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Livros que merecem lugar na estante em 2017

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livros

Amélia Gonzales, no G1

Astrologicamente, o ano de 2017 só vai começar em março, dizem os especialistas. Assim, ainda tenho tempo para sugerir aos leitores alguns bons livros que li no ano passado e que me ajudaram bastante a ampliar o pensamento a respeito das mudanças climáticas, de uma nova economia, de uma nova sociopolítica, de uma nova ordem mundial que anda se impondo. Mesmo com a eleição de um “cético do clima” à presidência dos Estados Unidos – Donald Trump, é claro – não se pode perder de vista a necessidade de manter o Acordo de Paris, conseguido a duras penas no fim de 2015, que pretende neutralizar tantas emissões de carbono, organizar mais a produção, o consumo, para que sobrem recursos. E é bom visitar textos de pessoas que pensam a respeito, propondo novos caminhos. Não proponho um debate porque acho pobre quando se fica em posições opostas. Proponho o pensamento, a reflexão, para se tentar um caminho de mudanças possíveis.

Começo, pois, com David C. Korten e seu “When corporations rule the World”. Infelizmente ainda não foi traduzido no Brasil, mas deveria ter sido. Porque traz ponderações de grande importância sobre o valor imenso que deixamos que as megas corporações tenham em nosso mundo. Algo semelhante já foi escrito, depois traduzido para um vídeo documentário, com o nome de “The Corporations”, em 1995.

A primeira edição do llivro “When corporations rule the World” é do mesmo ano, e ganhou em 2015 uma introdução para comemorar os vinte anos de sua publicação.Fiquei presa às observações do autor feitas há vinte anos, vejam só:

“A escalada da concentração do poder econômico atual é revelada em estatísticas. Das cem maiores economias do mundo, 50 são corporações, e as vendas agregadas das dez maiores corporações em 1991 excedem o PIB das cem economias dos menores países do mundo. As receitas obtidas com as vendas da General Motors em 1992 (133 bilhões de dólares) quase se esquivale ao PIB de Bangladesh, Etiopia, Kenya, Nepal, Nigéria, Paquistão, Tanzania, Uganda e Zaire. 550 milhões de pessoas habitam esses países, um décimo da população global. As 500 maiores corporações industriais do mundo, que empregam somente meio a 1 por cento da população mundial, controlam 25% do rendimento econômico do mundo”.

Fico impressionada porque todo esse poderio, que já assustava, foi identificado e descrito há vinte anos. E, de lá para cá, só fez crescer. Será sempre necessário refletir a esse respeito, trazendo para a mesa uma série de indagações que não têm sido feitas pelo senso comum. O livro de David Korten é um convite.

De uma certa forma, o historiador Jessé Souza, pesquisador e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), também ajuda a pensar sobre o papel protagonista das empresas brasileiras quando faz uma retrospectiva em seu “A Radiografia do Golpe” (Ed. Leya). O problema de estarmos vivendo um dos períodos de maior polarização política no país é a dificuldade de se abrir espaço para o “outro” expor suas ideias se elas não se adaptam à crença do “um”. Jessé, já no título, deixa claro o que pensa sobre o impeachment da presidente Dilma Roussef. E parte de uma leitura sofisticada e lúcida sobre a divisão de classes no sistema capitalista para ampliar o pensamento sobre o momento político.

Jessé Souza também denuncia o poderio do mundo das empresas, do mundo das finanças, identificando-os como “elite do dinheiro e do poder” que sempre precisaram “convencer a imensa maioria dominada e explorada de que seus privilégios são merecidos e justos”. O historiador denuncia também o racismo de classe, que se revelou de diversas maneiras durante todo o período do Lulismo. Para ele, um presidente com modos populares e metáforas de futebol foi demais para uma classe média que não gostava também de compartilhar espaços sociais antes restritos com os “novos bárbaros” das classes populares. Este sentimento seria o pano de fundo que deu força à manobra que depôs Dilma Roussef do poder.

“Foi nesse contexto que se deu a construção da ‘linha do moralismo’, como mais uma forma alternativa de produzir solidariedade interna entre os privilegiados e de permitir formas aparentemente legítimas de exercer preconceito e racismo de classe contra os de baixo. A linha do moralismo é a linha divisória imaginária que separa aqueles que se percebem como superiores , posto que se escandalizam com a corrupção política partidária e estatal, daqueles que não se sensibilizam com esse tema”, escreve ele.

O livro de Jessé Souza certamente também merece lugar na estante daqueles que não se conformam e querem ter mais dados para pensar sobre nosso tempo.

Pulando de um para outro tema, vou sugerir aos leitores a leitura de “A espiral da morte” (Ed. Companhia das Letras), do jornalista Claudio Angelo, atualmente um dos diretores da ONG Observatório do Clima. Já tinha este livro na lista antes mesmo de ler, hoje à tarde, a notícia sobre o iceberg gigante que está se desprendendo da Antártida, o que anda gerando muita preocupação aos ambientalistas.

O bloco de gelo de 5 mil quilômetros quadrados pode se soltar a qualquer momento e, se todo o gelo derreter, o nível dos mares aumentaria em cerca de dez centímetros. Não é pouca coisa e, como se lê no livro de Ângelo, trata-se de uma crônica do desastre anunciado.

“As duas regiões polares foram as vítimas iniciais do aquecimento global. Da maneira como elas reagirão ao aumento das temperaturas nos próximos anos dependerá, em larga medida, o futuro da sociedade, em especial nos países em desenvolvimento. A consequência mais conhecida e temida do degelo polar, claro, é a elevação do nível médio dos oceanos”, escreve ele.

O jornalista não se limita a repisar sobre a decorrência mais conhecida e comentada do degelo. Vai fundo também na história de vida dos cientistas que se dedicam anos a fio explorando as zonas mais inóspitas da Terra para estudar e tentar informar aos outros detalhes cada vez mais perturbadores e reveladores sobre o clima do planeta. Claudio Ângelo acompanhou alguns desses cientistas e não poupa os leitores quando descreve o que viu e ouviu:

“Mesmo que as emissões de carbono fossem zeradas hoje, várias mudanças já em curso são irreversíveis. A inércia do sistema climático fará os polos derreterem e o mar subir por milênios. Segundo um cálculo do climatologista americano David Archer, da Universidade de Chicago, uma parte do CO2 que já lançamos na atmosfera estará mudando o clima da Terra daqui a cem mil anos, graças ao tempo de vida longo desse gás na atmosfera e à enorme inércia dos oceanos ao absorver calor”, escreve ele.

O livro de Claudio Ângelo, assim como os outros dois que sugeri, certamente não vai deixar os leitores em harmonia com o universo, muito menos se sentindo navegando em mares de almirante. É mesmo para mexer, colaborar com novos pensamentos e reflexões. Boas leituras!

Foto: CDC/ Amanda Mills

Professor no Brasil perde 20% da aula com bagunça na classe, diz estudo

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Pesquisa da OCDE aponta que 60% dos docentes têm alunos-problemas.
Brasil lidera ‘ranking’ de intimidação verbal entre alunos e professores.

Professor perde muito tempo colocando a classe em ordem (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Professor perde muito tempo colocando a classe em ordem (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Paulo Guilherme, no G1

Uma pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que no Brasil o professor perde 20% do tempo de aula acalmando os alunos e colocando a classe em ordem para poder ensinar. Além disso, o estudo aponta que 60% dos professores brasileiros ouvidos têm mais de 10% de alunos-problemas em sua sala de aula, o maior índice entre os países participantes do estudo.

A pesquisa Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem (Teaching and Learning Internacional Survey, Talis, na sigla em inglês) ouviu professores de 33 países.

O estudo aponta que no Brasil o professor perde 20% do tempo para por a classe em ordem e acabar com a bagunça, 13% do tempo resolvendo problemas burocráticos e 67% dando conteúdo. É o país que onde o professor mais perde tempo de aula. A média dos países da OCDE é de 13% do tempo para acabar com a bagunça.

O estudo perguntou aos professores se eles têm mais ou menos de 10% de alunos problemáticos na classe. O Brasil teve 60% dos docentes apontando terem mais de 10% de estudantes problemáticos. Chile, México e Estados Unidos aparecem depois. Na outra ponta, Dinamarca, Croácia, Noruega e Japão têm menos relatos de professores sobre alunos com mau comportamento.

Os dados foram levantados em 2013 com alunos do ensino fundamental e ensino médio (alunos de 11 a 16 anos), mas um relatório sobre a questão de comportamento dos alunos foi divulgado este ano. No Brasil, 14.291 professores e 1.057 diretores de 1.070 escolas completaram o questionário da pequisa.

A pesquisa Talis coleta dados sobre o ambiente de aprendizagem e as condições de trabalho dos professores nas escolas de todo o mundo. O objetivo é fornecer informações que possam ser comparadas com outros países para que se defina políticas para o desenvolvimento da educação.

VEJA ALGUNS DADOS DA PESQUISA:

Tempo para por a classe em ordem
No Brasil o professor perde 20% do tempo para acalmar os alunos, dar broncas e colocar a classe em ordem. A média da OCDE é de 13%.

Aluno que chega atrasado
Este não chega a ser um grande problema em comparação a outros. O índice no Brasil é de 51,4%, menor que a média dos países, de 51,8%. Países mais desenvolvidos têm alunos que atrasam mais, como Finlândia (86,5%), Suécia (78,4% Holanda (75,7%), Estados Unidos (73,3%) e França (61,6%).

Falta às aulas
Também o Brasil está na média, com 38,4%. Suécia (67,2%), Finlândia (64%) e Canadá (61,8) têm números maiores. O menor índice é da República Checa (5,7%).

Vandalismo e roubo
O Brasil está em segundo lugar neste item, com 11,8% dos relatos dos professores, atrás do México, líder com 13,2% e à frente da Malásia, com 10,8%.

Intimidação verbal entre alunos
O Brasil lidera a pesquisa com 34,4% dos relatos de professores, seguido pela Suécia (30,7%) e Bélgica (30,7%).

Ferimentos em briga de alunos
O maior índice é do México (10,8%), seguido por Chipre (7,2%) e Finlândia (7%). O Brasil aparece em quarto com 6,7%.

Intimidação verbal de professores
O Brasil é primeiro lugar com 12,5%. Em seguida vem a Estônia (11%).

Uso e posse de drogas e/ou álcool
Nos relatos, o Brasil tem o mais índice (6,9%), seguido pelo Canadá (6%).

Formação do professor
A pesquisadora Gabriela Moriconi, da Fundação Carlos Chagas, participou do levantamento. Ela também fez pesquisas em Ontário, no Canadá, e na Inglaterra, e percebeu que a formação dos professores é melhor nestes países.

Ainda de acordo com o estudo, no Brasil, mais de 90% dos professores dos anos finais do ensino fundamental concluíram o ensino superior, mas cerca de 25% não fizeram curso de formação de professores. Em comparação, no Chile aproximadamente 9 entre 10 professores concluíram tais cursos, assim como quase todos os professores na Austrália e em Alberta (Canadá).

“No Brasil, por problemas de salários e outras atividades, se coloca um professor que não foi preparado para dar aquela disciplina. Além disso, a média no Brasil é de 31 alunos por classe, enquanto nos outros países é de 24 alunos”, destaca Gabriela.

Segundo ela, é preciso criar um sistema de planejamento de políticas de apoio às escolas e aos professores para lidar com alunos que estão se desenvolvendo. “Todo mundo entende que na pré-adolescência os estudantes testam seus limites e estão aprendendo a ser autônomos”, afirma a pesquisadora. “Antes de acharmos que nosso aluno é preciso ver que em outros países os estudantes têm muito apoio que no nosso não tem.”

Em seu relatório, a pesquisadora conclui que “a construção de uma cultura escolar positiva pode ser uma forma de reduzir problemas de comportamento e absentismo, e, portanto, melhorar as condições de aprendizagem dos alunos”. “Uma maneira de criar um ambiente mais positivo é envolver os alunos, pais e professores nas decisões da escola. Professores que trabalham em escolas com um maior nível de participação entre as partes interessadas têm menos relatos de alunos com problemas de comportamento em suas salas de aula.”

Concurso Cultural Literário (101)

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capa shooting

LEIA UM TRECHO

Shooting my Life’s Script 1: Fani’s Premiere is a charming book, one of those we read compulsively, and miss after we’re done. It’s impossible not to connect with Fani, her discoveries, her aspirations, so typical of a teenager. This is a light-hearted and fun story that captivates the reader with every page.

Whether it’s her relationship with her family, with herself and the world; whether it’s the everyday life with her friends, at school and at parties; or the relationship with her best friend and confidant – everything changes in Estefânia’s life when the opportunity comes to live overseas as an exchange student for one year. The ever so revealing talks on-line and on the phone, as well as the notes frequently passed arround in classe, begin to cover a new subject: the upcoming trip.

This is what this book is about: the fascinating universe of a teenage girl bursting with expectations, facing the conflict between carrying on with her daily life with friends, family, studies, and her newfound love, or risk going to another country and dive into a world filled with new possibilities.

The best scenes in Fani’s life may be yet to come…

Em parceria com os blogs Serendipity e Mudando de Assunto, vamos sortear 3 exemplares de “Shooting my life’s script 1 – Fani’s premiere“, lançamento da Gutenberg.

Para participar, basta responder a esta pergunta: “Qual a importância de ler em Inglês?

Se usar o Facebook, por gentileza deixe seu e-mail de contato.

Acesse também o Mudando de Assunto e o Serendipity para triplicar suas chances. Cada blog vai escolher um vencedor.

O resultado será divulgado dia 6/11 neste post.

Good luck! 🙂

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Parabéns para a ganhadora: Camila da Silva Ramos Leite \o/

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Registro de punições escolares de John Lennon vai a leilão

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Publicado na BBC Brasil

Estima-se que as folhas alcancem até R$ 11,1 mil no leilão

Duas folhas de registro escolar descrevendo as infrações cometidas na escola por John Lennon quando adolescente serão vendidas em um leilão.

Os professores da escola Quarry Bank High School for Boys, em Liverpool, escreveram nos registros que Lennon, aos 15 anos, foi punido por “brigar em sala de aula” e por “sabotagem”.

As duas folhas, de 1955, foram resgatadas nos anos 1970 por um professor encarregado de destruir os registros antigos guardados em um depósito na escola.

Estima-se que as duas folhas alcancem até 3 mil libras (cerca de R$ 11,1 mil) no leilão.

Os documentos revelam que por duas vezes o ex-Beatle chegou a receber três castigos em um só dia.

Outras razões dadas pelos professores para as punições incluem “perturbação”, “empurrar” e “não mostrar nenhum interesse”.

Folhas arrancadas

 

Folhas de registro cobrem dois períodos distintos entre 1955 e 1956

Folhas de registro cobrem dois períodos distintos entre 1955 e 1956

As duas folhas cobrem os períodos de 19 de maio a 23 de junho de 1955, quando ele estava na classe 3B, e de 25 de fevereiro de 1955 a 13 de fevereiro de 1956, quando estava na classe 4C.

Lennon conheceu Paul McCartney em 1957 e juntos eles formariam mais tarde os Beatles, que estouraram em 1962 com a música Love Me Do.

O professor que descobriu os registros de punições, no fim dos anos 1970, havia sido instruído pela escola a queimar os documentos encontrados em um depósito na escola previsto para ser ocupado por um novo professor contratado.

Mas ao ver o nome “Lennon” escrito acima de uma das páginas ele percebeu que elas se referiam ao estudante famoso e arrancou as folhas do livro para guardar como lembrança.

Algumas outras páginas que ele havia tirado do livro para guardar foram depois destruídas em um acidente envolvendo substâncias químicas.

Outras páginas foram dadas por ele a outras pessoas. As duas que serão leiloadas são parte das poucas que sobraram.

A autenticidade das páginas foi comprovada por Pete Shotton, amigo próximo de Lennon na escola, que escreveu o livro In My Life, sobre sua convivência com o futuro músico.

“Essa lista é típica de John Lennon, ele era um garoto extremamente abusado”, comentou Peter Beech, que era professor de ciências na época.

“Mas ele tinha limites. Dentro da classe, se você conseguisse acalmar John, você normalmente acalmava a classe inteira”, disse.

John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980, aos 40 anos, em frente ao seu apartamento em Nova York.

O leilão online das folhas de registro escolares, feito pelo site TracksAuction.com, começará no dia 22 de novembro.

Concurso Cultural Literário (30)

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Nos anos 1970, economistas neoliberais passaram a defender a ideia de que o crescimento e o desenvolvimento dependiam da competitividade do mercado. A partir daí, a maximização da concorrência e a licença para que os princípios de mercado de trabalho permeassem todos os aspectos da vida moldaram uma nova classe social mundial, emergente e ainda em formação: o “precariado”.

O precariado: A nova classe perigosa é uma obra necessária e urgente, que apresenta as características desse novo grupo e oferece aos leitores uma sólida reflexão política e socioeconômica que compreende a nova ordem social global e responde aos anseios dos indivíduos dessa nova classe, que não se sentem ancorados em uma vida de garantias trabalhistas, não possuem empregos permanentes e muitas vezes nem sequer sabem que integram a classe dos precariados.

Aqueles que estão no precariado carecem de autoestima e dignidade social em seu trabalho; devem procurar por esse apreço em outro lugar, com sucesso ou não. Se forem bem-sucedidos, a inutilidade das tarefas que são obrigados a fazer em seus empregos efêmeros e indesejáveis pode ser reduzida, na medida em que a frustração de status será diminuída. Mas a capacidade de encontrar a autoestima sustentável no precariado quase sempre é vã. Existe o perigo de se ter uma sensação de engajamento constante, mas também de estar isolado no meio de uma multidão solitária.

O resultado é uma crescente massa de pessoas – em potencial, todos nós que estamos fora da elite, ancorada em sua riqueza e seu desapego da sociedade – em situações que só podem ser descritas como alienadas, anômicas, ansiosas e propensas à raiva. O sinal de advertência é o descompromisso político. A esperança consiste em investir na liberdade associativa.

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“Um livro fundamental.”
Noam Chomsky

“Compre o livro de Guy Standing, O precariado. Ou pegue de alguém.”
John Harris, The Guardian

O precariado, termo criado nos anos 1980 pela combinação do adjetivo “precário” e do substantivo “proletariado”, é uma classe emergente composta por um número cada vez maior de pessoas que levam uma vida de insegurança, entrando e saindo de empregos que conferem pouco significado a suas existências. Este livro trata de responder a cinco questões fundamentais acerca do precariado: O que é essa classe? Por que devemos nos preocupar com seu crescimento? Por que ela está crescendo? Quem está ingressando nela? Para onde está nos levando? Esta última questão é crucial.

Guy Standing argumenta que essa classe está produzindo instabilidades na sociedade. Embora seja errado caracterizar os membros do precariado como vítimas, muitos deles se sentem frustrados e revoltados. O precariado é perigoso porque é dividido internamente, o que gera um forte sentimento de aversão para com os migrantes e outros grupos vulneráveis. Sem ação, seus membros podem se deixar influenciar pelos apelos do extremismo político. Para evitar uma “política de inferno”, Guy Standing defende uma “política de paraíso”, na qual a redistribuição e a garantia de renda constroem um novo tipo de Boa Sociedade, em que a atenção aos medos e às aspirações do precariado tornam-se centrais para uma estratégia progressista.

Vamos sortear 3 exemplares de “O Precariado“.

Para participar, envie para o e-mail [email protected] a resposta à pergunta abaixo:

Quais as duas palavras usadas pelo economista inglês Guy Standing para formar o termo “precariado”?

Atenção: respostas na área de comentários serão apagadas.

Se participar pelo Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

O resultado será divulgado no dia 12/11 às 17h30 neste post e no perfil do Twitter @livrosepessoas.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Wendell Santos, Jéssica Oliveira e Noeli Talebi.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

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