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Livrarias investem em público de nicho

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A sommelier Alexandra Corvo na escola Ciclo das Vinhas, que abriu livraria especializada em vinhos

A sommelier Alexandra Corvo na escola Ciclo das Vinhas, que abriu livraria especializada em vinhos

Anna Rangel, na Folha de S.Paulo

Se não dá para competir com os preços, a logística ou o estoque das megalivrarias, a alternativa para as pequenas lojas é investir em nichos onde as grandes não conseguem ou não querem entrar.

Há quem se especialize em uma área, como música ou arquitetura, ou invista em títulos que as líderes do setor só entregam sob encomenda.

“Assim, o livreiro oferece duas coisas que as grandes não podem: uma curadoria bem apurada dos volumes e um atendimento cuidadoso, de saber o que o cliente quer”, diz Bernardo Gurbanov, presidente da ANL (Associação Nacional de Livrarias).

Segundo a entidade, os negócios de menor porte representam 70% das cerca de 3.100 livrarias brasileiras.

Para selecionar bem os volumes que estarão no catálogo, o empreendedor precisa dominar o assunto.

A sommelier Alexandra Corvo, 42, que abriu neste ano uma pequena livraria especializada em sua escola de vinhos, a Ciclo das Vinhas, desistiu de “ter todos os livros possíveis no acervo”.

“Entendi que ser livreiro significa aprender a escolher. Tem muito material ruim, e precisamos filtrá-lo”, diz.

ESPAÇO PARA CRESCER

Brasil lança poucos volumes e população ainda gasta pouco por ano

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O investimento no estoque foi baixo, segundo Corvo, já que a maioria das editoras trabalha sob consignação -ou seja, eventuais encalhes são devolvidos.

Mas, se a ideia é investir em um número grande de títulos, como a Free Note, livraria especializada em música, a empreitada pode custar mais. “Se recebemos 2.000 livros, são cerca de 1.500 capas diferentes.

Mas precisamos ter estoque para que o cliente possa pegar os livros e decidir ali mesmo pela compra”, diz o administrador Vinícius Grossi. Para ele, vale a pena assumir o custo extra.

A empresa, que faturou R$ 900 mil em 2016, espera crescer cerca de 10% em 2017.

Mas, além de ter o livro, é preciso indicá-lo para as pessoas certas. Por isso, o empresário deve estar atrás do balcão, ajudando o cliente a construir sua biblioteca.

“Entender a necessidade do freguês é um trabalho artesanal, que leva tempo, mas é indispensável”, afirma Gurbanov, da ANL.

Esse contato direto é o maior ativo da livraria Vilanova Artigas, especializada em arquitetura, segundo o proprietário, Antonio Ricarte, 54, o Toninho dos Livros.

Em 2016, sua empresa faturou cerca de R$ 600 mil.

Há 45 anos no ramo, quando circulava pelas faculdades paulistanas vendendo livros, ele se tornou fornecedor e amigo de arquitetos de renome, à época calouros.

“Eles nos pediam títulos e criamos um grande acervo de raridades porque aprendemos o que vale a pena vender”, afirma Ricarte.

O grande desafio do empreendedor, segundo Ribeiro, é capacitar a equipe de vendedores. Sem isso, fica difícil criar essa relação de confiança, fundamental para manter o negócio de pé.

E, para Ribeiro, é preciso se desapegar do anseio de oferecer o menor preço. Isso porque as grandes têm uma margem de negociação maior com as editoras. “O público de nicho busca qualidade, e isso custa”, diz.

PESQUISA DE CAMPO

Para identificar espaços no mercado, é preciso investigar os gargalos das líderes, diz Ribeiro. “O problema da grande é o sucesso da pequena.”

A produtora de eventos Elisa Ventura, 53, proprietária da livraria Blooks, descobriu na prática seu nicho: caçar itens já esgotados ou só disponíveis por encomenda nos grandes estabelecimentos.

“Os clientes relatavam dificuldades em encontrar alguns livros e fomos direcionando nossos esforços em função disso”, afirma.

Um jeito barato de descobrir essas lacunas é usar as redes sociais, segundo Ribeiro.

A dica é postar capas e testar a reação do público. Depois, basta entrar em contato e oferecer o título.

“As redes são o novo balcão, mas a maioria dos livreiros não percebeu isso”, afirma Ribeiro.

*

13º lugar
é a posição do Brasil no ranking mundial dos maiores mercados de livros

70%
das livrarias brasileiras são de pequeno porte

R$ 37,74
é o tíquete médio nas livrarias do país

27,54%
é o desconto médio dado aos livros, em relação ao preço de capa

Cliente é obrigado a comprar livros para menor vítima de prostituição

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© Getty Images

© Getty Images

 

Homem de 35 anos foi condenado pelo tribunal de Roma a dois anos de prisão, mas isso foi apenas uma parte do castigo.

Publicado no Notícias ao Minuto

A mídia italiana informa que um juiz inventivo obrigou o criminoso a comprar à jovem, que tem apenas 15 anos, livros sobre dignidade feminina. Na lista estão obras de Virginia Wolf, O Diário de Anne Frank e versos de Emily Dickinson, informa AFP. A decisão do juiz foi criticada pela filósofa italiana, Adriana Cavarero, que disse ao Corriere della Sera que era melhor ler estas obras ao próprio condenado. Ela explicou suas palavras:

“A adolescência não é um momento de reflexão, o que ele fez foi muito pior. Um adulto que, sabendo, pagou para ter sexo com uma menor”, disse a filósofa citada pela edição portuguesa Diário de Notícias.

Segundo o Corriere dela Sera, a decisão do juiz pressupõe que a menina possa compreender o verdadeiro mal que tinha causado a si própria e como sofreu sua dignidade feminina.

De acordo com o DN, em 2013 na capital italiana começou a ser investigada uma rede de prostituição de menores no bairro de classe alta de Parioli. As meninas usavam o dinheiro ganho para comprar roupa nova e os últimos modelos de celulares. (Sputnik)

Advogado que salvou casamento com bilhete aceita o convite e vai escrever livro com dicas

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Rafael Gonçalves

Publicado no Amo Direito

O advogado Rafael Gonçalves, de 26 anos, até hesitou, mas acabou aceitando o convite de uma editora para escrever um livro com dicas e conselhos sobre relacionamentos. O jovem ficou conhecido após salvar o casamento de uma cliente com um bilhete.

— Pelo fato de eu ser solteiro achei que talvez soaria mal escrever um livro. Mas pensei melhor e, agora, enxergo com outro ponto de vista. As pessoas que estão fora de um relacionamento podem interferir positivamente — disse Rafael, que recebeu propostas de duas editoras.

Ele já está trabalhando no projeto, e não sabe em quanto tempo o livro sairá. A ideia, segundo o advogado, é aliar assuntos do dia a dia com tópicos de Direito. Desde que publicou sobre o caso de uma cliente no Facebook, Rafael recebeu milhares de mensagens e e-mails pedindo dicas. Além disso, não faltaram cantadas e até pedidos de casamento.

Mas Rafael afirmou que está em um relacionamento (ainda não oficializado), e a escolhida não gostou nada da repercussão do caso.

— Ela está muito brava com tudo isso, mas a gente leva na brincadeira — afirmou.

O advogado ficou “famoso” ao relatar o caso que aconteceu logo após o carnaval. Ele foi procurado por uma mulher de 27 anos que buscava o divórcio do marido, de 31 anos, que tinha mudado de comportamento nos últimos meses. Ao conversar com a futura cliente, ele percebeu que o casal ainda tinha uma conexão, não havia traição e o casamento não estava totalmente perdido. Rafael, então, questionou a jovem, recomendou que ela pensasse e, na folha com a lista de documentos necessários para a abertura do processo, listou questões que ela deveria responder antes de voltar.

bilhetefinal

Fonte: extra globo

Bastidores literários

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Bastidores literários – colocando a livraria na equação

Gianpaolo Celli (consultor do ALITERAÇÃO SERVIÇOS EDITORIAIS), no Livrólogos

livraria

Já há muito tempo comento a respeito, mas há algum tempo duas coisas aconteceram que me fizeram voltar à questão das livrarias e sua função da equação que é o mercado editorial.

A primeira foi o desabafo de um editor cuja empresa acabara de fechar criticando a posição das livrarias, especialmente das grandes redes, de praticamente ignorar as editoras de médio e pequeno porte. Olha, isso eu posso dizer com certeza que sei bem o que é! Compreendo que a livraria é uma empresa e que, portanto, precisa lucrar. Entendo que dar ênfase aos best-sellers seja necessário, mas FALA SÉRIO!, isso, não quer dizer ignorar as médias e pequenas editoras, ou os livros nacionais que também chegam ao mercado.

Não vou nem argumentar a respeito do fato de que as livrarias ficam mais da metade do valor de capa do livro. Ou que cobrem em dinheiro os locais de mais destaque da loja. É sim, isso existe! Porque mesmo que sejamos só leitores e pensemos que isso não tem nada a ver conosco, este também é um dos fatores que encarece o preço do livro nacional.

Ou seja, quando vejo escritores criticando a “pobreza” que são os 10% de direitos autorais ou os leitores reclamando dos altos preços dos livros, às vezes a impressão que dá é que a culpa é da editora, que fica com todo o preço de capa, o que definitivamente não acontece. FALA SÉRIO! Caso você não saiba, praticamente 50% do preço do livro vai para a livraria!

A outra, que foi o que me fez conectar todos os pontos para escrever esse texto, foi uma situação constrangedora que já presenciei numa grande livraria, em que uma cliente foi tratada com muito descaso. FALA SÉRIO! Isso me fez lembrar uma situação da mesma rede de livrarias em que, devido a um problema entre a equipe de vendas e a administração da rede relativa à comissão, quase dez vendedores pediram as contas no meio de uma reunião. Como administrador, posso dizer que um funcionário motivado, bem treinado e que tenha uma remuneração à altura é um dos bens mais importantes de uma empresa. Especialmente se estamos falando de uma loja, cujo foco é exatamente o atendimento ao cliente.

Lembro de quando o foco de algumas livrarias era a qualidade. Ter, senão na loja no sistema, um acervo para todos os tipos de leitor, é o mínimo se tal negócio quer se manter no mercado. Porque FALA SÉRIO!, ouvir, como já aconteceu comigo, que um livro que já tive em mãos “não existe”, ao invés de “não consta em nosso sistema”; ou que, como aconteceu à cliente, uma versão importada do livro não existe na loja (quando existia), só para tentar empurrar a versão nacional, que é mais cara na maioria das vezes, não é só querer perder a venda, mas desrespeitar o cliente, e isso é impensável.

FALA SÉRIO! Para que o mercado cresça efetivamente, todas as partes devem agir em parceria, com a editora E a livraria trabalhando em conjunto PARA o cliente! O que estamos vendo ultimamente é a parte mais forte do sistema tentando esmagar as partes mais fracas ao invés de dar suporte. E quando isso acontece, não é só a parte mais fraca que termina sendo prejudicada, mas o cliente final também, e isso é totalmente contraproducente.

Homem é esquecido em loja de livros e fica preso por mais de uma hora

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O proprietário da loja esqueceu que ainda havia um cliente na loja e simplesmente trancou o estabelecimento

O proprietário da loja esqueceu que ainda havia um cliente na loja e simplesmente trancou o estabelecimento

Publicado no Boa Informação

 

Um cliente teve que chamar a polícia depois de ficar preso em uma loja quando o proprietário saiu para pegar um café e trancou a loja por mais de uma hora.

O comprador “mergulhou” nos livros de ficção científica no fundo da loja Paramount Livros no centro da cidade de Manchester, Inglaterra, e não ouviu o proprietário deixar o local.

Ele estava passeando pelas prateleiras em uma sala nos fundos da loja e acredita-se que o proprietário tenha esquecido que ele estava lá.

O homem, que não quis ser identificado, só percebeu que ele estava trancado depois de escolher as suas compras e ir até o balcão para pagar, encontrando a loja deserta.

Ele começou a procurar pela loja uma chave ou um número de celular para ligar o proprietário. Sem encontrar, teve que ligar para a polícia.

Ele também tentou escapar por uma saída de incêndio no andar de cima, com a polícia oferecendo-se para chamar os bombeiros para ajudar no resgate. Mas essa ideia teve que ser abandonada depois de perceberem qu parte da escada não poderia ser utilizada.

A polícia continuou na linha e o homem concordou em esperar dentro da loja até que os oficiais pudessem chegar – lendo os livros que ele esperava comprar, para passar o tempo.

Depois de uma hora e meia o dono da loja voltou e finalmente o cliente ficou livre.

Para provar que quando o dia é ruim tudo dá errado, ele não conseguiu comprar os livros pois a loja não aceitava cartão.

Mas ele disse que quando ele voltou com o dinheiro para comprar os livros, o proprietário deu-lhe um vale para ele utilizar em uma próxima visita.

“Eu fiquei aliviado por poder passar a noite na minha cama sem ter o constrangimento de um resgate pelo corpo de bombeiros!”

A Paramount Livros não quis comentar o caso.

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