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Posts tagged clássicos

10 livros que precisa ler antes de morrer

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Jonatan Silva, no Contracapa

1984 – George Orwell

Clássico distópico escrito por Orwell (1903 – 1950) em 1949. O livro é considerado um dos marcos da literatura apocalíptica retratando o regime totalitarista do Partido, encabeçado pelo Grande Irmão – figura onipresente e onisciente, mas que se mantém em segredo.

Os Irmãos Karamazóv – Fiódor Dostoiévski

Publicado pelo escritor russo em 1879, o livro conta a saga de uma família dizimada pelas ‘intrigas internas’ e pela corrosão do tempo. Freud considerava a obra como sendo uma das mais completas análises da natureza humana.

Pais e filhos – Ivan Turgenev

Publicado em 1862, o livro de Turgenev (1818 – 1883) foi considerado subversivo e elemento fomentador da rebeldia dos jovens de sua época. Em Pais e filhos aparece pela primeira vez o conceito do niilismo, personificado por Bazarov, personagem pessimista e pouco afeito às convenções sociais.

Ficções – Jorge Luis Borges

O escritor argentino compilou nesta obra dois livros anteriormente lançados e criou uma das obras-primas da literatura mundial. Misturando o realismo, fantasia e folclores, Borges (1899 – 1986) se transformou em um dos mestres do conto, dando espaço para o boom latino-americano que “assolaria” a literatura décadas depois.

Robinson Crusoe – Daniel Defoe

Romance mais famoso do escritor inglês, o livro foi inspirado em um caso real e se transformou em um dos maiores clássicos da literatura. Robinson Crusoe passa a viver isolado em uma ilha – que acredita estar deserta – após naufragar. A história recebeu a releitura hollywoodiana em Naúfrago, com Tom Hanks.

Esperando Godot – Samuel Beckett

A peça de Beckett (1906 – 1989) estreou em 1953 e se tornou em divisor de águas no teatro moderno. Na história, dois homens esperam por Godot, personagem que nunca aparece. Simbolizando, ao mesmo tempo, a esperança e o desejo, Godot logo virou sinônimo de algo que nunca acontece.

Os Contos de Canterbury – Geoffrey Chaucer

Ao lado de Decameron, de Giovanni Boccaccio (1313 – 1378), Os Contos de Canterbury representa uma das peças mais importantes da literatura satírica e erótica de todos os tempos. Publicado pela primeira vez por volta de 1375, o livro é um compêndio saboroso e indecoroso das aventuras sexuais da idade média. Chaucer (1343 – 1400) voltou à baila com a adaptação de Pasolini para sua obra.

A Metamorfose – Franz Kafka

O pedido que Kafka (1883 – 1924) fez ao amigo Max Brod para que queimasse toda a sua obra quando morresse não foi atendido. Sorte nossa. Essa pequena alegoria das relações familiares e sociais é um dos textos mais importantes de todos os tempos. Quando Gregor Samsa acorda transformado em um inseto, não é apenas ele quem precisa lidar com a repugnância da existência humana.

A Espuma dos dias – Boris Vian

A vida de Vian (1920 – 1959) foi rápida, mas isso não o impediu de construir uma obra sólida, pautada no surrealismo e, ainda assim, extremamente tocando. Em A Espuma dos dias, Colin precisa lidar com a morte de Chloé, que pode acontecer a qualquer momento. Mas enquanto espera o fim, o casal vive aventuras inimagináveis em mundo, ao mesmo tempo, real e abstrato,

O Templo do Pavilhão Dourado – Yukio Mishima

Figura central na literatura japosena, Mishima (1925 – 1970) criou em torno de si uma aura de herói. O Templo do Pavilhão Dourado, lançado em 1956, é inspirado na história real de um jovem que se revolta contra o que considerava sagrado. O ponto de partida para esse colapso emocional acontece quando Mizoguchi flagra a mãe com outro homem na cama – ao lado do pai moribundo.

Sete livros que você precisa ter na estante

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Camila Iara, no 7lista

Feliz Dia Mundial do Livro! Para marcar esta data tão especial, o 7lista elenca hoje os títulos que você não pode deixar de ler/amar/ter em casa/dividir com o mundo.

E fica a dica pra quem ainda não cultiva o delicioso hábito que é a leitura: basta começar. E os livrinhos abaixo são uma boa pedida, hein? 🙂

1 – O Grande Gatsby (F. Scott Fitzgerald)
Porque é um clássico aclamado pela crítica? Sim. Mas principalmente porque Fitzgerald constrói a persona de Gatsby lindamente e faz nossa imaginação pirar ao mesmo tempo em que apresenta uma crítica subliminar aos EUA da década de 1920. Só amor.

2 – O Diário de Anne Frank (Anne Frank)
Se você ainda não leu o emocionante relato da menina judia que se manteve escondida dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, prepare-se: ela vai mudar a sua vida. Daqueles livros que você termina e te fazem pensar por dias e dias e dias.

3 – Crônica de Uma Morte Anunciada (Gabriel García Márquez)
Gabo consegue nos transportar para o mundo de Santiago de uma forma mágica e única. A leitura é tão gostosa que de repente o livro acaba e você sente aquele vazio no peito. Sério, leiam.

4 – On the Road (Jack Kerouac)
Uma narrativa tão gostosa que dá vontade de largar tudo e viajar. Sabia que Bob Dylan fugiu de casa após ler On the Road? A gente aposta que você vai se inspirar na história de Sal Paradise (só não precisa fugir).

5 – O Pequeno Príncipe (Antoine de Saint-Exupéry)
Não podia ficar de fora. É daqueles livros que quando você diz que não leu, todo mundo te julga. E com razão: O Pequeno Príncipe não chega a ser auto-ajuda, mas traz muitas lições de vida.

6 – 1984 (George Orwell)
Um clássico de Orwell, mostra como o regime totalitarista resulta na opressão individual. Ele também foi o responsável por cunhar aquela ideia de que o governo está sempre de olho em todos nós.

7 – O Hobbit (J. R. R. Tolkien)
A entrada de muita gente para o mundo da fantasia, O Hobbit é a introdução de Tolkien ao mundo do Senhor dos Anéis. É considerado um dos melhores romances infanto-juvenis da história e tem um lugar especial no meu coração.

10 clássicos da ficção científica para ativar sua imaginação

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Publicado no Catraca Livre

Todos sabem que ler é um ótimo hábito e que as leituras são muito mais ricas em detalhes do que os filmes, por exemplo. Além disso, ler exercita sua imaginação e é um ótimo passatempo.

Nos livros de ficção científica, a arte e a ciência se unem e fazem do gênero, um dos mais populares do mundo.

Separamos uma lista com dez clássicos do gênero para mergulhar em novos universos e fazer sua mente trabalhar.

1 – Trilogia “Fundação”, de Isaac Asimov

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2 – Coleção “O Guia do Mochileiro das Galáxias”, de Douglas Adams

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3 – “Eu, robô”, de Isaac Asimov

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4 – Box “Crônicas de Duna”, de Frank Herbert

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5 – “Encontro com Rama”, de Arthur C. Clarke

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‘A metamorfose’ de Kafka completa 100 anos de publicação em 2015

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Livro foi escrito em 1912, mas só chegou às livrarias em 1915

Publicado no Divirta-se

Um dos clássicos da literatura mundial, o livro ‘A metamorfose’, de Franz Kafka, completa 100 anos em 2015. Antes de falar que estamos fazendo a conta errada, é bom conhecer a história da obra.

Kafka escreveu ‘A metamorfose’ entre 17 de novembro e 7 de dezembro de 1912. A publicação, no entanto, só ocorreu em 1915. O livro conta a história do caixeiro-viajante Gregor Samsa, transformado em inseto monstruoso. A história é narrada com um realismo inesperado, que associa o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana.

O título da obra reflete o perfil de Kafka, um escritor extremamente meticuloso, a ponto de se tornar obsessivo, com a utilização das palavras. ‘A metamorfose’ tem várias edições em português e já foi inspiração para filmes e para peças de teatro.

5 Livros pioneiros que deram origem aos seus gêneros literários

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

As vezes pode parecer que os diversos gêneros literários conhecidos sempre estiveram por aí ocupando suas devidas prateleiras nas livrarias. Ainda que atualmente convivamos com novas subcategorias que surgem espontaneamente entre os leitores, a verdade é que existe uma origem para tudo nessa vida, até mesmo para os gêneros clássicos como o romance, ficção científica, terror, policial e outros que são considerados ‘milenares’ dentro da literatura.

Embora nunca seja uma ciência exata, nós tivemos a súbita curiosidade de pesquisar e descobrir alguns desses livros históricos que seguramente são considerados os pioneiros em seus respectivos gêneros.

1472Primeiro livro de Horror: Frankenstein , de Mary Shelley
A escolha óbvia é por vezes evidente por uma razão. Frankenstein (1818) continua a ser uma das obras mais famosas e bem conhecidas na história, e é o precursor claro dos contos de horror moderno, não só contando um enredo envolvendo algumas coisas bem bizarras (cadáveres costurados e animado contra toda a lei da natureza, o que nos leva, naturalmente, a uma certa hilaridade no fato), mas também sendo contada de uma forma que era decididamente revolucionário para a época.

Alguns argumentam que é, na verdade, o primeiro romance de ficção científica devido à maneira como a ‘ciência’ foi usada na animação do monstro, mas o aspecto tecnológico do livro é realmente apenas uma ferramenta. O núcleo deste livro é o pavor da montagem resultante da experiência notória de Victor Frankenstein, com uma ambientação variando entre a tristeza e o arrependimento. Em outras palavras, ainda hoje, não importa quantos livros de terror moderno você tenha lido, um dia este ainda vai entrar para a sua lista de leitura.

orgulho-e-preconceito_webPrimeiro livro de Romance: Orgulho e Preconceito, de Jane Austen
Publicado literalmente a 200 anos atrás, Orgulho e Preconceito permanece como um modelo poderoso que ainda é usado como inspiração para novos romances de ficção a cada nova geração de escritores.
O livro que a própria autora considerava “seu filho mais querido”, atravessou os séculos dotado de uma assombrosa vitalidade. Além de uma das mais comoventes histórias de amor já escritas, é uma brilhante comédia de costumes e um estudo profundo da sociedade de seu tempo. A plena compreensão do mundo feminino e o domínio da forma e da ironia fizeram de Jane Austen a mais notável e influente romancista da história.

Quando foi publicado, a riqueza da sua narrativa deixou muitos leitores em dúvida sobre a possível veracidade da sua história, que ainda hoje, se você reescrever esta obra usando gírias e uma linguagem mais moderna, ainda será capaz de vender milhões de exemplares.

as-viagens-de-gulliverPrimeiro livro de Ficção Científica: As Viagens de Gulliver , de Jonathan Swift
As Viagens de Gulliver é uma grande aventura que foi originalmente concebida como uma paródia das ‘histórias de viajantes’ da literatura, estilo muito popular na época. Enquanto a concepção da paródia foi perdida pela maioria dos leitores modernos, a sátira da natureza humana permanece potente, divertida, e surpreendentemente fantástica para algo escrito há quase 300 anos, se encaixando confortavelmente nos padrões modernos dos romances de ficção científica muito antes do termo ter sido cunhado.

É também um romance raro que continua a ser agradável em qualquer uma das dúzias de versões e adaptações que já foram produzidas sobre essa história.

mulherzinhasPrimeiro livro Jovem Adulto: Mulherzinhas , de Louisa May Alcott
Parece estranho hoje, mas o conceito de “adolescência” como um período separado e distinto da vida, é bastante recente. É claro que as chances de sobreviver à esse período melhoraram muito no último século, o que dá muito sentido a essa lógica.

Enquanto diversos romances são especulados como o primeiro livro destinado a um público jovem, o Mulherzinhas de Alcott é a obra mais antiga que se tem notícias dentre deste estilo: Um foco em personagens jovens e suas lutas, uma história que apresenta um ponto de partida simples que torna-se complicado por preocupações de adultos, e uma abordagem realista perante as preocupações dos jovens. É fácil identificar os elementos básicos que definem o gênero neste maravilhoso livro.

85066_ggPrimeiro livro de Novela Psicológica: As Relações Perigosas, de Choderlos Laclos
Ao contrário de outros tipos de romance, onde o ambiente sociocultural é fator crucial para o desenvolvimento da trama, o gênero romance psicológico tem como principal característica a imersão nas razões dos motivos, escolhas e ações dos seres humanos, se apegando à análise das decisões e seus motivos íntimos.

O livro pioneiro do gênero é o clássico de Choderlos Laclos, general francês que entrou na literatura mundial pela obra As Relações Perigosas, de 1782. Porém, o gênero só ganharia reconhecimento no final do século XIX, quando Dostoiévski foi traduzido do russo para outras línguas e Stendhal foi redescoberto nos meios literários. Uma das obras primas do romance psicológico é Crime e Castigo escrita por Dostoiévski, que apresenta um personagem atormentado por sua memória após cometer um assassinato.

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