL em outubro de 2016), incluí aqui alguns livros lançados no fim do ano passado. Priorizei títulos em português, mas incluí alguns títulos ainda não lançados por aqui.

Aqui vão, sem ordem de preferência, os dez livros mais legais que li este ano.

1 – Breve História de Sete Assassinatos, de Marlon James

Claramente inspirado por Don De Lillo e James Ellroy, o jamaicano Marlon James fez um épico histórico-policial centrado na tentativa de assassinato de Bob Marley, no meio dos anos 70.

2 – Sem Causar Mal, de Henry Marsh
Quem diria que um livro sobre neurocirurgia seria tão emocionante e tenso? As memórias de Henry Marsh, conhecido neurocirurguião britânico, e os relatos das operações que ele executou em décadas de carreira, são impressionantes.

3 – Dias Bárbaros, de William Finnegan
Conhecido jornalista investigativo e surfista amador, Finnegan conta sua vida em busca das ondas mais desafiadoras do planeta, de Fiji ao Havaí, da Austrália a Portugal.

4 – Distancia de Rescate, de Samantha Schweblin
Lançado originalmente na Argentina em 2014, o livro só ganhou tradução para o inglês este ano, com o título de “Fever Dream”. É uma história curta, surrealista e aterrorizante, narrada durante uma conversa entre uma mulher e uma criança em um hospital. Lembro que terminei de ler e, um tanto decepcionado com alguns aspectos da narrativa, liguei para discutir o livro com um amigo, que o havia recomendado. Mesmo insatisfeito com a leitura, a história não saiu da minha cabeça, e reli longos trechos. Até hoje, meses depois de terminar o livro, ainda me pego lendo algumas páginas especialmente estranhas.

5 – Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança – Uma Biografia de Zózimo Barroso do Amaral, de Joaquim Ferreira dos Santos
Biografia de Zózimo (1941-1997), jornalista que não revolucionou só o colunismo social, mas o jornalismo brasileiro, com seu texto cheio de humor e, muitas vezes, venenoso. Tive a sorte de trabalhar no “Jornal do Brasil” no fim dos anos 80 e vi de perto muitas das figuras incríveis descritas por Joaquim. Esse livro deveria ser obrigatório em escolas de jornalismo.

6 – A Segunda Mais Antiga Profissão do Mundo, de Paulo Francis
Coletânea de artigos que Francis escreveu para a “Folha” entre 1975 e 1990. Os temas são variados: política, cinema, literatura, e casos pitorescos envolvendo seus amigos – e desafetos, claro. Francis era um dos poucos articulistas que se lia com prazer mesmo discordando dele.

7 – Killers of the Flower Moon: The Osage Murders and the Birth of the FBI, de David Grann
Nos anos 1920, os índios Osage venceram uma antiga luta contra o governo norte-americano para permanecer na região do Oklahoma que habitavam há muitos anos. Os nativos deram sorte: pouco depois, acharam petróleo em toda a área, o que fez dos Osage o povo mais rico do mundo. Logo, índios andavam em carros de luxo e construíam palacetes suntuosos. Mas a alegria durou pouco: um a um, os Osage começaram a ser exterminados por tiros, envenenamento, e até bombas. Esse livro conta a história da misteriosa matança dos Osage e da criação de uma força-tarefa da polícia que resultou na fundação do FBI. Fascinante.

8 – Move Fast and Break Things – Jonathan Taplin
O subtítulo resume bem a tese defendida pelo autor: “Como Facebook, Google e Amazon encurralaram a cultura e o que isso significa para nós”. No livro, Taplin explica como a Internet, cujo objetivo inicial era ser um instrumento de democratização da informação, foi usada por algumas empresas, como Google, Facebook, Amazon e Paypal, para monopolizar mercados e dar a seus donos um poder econômico e uma capacidade de controle da sociedade nunca antes imaginado. Leitura obrigatória para quem ainda acredita que vivemos na era da “Democracia Digital”.

9 – Uma História do Samba – Volume 1, de Lira Neto

Primeiro volume de uma trilogia em que Neto – biógrafo de personagens tão diversos quanto Padre Cícero, Getúlio Vargas e a cantora Maysa – contará toda a trajetória do samba, do fim do século 19 aos tempos atuais. A história desse primeiro livro começa no Rio de Janeiro no fim do século 19, logo após a Abolição da Escravatura, e vai até o surgimento das primeiras escolas de samba e o aparecimento de bambas como Noel Rosa, Cartola, Ismael Silva, Bide, Paulo da Portela e Almirante. É um livro excepcional, que mistura grandes personagens a um relato minucioso sobre a criação de uma cidade e de um gênero musical que ajudou a definir a identidade brasileira.

10 – Uncommon People: The Rise and Fall of The Rock Stars, de David Hepworth
O autor relata 40 histórias – uma por ano, de 1955 a 1995 – que marcaram a história do rock, e explica por que a era do rockstar durou até meados dos anos 90. Hepworth conta histórias já conhecidas, mas sempre trazendo uma visão nova e cheia de detalhes e informações, que as tornam interessantes.

Sequência de ‘Animais Fantásticos’ ganha título oficial

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O elenco de ' Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os crimes de Grindelwald' - Divulgação

O elenco de ‘ Animais Fantásticos e Onde Habitam: Os crimes de Grindelwald’ – Divulgação

Publicado em O Globo

RIO — A Warner Bros. anunciou nesta quinta-feira o nome do segundo filme da franquia “Animais fantásticos e onde habitam”. O próximo longa, com previsão de lançamento nos EUA em 18 de novembro de 2018, se chama “Os crimes de Grindelwald”.

Seguindo os acontecimentos do último filme, o bruxo Gellert Grindelwald (interpretado por Jhonny Depp) consegue fugir após ser capturado pelo protagonista Newt Scamander. Solto, ele agora busca uma supremacia dos bruxos contra todos os seres que não se relacionam com a magia. O jovem Albus Dumbledore, interpretado por Jude Law, une então forças com Scamander para prender Grindelwald novamente.

“Animais fantásticos e onde habitam” é uma série de filmes spin-off de “Harry Potter”, tendo como roteirista a autora dos livros originais, J.K. Rowling. “Os crimes de Grindelwald” é o segundo de uma sequência que pretende ter cinco filmes.

Novo Crônicas de Nárnia começa filmagens em 2018, sem ligação com longas anteriores

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Guilherme Cepeda, no Burn Book

Por Aslam! Finalmente temos notícias sobre a “continuação” da saga As Crônicas de Nárnia no cinema.

Em entrevista ao canal Clone Web, o diretor Joe Johnston (Capitão América: o Primeiro Vingador) confirmou que The Chronicles of Narnia: The Silver Chair já a pré-produção deve começar as filmagens em julho 2018.

É um pouco mais sombrio do que os outros filmes de Nárnia, é o livro mais sombrio de todos, eu acho. É uma literatura clássica, acho que o trabalho de C.S. Lewis é incrível, mesmo sendo para crianças. Será divertido, eu também adoro a Nova Zelândia”, afirmou Johnston no vídeo. “Não quero que seja parecido com os outros filmes. Quero que o público olhe para o Cadeira de Prata e pense ‘essa é uma visão totalmente nova de As Crônicas de Nárnia’. Não quero nem referenciar os outros filmes. É como começar algo totalmente novo”, completou.

Por enquanto não há informações sobre o elenco.

Quarto livro da série criada por C.S. Lewis, e o primeiro sem a presença dos irmãos Pevensie, A Cadeira de Prata se passa 70 anos depois de A Viagem do Peregrino da Alvorada no tempo de Nárnia, o que permite a entrada de um novo elenco. Na trama, Eustáquio volta a Nárnia na companhia de sua amiga Jill Pole.

Adaptações de livros e HQs no cinema podem ser fieis aos originais?

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Divulgação

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Muito além do que só traduzir a história, adaptações precisam se preocupar em recriar uma narrativa de forma que funcione na linguagem do cinema

Publicado no 24 Horas News

Adaptações de livros e quadrinhos para o cinema são muito mais frequentes do que um espectador mais desavisado pode pensar: muitas obras antes de chegarem às telas já eram livros que foram aclamados pela crítica ou sucesso de público. Entretanto, apesar de se colocarem dessa forma, ler um livro e ver um filme são experiências narrativas completamente diferentes e não é incomum que boa parte das histórias originais se percam no meio do caminho – ou nunca fizeram parte do plano de roteiro da produção. Por outro lado, obras que trabalham integralmente o conteúdo escrito acabam não agradando. Afinal, é possível ser fiel ao adaptar um livro ou história em quadrinhos para o cinema?

Do papel para as telas

O que não faltam são exemplos de adaptações de um meio para o outro – tanto aquelas que deram muito certo, quanto as que foram verdadeiros erros do início ao fim. Isso, contudo, não faz necessariamente com que a história seja ruim, muito menos que o original seja ruim, são apenas particularidades envolvidas nesse processo. Ler um livro é uma coisa, ver um filme é outra.

 Divulgação "Quarteto Fantástico": três filmes e duas versões fracassadas no cinema

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“Quarteto Fantástico”: três filmes e duas versões fracassadas no cinema

São mídias divergentes que, embora possam dialogar entre si, cada uma tem seu próprio universo e é regida por códigos internos, isso acaba por dificultar a tarefa de transposição. Como o sociólogo Marshall McLuhan escreveu em uma de suas obras, “o meio é a mensagem”, ou seja, a mídia exerce grande influência no produto final e em como ele será consumido. Uma mesma narrativa pode se tornar um clássico da literatura, mas ter versões falhas no cinema: o problema é a inadequação que acontece entre a história e o veículo, não se restringe a uma das partes. Por exemplo, quantas vezes Romeu e Julieta já não viraram filme, mas a peça jamais perdeu seu status de ser uma das maiores obras já feitas em língua inglesa.

Há por outro lado livros que nasceram para as telas. As sagas de Harry Potter e “Senhor dos Anéis” foram extremamente bem sucedidas em ambos dos meios e se sustentam inteiramente tanto nos livros quanto no cinema. O recente sucesso do filme de “It – A Coisa”, que bateu o recorde de filme de terror com a maior bilheteria da história, é baseado no livro homônimo de Sthephen King. Porém há aquelas adaptações que não agradaram nem um pouco, como “Quarteto Fantástico” que, mesmo sendo uma das HQs mais importantes da Marvel, não acertou a mão no cinema.

Chamar esse movimento entre os meios de “adaptação” é uma forma educada de se falar em releitura. É impossível somente migrar o conteúdo de um meio para o outro, é necessário que haja uma tradução da obra para que ela se adeque a nova mídia. A adaptação de “Watchmen”, por exemplo, peca justamente por ser excessivamente fiel aos quadrinhos de Allan Moore – o que é irônico, dado que uma crítica comum feita para filmes com o rótulo é a falta de elementos fidedignos às histórias originais.

O envolvimento lúdico do leitor ou espectador precisa ser levado em conta para se realizar esse trabalho. A experiência que um livro proporciona é diametralmente oposta à de um filme, ou seja, cada um trabalha com seu próprio grau de imersão. “Blade Runner”, livremente baseado no livro “Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas”, ainda seria um clássico caso a narrativa original tivesse sido integralmente conservada na passagem de uma mídia à outra?

Assim, não há uma resposta ideal para como devem ou não ser feitas as adaptações – elas não deixarão de existir, boas ou ruins. Ser fiel ao original é uma questão que não diz respeito à qualidade do produto final, na verdade, isso não diz muita coisa para além da liberdade criativa do diretor envolvido e no tato para entender o que funciona ou não em uma mídia. Além do mais esse aspecto sozinho não pode definir parâmetros objetivos, mesmo sendo um elemento recorrente em críticas.

CINEMA | Divulgadas novas imagens de Assassinato no Expresso do Oriente

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Publicado no Literatura Policial

EM NOVEMBRO – Foram divulgadas novas imagens de Assassinato no Expresso do Oriente, adaptação do clássico de Agatha Christie publicado em 1934. Dirigido e estrelado pelo ator britânico Kenneth Branagh, que faz o papel do detetive Hercule Poirot, o elenco estelar ainda conta com Johnny Depp, Judi Dench, Willem Dafoe, Olivia Colman, entre outros .

Na trama, pouco depois da meia-noite, uma tempestade de neve pára o Expresso do Oriente nos trilhos. O luxuoso trem está surpreendentemente cheio para essa época do ano. Mas, na manhã seguinte, há um passageiro a menos. Um homem é encontrado morto em sua cabine com doze facadas. Com o trem preso na neve, cabe a Hercule Poirot desvendar esse misterioso e conturbado crime.

O filme estreia dia 23 de novembro nos cinemas.

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